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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Conheça o livro “O HOMEM COM CABEÇA DE URUBU” de Glauber Costa

#Pratodosverem silhuetas de prédios e torres a noite e um céu estrelado, a lua bem grande e centralizada, sobre ela a silhueta de um homem com chapéu.  Em baixo está escrito: "O homem com cabeça de urubu" 
Glauber Costa.







Título: O HOMEM COM CABEÇA DE URUBU 

 

Autor: Glauber Costa

 

    Sinopse:

O livro é um suspense surreal, que começa com a aparição de um homem com cabeça de urubu e segue, capítulo a capítulo, com assombros tão cotidianos quanto familiares, que vão compondo uma fábula sombria.

 

Sobre o autor:

Glauber Costa é baiano, residindo atualmente no Amazonas. É professor. Tendo publicado contos e crônicas em revistas e antologias literárias.

 

"O homem com cabeça de urubu" é o primeiro livro de Glauber e foi idealizado a partir do conto homônimo, publicado, em 2015, pela Revista Subversa.

Segundo o autor, A versão impressa estará disponível, ainda este mês, no Clube de autores e nas principais livrarias do país.

 

Adquira já o e-book em: https://www.amazon.com.br/homem-com-cabe%C3%A7a-urubu-ebook/dp/B08DDJRB7Q

  

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

[Projeto Láquesis] Você outra vez - Davyd Vinicius





Berlim, 19 de maio de 1995
 Olá querida Helena.
Hoje fazem dois meses que já estou em Berlim, as coisas vão bem por aqui. Minha residência é em um hospital grande, tenho trabalhado bastante e quase não tenho tido tempo para me dedicar à outras coisas.
 Meu visto para trabalhar aqui já saiu e  Minha autorização nacional para atuar como médico também.
 Estou morrendo de saudades.
 Beijos, Kawl.

Após ler a carta, seu celular toca.
-Pronto?
-Hele minha filha, até que enfim atendeu esse celular. Eu já estava ficando preocupada.
-Oi mamãe, desculpe, eu estava arrumando algumas caixas e não ouvi o celular tocar. - Pega a carta que estava em sua mão e coloca em baixo de seu travesseiro.
-Amanhã é o aniversário da tia Zélia, ela fará 95 anos e nós iremos fazer uma festinha para ela...
-Festa em plena segunda? - Pega um pequeno papel de dentro da caixa, olha, amassa e joga-o junto de outros papéis amassados.
-Sim minha filha, você sabe que a gente nunca pode contar muito com o tempo quando se trata desse povo mais velho. - Faz uma breve pausa. -E você sabe que não presta comemorar antes, não é?
-Tá bem, assim que eu sair do escritório passo lá. - Pega um cartão postal de dentro da caixa.
-Nós estamos planejando cortarmos o bolo por volta das 7:00 pm, porque a tia vai dormir super cedo. Vamos aguardar você chegar.
-Tá bem. - Admira o postal recebido de New York.
-Beijos querida, vou levar seu casaco que ficou aqui aquele dia.
-Tá bom mãe, beijos. - Coloca o postal em cima da cama junto com outros postais. Desliga o celular e também o coloca em cima da cama.
        Ela pega mais alguns papéis de dentro da caixa, olha, os amassa e joga na pilha de papéis amassados, à chaqualha de ponta cabeça em busca de outros papéis, mas percebe que não há mais nada. Guarda
algumas cartas novamente dentro dela, tampa e à guarda novamente em cima do guarda roupas.

        Após sair do escritório, Helena vai em direção a seu carro que está estacionado em uma rua lateral do prédio da Brooks, um prédio alto, todo espelhado com um painel de lede gigante que estampa
a edição de setembro da revista.
Quando sai do prédio, se mistura ao mar de pessoas que passam pela movimentada avenida, mas logo dobra na ruazinha aonde está o seu carro. A rua está calma, ela anda alguns passos e logo consegue o avistar.
Ela para diante do carro e logo começa a vasculhar a sua bolsa em busca da chave que havia esquecido de pegar antes de sair. Abre o ziper e logo sente alguém a abraçar por trás.
-Passa a chave do carro. - Diz em voz baixa perto do ouvido de Helena. Ela sente algo encostar em seu quadril.
Com o susto, ela tenta se desvencilhar dos braços do assaltante o empurrando para trás, mas sente que algo perfura suas costas. Ela grita, o assaltante corre, ela cai.

        Abre os olhos lentamente, escuta um bipe que se repete de segundo em segundo. Olha para o lado e logo percebe sua mãe vindo em sua direção.
-Minha filha, graças a Deus, você acordou. - Se aproxima da cama juntando as mãos.
-Mãe? O que aconteceu? - Questiona preocupada.
-Você sofreu uma tentativa de assalto minha filha... O assaltante foi pego e disse que não tinha a intenção de te machucar, mas que você acabou se ferindo quando tentou fugir.
-E a tia Zélia mamãe? - Pergunta preocupada.
Quando sua mãe vai responder, é interrompida com o médico que entra no quarto.
-Com licença, Helena? - Pergunta olhando para ela.
-Isso, você é o Dr. Mark, não é? - Responde a mãe de Helena indo em direção a ele.
-É... Na verdade não, o Dr. Mark é meu amigo, ele irá passar por aqui em breve... Eu me chamo Dr. Wistern. - Aperta a mão dela enquanto Helena os observa. -Ele teve um contra-tempo e vai se atrasar um
pouco. Vim ver como você está. - Fala olhando para Helena.
-Estou bem Dr. só com um pouco de dor nas costas.
-Pois é, você teve sorte, o corte passou bem perto do seu pulmão. Mas ainda bem que não atingiu nada. Acredito que amanhã você já poderá ir para casa. - Fala olhando para um raio-x.
Quando ele se vira, Helena percebe o nome Kawl bordado em seu jaleco.
        Eu me chamo Kawl Wistern, você é uma moça muito bonita. - Lembra ela de quando era mais nova em um barzinho.
-Kawl? ... Você é Kawl Wistern? - Pergunta ela desesperada.
-Sim, esse e meu nome. - Responde ele assustado.
A mãe dela também olha assustada. Helena tenta se levantar, mas sente uma forte dor nas costas.
-Eu sou a Helena, aquela do barzinho, em 95. Lembra? Nós conversávamos através de cartas quando você foi para Berlim. - Diz empolgada.
Desmancha o sorriso e continua.
-Mas você parou de me responder... Porque você parou de responder? Eu fiquei tão preocupada. Nós fizemos planos de eu ir te encontrar em Berlim, mas nada deu certo... Eu acreditei em você e você sumiu.
- Fala com a voz embargada.
-Que história é essa minha filha? Como assim ir embora pra Berlim? - Questiona a mãe preocupada.
-Essa é uma longa história mamãe, depois eu te explico tudo.
-Helena, as coisas em Berlim eram muito complicadas. - Minha rotina de trabalho era muito intensa, chegou um momento que ficou impossível continuar te escrevendo.
-E você simplesmente me esqueceu? Da noite para o dia... - A mãe dela olha confusa.
Não, não foi tão fácil assim, mas eu tinha outras prioridades, eu tinha que estudar e trabalhar...
-Eu vou ao banheiro, já volto. - Diz a mãe de Helena enquanto vai em direção a porta.
-E hoje? Como estão as coisas?
-Eu voltei de Berlim faz 1 ano, agora estou trabalhando nesse hospital... Eu conheci uma moça antes de vir, nós namoramos durante algum tempo e logo ela engravidou... Hoje nós estamos casados.
-Você está casado... - Seus olhos enxem de lágrima. -Eu tranquei a faculdade, vendi meu carro e sai do meu emprego para ir para Berlim te encontrar. A minha vida virou de ponta-cabeça por sua causa e você
parou de me responder porque não tinha tempo para mim. - Fala chorando.
        A porta se abre, a mãe de Helena entra e logo atrás dela um médico.
-Filha o Dr. Mark chegou. - Ela entra no quarto e para diante da cama.
-Desculpem a demora, eu estava em outro hospital em uma cirurgia de emergência. - Olha para Helena que está secando as lágrimas. -Está tudo bem por aqui? - Olha para Kawl.
-Está sim Dr. ela apresenta um quadro estável, só reclamou de um pouco de dor nas costas. - Um bip toca em seu bolso.
Ele olha para o aparelho.
-Desculpe, tenho que ir. - Olha para Helena. -Helena, deixo você com o Dr. Mark, ele é um ótimo médico, tenho certeza que está em boas mãos. Tudo de bom para você. - Sorri para ela e vai em direção a porta.
-Muito obrigado Dr. Wistern. - Se aproxima da cama. A mãe de Helena acompanha Kawl com os olhos até ele sair.
-Que bom, está tudo certo com seus exames. A faca passou bem perto do seu pulmão, mas você teve sorte. - Sorri pra Helena. -Eu já vou te liberar, mas caso tenha qualquer coisa volte para cá, ok?
-Que bom Dr. muito obrigado. - Fala enquanto limpa a bochecha que ainda estava molhada.
Ela olha para o rosto dele e seus olhos verdes prendem a sua atenção.
Um celular toca.
-Com licença, vou ali fora atender. - Diz a mãe dela enquanto vai em direção da porta.
-Vou prescrever alguns analgésicos caso sua dor persista. - Ele olha para o rosto de Helena. -Você é uma moça muito bonita, sabia? - Sorri para ela.
-Obrigado. - Sorri e desvia o olhar sem graça.
-Aqui estão as receitas dos analgésicos caso você fique com dor. Passei um também caso tenha febre. - Entrega as folhas para ela. -Já vou indo, preciso atender outro paciente no andar de cima. Espero reencontra-la
logo, mas claro, fora daqui. - Abre um largo sorriso. - Vai em direção a porta. -Abraços Srta. Helena.
Ela abre as receitas para ver quais os remédios ele havia passado, de dentro delas cai uma folha menor.
 Londres, 23 de setembro de 2005.
  Tom Mark - 9832-92714.
Helena sorri.

