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domingo, 29 de setembro de 2019

[ Súmula de Domingo] É Ruim, mas é bom! – Anna Costa


Dia desses enfatizei bastante a sabedoria popular, pois foi e é através dela que muitas vezes e não é regra, porque não estou aqui para dar um chute na ciência, mas que por observação o ser humano aprende.
E foi nesta observação que algumas práticas foram transmitidas de geração para geração, claro que algumas foram provadas serem verdadeiros milagres da natureza e outras caíram por terra. Vou falar de uma delas que a ciência mais tarde provou a sua eficácia e disse por quê. Não sei se é do seu tempo, mas foi do meu quando criança que os cuidadores, pai, mãe, avós, tios, nos ofereciam um leitinho quente antes de dormir para que pudéssemos dormir tranquilos, então entrava em ação, o leitinho quente, o chazinho com torradas, um mingau e um carinho, isso nos conferia um conforto inigualável, nossas barriguinhas dormiam tranquilas. Houve um tempo em que a ciência acreditava que a prática dava sim certo conforto, mas com o tempo foram abolindo toda e qualquer refeição poucas horas antes de se deitar.
Outros comportamentos, outros pensamentos e comprovações. O fato é que antes, nada do que nos ofereciam antes de dormir nos causava mal.
Acredito na ciência, mas acredito também na sabedoria popular, o disse me disse dos quais sou sabedora, logicamente há coisas absurdas, mas que foram por alguém, algum dia, testadas e para elas deu muito certo.
O que seria da humanidade se não fossem os sábios de carteirinha? Se não fossem as avós e avôs com seus remédios ditos “é bom pra tudo”? Com seus ditados certeiros e conselhos aprofundados? Eu não seria nada, pois cresci neste âmbito florestal, neste ambiente de curandeirismo, cresci e passei aos filhos as diversas receitas com as quais acordávamos e dormíamos, numa naturalidade sem par. Todo este apanhado, formaram o meu caráter e acredito que o deles também.
Quando crianças eu batia matruz com leite no liquidificador e dava a eles em jejum eles diziam: - é ruim. Então eu respondia: - ruim, mas é bom. Ou seja o gosto não era agradável, mas sua eficácia era fenomenal.
Dia desses, minha filha com o dedo cortado pediu para que eu fizesse curativo aí me lembrei da pomada que ela mesma me deu para passar no pé torcido, eu havia posto em meu dedo também cortado e deu certo, então fiz o curativo e no dia seguinte, o dedo, magicamente já havia apresentado melhoras, então comentamos o que poderia ter naquela pomada.  Ah! Qual foi nossa surpresa, nela tem componentes familiares os quais criamos uma identidade, mas que havíamos esquecido rimos muito e descrevemos outras tantas práticas passadas de geração em geração, a sabedoria popular.
Distanciamo-nos um pouco do natural, pois, naturalmente fomos sucumbindo aos encantos luminosos dos aparelhos e igualmente aos aparatos industrializados, agora tudo é remédio de farmácia pelo simples fato da cura rápida e ou o Pronto Socorro onde nos aplicam injeções mágicas, que tiram a dor com a mão. Neste sentido o chazinho vai ficando de lado, dando lugar às capsulas.
Outro dia fui arrumar os cabelos, pois, cuidar-se é preciso então entre conversas e trocas de gentilezas aprendi mais uma coisa com a mãe da cabeleireira. Você sabe o motivo pelo qual acendem velas em velórios? Não senhoras e senhores, não é por motivos religiosos, a religiosidade está aquém desta sabedoria, acontece que as velas são acesas para espantar os insetos voadores, mais precisamente as moscas, porque a carne já não viva atrai as criaturinhas, então eis que alguém muito sábio percebeu o fato e o difundiu para que o conhecimento chegasse até a mim. Agradecida, experimentei e aprovei.
Então fica aqui a dica, não deixe que a sabedoria morra claro que devem ser prudentes ao consumir qualquer tipo de chás, mas alguns deles até os médicos indicam. Neste caos que anda o mundo, que tal um de camomila?
Por: Anna Costa
Imagem extraída do Pixabay- imagens livres
Indicação de vídeos:
 https://www.youtube.com/watch?v=jlpgdnJK99s – Universo das Plantas.

