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domingo, 4 de dezembro de 2016

Entrevista exclusiva com o escritor Diego Sant'Anna

 Olá queridos(as) Forasteiros(as)! Trago hoje para vocês uma entrevista exclusiva com o escritor Diego Sant'Anna. O Diego já é um velho conhecido do nosso blog, que além de ter várias notícias super legais publicadas aqui, foi um dos autores participantes da primeira edição do "Prêmio Melhores do Ano", ganhando em 2º lugar com 451 votos na categoria "Nome mais criativo" com o livro "Mortalitas - Uma história de amor e de morte". Nascido em São José dos Campos, São Paulo, Diego Sant’Anna é formado em Letras. Em 2011 participou do Mapa Cultural Paulista na categoria poesia. Em 2013 teve diversas obras publicadas em antologias, ganhou vários concursos literários dentro e fora do Brasil e publicou sua primeira obra solo, titulada: MORTALITAS: Uma História De Amor E De Morte, obra trilíngue (Português, Inglês e Latim). Em 2014 foi escolhido para representar o Brasil na Feira Internacional do Livro de Belgrado/Sérvia. Em 2015 representou o Brasil no maior festival literário do mundo em Edimburgo/Escócia e publicou o livro: A Chave Para O Infinito. Em 2016, ganhou o 4º Prêmio de Literatura SFX, e trabalha no seu próximo livro de poesias chamado Exórdios: A Origem Do Silêncio, participa de um livro coletivo com outros autores brasileiros de Literatura Fantástica e produz o segundo livro da saga: MORTALITAS, com o título O Segredo de Ophelie, contando com as parcerias internacionais em prol da autenticidade do cenário do livro que é composto pela Mitologia Celta.


1.     Bom, para começar, conte-nos um pouquinho quem é o escritor Diego Sant'Anna.

R: Escritor Diego Sant’Anna é um eterno sonhador e disseminador de sonhos.
Através das palavras tenta encontrar o sentido mais verdadeiro do ser. Nada escapa dos seus olhos sempre atentos, em busca daquilo que está além dos olhos. Suas histórias revelam a essência concretizada, além das formas e cores. Um desbravador destemido de caminho infinito.


2.     Fale um pouco sobre o seu próximo livro "Exórdios: A Origem Do Silêncio".

R: "Exórdios: A Origem Do Silêncio" nasceu de um projeto que eu criei em uma rede social, chamado 366 dias de poesia. Onde eu postei poemas ao longo do ano, os leitores comentavam e interagíamos. Este livro nasceu do silêncio, de momentos de intensa reflexão e análise sobre todos os aspectos mais impactantes contidos no cotidiano. O livro está lindo, e tenho certeza que irá encantar muitos corações.

3.     Como foi para você ganhar o 4º Prêmio de Literatura SFX?

R: Foi uma alegria e uma honra muito grande. Já ganhei prêmios importantes dentro e fora do país, mas quando se ganha um prêmio em casa, tem um sabor diferente. Assim como um filho sempre busca a aprovação dos pais, é assim como me sinto, acolhido e abraçado. Foi a segunda vez que ganhei esta premiação, espero ganhar outros anos e poder receber o prêmio no cenário inspirador que é a Serra da Mantiqueira.


4.     O seu livro "MORTALITAS: Uma História De Amor E De Morte" alcançou fama internacional, fazendo com que você representasse o Brasil em diversos festivais literários de outros países. Como foi para você ver toda essa receptividade desse público tão distinto?

R: Eu realmente não esperava que meu primeiro livro tivesse uma repercussão tão boa em caminhos que foram além das minhas expectativas. Eu acredito que o sucesso do: "MORTALITAS: Uma História De Amor E De Morte" se consiste pela singularidade da obra.

5.     A publicação do livro em 3 idiomas foi intencional para alcançar o mercado estrangeiro?

R: Sim, eu quis escrever em inglês e português para alcançar um número maior de pessoas, visando que já tinha contato com autores internacionais que falavam a língua inglesa. O latim foi uma “provocação”, uma forma de preservação da nossa língua mãe, justamente junto com um movimento que acontece na Europa, para que não haja extinção desta língua tão influente e importante para a história mundial.

6.     "O Segredo de Ophelie" é a continuação da saga "MORTALITAS", e pelo o que entendi ele trará algumas coisas bem diferentes do primeiro livro. Conte-nos um pouquinho quais são essas novidades.

R: “O Segredo de Ophelie” é um livro que está sendo muito esperado pelos fãs da saga “MORTALITAS". Ele vem cheio de novidades, começando pela escrita que será em prosa. O livro é uma aventura épica onde o cenário é contemplado pela mitologia celta. Uma novidade com exclusividade para o BLOG Faroeste Literário, o livro tem previsão de lançamento para segundo semestre de 2017, e uma produtora inglesa já pronunciou interesse em gravar um longa metragem da saga, que começará com “O Segredo de Ophelie”.

7.     A pergunta é bem clichê, mas a gente adora saber. Quais são seus livros e autores favoritos?

R: Eu sou um leitor bem atípico e isso se reflete em minha obra. Leio muito Mirella Faur, Dante Alighieri, William Shakespeare, Gonçalves Dias, Gregório de Matos, Edgar Allan Poe, Stephen King,  Alice Walker, Pablo Neruda, entre outros. Um dos meus livros favoritos chama-se Anam Cara – Um Livro de Sabedoria Celta de John O'Donohue, um livro muito inspirador que indico.

8.     E dos escritores nacionais atuais, há algum que você admira?

R: Gosto muito da escrita do André Vianco e todo o cenário fantasmagórico criado por ele. André Kondo, contista e poeta maravilhoso. Há muitos escritores bons em nosso país, mas a acessibilidade e o incentivo são cada vez menores, grupos independentes como Faroeste Literário, são essenciais para difusão da nossa rica literatura.

9.     Alguns escritores possuem certos "rituais" para escrever, alguns só escrevem de madrugada, outros só bebendo café. Você possui algum? Se sim, qual?

R: Muitos escritores precisam de silêncio para escrever, eu preciso de barulho (risos), sempre ouvindo música ou sons da natureza. Prefiro escrever de noite, bebendo muita água.

10. Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?

R: 2016 foi um ano de muita produção literária, participei de algumas antologias, li bastante, aperfeiçoei minha escrita e 2017 será um ano de várias publicações, muitos corações para alcançar e vidas para mudar.

11. Deixe abaixo os links de suas redes sociais e outros que deseje divulgar.

Projeto 366 dias de poesia: https://www.facebook.com/366diasdepoesia/
MORTALITAS: Uma História De Amor E De Morte http://clubedeautores.com.br/book/153302--Mortalitas/

É isso aí pessoal, gostaram da entrevista? Fiquem atentos aqui no blog que nas próximas semanas teremos mais entrevistas com mais autores.
 Um abraço a todos e até a próxima! ;)

domingo, 6 de março de 2016

Entrevista com o escritor Felipe Kowari









 Olá pessoal, tudo bem?
Trazemos para vocês nesse lindo dia de domingo, uma entrevista super legal com o escritor Felipe Kowari, que é autor do livro "Contos de Um Mundo Estranho"
Algumas semanas atrás, nós já publicamos uma resenha do livro aqui no blog, e nesse mesmo momento, está rolando o sorteio de 1 exemplar em nossa página do facebook. Então não deixe de conferir a resenha, e é claro, participar do sorteio!



Como surgiu a ideia para escrever o livro "Contos de Um Mundo Estranho"?
R: O livro surgiu para participar do concurso do Sesc de Literatura de 2014. Eu possuía escrito o conto O Anjo Banido, e o conto O Vale do Amor Eterno, que foi adaptado para ser conto, pois inicialmente era um prefácio de um a trilogia de fantasia. Já os contos Ratos de Chernobyl, A maior escultora do mundo e O Morto Voltou! , foram escritos especialmente para o concurso. Não ganhei, mas fiquei entre os 40 primeiros colocados na etapa nacional.

