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quinta-feira, 13 de julho de 2017

[Biografias Reais] Julia Lopes de Almeida

Uma mulher que a pátria desconhece!




"Por isto: o que não quero é escrever meramente; não penso em deliciar o leitor escorrendo-lhe n’alma o mel do sentimento, nem em dar-lhe comoções de espanto e de imprevisto. Pouco me importo de florir a frase, fazê-la cantante ou rude, recortá-la a buril ou golpeá-la a machado; o que quero é achar um engaste novo onde encrave as minhas idéias, seguras e claras como diamantes: o que quero é criar todo meu livro, pensamento e forma, fazê-lo fora desta arte de escrever já tão banalizada, onde me embaraço com raiva de não saber nada de melhor. (...) Quero escrever um livro novo, arrancado do meu sangue e do meu sonho, vivo, palpitante, com todos os retalhos de céu e de inferno que sinto dentro de mim; livro rebelde sem adulações, digno de um homem."

( Júlia Lopes de Almeida)

Há muitos escritores esquecidos na nossa literatura. Com a história de Júlia quero iniciar uma série de biografias reais de escritores e nunca ouvimos falar, mas que construíram com muita dificuldade a nossa literatura,e tiveram um papel primordial na literatura que conhecemos hoje.

E porque começar pela Julia. Por ser um mulher! Podemos até pensar que foi porque não eram comum escritores mulheres naquela época, afinal, quais escritoras do séc. XVIII e XIX que nós conhecemos? Se não conhecemos é mais provável que seja porque a História se esqueceu de contar do que por uma carência de talento e nomes entre as mulheres. Júlia, por exemplo, escreveu romances e peças de teatro além de livros infantis, fazendo muito sucesso na sua própria época.

Mas o que pouca gente sabe é que no grupo de escritores e intelectuais que se mobilizaram para criar a ABL, uma outra grande figura da Literatura Nacional daquele tempo ficou de fora por um pequeno detalhe, e não foi a língua, foi a saia.

Julia ficou de fora desse “panteão” por causa desse pequeno detalhe, era mulher.Ou seja o preconceito da época calou por décadas o talento dessa grande mulher! Júlia teve uma carreira de escritora e jornalista de mais de 40 anos. Ela defendia a educação feminina, o divórcio e a abolição da escravatura. Já preocupada com a questão do cuidado, ela defendia também a instalação de creches, naquela época. É, Júlia, ainda estamos  tentando... Se é difícil hoje imagina no século XIX? 

Vamos falar um pouco mais sobre ela: Júlia Valentina da Silveira Lopes de Almeida (Rio de Janeiro RJ 1862 - idem 1934). Contista, romancista, cronista, teatróloga. Ainda na infância, transfere-se com a família para Campinas, São Paulo. Inicia seu trabalho na imprensa aos 19 anos, em A Gazeta de Campinas, numa época em que a participação da mulher na vida intelectual é rara e incomum. Três anos depois, em 1884, começa a escrever também para o jornal carioca O País, numa colaboração que dura mais de três décadas. Mas é em Lisboa, para onde se muda em 1886, que se lança como escritora. Com sua irmã Adelina, publica Contos Infantis, em 1887. No ano seguinte, casa-se com o poeta e jornalista português Filinto de Almeida (1857 - 1945) e publica os contos de Traços e Iluminuras. 

De volta ao Brasil, em 1888, logo publica seu primeiro romance, Memórias de Marta, que sai em folhetins em O País. Sua atividade em jornais e revistas - Jornal do Commercio, A Semana, Ilustração Brasileira, Tribuna Liberal - é incessante, escrevendo sobre temas candentes, apoiando a abolição e a república. Uma das primeiras romancistas brasileiras, sua produção literária é prolífica e abrange vários gêneros: conto, peça teatral, crônica e literatura infanto-juvenil. Seu estilo é marcado pela influência do realismo e do naturalismo francês, especialmente pelos contos de Guy de Maupassant (1850 - 1893) e romances de Émile Zola (1840 - 1902). 