domingo, 22 de setembro de 2019

[Súmula de Domingo] Ah! A Primavera e seus Ipês! – Anna Costa



É certo que a chuva nos abandonou e que também o sol nos castiga sem perdão, mas não há estação mais esplêndida que a Primavera. Há uma profusão de cores nas ruas, os novelinhos se apresentam vibrantes, atapetam as calçadas, atraem os insetos ávidos por acasalamento, encantam os pássaros que se misturam às copas das árvores tornando-se imperceptíveis a não ser que de lá ouçamos os refrãos enamorados.
É certo também que surjam incômodos, algumas doenças aproveitadoras, reaparecem, aproveitando-se deste cenário desértico, abatendo as vítimas, nós os humanos.
Para tanto nada como uma boa sombra, bastante água para hidratar o corpo, alimentação leve, piscina, cachoeira e praia é claro. Aproveitem o máximo do que a natureza ainda pode nos ofertar, por que depois...
Este ano a estação começa no dia 23 de setembro, ela varia entre os dias 22 e 23.
(Equinócio de Primavera
O equinócio de Primavera, também conhecido como Ponto Vernal, consiste no momento em que o sol atravessa o Equador de Sul para Norte.
No Hemisfério Sul, onde se encontra o Brasil, o equinócio de Primavera ocorre nos dias 22 ou 23 de setembro. Por outro lado, no Hemisfério Norte (Portugal, por exemplo), acontece a situação inversa e o equinócio de Primavera acontece nos dias 20 ou 21 de março.)
Aqui no centro do país, Brasília, temos a profusão de cores provenientes dos Ipês. O Ipê é árvore-símbolo do Brasil e ela não deixa a desejar. Encantamo-nos com suas bolinhas nas pontas dos galhos, é uma coisa linda de se ver.
Você sabia que cada cor tem sua época de aparecer? Pois é tem sim, então aproveite todas, tire bastante foto e desfrute da vista, mas não se esqueça, para que continuemos a ter toda essa beleza, precisamos cuidar da casa. Todas aquelas coisas das quais falei aqui anteriormente, aquele papo de salvar o mundo, limpar as ruas, plantar árvores, separar o lixo e outras tantas ações sustentáveis, continuam em voga.
Vivemos em um país onde pouquíssimas cidades são organizadas, portanto temos uma poluição não só em termos de lixo e ou fumaça, mas também visual. Andamos no meio das ruas, porque a calçada foi invadida pelos carros e quando há uma, ela é irregular, quebrada e também invadida por poste, orelhão, latão de lixo da Prefeitura e ou uma árvore.
Qualquer um tem o direito de ter uma cidade limpa, organizada e agradável para viver, não é preciso ser Nova York, é preciso ter responsabilidade e respeito com o dinheiro alheio, aplicando-o convenientemente.
As eleições estão às vésperas, pegue a sua consciência  e vote!
Tenham todos um lindo dia de domingo com sua família e amigos ou consigo mesmo! Um forte abraço!
Por: Anna Costa
Imgem extraída do Google
Indicação de filme: A Insustentável Leveza do Ser. https://www.youtube.com/watch?v=DI0W41NMVKQ
Fontes:


domingo, 15 de setembro de 2019

[Súmula de Domingo] Vamos falar ou cantar? – Anna Costa



Eu já cantei e já tentei cantar e hoje encanto.
Cantar qualquer um pode, haja vista temos o estúdio perfeito, o box do banheiro, a acústica é perfeita, as notas saem perfeitas, aos meus ouvidos. Aos que  estão do lado de fora pode soar como um amontoado de notas desafinadas, mas a quem canta é o melhor esvaziamento da alma.
Eu encanto porque minha voz agrada aos meus ouvidos, porque quando estou entoando as notas elas saem acompanhadas de muito sentimento.
A música e seus acompanhamentos é uma ferramenta não só de entretenimento ela pode resgatar indivíduos de seus túneis invisíveis, posto lá de alguma forma, por doenças inúmeras, a música tem este poder.
Ela traz lembranças e promove histórias.
Hoje comemora-se o Dia da Musicoterapia –
“Musicoterapia é o uso da música num contexto de tratamento, reabilitação ou prevenção de problemas de saúde e para promover o bem-estar. É um processo sistemático, que decorre ao longo do tempo e é baseado em evidências científicas. A musicoterapia é efetuada entre uma pessoa ou um grupo e um musicoterapeuta. Wikipédia
Vou falar sobre o que ela faz comigo. Eu canto quando estou só, minhas músicas, aquelas com as quais me identifico, com as quais tenho intimidade, sem elas fico perdida. Tenho restrição com músicas novas, então vou com um certo receito e desconfiança aí quando ouço e ela me toca como a um instrumento, eu me entrego e ela passa a fazer parte do meu repertório. Sou bem eclética no quesito estilo, ouço de Cantos Gregorianos a música eletrônica, cada uma no seu estilo e batida acertam em cheiro meu espírito.
Com a música eu choro todas as águas guardadas em mim, viajo e abro minhas gavetas emperradas e empenadas, não limpo as traças, deixo que elas façam parte do dilúvio com seus caminhos nas lembranças.
Gosto de ouvir bem perto, bem alto, como se para abafar as palavras e a possibilidade de qualquer ação é a minha terapia. Na minha solidão, no meu quarto, nas minhas músicas.
Claro que a musicoterapia é uma ciência e ela age com disciplina e acompanhamento, aplicando as técnicas e os conhecimentos. Portanto eu quis falar de um modo despreendido de como a música é importante para mim e você pode montar o seu histórico sobre como ela é importante para você ou não, você pode não gostar de música e isso não te faz melhor nem pior que ninguém apenas diferente.
Gostaria que aproveitasse este dia e ouvisse música e cantasse e envolvesse seu par e dançasse e fosse feliz, hoje, seja feliz.
Por: Anna Costa
Indicação de filme:  Bohemian Rhapsody  https://www.youtube.com/watch?v=mP0VHJYFOAU


domingo, 8 de setembro de 2019

[Súmula de Domingo] Os Nossos Medos – Anna Costa


O cérebro humano e os seus mecanismos de defesa.
O medo nada mais é que um aviso. Em um determinado momento de perigo sua adrenalina subiu, a sudorese aumentou, o coração bateu descompassadamente e você simplesmente não reagiu. Em situação semelhante a esta, ele avisa acionando o botão do desespero para que você possa correr ou enfrentar.
Ficamos condicionados e não questionamos nem tentamos mudar, porque se torna comum e corriqueiro.
Eles são tão enormemente devoradores, que deixamos de viver, não vamos em frente, pois o redundante passado está sempre às voltas.
Mas se escolher mudar a situação verá o quão é fácil.
Este sentimento pequeno esteve presente em minha vida com bastante intensidade em diversas situações, mas assim como o cérebro trabalha produzindo mecanismos de defesa, ele pode ser trabalhado a combater o perigo. Sendo assim, ficamos mais fortes. E eu fiquei mais forte, espantei uns fantasmas pra bem longe. Eles são  coisas velhas e não me assustam mais, estão fracos e sem graça.
Assistindo ao IT A Coisa 2, filme, pude perceber que ele aborda essa temática do medo e de que fornecendo a ele alimentos é claro, ele volta com toda a força. Quando os amigos fazem o ritual queimando os elementos do passado, ali o filme nos dá a clara evidência de que é o melhor caminho a se seguir.
Se tenho medo de assombração? Não. Já tive muito, muito mesmo de fazer xixi na cama, mas hoje levanto no meio da noite não acendo as luzes e não vejo nem sinto medo algum.
Fiz meu ritual de queimar lembranças e objetos, faça você também e se repita todos os dias que isso não te assombra mais e que você pode enfrenta-lo.
O palhaço é só uma representação do medo, ele é feio, envolvente, sarcástico, é gigantesco e enganador.
Por fim como uma ameixa seca ele se foi, deixou de ser importante e outras coisas ficaram no lugar.
Mas é claro que não podemos viver sem ele, pois sem alerta morreríamos facilmente com certeza, o que não podemos fazer é deixar que ele seja a mola propulsora de nossas vidas.
Vivemos com medo sim de tantas coisas não só do que nos assombra no meio da noite, mas também do nosso futuro como nação e como humanidade. De como estamos sendo governados e de como tratamos dos irmãos vegetais e animais, nós os estamos matando. Somos como uma raça dominante e perniciosa, pois, embora comamos e bebamos deles, também os desintegramos.
Somos nós os humanos, os verdadeiros extraterrestres.
Sobre o medo?
Desenterre o escudo e a espada que existe em você e lute, no final o seu orgulho e o seu altruísmo serão parceiros, inseparáveis.
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: Onde Vivem os Monstros