Se você pudesse entrar em um dos enredos de um dos contos do livro e se tornar um dos personagens principais, qual você escolheria e por quê?
R: É difícil dizer, alguns personagens levam partes do escritor consigo. Eu me identifico com Anton, que é o mocinho em Ratos de Chernobyl. Gosto muito do Van Helsing, extraído da literatura clássica para ser o herói em A maior escultora do mundo; ele atua nos bastidores, não chama atenção, mas é extremamente eficiente em sua profissão como caçador de monstros.

Além desse, você já tem outros livros escritos?
R: Tenho uma estória iniciada chamada Conscientebots, no qual estou trabalhando neste momento, e muitos capítulos escritos para Crônicas de Anacã, de onde extrai O Vale do Amor Eterno. Fora isso, eu já tenho muito material anotado e desenvolvido, em que é possível contemplar os próximos livros.

Levando em conta todo esse "egoísmo' das editoras brasileiras, visando apenas o lucro e muitas vezes não dando oportunidade para novos escritores, o que você acha que nós blogs, leitores e etc, poderíamos fazer para ajudar esses escritores?
R: Falta visão de valorizar a cultura nacional; não há só exemplos ruins no Brasil, há muita coisa boa. E as ações promovidas por blogs, páginas e leitores de forma altruísta para divulgar, ajudam muito a lutar contra a maré! Por isso digo, experimente os autores nacionais, e se você gostar muito de um deles, ajude na promoção! Poste foto do livro, comente entre seus amigos, avalie no Skoob, e acompanhe a carreira daquele escritor que você gostou!

Geralmente os autores costumam ter algum tipo de "ritual" para escrever, alguns só escrevem ouvindo músicas, bebendo chá, outros só escrevem de madrugada e etc. Você tem algum?
R: Não há nada além de sentar em frente a um PC, e digitar as ideais que persistem em minha mente. Às vezes fico muito ansioso, sou obrigado a levantar de madrugada, para anotar uma ideia ou pensamento, para conseguir dormir, mas não é muito frequente.

Você Costuma se inspirar em outros autores para criar o seu próprio estilo de escrita?
R: Não, sigo o meu estilo, claro que tenho minhas deficiências e preciso aprender muita coisa com os mestres da literatura. Por isso, necessito ler muito. No futuro pretendo escrever duas fanfiction, uma sobre Caverna do Dragão e outra sobre o Senhor dos Anéis, apenas para divulgar meu trabalho virtualmente; ai sim, direi que preciso de uma inspiração e uma imersão completa nestas obras.

Qual é a dica que você dá aqueles escritores que estão iniciando agora no mundo da literatura?
R: Não desistam, perseverem, há oportunidades, algumas muito difíceis, outras nem tanto, mas precisam ser encontradas e conquistadas. Não há formula mágica, esqueçam coisas como um livro em 90 dias, se você não tiver tempo integral para dedicar-se nele. Seu primeiro compromisso é com a qualidade, sem se preocupar com o tempo. A melhor dica é, se você tem certeza que este é o seu destino, inicie o quanto antes, não perca tempo.

Quais são os seus projetos para 2016?
R: Vender todos os livros Contos de um Mundo Estranho, rsrs. Realizar um trabalho em conjunto com as escolas de 2° grau para promover a leitura. Acabar e lançar o livro Conscientebots, escrever e terminar Contos de um Mundo Estranho 2. Participar do concurso Barco a Vapor, no inicio de 2017! É muito trabalho a ser feito!

Quais são seus livros favoritos?
R: A Bíblia, todos os livros de Tolkien, 1984 e A revolução dos bichos, Drácula de Bram Stoker, O menino do pijama listrado, Enquanto o Brasil nascia, Para ler como um escritor, Darwin no banco dos réus.

Há algo que você queira dizer ou acrescentar nesta entrevista?
R: Só agradecimentos ao Faroeste Literário; é um excelente trabalho para promoção da cultura no Brasil. Muito obrigado por participar e fazer parte deste processo!

 Felipe, agradecemos imensamente pela sua disposição, lhe desejamos todo o sucesso do mundo e deixamos as nossas portas abertas sempre que quiser voltar.



E aí, gostou da entrevista? Você já leu esse livro? Então não deixe de comentar aqui, o que você achou! ;) 

terça-feira, 1 de março de 2016

Entrevista com o Duque das Artes Vadinho


Nascido em Santo Anastácio, interior de São Paulo, dedica seu amor pela  arte desde 1977 com algumas interrupções e com determinação do constante aprendizado pela busca do aprimoramento artístico e a reflexão da alma,  bem transplantados com toda magia e criatividade em suas obras, prova irrefragável de seu talento. Morador na Região do Oeste Paulista em Presidente Prudente SP Brasil.



Senhor Duque, como chegou a esse título?

R: Esse título cheguei graças a minhas atuações dentro das Academias em que faço parte,
 inclusive da ABLA- Academia Boituvense de Letras e Artes.



Sabemos que já pinta a muitos anos e que nesse período, precisou mudar sua técnica de pintura, porquê?

R: Isso, devido aos problemas de saúde com a tinta  óleo e demais substâncias ligado à ela. 
(Obs.: Cobre, cobalto, terebintina, óleo de linhaça, mercúrio etc...), também a própria tinta.



Atualmente quais são seus títulos e participação em grupos que contribuem para fomentação e disseminação da literatura brasileira?

R.: Títulos: Comenda  Ordem do Mérito Histórico Tiradentes Protomartír 
da Independência por Dr Alexander Maia Cruz  – Comenda Leão de Judá 
Oficializada pelo Governo do Estado de São Paulo  – Comenda Colar D. Pedro I 
Imperador do Brasil  – Comenda  General Bento Gonçalves –
Comenda Filhos de Davi  Sangue Real dos Arameus e Araunitas -Cruz do Mérito
 Acadêmico e Profissional (Câmara Brasileira de Cultura SP ) – Comenda Mérito
 Filosófico e Cultural pelo Patrono Raimundo Farias de Brito (Câmara Brasileira de Cultura de SP  –
Prêmio Luso Brasileiro de Poesias – (Melhores Poetas 2013 Editora 
Mágico de OZ Ilha da Madeira Portugal) Destaque Brasil 2010  - 
2013 e 2015 (Coluna Destaque Raimundo Nonato) Comenda 
Humanitária IT Instituto “Tueri” Intuição ao Conhecimento da Mercusul.


Além de pintar o Senhor também escreve?

R.: Sim escrevo, e com várias participações em Antologias pelo Brasil e América Latina.


Na sua opinião, é possível só viver de arte?

R.: Eu pelo menos não vivo da arte; eu vivo a arte!


Qual o conselho o Senhor deixa para aqueles que tem o sonho de viver de arte no país hoje?

R.: Não faça da arte a ilusão de viver e sim o viver da ilusão, ilusão é trabalho!


Tem mais alguma informação para nos passar?