A cidade do Rio de Janeiro, capital federal, em período de turbulência política e econômica, é o cenário mais amplo de suas ficções assim como o ambiente privado das famílias burguesas serve às tramas e à construção de seus personagens, é o caso do romance A Falência, lançado em 1901 - para muitos a sua obra mais importante. Júlia ainda obtém destaque no Brasil e no exterior em conferências e palestras sobre temas nacionais e sobre a mulher brasileira; participa ativamente de sociedades femininas no Rio de Janeiro. 

Reconhecida em sua atividade literária por seus pares contemporâneos, escreve também obras mais esperadas por uma mulher de sua época, como O Livro das Noivas e Maternidade, que alcançam grande sucesso de público, tanto quanto seus romances. Está entre os intelectuais que participam do planejamento e da criação da Academia Brasileira de Letras - ABL, da qual seu marido é fundador e ocupante da cadeira número 3 - no entanto, por ser mulher, é impedida de ingressar na instituição. Entre 1913 e 1918 volta a viver em Portugal, e publica suas primeiras peças teatrais e um livro infantil com seu filho Afonso Lopes de Almeida. Na década seguinte, muda-se para Paris, onde alguns de seus textos são traduzidos e publicados.



Mariane Helena

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Entrevista exclusiva com a autora Nina Reis

Olá pessoal, hoje temos uma entrevista bem diferente para vocês!
Nossa convidada de hoje é a queridíssima autora Nina Reis!


Confira:

Primeiramente quero agradecer a Nina pela entrevista e já perguntar, da onde surgiu as ideias para escrever a série Santuário?
R: Parafraseando você, primeiramente gostaria de agradecer ao convite, sinto-me honrada em participar do Faroeste Literário.
Sobre as ideias para a série Santuário, a primeira coisa que devo revelar é que ela não nasceu como uma série. O conto A História de Nós Dois foi escrito para um concurso de contos promovido por um blog literário que tenho a honra de seguir até hoje.
A ideia de que o personagem masculino principal fosse um mercenário, surgiu porque estava lendo, na época, livros sobre Seals e ex-soldados. Então pensei, porque não?
Sobre a mocinha, eu já tinha pensado em escrever um romance em que a mocinha já iniciaria a história como uma ex-freira, mas o projeto não foi adiante.  Comecei a escrever a história, depois do carnaval, próximo ao aniversário de morte da missionária Dorothy Stang e, de maneira singela, desejei fazer uma homenagem e criei uma freira missionária que dedicava a vida a defender os mais fracos e marginalizados.
Como meu mocinho precisava de uma equipe, pensei em homens com nacionalidades diferentes. Quando minhas amigas insanas Tuka Vilhena e Sandra Evaristo, leram o conto, decretaram que eu deveria escrever a história de cada um dos homens da equipe 1 e assim nasceu a série Santuário.
As ideias nascem de conversas insanas entre eu e minhas amigas Sandra, Rafaela e Tuka Vilhena. Um dia a gente deveria gravar o bate-papo, porque a tempestade de ideias é genial nessas conversas.


Em "A História de Nós Dois", como você mesma disse, tem a freira missionária Maria, que acaba sendo condenada e expulsa de suas funções como freira, como você consegue descrever tão bem os sentimentos de uma freira diante de toda essa situação?
R: UAU! Amei essa pergunta! Mesmo não sabendo direito como responder (risos).
A relação do escritor, da escritora, com as emoções dos personagens é algo que às vezes transcende a nossa própria compreensão. E experimentar essa gama de emoções (sim, a gente sente a emoção dos personagens), muitas vezes é exaustivo.
A cena da expulsão e todo o desdobramento que vem a seguir foi uma dessas cenas em que a gente se sente exaurida, sugado pelos sentimentos e dores que a Maria da Anunciação experimentou.
Naquele momento, roubaram dela toda a referência de mundo, família e vocação que ela possuía. Em um momento ela tinha uma instituição que a resguardava, no segundo seguinte, descobriu-se sem casa, amigos, família e trabalho. E tudo isso por uma decisão injusta, em uma cruel inversão de papéis entre vítima e vilão.
Freira, ou não, era um momento de dor e solidão sem iguais e foi isso que tentei passar. A dor e a solidão de uma mulher que acabara de ser traída e ferida pelas pessoas nas quais ela mais confiava no mundo.
Não sei se consegui responder (risos), mas tentei!