domingo, 25 de agosto de 2019

[Súmula de Domingo] HOMENS Artistas, Teremos Comemoração? – Anna Costa


Nos primeiros momentos o homem sentiu a necessidade em calçar-se, então fizeram sapatos. Vendo que o feito era bom, fizeram as roupas também.
Precisava ele comer vieram as armas de pedras, madeiras e ferro, mas o homem matou a si mesmo.
Suas caças apodreceram, aprenderam com a natureza a conservação. Viram que as folhagens, raízes e frutos também eram bons. O homem alimentou-se e fez disso o pão.
As terras ficaram com pouco espaço, havia a necessidade de expansão, a roda ganhou seu espaço, antes quadradas, arredondaram-se ganhando o mundo inteiro.
Por onde passava ele pintava com pedras, com sangue e seivas em quadros naturais das cavernas, deixavam ali seus primeiros registros artísticos.
Depois encontraram as cores por todo o lado, com dedos pincéis, pintaram a cara, os vasos, as roupas e tudo então.
Batendo uma coisa na outra se ouviu o som de um leve refrão, fizeram seus brados, seus gritos de guerra, a oração.
O homem sai cantado mundo a fora costurando ideias, batendo o pé no chão.
Não satisfeito com tudo isso, fez ele suas próprias casas, o homem não mais trilhava, fincou raízes, constituiu família, trabalhou para outros homens em troca de quinhão. As coisas ganharam preço.
A comida ficou bem mais próxima, arava a terra, plantava remédio, acumulava coisas, criou-se lixão, lixão.
Criaram doenças, doente, o homem morria, fedia. O que fizeram então? Criou-se um lugar de descanso eterno, nasceram os cemitérios, os números e as letras de identificação.
Novas profissões surgiram, as carpideiras, os carpinteiros, os funcionários, as floristas, os cantadores e o violão.
Com os tecidos esticados viu o homem que aquilo era bom, as telas foram borradas com dedos, com folhas, pedaços de pau, rabo de cavalo e cabelos de gente, a mata pulou para o pano, o céu se pintou no fundo e a moça nua fazia pose à criação.
Sentiu ele, a necessidade de contar sua história, encenou em cima de uma carroça, gritou, olhou de soslaio, pisou firme no chão, levou este nome de arte mambembe, teatro era diversão.
Os irmãos brincando de fotografia deram aos retratos movimentação, escandalizaram plateia, correram do trem na contramão, era tudo brincadeira de gente destemida querendo fazer nome, deram nome de cinema e viu o homem que era bom.
Por causa deste tal camarada, as telas de pano ganharam outras partículas, pois as letras antes no papel passaram a ter digitação.
Tudo ficou muito fácil, o homem criou seu espaço em torno de si mesmo, sem preocupação, pois lá no jardim o ipê está morrendo, o passarinho ficando sem água, o veado campeiro correndo de fogo e a seca comendo o sertão.
O que está matando o homem é a arte de não fazer mais nada ou é a tecnologia da insanidade que devasta a inteligência dos que sobrevivem ainda da lasca nas mãos?
É, somos artistas de tudo quanto é jeito, aprendemos com a natureza lá traz, ela disponibilizou a sabedoria, a clorofila, o medicamento, a sombra, o alimento, seu próprio corpo, aí veio o machado, a serra, o fogo e levou a relação.
Hoje chora o homem o sangue verde nas veias e nas mãos.
Mas a natureza é deus e ela cobra seu trato, solta seus bichos, seus vermes, sua consideração, o homem? Este deve repensar seus dias, pois ele, ele não faz fotossíntese não!
Estamos morrendo!
Hoje é dia do ARTISTA, será que devemos comemorar com eles, os fazedores de vida verde, que morrem por nossas mãos?
Hoje não tem parabéns!
Por: Anna Costa







