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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

{4ª Poética} Lá Luna - Mariane Helena



#Pratodosverem Foto colorida do céu noturno com algumas nuvens, a lua cheia brilha, se refletindo na  água abaixo.


Na imensidão do céu,
Não sou ar, nem sol.
Também não sou breu!
Apenas faço versos às estrelas
Para alumiar-me minha vastidão só.
Enamorada pelas luzes dalém...
Me transformo em luar!
Para transmutar;
As tristezas em estrelas,
Nem que seja apenas
No azul do teu mar.


(Mariane Helena)

terça-feira, 22 de setembro de 2020

{Das Ruas solitárias} - Deixe-me ir - Val saab



#Pratodosverem. Imagem em preto e branco de uma estrada de terra reta e com colunas de árvores. No centro escrito em Cinza: "Deixe-me ir".



 


Você sabia quantas coisas eu tinha para lhe contar? Eu corri estradas e avancei rios para lhe dizer o quanto a vida nos abençoa e o quanto as voltas da vida vão te jogar no chão e vão te fazer duvidar dos seus amores; mas, também sabe que lá dentro do coração, você acredita em seu caminho onde você vem andando e deixando sementes e deixando pegadas 👣 de amor e carinho. Então, não me digas agora, que nessa hora você não vem comigo sambar. Não me digas agora, que no meio da rua e comigo, tu não vais estar, que tanto faz tantas descobertas e tantas incertezas e que todas as trocas de olhares foram em vão. Não me digas que amanheceste sem sede e sem paixão. Não me diga que morreu a procura ou a febre de amor ou a embriaguez das paixões. Não me diga que calou seus sonhos apenas porque lá fora tudo parece tão incoerente. Não me diga mais nada. Se não vieres comigo quando eu abrir a porta, não me digas mais nada.


Se não tiveres na mão essas chaves, não me diga mais nada. Não me diga mais nada se seu amor não me enxerga mais.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

[Das Ruas Solitárias] Conheça a nova coluna de Val Saab

#Pratodosverem. Com o rosto iluminado pela luz do sol, uma mulher de pele clara, cabelos grisalhos e ondulados na altura dos ombros, usa sombra da cor roxa e dourada e óculos de armação redonda com estampa de onça, o batom é rosa brilhante. Os brincos de argola duplas, e um colar de corrente com elos grande e pingente em formato de coração. Ela está séria, o casaco é veludo roxo.





Olá Forasteiros, estreia hoje em nosso blog a coluna “Das Ruas Solitárias” da escritora Val Saab. Conheça um pouquinho mais sobre ela:

“Valéria Leal Saab nasceu em Maringá-Paraná. Foi para São José dos Campos ainda pequena e se considera com alma Joseense.
É escritora e professora de Inglês há mais de vinte anos, tendo formação em coordenação de escola de Inglês e Atualmente, cursa Letras Inglês.
Já escreveu dois livros de poesias e um infantil, além de já ter participado de quatro antologias e esse ano, agora em setembro, também estará em mais uma, Parem As Máquinas, do selo Off flip.
É também criadora da marca Palavra Expressa que leva poesias em canecas, caixinhas e sacolas ecobags.

A coluna “Das Ruas Solitárias”, irá ao ar aqui no nosso blog, toda terça-feira com altas doses de poesia. Não perca!

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

[4° Poética] Essa sou eu - Samantha

         #PraTodosVerem 
Fotografia de um desenho, feito com lápis colorido em folha branca. 
No canto superior esquerdo em letras marrom e cursivas  "Maria Eduarda Cruz", em baixo, à direita uma menina de pele clara, cabelos castanhos  cacheados, usa uma camiseta com listras horizontais em tons de rosa claro e escuro, e shorts cinza.
(Descrição: Raquel Carissimi Consultoria: Juliana Santos)




Essa sou eu



Sou faladeira e gosto muito de carinho,

Meus cabelos são pretos, cheio de cachinhos,

Gosto de fazer amizade,

E gosto muito de animal,

Brinco muito com meu cachorro,

Na frente do meu quintal. 


(Autora: Samantha)

domingo, 26 de julho de 2020

{Mês de Teresa} Ser mulher negra é - Rejane Barroso

Ser mulher negra é ter que provar todos os dias que se é forte, mesmo que em algum momento não estejamos bem precisamos ser resistentes, pois temos uma sociedade racista e sexista, mas juntas somos mais, pois somente nós sabemos o que passamos. Seguimos

Rejane Barroso

{Mês de Teresa} Menina preta - Oraida Generoso


Menina PRETA
                      
Vendida e explorada
Perdeu a pátria e os pais.
Perdeu a terra que amava
Liberdade...perdeu a paz!