R.: Sou Membro Acadêmico Imortal da Academia Boituvense de Letras e Artes –
 ABLA Boituvense Cad. Efetiva nº 14 – Membro da Confederação Brasileira de Letras e Artes -  CONBLA
Membro Fundador da Academia Belas Artes de Belo Horizonte MG –
 Membro do Instituto Histórico Geográfico Genealógico do Grande ABC – 
IHGG – Membro Núcleo Acadêmico de Letras e Artes Lisboa - Portugal


Algumas considerações:
Outorga CAVALEIRO GRÃ CRUZ DE JUSTIÇA. 
Na Soberana Ordem Equestre Príncipe da Paz – 
Casa Principesca de Kastoria, Ducal de Askos 2012.
Membro Acadêmico Confederação Brasileira de Letras e Artes – 
CONBLA  S.C. do Sul SP.
Membro do Instituto Histórico Geográfico Genealógico 
do Grande ABC e Royal Society Group Brazil.
Delegado Superintendente da Região Sudeste de Cultura 
Letras e Artes do Brasil – SP – RJ – MG e ES. 
Com a missão propícia de agregar novos valores  artístico à CONBLA.
Comendador Filhos de Davi pela Soberana Ordem 
Casa Real dos Arameus e Auranitas – Comendador 
Grande Oficial pela Soberana Ordem Real Filhos de Davi 2015 – 
Barão Comendador Colar Dom Pedro I IMPERADOR DO BRASIL 
pela Soberana Ordem Casa real dos arameus e Auranitas  
ORGARAN 2012 – Comendador Bento Gonçalves pela 
Soberana Ordem Casa Real dos Arameus e Auranitas –
 Barão de Acchabare pela Soberana Ordem Casa Real
 dos Arameus e Auranitas 2013 -  Gran Embaixador da
 Paz pelo IHGG Instituto Histórico Geográfico Genealógico do Grande ABC 2015.
Conde de Acchabare pela Soberana Ordem Casa Real dos Arameus e Auranitas 2015.
Colar Cruz do MÉRITO FILOSÓFICO e Cultural, Patrono 
Raimundo Farias de Brito Sociedade Brasileira de Filosofia, 
Literatura e Ensino 2013,
Colar Cruz do Mérito Acadêmico e Profissional pela Câmara 
Brasileira de Cultura 2014.
Premio Luso-Brasileiro de Poesias aos Melhores Poetas de 2013, 
indicação Literarte Rio de Janeiro
Premio Troféu Literarte da Cultura 2013 Fóz de Iguaçu PR.
Catálogos : Cristal de Letras e Artes 2010 – Catálogo Artístico 
Literarte 2012 – Catálogo de Arte Esporte das Américas 
Rio de Janeiro 2012 – Catálogo Livro Próspero  
Internacional Art Book New York – Catálogo Roteiro 
das Artes Plásticas CONSULTE ARTE ED. ROMA – 
Catálogo REALISMO LATINO (ARTE LA.



 Edição e elaboração: Mariane Helena.
Direção: Davyd Vinicius.
Faroeste Literário© 2016.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Entrevista com a autora Ana Beatriz Brandão



Olá pessoal, para fechar nosso mês de comemoração do aniversário do blog com chave de ouro, trazemos para vocês uma entrevista muitíssimo especial com a autora Ana Beatriz Brandão.

Motivada por um sonho estranho, Ana começou sua carreira super cedo, aos 13 anos de idade.
Hoje com 16, já tem mais de 16 livros escritos e está indo para a publicação do seu 3º pela editora "Novo Século".
Conte-nos um pouquinho do seu novo livro "Caçadores de Almas - Portal Para o Inferno".
R: Bom, Portal para o Inferno fecha a história da Serena e do Dorian, no final do Caçadores de Almas – Segredos e Maldições, deixamos uma ponta solta (para não dar spoiler pra quem ainda não leu, não vou entrar em detalhes), algo terrível aconteceu e agora os Caçadores terão que enfrentar seus piores medos para impedir que a Terra seja dominada pelos demônios. Ele é um terror mais psicológico, lida com o que nós mais tememos.

 Como é ser uma escritora tão nova?
R: Eu não consigo ligar minha idade a minha carreira, ser escritora pra mim não tem a ver com a idade, é claro que o fato de eu ter 16 anos, infelizmente, me obriga a lidar com um certo preconceito por parte de outras pessoas, que acham que uma adolescente não tem capacidade de escrever “nada que preste”, por não ter maturidade ou vivencia, mas graças a Deus é uma minoria. Geralmente as pessoas se espantam quando sabem quantos anos tenho depois de lerem meus livros, e o que mais ouço/leio é que se surpreenderam com minha escrita e achavam que eu era mais velha.

 Todo esse sucesso não te assusta?
R: Ainda estou longe do sucesso.. hahahaha... Mas a aceitação rápida do meu trabalho me surpreendeu, ainda não acredito que consegui esgotar as edições dos meus livros tão rápido. Me surpreendo quando recebo todo esse carinhos dos meus anjinhos leitores. Eu não esqueço até hoje, no lançamento do Caçadores de Almas em SP, minha mãe ligou para minha assessora pra avisar que estava um pouco de transito mas que estávamos a caminho, e ela disse que tinha uma fila me esperando, e que alguns estavam lá desde as 7:30h, sendo que a sessão de autógrafos começaria às 11h. Eu fiquei chocada, não dá pra explicar a sensação incrível que é isso. Esse carinho todo é muito especial!

 Além de "Sombra de um Anjo", você já escreveu algum outro livro baseado em seus sonhos?
R: Na verdade o Sombra de um anjo não foi baseado em um sonho, só o primeiro livro que eu escrevi que sim. A história do Sombra foi inspirada na minha paixão por anjos. Fora o Ilha dos Sonhos, que é uma série de 4 livros, não tenho mais nenhum outro baseado em um sonho que eu tive.

E hoje, qual é o seu maior sonho?
R: Ver todos os meus livros publicados! Hahaha

 Muitos autores costumam ter algum tipo de "ritual" para escrever, alguns só escrevem ouvindo músicas, bebendo chá, outros só escrevem de madrugada e etc. Você tem algum?
R: Música com certeza! Não consigo escrever sem estar com meus fones de ouvidos e ouvindo música.

Você acredita que exista alguma fórmula mágica para escrever um bom livro?
R: Acho que a formula mágica é a combinação de: praticar + ler + escrever sobre o que gosta. Quanto mais você lê e escreve, maior o seu vocabulário, sua escrita e estimulo a criatividade. E quando a gente escreve sobre o que gosta, sem se importar em agradar aos outros, tudo fica mais fácil e a escrita flui melhor.
  
E para escrever frases impactantes? (rsrs)
R: Você deve estar se referindo as frases de inicio de capítulos do Caçadores de Almas né? Kkkk Para escrevê-las eu relia a metade de cada capítulo, e me colocava no lugar da Serena e tentava sentir o que ela estava sentindo naquele momento, isso me inspirou a escrever aquelas frases.

Se você pudesse viver por um dia a vida de um de seus personagens, qual você escolheria e porquê?
R: Escolheria viver a vida da Serena, do Caçadores de Almas, só pra poder ter algumas horinhas com o Dorian hahahah

Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Bom agradeço a oportunidade de falar um pouquinho sobre mim e meu trabalho aos leitores do blog. Parabenizo pelo aniversário do blog, e agradeço também aos meus anjinhos pelo apoio e carinho que me dão todos os dias, e pra finalizar um recadinho pra quem sonha em escrever e publicar um livro: Sonhe, lute e persista! Estude muito, leia ainda mais e pratique sempre, uma hora o sonho se realizará!

 Ana, foi um prazer conversar com você, e uma honra tê-la aqui nessa data tão especial.
 Lhe desejo todo o sucesso do mundo e deixo nossas portas abertas sempre que quiser voltar.


E aí, gostou dessa entrevista? Então fique atento aqui no blog que logo logo tem mais!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Entrevista com a autora Kyra Baptista

Heeey pessoal, como vocês sabem, o nosso blog está completando dois anos. E como parte das nossas comemorações, trazemos hoje para vocês, uma entrevista toda especial com a autora Kyra Baptista!
 E só lembrando vocês, para ficarem atentos(as) em nossas redes sociais para não perderem nenhum dos nossos sorteios e novidades deste mês.
A Kyra é autora da série Telles, que só no Wattpad já alcançou mais de 9.1M leituras e dia após dia, vem conquistando cada vez mais e mais leitoras.





Conte-nos um pouquinho sobre a série Telles e como surgiu a ideia de escrevê-la.
 R: Série Telles são romances que abordam principalmente a maneira que uma mulher deseja ser tratada pelo homem que ama. Não existe perfeição em nossa realidade e na escrita carrego a mesma afirmação. No requisto do amor há erros e acertos, sorrisos e lágrimas, perdão e amor.
Amar é viver em uma corda bamba cheia de emoções diárias, mas com doses certas.  Que mulher não gostaria de ser a razão de viver de quem ama?  Ou ser realmente respeitada, acolhida, é verdadeiramente amada? Várias mulheres almejam vivenciar tais sensações. Meus livros descrevem bem estes momentos de um amor intenso e verdadeiro.
Viso também à base familiar entre a segurança, confiança, união e amor.
Caio Telles foi escrito há algum tempo e as minhas Telletes adoraram. A partir dessa minha primeira aventura no mundo da escrita veio os pedidos para a continuação com os irmãos Telles.