(Davyd Vinicius)

domingo, 2 de setembro de 2018

[Projeto Láquesis] Necrotério - Sarah Drummond




 A velha senhora caminhava lentamente pela calçada, o som de seus
paços se intercalava entre o toque macio do calçado que ela usava, e o
baque duro da bengala de madeira que usava para caminhar. Entrou no
prédio frio e escuro e foi auxiliada por um jovem que trabalhava lá a
para chegar a recepção.
    Falou por que estava ali para a jovem recepcionista, e ignorou o
olhar de pena com que ela a olhava, nunca em sua vida havia sido
conivente com aquele tipo de olhar em relação a ela, e não era com a
idade que tinha que começaria a ser.
    Passou as informações dele, e sua voz fraquejou ao falar seu nome,
mas sua expressão era séria em meio as linhas que marcavam o mapa de sua
vida. Mais uma vez, enquanto ia para o elevador, o jovem a auxiliou,
quando entraram ela se apoiou em sua bengala, pedindo perdão a Deus.
    - Eu lhe dei todas as surras que ele merecia, contou a ele, - E o
amei mais que tudo. Deus não a respondeu, ele nunca respondia, mais com a idade que
tinha já havia se acostumado com o seu silêncio.
    Contra o peito, carregava uma foto dele, de quando ainda era
criança. Da época em que as colagens para o dia das mães feitas na escola em papel crepom, eram levadas para casa e entregues à ela. Quando ainda era fácil agrada-lo, televisão, um pote cheio de bolacha e leite com tod,
era o suficiente para que ele fosse feliz. Mas ele cresceu e passou a
querer celular, roupas da moda e cadernos de capa dura,. Ela lhe deu
tudo apesar de não ter muito dinheiro. Até que ele largou a escola e começou a andar com a turma do Duda, com quem conseguiu um trabalho  para ganhar dinheiro fácil. Ela gritou com ele,
e implorou para que ele voltasse para a escola, mas ele a ignorou.
Quando suas dívidas vieram ele começou a vender suas coisas para pagar,
e quando ela tentou impedir apanhou. Naquele dia ela soube que o menino
doce que ela havia criado já não existia mais.
    Noites antes havia acordado assustada, seu primeiro pensamento foi
ele, se levantou lentamente e caminhou pela casa, se apoiando nas
paredes, indo na direção de seu quarto. Quando abriu a porta, percebeu
que ele continuava da mesma forma que ela o havia arrumado a pouco mais
de duas semanas. Entrou e sentou em sua cama, passando a mão lentamente
pela sua coberta favorita.
    Ouviu a noticia no jornal do meio dia. O corpo foi encontrado no
matagal da favela vizinha dois dias antes, e ainda não havia  sido
identificado.
 Ela colocou o seu casaco mais quente e pegou quatro ônibus para só então chegar até ali.
    Eles entraram na sala fria e escura, cercada por portas prateadas,
mas o que se destacava era a grande mesa. nela, um corpo imóvel coberto
por um lençol branco. Logo, as lagrimas estavam em sua garganta, e
 seus paços, enquanto caminhava em sua direção eram mais lentos.
    Quando o lençol foi abaixado ela o viu, Levi, sua criança, seu rosto
congelado em uma expressão de dor. Sentiu algo úmido e quente escorrendo
por seu rosto, percebeu que eram lagrimas, e os soluços que  encheram a
sala eram do mais profundo desespero.
(Sarah Drummond)

