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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Soneto Natalino - Bruno Félix


Esqueça esse papo de Papai Noel
Abra a janela, ou saia na rua
Escolha uma estrela brilhante no céu
Que possa ser minha e possa ser sua

Esqueça os pinhe
iros artificiais
Esqueça da lenda do homem da lua
Enfeites de plástico (todos iguais)
Escolha uma estrela que possa ser sua

Então a divida com qualquer pessoa
Porque a vida é uma faísca
E nenhuma chispa lampeja à toa

Porque essa noite é tão especial
Esqueça das luzes de pisca-pisca:
Contemple a pura Luz do Natal.






quarta-feira, 5 de agosto de 2015

4ª Poética - Autor Bruno Félix


• De Coração •

Talvez eu seja um poeta assim, à moda antiga.
Gosto de rimas, whisky, sonetos, um bom vinho.
Durmo mal, como bem, acordo cedo quando convém.
Tenho a poesia como uma boa inimiga
Não entro em briga, mas muitas vezes brigo sozinho.

Escrevo quando triste.
Feliz, escrevo também.
Às vezes o faço ferido.
Às vezes por ferir alguém.
Às vezes, poeta fingido.
Às vezes fugido do além.
Um tapa no pé do ouvido
Carícias, momento zen.

Sigo assim, à moda antiga: obrigado, passo bem.
Da velha escola só não quero a tuberculose.
Quero morrer assim, à moda antiga: do coração.
E a conversa no velório vai seguir mais ou menos assim:
Foi infarto do miocárdio? Ele tinha hipertensão?

Não.

Parece que foi um verso obstruído
Por um acúmulo de poesia no peito
Diz que uma estrofe deu defeito
Morreu com o bom coração partido.

(Bruno Félix – Autor do livro “O Busto de Adão e Outras Poesias”)