O livro do Alex e da Nina, também ganhará uma versão física?
 R: Iremos ter Alex e Nina em versão física.

Há algum segredo para criar personagens tão envolventes?
 R: Colocar sentimentos em cada um deles. Sou muito intensa e dependendo de como esteja o personagem leva um pouquinho de meu momento.

Como foi para você, participar da Bienal como autora?
R: Não estive presente ao evento, mas amei cada carinho que recebi de quem foi e fez questão de ter meus livros em mãos. Pulei de alegria e chorei também de felicidade.

Muitos autores costumam ter algum tipo de "ritual" para escrever, alguns só escrevem ouvindo músicas, bebendo chá, outros só escrevem de madrugada e etc. Você tem algum?
 R: Tenho vários. Só escrevo ouvindo canções que sempre cito nos capítulos. Adoro quando encontro a canção certa para aquele momento na escrita. Escrevo sempre que tenho tempo e por isto faço anotações de cenas que surgem e não posso deixar passar. 

 Se você pudesse viver por um dia a vida de um de seus personagens, qual você escolheria e porquê?
 R: Cada personagem tem um pouco de mim, mas escolheria ser Nina Telles pelo simples fato da personagem saber usar a razão e o coração no momento certo para cada emoção.

Você ainda escreve poesias?
 R: Escrevo bastante e adoro.
 Quais são seus planos para 2016?
 R: Viver um dia de cada vez.

Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Minha satisfação e agradecimento por ter o privilégio de fazer parte desta entrevista tão leve e significativa. Adorei a abordagem. Parabéns... Beijos no coração!

  Kyra, é um prazer tê-la aqui conosco e poder comemorar esses dois anos de blog, conhecendo um pouquinho mais do seu trabalho.
 Lhe desejamos todo sucesso do mundo e estaremos com as portas abertas sempre que quiser voltar.




Edição e elaboração: Davyd V. / Myllena N. Lima.
Faroeste Literário© 2016.




sábado, 31 de outubro de 2015

[Halloeste] Entrevista com o escritor Márcio Benjamin

 

  Oá pessoal, após muitos pedidos em nosso facebook, trazemos neste dia de Halloween uma entrevista exclusiva com o escritor Márcio Benjamin.

 Ele é o autor do livro "Maldito Sertão", que contem diversos contos de terror, o conto "O lago" que foi publicado aqui em nosso blog este mês, faz parte deste livro também. Para lê-lo, basta clicar aqui.


Confira a entrevista abaixo:


Conte-nos um pouco sobre o seu livro "Maldito Sertão".

R: Bem o Maldito Sertão é o meu primeiro livro solo, foi lançado em 2012 e está na sua segunda edição. O livro é uma obra de terror, que procura lançar um olhar macabro sobre as nossas lendas folclóricas mais conhecidas, trazer um pouco de volta aos leitores de hoje o sabor das histórias que eram contadas pelos nossos avós. Gosto de brincar dizendo que é um livro de lendas rurais, em contraponto às lendas urbanas.


Com o decorrer da leitura, é possivel notar o uso do folclore de uma forma bem medonha. Como é pegar algo que muitas vezes fez/faz parte da infância das pessoas, e transformar em algo assustador?

R: É um grande prazer, no fim das contas, porque na verdade estamos trazendo de volta essas lendas, essas histórias, e ao final descobrimos que nunca foram esquecidas, pois ainda estão encantando tanto os adultos que relembram sua infância, bem como os jovens leitores de hoje, que estão se encantado, e o mais importante, estão se reconhecendo nas histórias, se sentindo representados, seja pela localização delas, seja pela linguagem, que, por decisão minha, é bastante oralizada, por assim dizer. Só lendo pra entender.


Com apenas uma busca rápida pelo nome do seu livro na internet, podemos notar a ótima crítica que ele vem tendo. Como é para você, ver toda essa receptividade do público?

R: Meu Deus, é um prazer e uma honra saber que tem tanta gente interessada no livro, porque pra mim ele é um filho quase, e saber que as pessoas falam bem do seu filho é uma coisa louca. Gente que eu não conheço que eu nunca vi, de repente acaba tendo um carinho, uma identificação contigo por conta do teu trabalho é a gratificação mais linda que um escritor pode ter. Outro ponto incrível é que o livro já foi enviado bem dizer pra todo o Brasil e as pessoas estão compreendendo toda a história e curtindo. Digo isso porque fiquei um pouco receoso pela linguagem, mas estou vendo que não está havendo essa barreira, o que me deixa tranquilo e satisfeito.

Por que escolheu o terror como estilo de escrita?

R: Eu sou um fã inveterado do terror faz séculos (risos). Desde criança esse tipo de história sempre me pegou direto pelo coração. Comecei com os filmes e depois pela escrita. A beleza do terror é que você ganha pelos dois lados, tanto você se surpreende com uma boa história cheia de reviravoltas, quanto você se assusta pelo clima criado. Da mesma forma o, terror é cheio de simbolismos e permite você criticar ou entrar em contato com vários temas espinhosos, utilizando representações, e criticando o que quiser. E de certa forma, ao contrário do que dizem, ao meu ver, o terror é bastante real sim, pois apresenta situações surreais aos personagens e não há opção para eles a não ser encarar, enfrentar, não há essa coisa de que “vai ficar tudo bem”, “vai dar tudo certo”, ele te joga na realidade e diz se vira! (risos). E a vida, pra mim, é assim, né não? (risos)


Qual é o lado mais difícil de escrever esse estilo?

R: O preconceito, sem dúvida. Não só o de algumas pessoas, mas principalmente o do próprio escritor, o que é o pior! O escritor de terror nunca deve se envergonhar do seu trabalho, pois ele tem muito valor. Essa baboseira de que terror é sub-literatura infelizmente ainda existe e deve ser combatida.


Quais são seus livros favoritos?

R: Danou-se! (risos) Rapaz, são tantos...mas vamos lá. Creio que obviamente a grande referência pra o meu trabalho é o grande Stephen King, especialmente com o seu Cemitério e Sombras da Noite, que são pra mim eternas referências de romance e contos. Mas também gosto de muita coisa fora do gênero, o que considero essencial para o escritor conhecer a sua função. Sou apaixonado pelo Cem anos de solidão (García-Marquez), O jogo da amarelinha e Histórias de Cronópios e de Famas (Júlio Cortázar), Contos de Amor Rasgados e Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento (Marina Colasanti), Morangos Mofados (Caio Fernando Abreu), Entrevista Com o Vampiro (Anne Rice), O Velho e o Mar (Hemigway)...dentre vários outros (risos). Da mesma forma existem escritores fabulosos no Brasil que devem urgentemente ser (mais) conhecidos, como Camila Fernandes (Reino das Névoas), Eric Novello (Exorcismo, amores e uma dose de blues), Felipe Castilho, com sua trilogia que também trabalha com o folclore, dentre outros. Sem falar nos sucessos já consolidados de Draccon, Vianco, Spohr e Montes. Ou seja, o terror é uma boa!



Se você pudesse viver a vida de um dos personagens dos livros que já leu, qual escolheria e por quê?

R: Olha, sinceramente nenhum! (risos). Minhas histórias são bem assustadoras e confesso que sou meio carrasco com os coitados! Prefiro ficar desse lado da tela! (risos)



Quais são seus próximos projetos?