quinta-feira, 26 de julho de 2018

[Projeto Láquesis] Bella - Joana Hortz



Tudo começa pelos cabelos com suas ondulações e seus aromas, depois disso passa pela nuca, pela clavícula, os seios assimétricos, braços, dobrinhas. Por fim, chega as pernas com suas celulites e estrias. Fiz todo esse percurso que faz parte de mim, tantas vezes que até perdi a conta. Olhando e analisando novamente no espelho - que muitas vezes tentei evitar - todas as minhas imperfeições, todos os detalhes e lugares fora do lugar que me deixavam tão angustiada. Minha pele muitas vezes ficava vermelha, pois eu a puxava com ardor esperando que aquela carne sobrando não fizesse mais parte de mim. Que meu ser fosse finalmente puro e dentro dos padrões.
Houve tão poucos momentos nos quais me senti amada e que me amei, que mal guardo essas memórias em mim, estão fragmentadas como um sonho distante. Porém aquele momento era um deles, pois eu tinha alguém comigo. Alguém cobiçado por outras mulheres também, e que estava comigo mesmo eu sendo gorda. Era o nosso primeiro encontro, onde conheceria seus amigos.
- Você vai com essa roupa mesmo? Não está mostrando muito seu corpo? - Ele perguntou enquanto eu vestia meu vestido favorito, que realçava meu busto como nenhum outro.
- Mas Carlos… Está tão bonito. - Eu respondi chorosa.
- Você está muito gorda com ele, seus peitos estão pulando para fora. Está horrível. - Ele respondeu abotoando sua camisa.
- Mas…mas.. - Não adiantava discutir.
Vesti um calça comum e uma camiseta bem fechada para que ele não reclamasse, então fomos para o encontro.
Lá pelo meio do jantar, todos já estavam um pouco embriagados, menos eu que não bebo. Haviam muitos homens lá, mas me senti protegida ao lado do meu namorado, mesmo todos me observando com olhares enviesados.
- Então… Sua namorada deve dar trabalho, não é? - Perguntou um deles, que se chamava Gustavo. Tinha cabelos loiros e ensebados.
- Por que eu daria? - Disse rindo.
Ele não me respondeu, era como se eu estivesse falando com as paredes.
- Claro que dá! Toda vez que ela sobe em mim eu perco o ar! - Respondeu Carlos seguido por um coro de gargalhadas.
- Espero que tenha seguro de vida. - Pronunciou um terceiro, que eu não lembrava o nome.
Todos riam sem parar. Aquele som uníssono de risadas e deboches sobre mim me esmagava, e eu me senti tão insignificante que nem ao menos consegui abrir a boca. Então eu ri, uma risada amarela junto a eles. Pensei que logo aquilo iria passar, que iriam mudar de assunto, que chegaria o momento de ir para casa.
Carlos bateu em minhas costas como se fôssemos velhos amigos, ou como se estivesse batendo no lombo de uma vaca, não soube diferenciar.
Tinham alguns petiscos em cima da mesa e eu estava morrendo de fome, no entanto, nem ao menos belisquei um petisco sequer para não ser alvo de mais chacotas devido ao meu corpo.
- Essa daqui da um tranco e tanto!
- Duvido que consiga enxergar seus pés, consegue? - Perguntou Gustavo, enquanto dava uma longa golada em seu chopp.
- Consigo… - Disse, sentindo-me esquentar, tanto de vergonha como de raiva.
Aquilo não parecia estar acontecendo, desde quando meu namorado deixaria que falassem daquele jeito comigo? Todos pareciam me olhar como se eu fosse um porco pronto para o abate.
- Espera, espera, espera. - Disse Gustavo batendo a caneca na mesa.
Todos os cinco membros da roda o olharam.
- Carlos, sua namorada é tão gorda, mas tão gorda que usa lona de circo para se vestir! - Disse cuspindo.
Todos riram de engasgar e eu me levantei da mesa.
- Vou para casa. - Disse sentindo meus olhos marejarem.
- Amor, fique aqui. Estamos apenas brincando. - Ele disse, segurando-se para não rir. - Não tem motivo para ficar assim.
- Não, eu quero ir. – Insisti com veemência.
Ele se levantou e apertou meu braço com violência.
- Não, você vai ficar. Porque eu a trouxe até aqui, para conhecer meus amigos e não quero passar vergonha! - Respondeu seriamente.
- Já está, meu amigo, olha o tamanho dessa jamanta! - Era outro amigo de Carlos, Alberto, que ainda não tinha se pronunciado.
Carlos não respondeu, ficou me encarando, esperando que eu sentasse e ficasse calada
- Não vai me defender? - Eu perguntei.
- Estamos apenas brincando. Você não entende, falamos desse jeito um do outro, é brincadeira de homem. Pense pelo lado bom, estamos te incluindo na conversa. - Disse tranquilamente. - Eu faço tudo isso, porque eu te amo.
- Não quero participar dessa brincadeira, me solte! - Disse tentando puxar meu braço.
Antes que eu pudesse protestar novamente, ele me puxou para um lugar afastado onde deviam ser os fundos do barzinho onde estávamos e seus amigos o seguiram.
- O que você está fazendo? - Perguntei já sentindo o vento frio do lado de fora.
O ambiente estava deserto.
- Te ensinando a me respeitar! Não quero passar vergonha. - Retrucou.
- De mim? Me diga, por favor, se tem tanta vergonha de quem eu sou, por que me namora? - Gritei.
Todos os amigos dele riram.
Carlos veio em minha direção, apontado seu dedo para minha cara, seu olhar era de um assassino e isso me causou calafrios que percorreram minha espinha.
- Me escute com muita atenção: Você nunca irá achar alguém como eu, você nunca irá arranjar mais ninguém! Olhe pra você! - Gritou e me olhou de cima para baixo com desprezo. - Então, eu acho melhor você me respeitar e parar de agir como uma idiota.
Senti cair sobre meus joelhos, aquilo já tinha ido longe demais. Poderia aguentar toda aquela humilhação, poderia aguentar as privações e a falta dos meus amigos, tudo isso pelo relacionamento, mas saber que a própria pessoa com quem eu estava me desprezava, era dilacerante.
- Então arranje alguém para você! Alguém como você! - Respondi chorando.
Alberto se aproximou.
- Sabe, o Carlos é o tipo de cara que faz caridade.
Nunca me senti tão insignificante e acuada. Ele estava comigo apenas para tirar sarro da minha cara?
- VÁ A MERDA! - Disse a plenos pulmões.
- Olha só, a porquinha sabe xingar! – Zombou Gustavo.
Carlos cerrou os punhos e me lançou um olhar frio.
- Cara, relaxa. Deixa a jamanta ir embora. – Falou o qual eu não sabia o nome.
- Me deixa em paz. - Disse para o seu amigo. - Você nunca mais irá falar desse jeito comigo!
- Tá bom cara. - Ele respondeu se esquivando para longe.
- Cara, deixa ela! Vamos embora! - Gritaram eles.
Ele veio se aproximando aos poucos, com as mangas da camisa erguidas e seu olhar gélido para mim. Vagarosamente como se eu já estivesse abatida, e eu não poderia fazer nada para me defender. Gritar? Quem ouviria meus gritos? Correr? Não tinha saída. Eu o amava, mas pelo jeito não me amava o bastante para fugir.
Nesse momento eu senti, primeiro um puxão no cabelo, um ardor no rosto seguido de um gosto de sangue pela minha boca, uma dor na clavícula e chutes que se prolongavam pela minha perna. Eu não disse nada, para mim aquilo não era real.
- Isso é pra aprender a se comportar. - Escutei sua voz abafada.
Todos foram embora, e as risadas cessaram. Fiquei ali no chão, observando o letreiro do bar ficar amarelo, depois vermelho, azul, amarelo...

sábado, 7 de outubro de 2017

[Resenha] "A Fazendinha" e "O Pirulito das Abelhas" - Isa Colli

Heeey forasteirs!
Trago para vocês hoje a resenha de dois livros da autora Isa Colli, que é uma escritora ítalo-brasileira natural de Presidente Kennedy e que atualmente reside na Bélgica.

 Confiram:


A Fazendinha

Gente a leitura desse livro foi uma delícia! A pesar de ser um livro infantil e eu já ter deixado de fazer parte desse público alvo há um bom tempo, foi incrível acompanhar a viajem de Valentina e de seus amiguinhos até a fazendinha do Zecão.
 A descrição de ambientes é tão bem feita que é possível mergulhar nessa atimosfera e realmente se sentir no campo entre a vegetação verdinha, tratores e diversos animais. Com isso, a autora alcansa claramente o seu objetivo de ensinar e consientizar o leitor com uma boa dose de diversão.
 Aos pouquinhos, Isa nos mostra gentilmente como funciona uma fazenda, seus animais e serviços. Entre os temas abordados estão "produtos orgânicos", e até como é feito a ordenha das vacas.
 Eu adorei essa leitura e sem dúvidas recomendo demais!



O Pirulito das Abelhas

Já aqui, com um olhar extremamente sensível, a autora nos apresenta uma história leve e delicada, onde a união torna-se o carro chefe de tudo.
Em uma aldeia extremamente organizada e respeituosa, onde os animais vivem em perfeita armonía, duas abelinhas talentosíssimas que adoravam fazer doces tinham o sonho de abrirem uma confeitaria. Com a ajuda de seus amigos, elas finalmente conseguem realizar seu sonho que às fazem conhecidas por toda a região.
O grilo que é um ex-comerciante, trás para elas a ideia de um doce que durasse mais tempo e pudesse ser consumido mais lentamente e após juntar diversos ingredientes, elas criam o "Pirulito", mas infelizmente a receita desse doce tão incrível acaba sendo roubada e a partir dai a história só fica ainda mais fofa.

 O que mais me chama atenção nas histórias de Isa, é sua sensibilidade para cada detalhe, para cada construção. Tudo é muito bem pensado para ser entregue da melhor forma aos pequenos, e claro, os fazer cativar com atmosféras tão gostosas, que sem dúvidas, nos prendem do início ao fim.
Quando a Isa entrou em contato comigo me convidando para resenhar seus livros e eu vi que eram livros infantis, eu confesso que pensei em negá-los por não fazerem parte dos livros que normalmente estou acostumado a receber. Eu nunca havia feito a resenha de um livro infantil, mas pensei bem e decidi aceitar o "desafio", era uma nova experiência e eu estava ansioso para ver como seria.
 Sem dúvidas essa foi a melhor decisão que eu tomei! Além de voltar na minha infância e relembrar os livros que li quando era menor, entrar em uma atmosféra tão pura e tão delicada foi revigorante, foi um lembrete para que eu voltasse a ver o mundo com aqueles olhos que eu havia esquecido em algum lugar. Por alguns minutos pude esquecer o mundo denso em que vivemos e pude enxergar novamente com os olhos de uma criança.
 Muito obrigado Isa!