Encontrou a solidão
A tristeza, o abandono,
Mas num dia,numa fresta
Um raio de Sol entrou.
Saiu à cata de si,
Novo rumo procurou.
Livro, escolas e portas,
Se abriram lhe mostrando
Que Teresas, Marias e Glórias
Aqui podiam ir chegando.
Hoje, adulta empodeirada
Segue a vida iluminando.

Oraida Generoso

{Mês de Teresa} Ser negra é um privilégio - Ana Noé

Ser negra é um privilégio,
nunca podemos aceitar a derrota.
 mas sempre devemos levantar a cabeça
 e seguir em frente,
sabendo que no final vai valer a pena a luta
Não importa quão duro seja o caminho.

sábado, 25 de julho de 2020

[Faroeste News] Mês de Teresa - Homenagem ao dia da mulher negra


{Mês de Teresa} O blog Faroeste Literário abriu espaço para o MÊS DA MULHER NEGRA e para todas as maravilhosas "Teresa" que existem no país, de diversas idades, exercendo variáveis funções na sociedade que precisam apenas de um lugar de fala. Esse mês é todo dedicado a elas! Conheça esse projeto em:

www.faroesteliterario.com.br

{Mês de Teresa} Onde tudo começou! - Tereza de Benguela

CINDERELA ESQUECIDA


Não dá para falar em consciência humana enquanto pessoas negras não tiverem direitos iguais e sequer forem tratadas como humanas.
Djamila Ribeiro - Filósofa e ativista



 mês de julho comemora-se o MÊS DA MULHER NEGRA e para todas as maravilhosas "Teresa" que existem no país, de diversas idades, exercendo variáveis funções na sociedade, precisamos um lugar de fala. Esse mês é todo dedicado a elas! Ou melhor a nós.
Pois: "A verdade é você (e todo brasileiro tem!) sangue criolo." Devemos aproveitar essa data para no mínimo, OUVIR e APRENDER.
Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no atual estado de Mato Grosso, no Brasil, durante o século XVIII. Foi esposa de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho ou do Quariterêre, entre o rio Guaporé (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia) e a atual cidade de Cuiabá).
Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.
 O dia da mulher negra, foi inspirado nela. O dia de 25 de julho é instituído no Brasil pela Lei n° 12.987 como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Mas ela, a lei, seu dia, como outras de nossa milhares de HEROÍNAS NEGRAS  nesta sociedade estruturalmente segregadora e que marginaliza todas as minorias...
Esse mês com toda certeza, verás pelas nossas redes sociais o Nome de Teresa! (Parece que o jogo virou, não é mesmo?)



 (Mariane Helena)

segunda-feira, 20 de julho de 2020

{Mês de Teresa} Eu sou resistência - Mariana Silva


EU SOU RESISTÊNCIA

Ao longo dos meus quase 90 anos
Muitos filhos, muitos netos e muitos bisnetos!
Sou quase tataravó, mas 
Gosto que me tratei como 18 anos!
Que é a idade da minha alma.
Se chegar em casa agora,
Me encontrará assim:
Cuidando das minhas flores!
Bem arrumada, linda!
Não saio da cama sem meu batom.
Minha vida foi muito trabalhar e muito cuidar.
Cuido até hoje! 
E tudo e todos!
Costuro para todos, 
Casa aberta e gosto de 
Bem cheia.
Gosto de luz e de gente.
Sou toda amor...
Amor de Mariana.

{Mês de Teresa} Preta, consciente e feliz - Marlene Eleutério

Sou mulher preta, consciente, feliz e agradecendo sempre por minha origem e ter conseguido passar para minhas filhas Yara e Nayara que neste mundo devemos sempre andar de cabeça erguida e acreditar que podemos ser e ter tudo de melhor na vida. 

sexta-feira, 17 de julho de 2020

{Mês de Teresa} Ser mulher Negra exige coragem - Cristiane Pereira

Ser mulher negra exige coragem
Atributo construído diante de tantas dificuldades.
Junto a minha mãe vivi muitos momentos de submissão, e com preocupação fui me colocando apreensão.

Uma mãe sempre à disposição de suprir as necessidades de seus patrões sem poder dizer não. 
Enquanto cuidava dos filhos dos outros, seus filhos eram cuidados por quem?.  

Diante de todas as dificuldades teve muita fé e coragem, criou sua filhas que hoje lhe dão orgulho e felicidade.

(Cristiane Pereira Calixto)

{Mês de Teresa} Para chegar até aqui - Nayara Eleutério


Como diz uma música do Djavan: " só eu sei as esquinas por que passei." A vida é um pouco disso, só você sabe e entende o que te fez chegar aqui. Seus tombos, o seu levantar, suas fraquezas e vitórias. Isso só desrespeita a você. Por isso de valor a toda sua trajetória! Nunca esqueça as ruas, avenidas e esquinas que ti fez chegar  aonde você está exatamente hoje.