R: Estão desenhando o Maldito Sertão, em 2016 teremos o danado em forma de quadrinhos, sendo desenvoldio por um coletivo de desenhistas irreais daqui chamando K-Ótica, que já fizeram um trabalho antológico sobre a obra do Lovecraft  com outra graphic novel chamada “Lovenomicon”.  Já tô aqui num pé e noutro!  Da mesma forma, estamos desenvolvendo um projeto do livro para o cinema também! E já deixei na editora o original do próximo livro, que se chamará Fome e será a história de uma cidade quase deserta do nordeste, acometida por uma espécie de apocalipse zumbi. Vai ter de tudo que se espera de uma história assim e o que não se espera, mas deveria esperar (risos), mulheres fortes, negros, críticas sociais e religiões de matriz africana mencionadas com respeito e de forma bem peculiar! Vocês não perdem por esperar!


Geralmente os autores costumam ter algum tipo de "ritual" para escrever, alguns só escrevem ouvindo músicas, bebendo chá, outros só escrevem de madrugada e etc. Você tem algum?

R: Na verdade não. Apenas anoto o que pode vir a ser uma boa história e desenvolvo em casa, sozinho, no silêncio. Escrevo o grosso da história e vou burilando depois.


Há algo que você queira dizer ou acrescentar nesta entrevista?

R: Só queria agradecer o espaço e convidar todos a conhecerem o livro e estimular o apoio a literatura nacional! A melhor forma de estimular o seu artista preferido e viabilizando a sua obra. Assim, já sabe, entrando em livrarias, dê uma chance à literatura nacional, duvido que você se arrependa!



 Márcio, muito obrigado por conversar conosco, deixamos as portas do nosso blog abertas e ficamos a sua disposição sempre que precisar.
 Lhe desejamos todo o sucesso do mundo e esperamos que esse seja apenas o início de uma grande carreira.


Gostou dessa entrevista? Então comente aqui em baixo, qual escritor(a) você gostaria que fosse entrevistado(a) no mês de novembro.



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

[Sala de visitas] Entrevista com o autor Jefferson Andrade

  Já imaginou Um  jovem tenente do exército em um mundo onde tudo é possível? Aonde o sobrenatural reina, e seres como monstros e deuses são mais do que crenças, são a verdade. 

O Conto do Mundo Perdido- As crônicas do Ragnarok, é o livro do autor Jefferson Andrade, e é com ele que iremos conversar hoje na nossa "Sala de visitas".

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Entrevista exclusiva com o escritor Matheus Gaudard


Olá pessoal, hoje trazemos uma entrevista super legal com o escritor Matheus Gaudard, ele é autor do conto "Insanidade" e também do livro "Os sete pecados".


Confira:


QUEM É O AUTOR MATHEUS GAUDARD?

R: Pergunta difícil. Há o escritor em mim que sonha demais. E há o autor, que é mais realista, sabe do que o mercado gosta e o que ele quer. Esses dois lados costumam trabalhar juntos, às vezes num grande conflito, mas acabam por fim se entendendo. Então acho que o Matheus Gaudard autor/escritor é alguém que busca, antes de qualquer coisa, de dinheiro ou fama, ele busca ser lido. Mas há nessa parte uma grande frustação, porque ser lido requer fama, visibilidade, então o autor em mim acaba por dizer isso ao escritor. O que eu posso afirmar desse lado voltado a literatura é que ele nunca está bem. Mas essa dualidade é bem comum nos homens. Hipocrisia seria afirmar que não quero visibilidade, mas afirmar isso também não me faz menos hipócrita. É essa confusão que o Matheus Gaudard autor/escritor é.

COM QUANTOS ANOS NOTOU QUE TINHA TALENTO PARA ESCREVER?

R: Comecei bem cedo, criando histórias na cabeça. Enquanto crianças e adolescentes cantavam debaixo do chuveiro, eu costumava interpretar cenas de personagens que eu criava. Acho que nunca contei isso a ninguém, mas durante muito tempo criei uma história que a cada banho eu montava um capítulo, e ninguém mais interpretava as personagens além de mim. Eu comecei dando vida no banho aos desenhos que eu desenhava. Quando criança mostrava esse lado criativo nos cadernos de desenhos. Com meus 16 ou 17 anos, não me lembro bem, comecei a compor vários poemas, de amor, outros sobre questionamentos da vida, principalmente sobre ser homossexual, queria entender quem eu era e o que Deus achava disso tudo. Também lembro-me de ter escrito algo o que chamo de roteiro, bem curto, sobre uma heroína à Marvel e DC. Ainda devo ter essa história guardada até hoje, quem sabe um dia não aprimoro ela.  Mas antes dessa, criei uma vampira chamada Sidney, desenhava em qualquer lugar os seus olhos, a boca, ou toda ela, desenhei filhos e maridos, e amigos e vilões e toda uma trama se formou na minha cabeça. Foi nas redações de escola, também, que eu comecei a notar o talento pra escrita, a perceber como eu desenvolvia algumas ideias bem rápido. Mas ainda dou o mérito dessa descoberta à minha infância, sem dúvida, foi com ela que comecei a criar histórias.

CONTE-NOS UM POUCO SOBRE O CONTO "INSANIDADE".

R: Insanidade é uma metáfora. O leitor terá que ler o conto com certa atenção, ou tudo não vai passar da história de uma mulher que acordou da morte e tornou-se insana. Há no texto muitos questionamentos sobre a vida, um pouco diretos, e outros indiretos. É a história de como a razão nos faz frágil, como ela nos faz sensível ao mundo. Ter a certeza sobre alguns assuntos talvez seja frustrante. No conto verão o quanto o humano se comporta passivamente diante a vida. Como é isso de sermos criaturas construídas de fé e razão. Escrever este conto foi horrível, pois me despi de alma e corpo, criei uma personagem que muitos irão sentir repudia, ou não. Ficção tem disso. Quando você acha que vai causar distância, causa aproximação.

O QUE TE INSPIROU Á ESCREVER ESTE CONTO?

R: Uma frase do Albert Camus, “o homem é a única criatura que se recusa a ser o que é”. E também a ideia que tenho de que a essência da divindade vem sendo descaracterizada pela humanidade, ao ponto de não mais sentir empatia a esse Criador. E a ideia de que muitos dormem na vida, além de não saber se morte é vida, ou vida é morte. Minha mente é perturbada, não queiram entender. (Risos)

NO SEU LIVRO, "OS SETE PECADOS" HÁ O PERSONAGEM RAPHAEL, CONTE-NOS UM POUCO SOBRE ELE.

R: Raphael é uma rebeldia minha. Foi um salto que dei da zona de conforto. Começou como um conto e tornou-se num romance. Eu não imaginava até onde essa personagem chegaria, e ele foi longe. Foi um desafio. Eu estava escrevendo outro romance, de fantasia, onde há duas personagens homossexuais, mas eu não conseguia escrever sobre sexo, e também estava com um bloqueio para escrever sobre amor. Nada do que eu escrevia estava bom. Raphael e todo o mundo que o rodeia em Os Sete Pecados me fizeram mais como autor e escritor. Amadureceram-me. Fizeram-me enxergar que eu podia. Assim costumo dizer que é Os Sete Pecados e todas suas personagens. Todas são formas de mostrar como o ser humano pode reagir à adversidade da vida. Raphael faz sexo, ele é o tipo de ser humano rebelde que não se revolta, vive na conformidade, e acumula tudo isso dentro dele, e por não poder ter a felicidade, acaba procurando-a em outro lugar, no sexo, por exemplo. Voltamos a Albert Camus, para quem já leu O Homem Revoltado. Hilda Hilst tem sido grande inspiração para compor as personagens desse romance, e alguns contos do Hans me fazem refletir sobre alguns pontos também. Raphael é a imagem do que realmente é estar nu. Ele é o desejo de alívio nos homens.  Ele e toda a trama é a pergunta: por que o ser humano faz sexo? Raphael na verdade é o resultado de muita pesquisa, puro questionamentos meus sobre o amor e a sexualidade. É uma personagem muito sofrida, por não se encaixar na sociedade, ele pensa muito, questiona também, mas aceita se render à vida. E isso pode dizer que amor é algo inalcançável, mas não por ele ser gay, apesar dele achar que isso ajuda também.