E aí, o que acharam das resenhas? Se você quiser que eu faça uma resenha do seu livro, basta entrar em contato conosco pelo email faroesteliterario@gmail.com.
Até a próxima! ;)
Davyd Vinicius.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

[Faroeste News] Escritor L. F. Faria divulga novidades sobre o segundo livro da série "The Dark World"

                Nessa semana, o escritor L. F. Faria, autor da série "The Dark World" (Confira a resenha feita pelo nosso blog clicando aqui) entrou em contato conosco para compartilhar algumas novidades sobre a continuação da série e do segundo livro “Cinzas”, que tem previsão de lançamento para Janeiro de 2018. O autor também nos revelou com exclusividade, a capa e algumas curiosidades sobre o livro.
Confira:




Sinopse:
Até onde você iria para descobrir a verdade?
John, Ryan e Charlotte continuam vivendo as suas vidas normalmente após o misterioso incidente que destruiu toda a região de Wells e no qual eles foram os únicos sobreviventes. Mas sobreviver não significa estar seguro. Quando o plano criado por um maníaco por controle é colocado em ação – destruir os humanos e criar uma nova raça superior e submissa – a humanidade começa a caminhar para as suas ruínas e eles novamente se encontram no meio do apocalipse.
Determinados a sobreviver novamente e enfrentando criaturas mutantes, eles voltam ao vilarejo para investigar o passado do local e descobrir respostas para todos os mistérios, que acaba levando-os até o Havaí onde o vírus mortal poderia ter sido criado e encontram uma ameaça que é maior do que eles já enfrentaram... Os próprios humanos criadores do vírus Imortal.
O mundo agora é outro e as respostas para os mistérios parecem mais obscuras do que nunca. “Cinzas” é o segundo volume da série The Dark World, de L. F. Faria.

Curiosidades sobre o livro:
- O primeiro capítulo do livro chama-se "A Ascensão Sombria" e começa com o vilão, Tod Stocow.
- O último capítulo do livro chama-se "A Fúria dos Quatro Elementos" e é o resultado de todas as ações dos personagens.
- A história se passa em Londres, Wells, Paris, Dallas e Honolulu.
- O mistério do vírus Imortal finalmente será revelado.
- Diferente do primeiro livro da série, Cinzas tem uma explicação científica para tudo o que acontece e teve uma mestre em Biologia envolvida na correção final.
- A música seria "Radioactive", da banda Imagine Dragons, serviu de inspiração para vários momentos da trama.
- Vemos um John mais brincalhão em alguns momentos do livro.
- Em "Cinzas" temos mais pistas na história do que em "Escuridão".
- É uma história sobre sobrevivência, conspiração política e bioterrorismo.
- The Dark World: Cinzas chega às lojas em cópias físicas e digitais em janeiro de 2018!



Sobre o autor:
L. F. Faria é escritor, ator, compositor e publicitário. Apaixonado por séries e ficção científica desde pequeno, começou a escrever roteiros para peças de teatro da companhia local e depois para a televisão, após trabalhar no canal Disney Channel Brasil como ator em duas temporadas da série Quando Toca O Sino. Quando entrou para a faculdade de publicidade teve a ideia de escrever o seu primeiro livro e disso resultou na vontade de desenvolver uma trama totalmente nova e diferente do que já havia trabalhado. Então começou a escrever a série The Dark World em 2013 em seu tempo livre até que a história de John se tornou seu passatempo diário. Atualmente ele divide o seu tempo escrevendo os cinco volumes da série e produzindo o seu primeiro EP, “Battle Scars”, com lançamento previsto para início de 2018.

Contatos:
Facebook: https://www.facebook.com/thedarkworldbooks
Twitter: http://twitter.com/DarkWorldBooks / http:///twitter.com/LuizferFaria
Skoob: https://www.skoob.com.br/autor/17698-l-f-faria

Goodreads: https://www.goodreads.com/author/show/16266895.L_F_Faria

terça-feira, 6 de junho de 2017

[Faroeste News] Livro de poesias do escritor Diego Sant’Anna terá tradução para o inglês e será publicado nos EUA e Europa



A Chave Para O Infinito”, obra publicada em 2015 pela Editora Clube de Autores, ganhará as prateleiras internacionais após o sucesso de MORTALITAS: Uma História De Amor E De Morte publicado pela mesma editora.
Em solo nacional, seu segundo livro de poesias: Exórdios: A Origem Do Silêncio será publicado ainda este ano e promete emocionar e levar a poesia ao coração de seus leitores.
A Saga MORTALITAS continua?
Continua sim, “O Segredo De Ophelie”, segundo livro da saga será publicado em meados de 2019 junto com o longa metragem realizado por uma produtora inglesa.
Em breve mais detalhes dessa “superprodução” com exclusividade aqui no nosso blog.