Quando você notou que tinha talento para escrever?
R: Comecei a escrever no início da adolescência. Mas, não escrevia livros. Minha irmã, duas primas (também irmãs) e eu, estávamos em férias escolares e decidimos brincar de escrever novelas. (risos e nostalgia).  (diz que o “eu” sempre vem por último!)
Aos poucos, as meninas desistiram da história, mas eu continuei, porque escrever me dava prazer. Ao começar a trabalhar, também parei de escrever, mas, anos mais tarde, quando engravidei, resolvi retomar a escrita como hobby.
Comecei a escrever uma história chamada Uma Segunda Chance, até hoje sem finalização (um dia eu termino esse livro).
Mas foi ao escrever essa história, que conta com três núcleos de personagens, que senti que eu poderia construir algo interessante, porém, senti (de verdade) que tinha talento para escrever ao passar para a tela do computador A História de Nós Dois, o conto que deu origem a série Santuário.
Entretanto, eu me senti de fato escritora, ao terminar o livro três da série, que se chama Em Teus Braços. Foi um desafio escrevê-lo e, ao final... (respiro fundo), a sensação de ler a palavra FIM, foi indescritível.
É uma emoção que a gente não consegue colocar em palavras... (estou com lágrimas nos olhos ao escrever essa resposta).


Você costuma se inspirar em algum autor para criar seu próprio estilo de escrita?
R: Não... Para inspirar meu estilo não. Tenho autores que admiro e respeito, mas uma coisa que tento evitar é que essa admiração influencie minha escrita. Tanto que quando estou envolvida com a construção de uma história, raramente leio.


Se você pudesse viver por um dia a vida de um de seus personagens, qual você escolheria e porque?
R: Que pergunta difícil! (risos)
Mas se eu pudesse escolher apenas um, escolheria Eva Martins, a violoncelista de Meu Destino é Você, livro que não faz parte da série Santuário.
Ela possui uma sensibilidade e uma beleza de alma e coração, que me encantam.


Se você tivesse a opção de voltar no tempo e não ler algum livro que já leu, qual seria?
R: (Gargalhei!!!)
Nossa! Todo(a) leitor(a) tem aquele momento de arrependimento literário, no qual a gente se pergunta porque começou a ler essa ou aquela obra.
Mas tem um livro que eu não esqueço. Eu era muito novinha e acredito que não estava preparada para a intensidade e complexidade da história, então detestei.
Hoje, acredito que minha opinião seria outra.
Estou falando de As Horas Nuas, de Lygia Fagundes Teles.


Quais são seus autores favoritos?
R: Zélia Gattai, Nora Roberts, Sandra Brown, Linda Howard, Sherrilyn Kenyon, Sophie Kinsela, entre outros. Da nova safra de autores nacionais sou fã da Shirlei Ramos, Sue Hecker com o seu polêmico O Lado Bom de Ser Traída, Patrícia Rossi, Nana Pauvolih,  Matheus Frizon (amei o livro dele), entre outros que me fugiram nesse momento. (Desculpem).


Geralmente os autores costumam ter algum tipo de "ritual" para escrever, alguns só escrevem ouvindo músicas, bebendo chá, outros só escrevem de madrugada e etc. Você tem algum?
R: Preciso de música e um lugar silencioso.  Releio várias vezes o que já escrevi, para somente depois, começar a escrever novos capítulos.