VOCÊ TEM MAIS PROJETOS PARA 2015?

R: Talvez sim, talvez não, passa tanta coisa na cabeça de um escritor, que é impossível eu responder isso. Primeiro quero terminar Os Sete Pecados, depois aperfeiçoar a sua escrita e procurar uma editora bacana para publica-lo fisicamente. Se eu tenho um projeto, ele é esse. Mas eu tenho outra histórias guardadas. E vivo tendo ideias o tempo inteiro. Dificilmente consigo lidar com isso sem ajuda de doces. (Risos). Agora mesmo, tive a ideia de um romance que parece muito original, pois nunca li algo do tipo, e pra não sair escrevendo ele, e me concentrar em Os Sete Pecados, tive que fugir da minha dieta.

QUAIS SÃO SEUS LIVROS FAVORITOS?

R: Amo demais Nárnia, Os Estranhos Poemas Perdidos do Senhor Rumpel, de Suzo Bianco, e Jogos Vorazes não seria novidade. Mas sou perdidamente apaixonado pelos contos de fadas de Hans. C. S. Lewis e Hans Christian Andersen são como pais pra mim. Costumo procurar na literatura que já li personificações para esse papel imaginoso, o ser humano sempre busca família, eu busco para os meus livros, talvez seja uma ideia absurda minha querer encontrar um pai e uma mãe dentro do que já li para a minha literatura, para serem avós daquilo que escrevo. Ainda não encontrei uma mãe. Acho que estou próximo. Hilda Hilst foi uma grande mulher, e tem tido um papel muito forte na construção de novas ideias e visão do mundo.  

SE VOCÊ PUDESSE VIVER POR UM DIA A VIDA DE UM DE SEUS PERSONAGENS, QUAL VOCÊ ESCOLHERIA E POR QUÊ?

R: Acho que nenhum. São todos muito humanos, angustiosos, frustrados. Minhas personagens têm muito disso. Acho que esse é o meu estilo literário como profissional, como leitor gosto de tudo um pouco. Mas, voltando à pergunta, por outro lado eu já vivo tudo que cada personagem vive quando estou escrevendo sobre eles. É impossível não sentir, porém, se tenho que escolher um, acho que fico com a Paula (Os Sete Pecados), a força dela me encanta, como também encanta ao Raphael, seu irmão. 

HÁ ALGO QUE VOCÊ QUEIRA DIZER OU ACRESCENTAR NESTA ENTREVISTA?

R: No momento não. Acho que já estendi a conversa além do que as pessoas achariam chata. É melhor não me empolgar tanto. Mas agradeço pela oportunidade, de coração, a toda a equipe do Blog.


Matheus, muito obrigado pela sua entrevista. Lhe desejamos muito sucesso e que esse seja apenas o início de uma grande carreira!




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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Entrevista com o autor Júnior F. Leão

Olá pessoal, depois de algum tempo sem nossas queridas entrevistas, hoje trazemos uma super especial e com alguém que vocês já conhecem, o autor Júnior F. Leão!
 No início do ano, ele conversou conosco e contou um pouquinho sobre sua carreira (Confira a entrevista clicando aqui). Hoje, quase oito meses depois, ele volta para nos contar sobre suas novidades e as mudanças que ocorreram neste tempo, além de falar sobre o lançamento do seu livro "No êxtase do prazer" em versão física e de suas influências.




Confira:

Júnior, quando começou sua paixão pela escrita?
R: A minha paixão pela escrita começou logo quando comecei a ler minhas primeiras sagas(Crepúsculo) desde então comecei a ler outras e comecei a escrever minhas primeiras fanfics sobre sagas que realmente tinham marcado minha vida, depois eu comecei a trabalhar em textos originais e por fim tomei iniciativa de escrever meu primeiro romance.
E desde cedo seus familiares já notavam que você tinha esse dom para a escrita?
R: Sempre gostei de escrever, fazer cartas para minha mãe, escrever textos em datas comemorativas em aniversários, mas acredito que nunca havíamos pensado que eu escreveria livros e encontrasse uma editora para publica-los.
Você costumava escrever sobre o que?R: Como disse, eu escrevia sobre o que eu leia, eu tinha um fanfic sobre Crepúsculo e Harry Potter que foram as sagas que me acompanham por grande parte da minha adolescência, escrevia o que eu gostaria de ver em ambos livros, então eu escrevia o gênero fantasia, atualmente estou trabalhando em meu livro “Corrompida”, mas com a publicação de No Êxtase do Prazer, eu tive que me dedicar mais para essa nova etapa, “Corrompida” é diferente do que eu já escrevi, tem fantasia e está sendo um bom lugar de ser estar nas horas vagas.

Na sua família tem alguém que escreva e possa ter lhe influenciado a escrever também?
R: Acredito que foi algo que desenvolvi ao longo do tempo, a influência da minha família foi voltada ao apoio incondicional que encontrei nela, isso é algo muito importante e eu graças a Deus pude encontrar isso em meus pais e familiares.

A faculdade de Pedagogia  já era algo fixo em sua mente?
R: Desde criança eu sempre quis ser professor, mesmo que hoje a pedagogia ela vai muito além da sala de aula que por sinal eu amo estar, hoje temos a pedagogia hospitalar, empresarial entre outros campos, mas eu sempre quis ser professor, planejar aulas e corrigir provas, eu me sinto realizado fazendo isso, aos meus oito anos eu dava aulinhas para meus sobrinhos e levava muito a sério (risos), e agradeço a Deus pela oportunidade que ele me oferece de poder estar fazendo o que eu amo.

E seus alunos leêm seus trabalhos? O que eles acham?
R: Eu trabalho na educação infantil, e por enquanto só escrevo textos nessa área, mas as outras professoras que trabalham comigo vibram comigo por está conquista e então ansiosas para ler meu romance.

No êxtase do prazer é o primeiro livro que você publicou?
R: Sim, um dos momentos mais marcantes de minha vida, jamais esquecerei o dia em que o livro piloto chegou na minha casa, foi uma euforia e tanta.

Você publicou o livro primeiramente no aplicativo Wattpad né? E qual foi sua reação ao ver que as pessoas estavam lendo e gostando do seu trabalho?
R: Eu me lembro bem da minhas alegria e da Kamila quando recebi os primeiros comentários na plataforma, as pessoas falando que estavam gostando e quando teriam mais capítulos, eu estava eufórico e escrevia todos os dias para alimentar o desejo de minhas leitoras, são enormes lembranças boas que guardo de lá, foi um momento de grande aprendizado.
No livro físico foram necessárias alterações? Acrescentar, remover ou alterar partes?
R: Foi realmente mágico editar o livro, acrescentei alguns capítulos no livros e alterei o que achei ser necessário, detalhes mínimos que vão tornar a leitura mais fácil, estou ansioso para ver minhas leitoras com o livro nas mãos, aí sim será a realização completa.
Ao pegar pela primeira vez o livro em suas mãos, qual foi a sua sensação?
R: Eu estava no trabalho, e liguei para minha mãe perguntando se o livro havia chegado, ela havia dito que sim, e eu me emocionei e não podia fazer barulho porque estava na escola em que trabalho, mas foi uma sensação maravilhosa saber que eu estava a poucas horas de ver meu livro, quando cheguei em casa e peguei o envelope  dos correios e abrir meu coração se encheu de alegria, me emocionei de novo e quando abrir e vi cada letra e detalhe não existe palavras para descrever, apenas um sentimento de agradecimento a Deus e a meu editor Nelson que tratou de cada detalhe com carinho.


O que seus familiares e amigos acharam do lançamento de "No êxtase do prazer"?
R: Desde o momento em que eu contei que eu estava escrevendo um livro para meus pais e depois para meus outros familiares, ficamos sempre rodeados de expectativas, até que o livro piloto chegou e foi um alvoroço total.