domingo, 16 de outubro de 2016

[Conto] A dor do abandono - Sarah Drummond


Meus paços eram lentos enquanto eu caminhava pela quadra. Eu estava adiando o momento, eu sabia, mas era impossível para mim não fazê-lo. Meu coração batia fortemente no peito, meu estomago estava apertado e revirado... E ao mesmo tempo que eu queria correr para o mais longe dali o possível, meus instintos diziam que eu deveria correr até o meu destino final.
Fariam 25 anos dêsde a ultima vez... Como ele seria? Sua estatura, compleição, o som da voz...? E a personalidade? Qual seria a sua reação?
Interrompi meus paços, encostando-me a um muro qualquer, tocando a parede fria e áspera com minha testa, os olhos ardendo pelas lágrimas não derramadas, o medo e a insegurança lutando contra a minha vontade. Respirei fundo e de vagar retrocedi meus paços pela calçada, eu não podia enfrentar aquilo, eu não era forte o suficiente...
Ainda me lembro, como se fosse hoje, do dia em que eu o deixei aos cuidados das irmãs do orfanato Sta. Luzia, foi tudo muito rápido.  Eu disse a ela, uma freira que parecia tão velha quanto o tempo, que me olhava com olhos sábios, que não podia, que não conseguiria lidar com aquilo. Eles ficaram com ele, e eu caminhei pela calçada extremamente aliviada, me sentindo a pior pessoa do mundo.
Mais uma vez, parei meus paços, dando-me conta que eu não podia voltar para traz, que eu estaria cometendo o mesmo erro de anos atrás, que tomar o caminho da covardia mais uma vez não me ajudaria. Valeria a pena, mesmo que ele não quisesse nada comigo, valeria por que eu iria conhecê-lo e ele deixaria de existir apenas em fotos para mim. Fotos tiradas pelo mesmo detetive que encontrou o seu endereço, fotos de cinco anos atrás.
Era o número 50 logo a minha frente, e em algum lugar daquele condomínio ele estava existindo, talvez com uma familia, esposa e filhos. -Netos? Seria maravilhoso se eu tivesse netos, seria maravilhoso dar a eles o amor que eu não dei ao seu pai.
Toquei o interfone, apartamento 32. Uma voz masculina atendeu.
-Sim?
Fiquei em silêncio por alguns segundos.
-Oi, eu gostaria de falar com Lucas Maier. Ele se encontra?
-Quem gostaria? - Perguntou.
E ali estava. Se aquele fosse o meu filho e eu lhe dissesse o meu nome e ele não quisesse me ver? Eu não saberia o que fazer. Respirei fundo e respondi com a voz um pouco trêmula.
-Marta, Marta Maier.
Ele ficou em silêncio. Tudo que eu conseguia ouvir era o sangue correndo em meus ouvidos e o som acelerado do meu coração.
-Um minuto. - Pediu.
E eu esperei, mais de um minuto. Todos os meus medos ficavam maiores e mais reais a cada segundo que ele demorava para voltar. Até que finalmente (um finalmente muito demorado) ele voltou.
-Pode subir - Ele disse.
-Entrei no prédio, caminhando entorpecida. Desci do elevador e andei pelo corredor, e ali estava... O apartamento 32... Respirei fundo e apertei a campainha. Não demorou muito e um homem alto e magro abril a porta, ele era bonito, loiro, cabelo enrolado e olhos verdes, mais não era o meu Lucas...
-Olá, sou Matheus. - Disse abrindo espaço para que eu entrasse.
Entrei e esperei que ele fechasse a porta para mostrar o caminho, ele passou por mim no corredor e eu o segui até chegarmos em uma sala grande e bem iluminada.
No chão estavam jogados alguns brinquedos, e no tapete, com um pequeno prato azul na mão, Lucas estava sentado, dando comida a um menino pequeno de mais ou menos 9 meses.
Ele ergueu os olhos quando entramos, os mesmos olhos azuis de seu pai.
-Eu cuido disso. - Matheus disse se aproximando e tomando o prato de suas mãos, estendendo a mão para ajudá-lo a levantar. Exitante, Lucas aceitou a ajuda.
Ele ficou de pé, sem tirar os olhos de mim.
-Olá. - Eu disse fracamente. -Sou Marta Maier.
Ele assentiu.
-Eu sou Lucas.
-Eu sei. - respondi antes que pudesse evitar.
Ele me olhou, um certo desespero em seus olhos.
-Você é a minha mãe, não é?
-Sim. - eu respondi, trêmula.
Ele colocou as mãos juntas em frente a boca, como se fosse rezar, fechou os olhos, respirando fundo.
-Por quê?
-Eu era jovem. - eu disse indo em sua direção.
Ele me deu as costas.
-Não é desculpa... Eu tinha 16 quando tive o meu primeiro filho, sua mãe morreu no parto e eu quem cuidava dele, e ainda tinha que trabalhar, fazer faculdade e mesmo assim eu não o abandonei.
-Eu sei que não é justificativa, mas eu estava assustada Lucas. Seu pai nem podia ouvir falar no assunto, meus pais e meu irmão mais velho haviam acabado de falecer em um acidente de trânsito, eu tinha milhares de dividas, tinha que terminar a faculdade e trabalhar. - Eu disse rapidamente com lagrimas saltando aos meus olhos. - Eu não tinha estrutura física ou emocional para criar você... Hoje eu sei que fiz a coisa errada, mas na época me pareceu a coisa certa a se fazer... Estou aqui, 25 anos depois para te pedir perdão, não sei pelo que você passou, mas quero saber, se é possível eu fazer parte da sua vida, conhecer a sua esposa e dar todo o amor que eu posso dar para você e meus netos. Me dê uma chance Lucas, é a única coisa que te peço, uma chance.
-Por que eu daria a você o que você não me deu? - Perguntou, virando-se para mim com os olhos zangados.
-Porquê eu estou aqui... - eu disse, sabendo que era um argumento fraco. - Comecei a me aproximar de vagar. - Quero saber tudo sobre você, quero te dar o amor que não pude dar, quero ver meus netos crescerem e amá-los também... Nos dê esta chance, Lucas!
Fiquei a poucos paços dele e peguei seu rosto entre as mãos, olhando em seus olhos, vendo a emoção contida ali.
-Me perdoe Lucas, eu imploro.
-Eu apanhei, fui violentado, passei fome e frio, fui humilhado e preso por quê roubei para ter o que comer. E onde você estava? Você deveria ter me protegido! -Agora ele também chorava.
-Eu sinto muito por isso, eu realmente sinto, se eu pudesse voltar atrás, tudo seria diferente, eu te protegeria e amaria e te abraçaria para que nunca sentisse frio, mas eu errei e te abandonei, eu não posso mudar isso, o que eu posso fazer e te dar amor o máximo que eu puder agora e tentar substituir as lembranças ruins por boas... Eu sei que não vai ser fácil me perdoar, mas eu preciso disso, preciso desta chance e você também... Eu não sei mas o que dizer. Me perdoe Lucas, eu imploro.
Nós chorava-nos e eu tinha medo, medo da resposta que ele me daria. Tinha medo de como seria a minha vida se ele me dissesse que não, eu entenderia mas a outra parte de mim, aquela que sobrevivia, na esperança de que um dia nós fôssemos nos entender morreria para sempre, e nada restaria.
Nos seus olhos azuis, As emoções conflitavam, por fim, disse em um sussurro:
-Tudo bem, te dou a chance de estar ao meu lado, dos meus filhos e do meu companheiro. E se não puder aceitá-lo, de meia volta e vá embora, Mas não estou te perdoando, se quer a minha confiança e o meu amor, vai ter que conquistá-los primeiro.
Eu o abracei, chorando aliviada, sentindo o seu cheiro e o tremor de seu corpo, ele abraçou-me também de leve encostando a bochecha em meus cabelos.
Eu passei os últimos 25 anos sofrendo com a decisão de ter o abandonado e o medo de ser rejeitada, mas ele havia me dado uma chance, não só de conquistar seu amor e confiança, mas também de conhecer aquele que ele havia entregue seu coração e a familia que eles haviam construído juntos. E quando eu me abaixei para pegar meu neto entre os braços, Matheus sorrio para mim com lagrimas nos olhos, e eu sabia que nele eu tinha um aliado, mesmo sem saber por que ou como havia conquistado sua confiança.

Quem é Sarah?



Leitora acídua desde pequena, Sarah Drummond começou a escrever muito jovem, mas foi só em 2016 que ela publicou seu primeiro conto intitulado "Caminhos".
Grande fã da autora J. K. Rolling, a curitibana Potter Reader trás para a sua escrita muitos fragmentos de tudo aquilo que já leu ao longo dos seus 20 anos. Apesar de assumir a fantasia como seu estilo de escrita, a autora não gosta de se prender apenas a esse estilo, e é isso que podemos notar nos seus primeiros contos.
Além de escrever, Sarah é colunista e diretora geral do blog Faroeste Literário.


Conheça mais da autora acessando suas redes sociais:

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

[Resenha] Contos de um mundo estranho - Felipe Kowari

Nome do Livro: Contos de um Mundo Estranho.
Sinopse
Contos de um Mundo Estranho compreende cinco histórias misteriosas e sobrenaturais, contendo ficção, suspense e fantasia. Em Ratos de Chernobyl, uma viagem fascinante à terrível Chernobyl moderna, aparentemente inofensiva, quase esquecida. O Morto Voltou aborda uma investigação policial em que a morte parece ter sido enganada, atraindo uma poderosa indústria farmacêutica. A Maior Escultora do Mundo, ao fazer o resgate da mitologia grega, renovando-a com um cenário contemporâneo, torna-a totalmente imprevisível. O Anjo Banido busca inspiração na teologia, ao fazer o protagonista visitar a perfeição do céu, até despencar para a danação final. Em O Vale do Amor Eterno, o amor proibido gera uma guerra de proporções continentais, na qual somente uma arma mítica poderá destruir o ódio de dois reis rivais, mas cobrando um alto preço.
Estes contos retratam os desejos e as angústias do ser humano, bem como suas fraquezas e qualidades. A esperança e o temor, o amor e o ódio, a vida e a morte, o bem e o mal, encarados sob muitas faces, simplificados no drama da vida humana.


Esse livro correspondeu muito bem as minhas expectativas, trata-se de um livro com cinco contos longos, recheados de ficção, fantasia, mistério e suspense. Gostei principalmente das três primeiras histórias!
Com enredos muito bem construídos, o autor nos faz mergulhar em cada uma das realidades apresentadas, levando-nos a refletir sobre alguns pontos de nossos atos e existência.
Com finais inesperados, os três primeiros contos me tiraram o fôlego. Gente, o que são aqueles ratos em Ratos de Chernobyl?! Só de imaginar tenho vontade de sair correndo...rsrs!
O conto que mais me surpreendeu foi "A Maior Escultora do Mundo". Aqui temos um pouquinho de mitologia grega, porém o desfecho que o autor deu a um dos personagens nos dias atuais é sensacional. (Confesso que fiquei com um pouquinho de dó! Hahaha)!
Os dois últimos contos, não me prenderam tanto. Os personagens passam por diversas situações enquanto buscam aquilo que realmente desejam.
De modo geral, todos os contos nos fazem refletir de alguma forma medos, vaidades, ambições e as consequências de cada ato, estão muito evidentes no destino de cada personagem.
A leitura desse livro é bem gostosa, e o mistério de cada conto é apenas um convite para os finais surpreendentes.
Super recomendo!