Muitas pessoas querem começar a escrever, mas tem medo ou não sabem por onde começar, que dica você daria á essas pessoas?
R: Escreva com paixão. Se não sentir tesão pela escrita, esse relacionamento não acontece. Essa é minha dica número um.
Escreva o livro que gostaria de ler! Se você gostar dos seus personagens e do rumo da sua história, outros também gostarão.
Pesquise sempre. Às vezes, fico horas pesquisando algo que será citado em apenas duas linhas da história.


Se você pudesse fazer uma pergunta a algum autor brasileiro, para quem e o que você perguntaria?
R: UAU! Que difícil! Socorro!
Acho que se a pergunta me permitir voltar no tempo, gostaria de conversar longamente com Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, autora de Um Chapéu para a Viagem, Anarquistas Graças a Deus, Jardim de Inverno, entre outros. Não faria uma pergunta não, faria várias, muitas (risos).


Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Gostaria de agradecer, mais uma vez, a oportunidade de estar aqui e falar (escrever), um pouco sobre mim, meus sonhos e meus livros.
ADOREI a entrevista. Perguntas interessantes e inteligentes, vocês do Faroeste Literário estão de parabéns.
Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre mim e minhas obras, convido-os (as), a conhecer o site Autora Nina Reis: http://autoraninareis.wix.com/ninareis
Ou o grupo do Facebook: https://www.facebook.com/groups/268007660033493/
No Wattpad: http://www.wattpad.com/user/NinaReis e no Widbook:  https://www.widbook.com/profile/nina-reis, vocês podem ler os primeiros capítulos das minhas histórias.
Além da Série Santuário e Meu Destino é Você, tenho outros contos menores publicados na íntegra em ambas as plataformas.

Para adquirir os livros da série Santuário, é só ir no site do Amazon: www.amazon.com.br e digitar Nina Reis.

Em breve também estará no Amazon o livro Meu Destino é Você, que não faz parte da série, mas também conta uma linda e cativante história de amor.
Um beijo no coração de cada um, cada uma, foi um honra estar com vocês.

 Nina, muitíssimo obrigado pela atenção, lhe desejamos todo sucesso e que esse seja apenas o início de uma linda e grande carreira!


Um abraço a todos e até a próxima semana com mais uma entrevista! :D




terça-feira, 14 de abril de 2015

Entrevista exclusiva com a autora Marja

 Olá queridos(as) leitores(as), hoje trazemos entrevista exclusiva com a autora Marja, que todo mês publica vários livros e contos tendo ao todo quase 30 textos publicados.
 Marja é uma escritora gaúcha, uma escritora de romances, apaixonada por todos os gêneros de romance! Ama escrever hot, escrever romances longos e tem se apaixonado cada dia mais por E-books.
 Sempre em busca de novidades, aventura-se por novas estórias e novos amores a cada lançamento.


 Confira:

Quem é a Marja?
R: Marja é uma romântica incurável, cheia de neuroses, que se orgulha de ser gaúcha, mulher e independente. Que escreve para manter a mente leve, manter seu equilíbrio.

Você trabalha com vários gêneros, mas qual é o seu favorito?
R: Amo escrever Romances, mas tenho uma paixão extra para Históricos e Hots.

Conte-nos um pouquinho sobre um dos seus últimos lançamentos chamado "Enfeitiçada por Você".
R: "Enfeitiçada por Você" é um romance Fantasia e Hot. Conta a estória de vida de sete irmãos. Unidos pelo amor e não pelo sangue, eles vivem a diversidade de raças e os perigos de uma vida pós-guerra. O livro foca na estória de Sophie, uma feiticeira que decide ter um momento de liberdade, mas não quer assumir seus desejos. Ela cria uma grande confusão, que envolve seu atual namorado Emmanuel, um amor do passado Demetrius, e um clone da própria Sophie!