Como é sua relação com as "Divas"? Elas acabam virando amigas suas ou é aquele contato mais profissional autor e leitor?
R: Minhas divas são as leitoras mais espetaculares do mundo, a maioria delas entraram para meu circulo de amizade, eu sinto falta quando não estou com elas em nossos grupos conversando e isso que me faz sempre continuar em  frente em busca de meus sonhos.
Alguma leitora já chegou para você contando que viveu histórias parecidas com a do livro ou que algo mudou na vida dela por causa do livro?
R: Sim. E eu fiquei com uma felicidade tremenda, outro dia uma leitora e amiga me disse que havia entrado na aula de dança do ventre por conta da minha personagem Catherine, fui no céu e voltei. (risos).
No êxtase do prazer tem um segundo livro chamado "No êxtase da libertação", esse também virará livro físico?
R: Estou contando com apoio de minhas leitoras para que tudo aconteça inclusive isto, mas coloco tudo nas mãos de Deus e sei que ele está cuidado do melhor para mim.
Conte-nos um pouco desse seu novo projeto, chamado “Corrompida”.
R: Corrompida está sendo postado no Wattpad, estamos iniciando agora um processo de divulgação do livro, a obra se passa em um reino que é atormentado pela fome e miséria, o trono porém pertence a filha do rei que cedeu a coroa para sua tia, uma carrasca em busca do poder, está sendo delicioso escrever essa obra, convido vocês a viverem comigo as aventuras de Corrompida.
Você esteve quase 6 meses afastado do meio literário, aparecendo somente no Wattpad e nos deixando mortos de preocupação (hehe). Qual foi o motivo desse sumiço repentino?
R: Risos, na verdade eu não tinha me dado conta do quanto o tempo está voando, e esses seis meses escorrem pelas minhas mãos em um piscar de olhar, do trabalho para a faculdade, meu tempo ficou curto e quando percebi já tinha se passado todo esse tempo, mas agora estou de volta e vamos correr atrás desse tempo que ficou para trás.
E agora que está de volta, quais são seus planos além de “Corrompida”?
R:  Ainda não posso dar muitos detalhes, mas além de Corrompida logo teremos grandes novidades, e voltarei aqui para falar um pouco mais dessa nova aventura.
Júnior, é muito bom ver você de volta ao meio literário, muito obrigado por conversar conosco e falar um pouquinho da sua vida e dessa sua nova fase. Deixamos nosso blog a sua disposição para o que precisar e lhe desejamos todo sucesso do mundo!

 
E aí divas, o que acharam? Comentem aqui, mensagens de boas sorte para essa nova fase do nosso querido autor.
 E fiquem todos(as) atentos(as), que na próxima semana teremos mais um entrevista! :*

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Entrevista exclusiva com a autora Nina Reis

Olá pessoal, hoje temos uma entrevista bem diferente para vocês!
Nossa convidada de hoje é a queridíssima autora Nina Reis!


Confira:

Primeiramente quero agradecer a Nina pela entrevista e já perguntar, da onde surgiu as ideias para escrever a série Santuário?
R: Parafraseando você, primeiramente gostaria de agradecer ao convite, sinto-me honrada em participar do Faroeste Literário.
Sobre as ideias para a série Santuário, a primeira coisa que devo revelar é que ela não nasceu como uma série. O conto A História de Nós Dois foi escrito para um concurso de contos promovido por um blog literário que tenho a honra de seguir até hoje.
A ideia de que o personagem masculino principal fosse um mercenário, surgiu porque estava lendo, na época, livros sobre Seals e ex-soldados. Então pensei, porque não?
Sobre a mocinha, eu já tinha pensado em escrever um romance em que a mocinha já iniciaria a história como uma ex-freira, mas o projeto não foi adiante.  Comecei a escrever a história, depois do carnaval, próximo ao aniversário de morte da missionária Dorothy Stang e, de maneira singela, desejei fazer uma homenagem e criei uma freira missionária que dedicava a vida a defender os mais fracos e marginalizados.
Como meu mocinho precisava de uma equipe, pensei em homens com nacionalidades diferentes. Quando minhas amigas insanas Tuka Vilhena e Sandra Evaristo, leram o conto, decretaram que eu deveria escrever a história de cada um dos homens da equipe 1 e assim nasceu a série Santuário.
As ideias nascem de conversas insanas entre eu e minhas amigas Sandra, Rafaela e Tuka Vilhena. Um dia a gente deveria gravar o bate-papo, porque a tempestade de ideias é genial nessas conversas.


Em "A História de Nós Dois", como você mesma disse, tem a freira missionária Maria, que acaba sendo condenada e expulsa de suas funções como freira, como você consegue descrever tão bem os sentimentos de uma freira diante de toda essa situação?
R: UAU! Amei essa pergunta! Mesmo não sabendo direito como responder (risos).
A relação do escritor, da escritora, com as emoções dos personagens é algo que às vezes transcende a nossa própria compreensão. E experimentar essa gama de emoções (sim, a gente sente a emoção dos personagens), muitas vezes é exaustivo.
A cena da expulsão e todo o desdobramento que vem a seguir foi uma dessas cenas em que a gente se sente exaurida, sugado pelos sentimentos e dores que a Maria da Anunciação experimentou.
Naquele momento, roubaram dela toda a referência de mundo, família e vocação que ela possuía. Em um momento ela tinha uma instituição que a resguardava, no segundo seguinte, descobriu-se sem casa, amigos, família e trabalho. E tudo isso por uma decisão injusta, em uma cruel inversão de papéis entre vítima e vilão.
Freira, ou não, era um momento de dor e solidão sem iguais e foi isso que tentei passar. A dor e a solidão de uma mulher que acabara de ser traída e ferida pelas pessoas nas quais ela mais confiava no mundo.
Não sei se consegui responder (risos), mas tentei!


Quando você notou que tinha talento para escrever?
R: Comecei a escrever no início da adolescência. Mas, não escrevia livros. Minha irmã, duas primas (também irmãs) e eu, estávamos em férias escolares e decidimos brincar de escrever novelas. (risos e nostalgia).  (diz que o “eu” sempre vem por último!)
Aos poucos, as meninas desistiram da história, mas eu continuei, porque escrever me dava prazer. Ao começar a trabalhar, também parei de escrever, mas, anos mais tarde, quando engravidei, resolvi retomar a escrita como hobby.
Comecei a escrever uma história chamada Uma Segunda Chance, até hoje sem finalização (um dia eu termino esse livro).
Mas foi ao escrever essa história, que conta com três núcleos de personagens, que senti que eu poderia construir algo interessante, porém, senti (de verdade) que tinha talento para escrever ao passar para a tela do computador A História de Nós Dois, o conto que deu origem a série Santuário.
Entretanto, eu me senti de fato escritora, ao terminar o livro três da série, que se chama Em Teus Braços. Foi um desafio escrevê-lo e, ao final... (respiro fundo), a sensação de ler a palavra FIM, foi indescritível.
É uma emoção que a gente não consegue colocar em palavras... (estou com lágrimas nos olhos ao escrever essa resposta).


Você costuma se inspirar em algum autor para criar seu próprio estilo de escrita?
R: Não... Para inspirar meu estilo não. Tenho autores que admiro e respeito, mas uma coisa que tento evitar é que essa admiração influencie minha escrita. Tanto que quando estou envolvida com a construção de uma história, raramente leio.


Se você pudesse viver por um dia a vida de um de seus personagens, qual você escolheria e porque?
R: Que pergunta difícil! (risos)
Mas se eu pudesse escolher apenas um, escolheria Eva Martins, a violoncelista de Meu Destino é Você, livro que não faz parte da série Santuário.
Ela possui uma sensibilidade e uma beleza de alma e coração, que me encantam.