Adquira agora na Amazon!


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E fiquem atentos, que daqui algumas semanas teremos uma entrevista exclusiva com o autor! Não percam! ;)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

LUVBOOK: nova plataforma brasileira para publicação de eBooks


Boa tarde pessoal, hoje trazemos para vocês uma super novidade que será lançada em breve, e que promete ser o maior sucesso!
A LUVBOOK é um espaço digital, totalmente brasileiro para autores nacionais independentes e leitores curiosos
Todos que acompanham as novidades literárias através da internet, têm conhecimento de que a literatura digital no Brasil deixou de ser uma promessa e se tornou realidade, a exemplo do que já acontece em outros países do mundo. A LUVBOOK é a nova plataforma digital totalmente brasileira para autores brasileiros e que vai contribuir ainda mais para o crescimento da indústria literária brasileira.
Essa é uma plataforma de autopublicação (crowdwriting) que vai reunir leitores e autores no mesmo espaço. O usuário terá acesso a obras de autores independentes e poderá conhecer novas revelações da literatura brasileira. Já o leitor, terá acesso gratuito a obras publicadas de diversos gêneros, do romance a fantasia. Nesta plataforma, os autores terão a oportunidade de divulgar seus trabalhos e também de serem vistos pelas editoras.
O crowdwriting é definido como um espaço colaborativo para escritores e leitores. Assim, os usuários reúnem suas expectativas ou produções criativas de e-books, disponibilizados por meio da plataforma digital online.
Além disso, em breve, o LuvBook ganhará aplicativos para sistemas Android e iOS (já pra te deixar bem viciado) e assim que esses estiverem disponíveis, os autores poderão vender seus e-books direto da plataforma!
A ideia é que o escritor consiga publicar seu livro aos poucos, capítulo por capítulo, para sentir a reação da audiência e começar a criar sua própria base de fãs desde o início do processo de produção da obra, possibiltando o autor alcançar ainda mais leitores em todo o Brasil.
O LuvBook promete ser uma plataforma tudo em 1, pronta para atender as expectativas tanto de quem publica, quanto de quem lê!
Se você também já está super curioso para desbravar o Luvbook, já pode fazer seu pré-cadastro abaixo
http://www.luvbook.com.br/  e ser notificado quando a plataforma entrar no ar.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

4ª Poética - Autor Bruno Félix


• De Coração •

Talvez eu seja um poeta assim, à moda antiga.
Gosto de rimas, whisky, sonetos, um bom vinho.
Durmo mal, como bem, acordo cedo quando convém.
Tenho a poesia como uma boa inimiga
Não entro em briga, mas muitas vezes brigo sozinho.

Escrevo quando triste.
Feliz, escrevo também.
Às vezes o faço ferido.
Às vezes por ferir alguém.
Às vezes, poeta fingido.
Às vezes fugido do além.
Um tapa no pé do ouvido
Carícias, momento zen.

Sigo assim, à moda antiga: obrigado, passo bem.
Da velha escola só não quero a tuberculose.
Quero morrer assim, à moda antiga: do coração.
E a conversa no velório vai seguir mais ou menos assim:
Foi infarto do miocárdio? Ele tinha hipertensão?

Não.

Parece que foi um verso obstruído
Por um acúmulo de poesia no peito
Diz que uma estrofe deu defeito
Morreu com o bom coração partido.

(Bruno Félix – Autor do livro “O Busto de Adão e Outras Poesias”)

4ª Poética - Autor Erlan Nogueira de Moura

• A real da consciência •

Hoje quando acordei não vi o sol brilhar
O céu tava cinzento e não consegui mirar, 
Uma nuvem de colírio os meus olhos clareou
A minha mente viajando no espaço encontrou,
Muita gente boa se perdendo em teoria
Acreditando loucamente numa falsa alegria,
O sistema é o mesmo desde quando eu nasci
Na inocência de uma criança eu ainda sou feliz.
Mas a vida me ensinou o que eu posso modificar
O passado é uma lição que não tem como apagar,
No presente vou viver e seguir aquela estrela
Que o futuro revelou entre as chamas da fogueira.
Não quero brigar com você mas é difícil aceitar
Essa tua demagogia que só serve pra enganar,
Já estamos calejados de tanta corrupção
Chega de mentira, você também tá na prisão.
Na lei da plantação todo mundo é agricultor
Se você chora hoje é porque já vacilou,
Tente não errar de novo apesar da imperfeição
O ser humano é quem cria sua própria ilusão,
Preste atenção nos sinais lá no céu
Deus sempre avisa quando o doce vira fel.







               • Ainda Vivo •

Apesar da injustiça e da ganância
Do preconceito e da discórdia
Da crueldade e intolerância
Da miséria e da morte.
Apesar da sujeira e da vida controlada
Das queimadas e do lixo
E da mente apagada.
Apesar do contrabando e do filho alvejado
Da polícia paranóica
E o outro sequestrado.
Apesar da escravidão muitas vezes disfarçada
Da loucura com razão
De uma vida maltratada.
Apesar da traíção duma política "organizada"
Do sistema opressor
E uma voz que não diz nada.
Apesar do cinismo de um sorriso escancarado
Dos impostos que nos cobram
E o povo sempre enganado.
Apesar da distância do segredo almejado
Das conquistas e da fama
E um corpo retalhado.
Apesar do clima tenso e das noites acordado
Do terror do pesadelo
De viver tão vigiado.
Apesar do nepotismo e do parente escolhido
Da função mal exercida
E do livro proíbido.
Apesar de tudo isso e muita coisa que não sei
Eu me sinto fortalecido
Porque podemos mudar essa lei.                              

4ª Poética - Autor Diego Sant'Anna


• "À Tristeza de Eli - Parte I" •


Então não corra.
Mostre-me este corte.
Não morra.
Do que adianta uma vida em morte?
Sei que a dor é forte,
Mas ouça!
Encontre na dor a sua força.
Nada pode separar-te de mim.
Sendo assim,
Não desista.
Persista
Até o fim.

4ª Poética - Autora Brenda Lima

• Desatino ♦

Conduzi minha paixão a porta da loucura,
sabendo que o amor vive de engano
ninguém merece habitar meu coração infernal feito de pedra
deixe-me na lama da escuridão.





Há mom
Há momentos que ele esquece que ela existe 
Ha momentos que ela é so um brinquedo para ele 
As asas dessa garota ingênua fora tirada, um beijo roubado , um sorriso morto para disfarçar sua agonia.

Autora Brenda Lima

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Entrevista exclusiva com a autora Nina Reis

Olá pessoal, hoje temos uma entrevista bem diferente para vocês!
Nossa convidada de hoje é a queridíssima autora Nina Reis!


Confira:

Primeiramente quero agradecer a Nina pela entrevista e já perguntar, da onde surgiu as ideias para escrever a série Santuário?
R: Parafraseando você, primeiramente gostaria de agradecer ao convite, sinto-me honrada em participar do Faroeste Literário.
Sobre as ideias para a série Santuário, a primeira coisa que devo revelar é que ela não nasceu como uma série. O conto A História de Nós Dois foi escrito para um concurso de contos promovido por um blog literário que tenho a honra de seguir até hoje.
A ideia de que o personagem masculino principal fosse um mercenário, surgiu porque estava lendo, na época, livros sobre Seals e ex-soldados. Então pensei, porque não?
Sobre a mocinha, eu já tinha pensado em escrever um romance em que a mocinha já iniciaria a história como uma ex-freira, mas o projeto não foi adiante.  Comecei a escrever a história, depois do carnaval, próximo ao aniversário de morte da missionária Dorothy Stang e, de maneira singela, desejei fazer uma homenagem e criei uma freira missionária que dedicava a vida a defender os mais fracos e marginalizados.
Como meu mocinho precisava de uma equipe, pensei em homens com nacionalidades diferentes. Quando minhas amigas insanas Tuka Vilhena e Sandra Evaristo, leram o conto, decretaram que eu deveria escrever a história de cada um dos homens da equipe 1 e assim nasceu a série Santuário.
As ideias nascem de conversas insanas entre eu e minhas amigas Sandra, Rafaela e Tuka Vilhena. Um dia a gente deveria gravar o bate-papo, porque a tempestade de ideias é genial nessas conversas.