Você tem mais de 20 títulos publicados e sempre está lançando mais, como funciona sua rotina de escrita?
R: Minha rotina tem sido caótica. Faço praticamente tudo sozinha, então, meu tempo precisa ser dividido entre editar, formatar, divulgar e escrever. Mesmo com pouco tempo livre, tento manter sempre o ritmo de escrita. Preciso geralmente de uma hora por dia para escrever minhas metas. Escrevo rápido, isso facilita bastante o rendimento do meu trabalho. Tenho facilidade em organizar as ideias e desenvolvê-las. Isso também me ajuda muito!

Dos seus livros, qual foi o mais difícil de escrever?
R: “O Acordo Perfeito”. Um romance longo demais, emocional demais, que envolveu demais os leitores, e que me envolveu demais. Muito de mim foi colocado nesse livro, o que foi bem desgastante.

Qual a maior dificuldade que você já encontrou até hoje no mercado editorial?
R: No começo não encontrei dificuldade. Publiquei um livro físico, tudo normalmente. Depois, com o tempo fui entendendo o mercado editorial e me afastando disso. Atualmente não dependo mais do que o mercado define ou de decisões de editoras.
Minha maior decepção com o mercado foi e ainda é, a dificuldade para o autor independente se divulgar.

Quais são seus autores favoritos?
R: Confesso que atualmente não tenho autores favoritos. Gosto de alguns autores nacionais que acompanho o trabalho e gosto bastante. Mas não tenho nenhuma paixão atualmente. O que é uma pena, pois sempre espero me apaixonar por um bom livro e trama.

Se você pudesse fazer uma pergunta a algum(a) autor(a) brasileiro(a), o que perguntaria e para quem?
R: Perguntaria para todos os autores: Estão satisfeitos com o rumo do mercado literário no Brasil? No rumo que escolheram para seus livros e seus projetos?

Que dica você dá para aqueles escritores que estão começando agora?
R: Não tenha medo. Não olhe para o trabalho de outros autores. Não tente seguir fórmulas prontas. E jamais, se frustre com pouca coisa. Tem sempre uma oportunidade melhor esperando lá na frente...

Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Bem, quero agradecer o espaço que me ofereceram, agradecer pela entrevista! Gostei muito de participar! Convido aos leitores para conhecer meus livros, conhecer meu trabalho e acompanhar os novos lançamentos!

 Marja muitíssimo obrigado pela sua atenção, ficamos muito felizes de poder conhecer um pouquinho mais do seu trabalho e de você.
 Lhe desejamos todo sucesso do mundo e que sua carreira cresça cada dia mais.

Fiquem atentos que na próxima semana tem muito mais! 
 E aí, que autor(a) você gostaria que fosse entrevistado(a) pelo nosso blog? Deixe sua opinião! 
 Abraços e até semana que vêm!!! :D

Redes sociais da autora:
Facebook:  https://www.facebook.com/estoriasdamarja

Livros E-book (Amazon): http://twixar.me/yFJ

sábado, 17 de janeiro de 2015

Entrevista exclusiva com R.R Beatrice,autora da série “Paixão”