domingo, 18 de agosto de 2019

[Súmula de Domingo] Sobre a Cultura – Anna Costa


Os gatilhos disparados no cérebro quando você vê algo que lhe agrada é como uma explosão vulcânica. O objeto do desejo à sua frente traz aos que a veem, lembranças, sentimentos de amor, saudades e quiçá de criatividade, que até então não se sabia possuir, nasce um promissor artista.
Tenho escutado de diversos professores de diferentes segmentos artísticos e até mesmo de outros que não o são que podemos aprender qualquer coisa, bastando apenas técnicas aliadas a exaustivos exercícios, estes suprem o “dom”, ou seja, ser artista não é ter dom é ter técnica.
Eu acredito que aliado a tudo isso, primeiramente o ser deve esboçar um mínimo de gosto por toda a arte apresentada, do contrário a ele todo o esforço não passará de um mero treinamento.
Sim podemos aprender qualquer coisa, mas vive-las em profundidade é para poucos. Entregar-se a um personagem, oferecer a ele o seu corpo e transforma-se nele é algo sim que requer muita prática e muito mais determinação do contrário à primeira dor, abandona-se todo o enredo.
Minha jornada na representação está apenas começando, embora eu já passe dos 50 anos, mas posso dizer que essa entrega trouxe a mim uma gama de desconstruções e outras reformas. Posso dizer que a arte é um dos instrumentos mais belos tocando as notas perfeitas. A arte cênica nos remete a tantos questionamentos que fica impossível não admirá-la e ou amá-la. Eu amo àquela que me faz sofrer! Sou uma eterna refém desta adorável algoz.
Sou uma devoradora de artes manuais, embebi de muitas técnicas, aja vista a década de 70 foi uma das mais promissoras e inventivas. Então quando falo de arte envolvo e permeio pelos seus segmentos, falo das artes visuais, da representativa, da escrita, da culinária, enfim, fazer arte é desenvolver e sair do eixo para ser outra coisa é inventar-se.
Hoje se comemora o Dia Nacional da Revolução Cultural, movimento político que se deu na China. Um acontecimento histórico que disseminou quase que uma população inteira e pôs à queima obras de artes, livros e monumentos, que exterminou pessoas cultas, crianças e anciãos de forma bestial e desgovernada. Jovens foram usados e em suas mãos foram postas armas, aos seus cérebros foram dado ideologias tortas, eles já contaminados e com toda a vitalidade que às idades compete, combateram todo o pensamento contrário. Foi uma carnificina. Tudo isso pelo querer de um ditador que queria suas ideias aceitas.
Passamos por isso tantas e diversas vezes. A arte sempre foi o primeiro alvo de toda a guerra, isso porque através dela construímos um pensamento, por ela somos consumidos porque depois de todos nós ela permanece.
Mesmo que um número em grandes proporções de pessoas seja consumido pela ignorância, a semente da arte permanece no solo e em algum momento ela emerge dando frutos.
Por hoje apenas exaltarei os nomes dos imortais gênios da humanidade, por eles soltarei brados e tocarei trombeta, a eles minhas sinceras reverências.
“O Teatro foi a primeira invenção humana.” Augusto Boal.
Que Deus proteja os artistas!
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: https://www.youtube.com/watch?v=7abLqIpNtck – Caçadores de Obras Primas.



domingo, 4 de agosto de 2019

[Súmula de Domingo] Hoje é Domingo – Anna Costa



Hoje é dia da Campanha Educativa de Combate ao Câncer.