Em "A História de Nós Dois", como você mesma disse, tem a freira missionária Maria, que acaba sendo condenada e expulsa de suas funções como freira, como você consegue descrever tão bem os sentimentos de uma freira diante de toda essa situação?
R: UAU! Amei essa pergunta! Mesmo não sabendo direito como responder (risos).
A relação do escritor, da escritora, com as emoções dos personagens é algo que às vezes transcende a nossa própria compreensão. E experimentar essa gama de emoções (sim, a gente sente a emoção dos personagens), muitas vezes é exaustivo.
A cena da expulsão e todo o desdobramento que vem a seguir foi uma dessas cenas em que a gente se sente exaurida, sugado pelos sentimentos e dores que a Maria da Anunciação experimentou.
Naquele momento, roubaram dela toda a referência de mundo, família e vocação que ela possuía. Em um momento ela tinha uma instituição que a resguardava, no segundo seguinte, descobriu-se sem casa, amigos, família e trabalho. E tudo isso por uma decisão injusta, em uma cruel inversão de papéis entre vítima e vilão.
Freira, ou não, era um momento de dor e solidão sem iguais e foi isso que tentei passar. A dor e a solidão de uma mulher que acabara de ser traída e ferida pelas pessoas nas quais ela mais confiava no mundo.
Não sei se consegui responder (risos), mas tentei!


Quando você notou que tinha talento para escrever?
R: Comecei a escrever no início da adolescência. Mas, não escrevia livros. Minha irmã, duas primas (também irmãs) e eu, estávamos em férias escolares e decidimos brincar de escrever novelas. (risos e nostalgia).  (diz que o “eu” sempre vem por último!)
Aos poucos, as meninas desistiram da história, mas eu continuei, porque escrever me dava prazer. Ao começar a trabalhar, também parei de escrever, mas, anos mais tarde, quando engravidei, resolvi retomar a escrita como hobby.
Comecei a escrever uma história chamada Uma Segunda Chance, até hoje sem finalização (um dia eu termino esse livro).
Mas foi ao escrever essa história, que conta com três núcleos de personagens, que senti que eu poderia construir algo interessante, porém, senti (de verdade) que tinha talento para escrever ao passar para a tela do computador A História de Nós Dois, o conto que deu origem a série Santuário.
Entretanto, eu me senti de fato escritora, ao terminar o livro três da série, que se chama Em Teus Braços. Foi um desafio escrevê-lo e, ao final... (respiro fundo), a sensação de ler a palavra FIM, foi indescritível.
É uma emoção que a gente não consegue colocar em palavras... (estou com lágrimas nos olhos ao escrever essa resposta).


Você costuma se inspirar em algum autor para criar seu próprio estilo de escrita?
R: Não... Para inspirar meu estilo não. Tenho autores que admiro e respeito, mas uma coisa que tento evitar é que essa admiração influencie minha escrita. Tanto que quando estou envolvida com a construção de uma história, raramente leio.


Se você pudesse viver por um dia a vida de um de seus personagens, qual você escolheria e porque?
R: Que pergunta difícil! (risos)
Mas se eu pudesse escolher apenas um, escolheria Eva Martins, a violoncelista de Meu Destino é Você, livro que não faz parte da série Santuário.
Ela possui uma sensibilidade e uma beleza de alma e coração, que me encantam.


Se você tivesse a opção de voltar no tempo e não ler algum livro que já leu, qual seria?
R: (Gargalhei!!!)
Nossa! Todo(a) leitor(a) tem aquele momento de arrependimento literário, no qual a gente se pergunta porque começou a ler essa ou aquela obra.
Mas tem um livro que eu não esqueço. Eu era muito novinha e acredito que não estava preparada para a intensidade e complexidade da história, então detestei.
Hoje, acredito que minha opinião seria outra.
Estou falando de As Horas Nuas, de Lygia Fagundes Teles.


Quais são seus autores favoritos?
R: Zélia Gattai, Nora Roberts, Sandra Brown, Linda Howard, Sherrilyn Kenyon, Sophie Kinsela, entre outros. Da nova safra de autores nacionais sou fã da Shirlei Ramos, Sue Hecker com o seu polêmico O Lado Bom de Ser Traída, Patrícia Rossi, Nana Pauvolih,  Matheus Frizon (amei o livro dele), entre outros que me fugiram nesse momento. (Desculpem).


Geralmente os autores costumam ter algum tipo de "ritual" para escrever, alguns só escrevem ouvindo músicas, bebendo chá, outros só escrevem de madrugada e etc. Você tem algum?
R: Preciso de música e um lugar silencioso.  Releio várias vezes o que já escrevi, para somente depois, começar a escrever novos capítulos.


Muitas pessoas querem começar a escrever, mas tem medo ou não sabem por onde começar, que dica você daria á essas pessoas?
R: Escreva com paixão. Se não sentir tesão pela escrita, esse relacionamento não acontece. Essa é minha dica número um.
Escreva o livro que gostaria de ler! Se você gostar dos seus personagens e do rumo da sua história, outros também gostarão.
Pesquise sempre. Às vezes, fico horas pesquisando algo que será citado em apenas duas linhas da história.


Se você pudesse fazer uma pergunta a algum autor brasileiro, para quem e o que você perguntaria?
R: UAU! Que difícil! Socorro!
Acho que se a pergunta me permitir voltar no tempo, gostaria de conversar longamente com Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, autora de Um Chapéu para a Viagem, Anarquistas Graças a Deus, Jardim de Inverno, entre outros. Não faria uma pergunta não, faria várias, muitas (risos).


Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Gostaria de agradecer, mais uma vez, a oportunidade de estar aqui e falar (escrever), um pouco sobre mim, meus sonhos e meus livros.
ADOREI a entrevista. Perguntas interessantes e inteligentes, vocês do Faroeste Literário estão de parabéns.
Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre mim e minhas obras, convido-os (as), a conhecer o site Autora Nina Reis: http://autoraninareis.wix.com/ninareis
Ou o grupo do Facebook: https://www.facebook.com/groups/268007660033493/
No Wattpad: http://www.wattpad.com/user/NinaReis e no Widbook:  https://www.widbook.com/profile/nina-reis, vocês podem ler os primeiros capítulos das minhas histórias.
Além da Série Santuário e Meu Destino é Você, tenho outros contos menores publicados na íntegra em ambas as plataformas.

Para adquirir os livros da série Santuário, é só ir no site do Amazon: www.amazon.com.br e digitar Nina Reis.

Em breve também estará no Amazon o livro Meu Destino é Você, que não faz parte da série, mas também conta uma linda e cativante história de amor.
Um beijo no coração de cada um, cada uma, foi um honra estar com vocês.

 Nina, muitíssimo obrigado pela atenção, lhe desejamos todo sucesso e que esse seja apenas o início de uma linda e grande carreira!


Um abraço a todos e até a próxima semana com mais uma entrevista! :D




terça-feira, 14 de abril de 2015

Entrevista exclusiva com a autora Marja

 Olá queridos(as) leitores(as), hoje trazemos entrevista exclusiva com a autora Marja, que todo mês publica vários livros e contos tendo ao todo quase 30 textos publicados.
 Marja é uma escritora gaúcha, uma escritora de romances, apaixonada por todos os gêneros de romance! Ama escrever hot, escrever romances longos e tem se apaixonado cada dia mais por E-books.
 Sempre em busca de novidades, aventura-se por novas estórias e novos amores a cada lançamento.