Olá a todos,hoje temos entrevista exclusiva com R.R.Beatrice,ela que é autora da “Série Paixão” que está fazendo maior sucesso!
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Confira: 
Conte-nos um pouquinho sobre a série “Paixão”.
R: Essa série na verdade era para ser apenas um único livro, mas ao terminar “Paixão a Mil por Hora” as ideias para uma continuação não paravam de surgir, então resolvi escrever uma trilogia, porém minhas leitoras pediram mais livros e acabou que virou uma série. O primeiro livro é sobre a paixão de Aiden e Gwen, ele é um badboy que participa de corridas ilegais, já ela, é rica, inocente e deixa sua vida ser controlada por sua mãe. Mas acima de tudo, Gwen tem o desejo de mudar, de finalmente começar a viver de acordo com sua idade. É aí que o Aiden entra, eles se conhecem graças a melhor amiga dela, Kim, que namora o amigo de Aiden. Uma paixão forte e instantânea surge, mas é claro que haverá alguns problemas pelo caminho, afinal, eles são de mundos diferentes, Aiden é muito temperamental e a mãe de Gwen é muito controladora.
Não vou fazer um resumo de cada livro, caso contrário minha resposta seria gigante, mas os outros livros são a continuação da vida daqueles personagens que já apareceram anteriormente, como a Kim, o Preston (amigo de Gwen que é apaixonado por ela no primeiro livro), Jordan (aparece no primeiro livro), Justin (aparece no segundo livro) e Vince (aparece no terceiro livro).
A ideia dessa série surgiu basicamente da minha intenção de escrever um livro que tivesse todos os aspectos que me agradam em uma leitura. Eu sou apaixonada por anti-heróis, badboys e coisas do gênero, e foi pensando sobre isso que um certo dia a ideia do primeiro livro simplesmente surgiu em minha mente, claro que depois eu fui aperfeiçoando-a, mas a ideia geral surgiu praticamente do nada. Então eu a comecei a escrever, mas queria a opinião de outras pessoas, por isso resolvi publicar os capítulos no Wattpad, porém não queria revelar meu verdadeiro nome, estava insegura demais com relação a minha escrita, então acabei criando o pseudônimo R.R.Beatrice.
E há quase um ano Beatrice ou Bia(como as leitoras carinhosamente me chamam) e a Série Paixão fazem parte da minha vida, tudo começou apenas como uma diversão, mas agora está caminhando para se tornar algo mais sério.
Como foi pra você escrever esta série?
R: A primeira palavra que me vem a mente é; Divertido. Eu simplesmente adorei cada momento, escrever é realmente algo mágico, acho que todos deveriam fazer isso, é uma ótima forma de aliviar o estresse, de fugir um pouco dos problemas. Como leitora voraz que sou, chegou um momento em que senti uma imensa vontade de começar a escrever, somente ler livros já não me satisfazia, eu precisava tirar aquelas ideias da minha cabeça e escreve-las. E uma vez que eu comecei, me apaixonei.
Você pode fazer o que quiser quando está escrevendo, pode criar mundos, criar personagens, criar absolutamente tudo, fazer o impossível ser possível. Essa sensação, esse poder de criar algo, é maravilhoso. Então para mim escrever essa série foi, e continua sendo, uma das melhores sensações que já tive.
O retorno do público foi o que você esperava?