{Mês de Teresa} Pensamento de Mulher Negra - Bianca Gomes


Pensamento de mulher negra

A mulher negra é bondosa, amigável,generosa, sensível e o mais importante é feliz não se importa com que os outros pensam dela
No seu coração sempre tem felicidade e principalmente sinceridade

Bianca Gomes

{mês de Teresa} O valor da mulher negra - Cristiane Gomes

O valor da mulher negra


Com uma  infância cheia de complexos cresceu ela,

Cheia de duvidas sobre quem realmente era ela

Porque de fato nasceu e até hoje viveu?

Em meio a tantas dúvidas não enxergava o quanto era bela,

Pois esta beleza vinha de dentro dela,


Por ser negra quantas dificuldades sofridas, e quantas rejeições vividas

Mas entra em cena alguém que de fato vê que ela vale a pena

Neste cenário difícil, mostra que ainda é possível acreditar,

Num amigo que sempre a ajudou a caminhar


Ao abrir os olhos, ela observa o quanto é bela e querida

Vê, que para esse amigo não existe cor de pele

Ela entende então, que somos como diamantes preciosos para Jesus,

Que sem medir esforços, investiu sua vida, para salvar negros e brancos naquela imensa cruz.

Cristiane Gomes

{Mês de Teresa} O caminho - Isolina Generoso



O caminho para o seu crescimento pessoal está em lugar desconhecido por você. E somente neste caminho está a rota para suas conquistas e realizações...esse lugar é o seu interior!

Isolina Generoso

quarta-feira, 15 de julho de 2020

[4°Poetica] Humanidade - Carolina Maria de Jesus




Depôis de conhecer a humanidade
suas perversidades
suas ambições
Eu fui envelhecendo
E perdendo
as ilusões
o que predomina é a
maldade
porque a bondade:
Ninguem pratica
Humanidade ambiciosa
E gananciosa
Que quer ficar rica!
Quando eu morrer…
Não quero renascer
é horrivel, suportar a humanidade
Que tem aparência nobre
Que encobre
As pesimas qualidades
Notei que o ente humano
É perverso, é tirano
Egoista interesseiros
Mas trata com cortêzia
Mas tudo é ipocresia
São rudes, e trapaçêiros
Carolina Maria de Jesus, Meu estranho diário

terça-feira, 14 de julho de 2020

{Mês de Teresa} O futuro - Adriana Mara






“O futuro é ancestral e é a ele que hoje me agarro com força, é nele que busco os ensinamentos, que compartilho com meus irmãos e irmãs, que vivencio neste momento de união."

{Mês de Teresa} Viver - Jessica Sena

Viver

No contratempo do relógio estamos sempre a correr. 
Entre um tic tac e outro buscamos nos satisfazer.
Já não sabemos mais se somos “donos” do tempo ou ele de nós.
Existe uma busca desenfreada pelo viver.
Viver como se não houvesse o amanhã.
De fato, hoje vivemos.
Vivemos buscando tempo para um encontro entre amigos.
Vivemos focados na conclusão da  nossa agenda e finalizar o dia com “ louvor”.
Vivemos devendo horas com quem de fato amamos.
Vivemos focados em um mundo chamado de meu.
Afinal, será mesmo que vivemos? 
Ah, sim ...
 Vivemos de palavras vagas e lembranças superficiais.
Vivemos com os ouvidos tapados.
Vivemos com os olhos vendados.
Vivemos achando que vivemos quando  na verdade sobrevivemos .
Ou melhor fingimos que vivemos.
Viveremos quando de fato o tic tac não nos assustar mais.
Viveremos quando o “Bom Dia” estiver além de uma “regra”, ou meras palavras lançadas, mas sim ditas com o coração desejoso em transmitir o que a de melhor em nós.
Viveremos quando emprestarmos os nossos ouvidos para aliviar uma alma aflita.
Viveremos quando estendermos as mãos sem olhar a quem.
Viveremos quando nossos olhares falar por si só.
Viveremos quando compreendermos o valor do importar se.
Viveremos quando o respeito foi uma prioridade.
Viveremos quando nos alegrarmos com as vitórias do outro.
Viveremos quando na era da tecnologia dissertarmos sobre o amor.
Viveremos quando o encontro não tiver prioridade nas redes sociais.
Viveremos quando o abraço e o beijo deixar de ser apenas um emotion.
Viveremos quando chorarmos com os que choram.
Viveremos quando sairmos deste “MUNDO MEU”  e mergulharmos neste “MUNDO NOSSO”.
Permita-se “VIVER”.


Jéssica Sena

segunda-feira, 13 de julho de 2020

{Mês de Teresa} Me orgulho - Jéssica Rosa

Me orgulho de ser a Mulher que sou hoje , Preta , Mãe de 6 Jóias raras e independente! Sempre de Cabeça erguida e conquistando aos poucos meu espaço! FORÇA, FOCO E FÉ é meu lema "