 Confira:

Quem é a Marja?
R: Marja é uma romântica incurável, cheia de neuroses, que se orgulha de ser gaúcha, mulher e independente. Que escreve para manter a mente leve, manter seu equilíbrio.

Você trabalha com vários gêneros, mas qual é o seu favorito?
R: Amo escrever Romances, mas tenho uma paixão extra para Históricos e Hots.

Conte-nos um pouquinho sobre um dos seus últimos lançamentos chamado "Enfeitiçada por Você".
R: "Enfeitiçada por Você" é um romance Fantasia e Hot. Conta a estória de vida de sete irmãos. Unidos pelo amor e não pelo sangue, eles vivem a diversidade de raças e os perigos de uma vida pós-guerra. O livro foca na estória de Sophie, uma feiticeira que decide ter um momento de liberdade, mas não quer assumir seus desejos. Ela cria uma grande confusão, que envolve seu atual namorado Emmanuel, um amor do passado Demetrius, e um clone da própria Sophie!

Você tem mais de 20 títulos publicados e sempre está lançando mais, como funciona sua rotina de escrita?
R: Minha rotina tem sido caótica. Faço praticamente tudo sozinha, então, meu tempo precisa ser dividido entre editar, formatar, divulgar e escrever. Mesmo com pouco tempo livre, tento manter sempre o ritmo de escrita. Preciso geralmente de uma hora por dia para escrever minhas metas. Escrevo rápido, isso facilita bastante o rendimento do meu trabalho. Tenho facilidade em organizar as ideias e desenvolvê-las. Isso também me ajuda muito!

Dos seus livros, qual foi o mais difícil de escrever?
R: “O Acordo Perfeito”. Um romance longo demais, emocional demais, que envolveu demais os leitores, e que me envolveu demais. Muito de mim foi colocado nesse livro, o que foi bem desgastante.

Qual a maior dificuldade que você já encontrou até hoje no mercado editorial?
R: No começo não encontrei dificuldade. Publiquei um livro físico, tudo normalmente. Depois, com o tempo fui entendendo o mercado editorial e me afastando disso. Atualmente não dependo mais do que o mercado define ou de decisões de editoras.
Minha maior decepção com o mercado foi e ainda é, a dificuldade para o autor independente se divulgar.

Quais são seus autores favoritos?
R: Confesso que atualmente não tenho autores favoritos. Gosto de alguns autores nacionais que acompanho o trabalho e gosto bastante. Mas não tenho nenhuma paixão atualmente. O que é uma pena, pois sempre espero me apaixonar por um bom livro e trama.

Se você pudesse fazer uma pergunta a algum(a) autor(a) brasileiro(a), o que perguntaria e para quem?
R: Perguntaria para todos os autores: Estão satisfeitos com o rumo do mercado literário no Brasil? No rumo que escolheram para seus livros e seus projetos?

Que dica você dá para aqueles escritores que estão começando agora?
R: Não tenha medo. Não olhe para o trabalho de outros autores. Não tente seguir fórmulas prontas. E jamais, se frustre com pouca coisa. Tem sempre uma oportunidade melhor esperando lá na frente...

Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Bem, quero agradecer o espaço que me ofereceram, agradecer pela entrevista! Gostei muito de participar! Convido aos leitores para conhecer meus livros, conhecer meu trabalho e acompanhar os novos lançamentos!

 Marja muitíssimo obrigado pela sua atenção, ficamos muito felizes de poder conhecer um pouquinho mais do seu trabalho e de você.
 Lhe desejamos todo sucesso do mundo e que sua carreira cresça cada dia mais.

Fiquem atentos que na próxima semana tem muito mais! 
 E aí, que autor(a) você gostaria que fosse entrevistado(a) pelo nosso blog? Deixe sua opinião! 
 Abraços e até semana que vêm!!! :D

Redes sociais da autora:
Facebook:  https://www.facebook.com/estoriasdamarja

Livros E-book (Amazon): http://twixar.me/yFJ

terça-feira, 7 de abril de 2015

Entrevista exclusiva com o autor Rodrigo Ponciano

 Olá, sejam bem-vindos(as) a nossa entrevista de hoje que é com nada mais e nada menos que o autor do livro "Império Dos Guerreiros" Rodrigo Ponciano!
 O Rodrigo já é conhecido do nosso blog, ele fez parte do projeto "Tinteiro de Pixels" com o marketing digital e também foi um dos "Melhores do ano de 2014" promovido pela nossa página.
 Então "bora" conhecer um pouquinho mais dele?



 Confira:

Quem é o autor Rodrigo Ponciano?
R:  Um sonhador, que acredita e luta pelos seus objetivos, um guerreiro que não desiste das suas batalhas. 
Quando notou que tinha talento para escrever?
R: Acho que foi no colégio, na sexta série. Comecei a escrever o roteiro de história em quadrinhos com alguns amigos. As ideias foram nascendo, a vontade de criar tomou conta e a imaginação, foi além.
Conte-nos um pouquinho sobre o livro "Império dos guerreiros".
R: Império é minha primeira criação, sempre fui apaixonado por histórias antigas, a cultura espartana, a época dos gladiadores romanos. A ideia nasceu com a lenda de Arthur e mitologia nórdica que sempre adorei. Queria colocar tudo isso dentro de um mundo próprio, mas que houvesse dragões. Foi quando conheci Senhor dos anéis. Podia criar uma fantasia épica, um mundo de guerreiros e gladiadores cheio de criaturas e lendas.
Esse é o seu primeiro livro e é um projeto que demorou anos para ser escrito, em algum momento você pensou em desistir de escrevê-lo?
R: Nunca! Levei muito tempo criando o mundo. Pegando ideias e montando partes. Pesquisando sobre sociedades, culturas, religião entre outras coisas para criar Império. No inicio pensei em escrever um romance histórico, algo na época dos espartanos. Acabei criando uma fantasia épica onde poderia criar um mundo diferente.  
Se você pudesse viver por um dia a vida de um dos seus personagens, quem você escolheria e porque?
R:  Tolien,talvez! Ele representa, eu, você! Todo aquele que sonha com um futuro melhor, aquela pessoa que deseja mudar. Tolien é mais humano, tem medo, receios e acredita na beleza do seu sonho. Um personagem colocado em desafios para provar digno da jornada.
O mercado literário infelizmente é muito difícil, qual foi a maior dificuldade que você encontrou até hoje?
R: Sim, o mercado é muito difícil! Conseguir uma que publicasse meu livro! O caminho independente acabou sendo a opção.
Como foi participar do "Melhores do ano 2014"?
R: Perfeito! Adorei participar, fiquei honrado com o convite. A equipe é incrível e faz um maravilhoso serviço ajudando outros escritores.
Quais são seus livros favoritos?
R: Senhor dos anéis sem dúvidas, As melhores história da mitologia nórdica, o livro de ouro da mitologia, pequeno príncipe, são alguns.
Quais são seus planos para 2015?
R: Encontrar uma editora se possível! Preparar o físico do Império, talvez o álbum ilustrado. Quero publicar outros dois projetos além de império. Alguns contos passando no universo de livro.
Se você pudesse fazer uma pergunta para algum(a) altor(a) brasileiro, qual e para quem seria?
R: Talvez Eduardo Sphor,  tomaria um café e conversaria sobre nossos livros.
Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Quero apenas agradecer toda a equipe pelo maravilhoso trabalho, ajudando outros escritores. Uma dica para aqueles que estão na sua jornada. Nunca desista das batalhas, alcance a glória, o começo é difícil, mas com esforço tudo acontece.

 Rodrigo, muitíssimo obrigado pela atenção, quero que saiba que nosso blog está a sua disposição para o que precisar.
 Lhe desejamos todo sucesso do mundo e que esse seja apenas o início de uma grande carreira!


Obrigado pelo apoio!

 E fiquem atentos(as) ao nosso blog que na semana que vem teremos mais uma entrevista com um(a) super autor(a)! :D