R: De jeito nenhum. Como eu disse, eu comecei a publicar meu livro no Wattpad para saber a opinião dos outros com relação a forma que eu escrevia, a construção dos personagens, esse tipo de coisa. As opiniões vieram e foram surpreendentes, recebi muitas mensagens e e-mails com palavras que me fizeram sorrir de orelha a orelha. Recebi elogios que eu nunca imaginei receber, principalmente por aquele ser meu primeiro livro, minha primeira experiência em escrever um livro inteiro. Recebi muito apoio e palavras de incentivo, e eu sou muito grata a todos que me acompanham e sempre conversam comigo, seja por meio do Wattpad, Facebook ou e-mail. Minhas leitoras são compreensivas, simpáticas, fofas e muito fiéis, sempre estão ao meu lado, me incentivando quando estou desanimada. É maravilhoso todo esse carinho.
Recentemente recebi outro grande elogio, que foi quando uma editora veio até mim e disse querer publicar meus livros. Foi muito louco, surreal. Eu contei para minhas leitoras sobre a tal proposta e elas me incentivaram muito, então espero que em breve os livros físicos estejam disponíveis. E se isso realmente acontecer, vai ser graças a elas, que sempre me apoiaram.
No Brasil as pessoas leem muito pouco,no inicio você teve algum tipo de dificuldade para atingir as pessoas com suas obras e consolidar seu publico?
R: Sinceramente, eu não fiz quase esforço nenhum para divulgar o meu trabalho. Postei no Wattpad e divulguei bem superficialmente por lá mesmo. Depois que terminei de escrever os dois primeiros livros da série, disponibilizei-os em PDF para um blog, e depois disso o arquivo se espalhou por diversos outros blogs. Eu não diria que tenho um publico gigante, mas as leitoras que eu tenho estão sempre comigo, elas indicam meus livros para amigas, colegas, etc. Isso fez com que um número razoável de pessoal lessem meus livros. Mais uma vez, tenho que agradecer as minhas leitoras por isso. Espero que agora, com essa possibilidade de publicar meu trabalho, possa alcançar mais pessoas ainda.
Acho que isso de que as pessoas aqui não leem muito está mudando, basta ver o tumulto que sempre aconteçe na Bienal do livro todos os anos, felizmente estamos lendo cada vez mais. Isso realmente me deixa feliz.
Qual a dica você dá para aqueles escritores que estão iniciando no mundo literário?
R: Não sei se eu estou apta a dar algum conselho, pois eu mesma estou me iniciando no mundo literário. Mas acho que o que eu posso dizer é; Se é isso que você quer, se ter um livro publicado é o seu sonho, corra atrás. Não se esqueça que a própria J.K. Rowling foi recusada diversas vezes. Por mais difícil que seja, um sonho sempre vale a pena.
Há algo que você queira dizer ou acrescentar nesta entrevista?
R: Bem, gostaria de agradecer pelo convite, essa é a minha primeira entrevista! Gostaria de agradecer também, mais uma vez, a quem sempre apoiou a R.R. Beatrice. Caso alguém queira entrar em contato, seja para obter informações sobre os livros da série, dar alguma opinião, fazer críticas ou simplesmente conversar sobre livros e afins, fique à vontade para me enviar um e-mail, respondo a todos.
Os meus livros podem ser encontrados facilmente na internet, e quem preferir, pode me enviar um e-mail pedindo os arquivos em PDF. Meu contato é: r.r.beatrice@outlook.com
Como existe a possibilidade da série ser publicada, eu vou reescrever os três primeiros livros e acrescentar algumas cenas extras. Mas nada que descaracterize os livros como o público já o conhece.
É isso, muito obrigada pessoal! Beijos para todos :)
Muito obrigada querida Beatrice por essa entrevista,desejamos a você toda felicidade do mundo,que esse seja apenas o início de muitos e muitos anos de sucesso em sua carreira e dizer que nós estamos a sua disposição.
Gostaram da entrevista? Então aguardem que semana que vem teremos muito mais,e claro,com outra super autora! ;)