Se você tivesse a opção de voltar no tempo e não ler algum livro que já leu, qual seria?
R: (Gargalhei!!!)
Nossa! Todo(a) leitor(a) tem aquele momento de arrependimento literário, no qual a gente se pergunta porque começou a ler essa ou aquela obra.
Mas tem um livro que eu não esqueço. Eu era muito novinha e acredito que não estava preparada para a intensidade e complexidade da história, então detestei.
Hoje, acredito que minha opinião seria outra.
Estou falando de As Horas Nuas, de Lygia Fagundes Teles.


Quais são seus autores favoritos?
R: Zélia Gattai, Nora Roberts, Sandra Brown, Linda Howard, Sherrilyn Kenyon, Sophie Kinsela, entre outros. Da nova safra de autores nacionais sou fã da Shirlei Ramos, Sue Hecker com o seu polêmico O Lado Bom de Ser Traída, Patrícia Rossi, Nana Pauvolih,  Matheus Frizon (amei o livro dele), entre outros que me fugiram nesse momento. (Desculpem).


Geralmente os autores costumam ter algum tipo de "ritual" para escrever, alguns só escrevem ouvindo músicas, bebendo chá, outros só escrevem de madrugada e etc. Você tem algum?
R: Preciso de música e um lugar silencioso.  Releio várias vezes o que já escrevi, para somente depois, começar a escrever novos capítulos.


Muitas pessoas querem começar a escrever, mas tem medo ou não sabem por onde começar, que dica você daria á essas pessoas?
R: Escreva com paixão. Se não sentir tesão pela escrita, esse relacionamento não acontece. Essa é minha dica número um.
Escreva o livro que gostaria de ler! Se você gostar dos seus personagens e do rumo da sua história, outros também gostarão.
Pesquise sempre. Às vezes, fico horas pesquisando algo que será citado em apenas duas linhas da história.


Se você pudesse fazer uma pergunta a algum autor brasileiro, para quem e o que você perguntaria?
R: UAU! Que difícil! Socorro!
Acho que se a pergunta me permitir voltar no tempo, gostaria de conversar longamente com Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado, autora de Um Chapéu para a Viagem, Anarquistas Graças a Deus, Jardim de Inverno, entre outros. Não faria uma pergunta não, faria várias, muitas (risos).


Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Gostaria de agradecer, mais uma vez, a oportunidade de estar aqui e falar (escrever), um pouco sobre mim, meus sonhos e meus livros.
ADOREI a entrevista. Perguntas interessantes e inteligentes, vocês do Faroeste Literário estão de parabéns.
Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre mim e minhas obras, convido-os (as), a conhecer o site Autora Nina Reis: http://autoraninareis.wix.com/ninareis
Ou o grupo do Facebook: https://www.facebook.com/groups/268007660033493/
No Wattpad: http://www.wattpad.com/user/NinaReis e no Widbook:  https://www.widbook.com/profile/nina-reis, vocês podem ler os primeiros capítulos das minhas histórias.
Além da Série Santuário e Meu Destino é Você, tenho outros contos menores publicados na íntegra em ambas as plataformas.

Para adquirir os livros da série Santuário, é só ir no site do Amazon: www.amazon.com.br e digitar Nina Reis.

Em breve também estará no Amazon o livro Meu Destino é Você, que não faz parte da série, mas também conta uma linda e cativante história de amor.
Um beijo no coração de cada um, cada uma, foi um honra estar com vocês.

 Nina, muitíssimo obrigado pela atenção, lhe desejamos todo sucesso e que esse seja apenas o início de uma linda e grande carreira!


Um abraço a todos e até a próxima semana com mais uma entrevista! :D




terça-feira, 14 de abril de 2015

Entrevista exclusiva com a autora Marja

 Olá queridos(as) leitores(as), hoje trazemos entrevista exclusiva com a autora Marja, que todo mês publica vários livros e contos tendo ao todo quase 30 textos publicados.
 Marja é uma escritora gaúcha, uma escritora de romances, apaixonada por todos os gêneros de romance! Ama escrever hot, escrever romances longos e tem se apaixonado cada dia mais por E-books.
 Sempre em busca de novidades, aventura-se por novas estórias e novos amores a cada lançamento.


 Confira:

Quem é a Marja?
R: Marja é uma romântica incurável, cheia de neuroses, que se orgulha de ser gaúcha, mulher e independente. Que escreve para manter a mente leve, manter seu equilíbrio.

Você trabalha com vários gêneros, mas qual é o seu favorito?
R: Amo escrever Romances, mas tenho uma paixão extra para Históricos e Hots.

Conte-nos um pouquinho sobre um dos seus últimos lançamentos chamado "Enfeitiçada por Você".
R: "Enfeitiçada por Você" é um romance Fantasia e Hot. Conta a estória de vida de sete irmãos. Unidos pelo amor e não pelo sangue, eles vivem a diversidade de raças e os perigos de uma vida pós-guerra. O livro foca na estória de Sophie, uma feiticeira que decide ter um momento de liberdade, mas não quer assumir seus desejos. Ela cria uma grande confusão, que envolve seu atual namorado Emmanuel, um amor do passado Demetrius, e um clone da própria Sophie!

Você tem mais de 20 títulos publicados e sempre está lançando mais, como funciona sua rotina de escrita?
R: Minha rotina tem sido caótica. Faço praticamente tudo sozinha, então, meu tempo precisa ser dividido entre editar, formatar, divulgar e escrever. Mesmo com pouco tempo livre, tento manter sempre o ritmo de escrita. Preciso geralmente de uma hora por dia para escrever minhas metas. Escrevo rápido, isso facilita bastante o rendimento do meu trabalho. Tenho facilidade em organizar as ideias e desenvolvê-las. Isso também me ajuda muito!

Dos seus livros, qual foi o mais difícil de escrever?
R: “O Acordo Perfeito”. Um romance longo demais, emocional demais, que envolveu demais os leitores, e que me envolveu demais. Muito de mim foi colocado nesse livro, o que foi bem desgastante.

Qual a maior dificuldade que você já encontrou até hoje no mercado editorial?
R: No começo não encontrei dificuldade. Publiquei um livro físico, tudo normalmente. Depois, com o tempo fui entendendo o mercado editorial e me afastando disso. Atualmente não dependo mais do que o mercado define ou de decisões de editoras.
Minha maior decepção com o mercado foi e ainda é, a dificuldade para o autor independente se divulgar.

Quais são seus autores favoritos?
R: Confesso que atualmente não tenho autores favoritos. Gosto de alguns autores nacionais que acompanho o trabalho e gosto bastante. Mas não tenho nenhuma paixão atualmente. O que é uma pena, pois sempre espero me apaixonar por um bom livro e trama.

Se você pudesse fazer uma pergunta a algum(a) autor(a) brasileiro(a), o que perguntaria e para quem?
R: Perguntaria para todos os autores: Estão satisfeitos com o rumo do mercado literário no Brasil? No rumo que escolheram para seus livros e seus projetos?

Que dica você dá para aqueles escritores que estão começando agora?
R: Não tenha medo. Não olhe para o trabalho de outros autores. Não tente seguir fórmulas prontas. E jamais, se frustre com pouca coisa. Tem sempre uma oportunidade melhor esperando lá na frente...

Há algo que você queira dizer ou acrescentar nessa entrevista?
R: Bem, quero agradecer o espaço que me ofereceram, agradecer pela entrevista! Gostei muito de participar! Convido aos leitores para conhecer meus livros, conhecer meu trabalho e acompanhar os novos lançamentos!

 Marja muitíssimo obrigado pela sua atenção, ficamos muito felizes de poder conhecer um pouquinho mais do seu trabalho e de você.
 Lhe desejamos todo sucesso do mundo e que sua carreira cresça cada dia mais.

Fiquem atentos que na próxima semana tem muito mais! 
 E aí, que autor(a) você gostaria que fosse entrevistado(a) pelo nosso blog? Deixe sua opinião! 
 Abraços e até semana que vêm!!! :D

Redes sociais da autora:
Facebook:  https://www.facebook.com/estoriasdamarja

Livros E-book (Amazon): http://twixar.me/yFJ