Entrevista exclusiva com a escritora Nana Pauvolih.

Olá,hoje temos entrevista com a escritora Nana Pauvolih,ela que está chamando atenção das grandes editoras brasileiras,portuguesas e espanholas.
Confira:
Nana você está sendo o assunto do momento no mundo literário nas últimas semanas,
primeiro seus livros “Ferida” e “Ferida 2” que estão como favoritos na Amazon Brasil e até a diretora da Amazon falou de você em uma entrevista. Conte-nos um pouco sobre esse sucesso, você esperava isso?
R: Oi. Obrigada pela entrevista rsrs. Eu trabalho muito e com amor. Acho que quando nos dedicamos a algo de corpo e alma, acabamos espelhando nossos sentimentos aí. Eu simplesmente sou apaixonada por escrever, eu me divirto demais fazendo isso. Acho que as pessoas percebem isso. O sucesso ou o reconhecimento vem como consequência quando trabalhamos dessa maneira.
No livro tem o personagem “Theo Falcão” conte-nos um pouquinho sobre ele.
R: Ah, o Theo rsrsrs. Olha, já me disseram que ele existe, até que é um espírito! Kkkk Eu acho engraçado, pois realmente é uma força presente. Quando comecei a escrever a Série Segredos, o livro do Theo seria o último, pois então a vingança seria desvendada. Mas eu ainda estava escrevendo o primeiro livro (Proibida), quando Theo começou a se infiltrar em meus pensamentos. Eu via as cenas dele e fui ficando desesperada para escrevê-lo logo. Pensei: “Como vou aguentar escrever os outros livros com ele na cabeça?” kkkkk. Não teve jeito. Tive que mexer na ordem de tudo e o segundo livro, Ferida, foi dele. Não satisfeito, o danado ainda acabou ganhando mais um livro, Ferida 2. Theo é isso, inexplicável. Eu sentia que podia tudo com ele e essa liberdade que um personagem te dá é maravilhosa. As meninas costumam dizer que Theo só teve uma forma e essa foi jogada fora rsrsrs. Eu concordo.
 E esse convite da editora Rocco para lançar a “Série Redenção” como foi?
R:A minha agente literária apresentou A Redenção de um Cafajeste às melhores editoras do Brasil e tive algumas propostas. Ela pensou inclusive em fazer um mini leilão, mas eu sempre amei a Rocco e eles me mostraram a proposta que mais me agradou. Tudo na Rocco me agradou muito, o fato de ser um novo Selo, a qualidade deles, tudo mesmo. Aí combinamos e agora estou muito feliz em fazer parte do Selo Fábrica 231 da Rocco.
 Você esteve na 23ª Bienal Internacional de São Paulo,como foi a experiência? Você já havia participado de outras Bienais?
R:Participei de outras bienais como leitora. Dessa vez investi em mim, pois era independente. Aluguei o espaço, fiz certo número de livros e fui do Rio para lá. A experiência foi única, maravilhosa. Pude ver pessoalmente as minhas nanetes, recebi muito carinho, ganhei abraços, tirei fotos, fui privilegiada com uma fila imensa. Então, é uma lembrança que vou guardar por toda a vida. Eu simplesmente amei!
Quais são os livros favoritos de Nana Pauvolih? 
R:Eu amo ler, tenho vários livros preferidos. Mas vou citar alguns que me marcaram, que amo demais: Parábolas, de Gibran; Todos de poesias de Vinícius de Moraes; Veneno, da Cassandra Rios; O Morro dos Ventos Uivantes, da Emily Bronte; A outra face de Nora Deiel, de Danka Maia; Dom Casmurro, do Machado de Assis. E muitos de romances, como da Rachel Gibson.
Que dica você dá a aqueles escritores que ainda estão iniciando no mundo literário?
R:A dica que eu sempre dou e que segui e sigo até hoje é de trabalhar muito e com amor. Não fazer da escrita uma obrigação e sim um prazer. Ser dedicado, paciente, se divulgar, plantar para poder colher. Às vezes acontece de um escritor ter sorte, mas em geral ele tem que batalhar por seu lugar ao Sol. Eu me divulguei no blog da Danka e lembro que no início tinha três fãs rsrsrs. Quando montei meu grupo no face, tinha pouquíssimas participantes. Nunca corri atrás de outros escritores para me ajudarem, sempre fiz meu trabalho, me diverti com ele, lutei. E o resultado veio aos poucos. Eu me sinto cada vez mais realizada e muito feliz. É bom demais esse reconhecimento.
Há algo que você queira dizer ou acrescentar nesta entrevista?
R:Eu quero dizer que foi um prazer fazer a entrevista e agradecer pelo convite. Quero também agradecer às minhas nanetes, que estão sempre comigo. Não há pessoa mais felizarda do que eu rsrsrs. Beijos!
Ah, e deixo aqui meu blog, com todas as informações sobre meus livros:
http://nanapauvolih.blogspot.com.br/
Nana muitíssimo obrigado por esta entrevista e que esse seja apenas o começo de muitos anos de sucesso!!! 
Fiquem ligados aqui no blog que semana que vem teremos mais uma entrevista com uma super autora!!!