Domingo, um dia servido como o do descanso!
Poderá ficar em casa ouvindo suas músicas e cantando, se ninguém reclamar de sua voz aveludada, desfrutar da rede e embalar os pensamentos até que venha uma mosca a tirá-lo do repouso, o que não estava nos planos, ler aquele livro que de tanto tempo guardado criou uma camada de poeira, ponha sua leitura em dia ou promova um almoço para os amigos, principalmente se aquele que não vê há muito tempo vier; para eles sirva o seu melhor, faça o melhor, este dia é o mais importante.
Domingo é dia de muitas coisas que embora às vezes façamos coisas que ao invés de sua aclamação, nos cansamos, mas tudo é válido quando se trata de um dia a mais no calendário que temos para fazer coisas que não poderíamos na semana, usar do ócio.
No que diz respeito a isso, fugindo do almoço com a família e amigos, aos finais de semana, propriamente dito, aos domingos, as sacolas são recheadas de conteúdos estranhos ao corriqueiro; entram nelas peças bem pequenas de lycra, bronzeadores, protetores solares, de corpo e lábios, chinelos despojados e toalhas com estampas bem chamativas, sugerindo a natureza. Estes são acessórios básicos para quem pretende ir banhar-se em águas fora de casa se for o caso, mas mesmo em casa, se tem piscina, os cuidados devem ser tomados.
O sol é um dos vilões, embora seja ele o astro rei, admirado e aclamado a todo instante, os raios solares trazem inúmeros destemperos à saúde humana, então que tal começar por hoje a se proteger fazendo uso dos dispositivos inúmeros disponibilizados no mercado e consequentemente introduzir nas crianças esse mesmo espírito de proteção?
Pode parecer bobagem estabelecer cuidados para que se evite essa ou aquela doença, e não estou falando somente sobre a exposição ao sol, falo igualmente da alimentação que está, hoje principalmente preocupando especialistas, no quesito conservante, aditivos químicos, corante e toda uma infinidade de produtos adicionados em “alimentos” que consumimos. Ora é de se pensar que se vai comer que seja algo em que confiamos, mas estamos tão arraigados em culturas estrangeiras que não pensamos em nada na hora de degustarmos um sanduiche, haja vista, o nome nem é daqui, assim como muitas palavras que fomos consumindo e adquirindo tanto como os sabores. Ah de se rever a alimentação inclusive dos pequenos que tão acostumados a produtos industrializados que muitos não sabem ao menos de onde vem o ovo, mas é natural se os pais ainda novos vêm também desta bagagem industrializada, restando aos mais velhos e ou aos novos cientistas as informações corretas.
Pensemos que nossa estada aqui nesta existência é curta, não vivemos para sempre, mas podemos fazê-lo de forma agradável. Por certo que o câncer já se mostrou contrário a tudo o que se estuda até hoje, que por mais que tomamos cuidados, ainda assim ele se instala em alguns indivíduos se dizendo independente e forte, infelizmente, mas se podemos tolher alguns de golpes, o faremos, pois temos as informações sem o direito de ignorá-las.
Desejo que os passeios de domingo sejam regados a muita proteção em todos os sentidos em relação à saúde bem como com a manutenção dos carros.
Cuide de sua família e amigos, um beijo!
Por: Anna Costa
Imagem extraída do Google.
Indicação de filme: Filme biografia – A Dama Dourada –




domingo, 28 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Agricultores - Nossos Heróis – Ana Costa



Hoje é dia do Agricultor e eles são os nossos heróis, mas  o que vamos comemorar?
Bem se andarmos na contramão da desinformação está tudo bem obrigado, pois em um país cuja população tem fartura alimentar, sim devemos comemorar....
A terra é fértil sim senhor, nisso não há controvérsia, também é verdade que alguns preferem o asfalto, mas nenhuma das assertivas isenta àqueles destinados a promoção do crescimento alimentar no país de implantarem políticas públicas de incentivo.
Também é certo que aceitamos e aplicamos tecnologias a fim de diminuir os impactos no solo assim como o fazem pelo Plantio Direto, neste procuram ao máximo seguir à risca as normas impostas, aumentando significativamente a produção de alimentos.
A prática de plantio em qualquer pedacinho de terra, esta não é de agora e não se fala tanto quanto a 40 anos atrás que quando nas escolas a mesma era dita e incentivada como disciplina, não venho aqui dizer de partidos nem tão pouco de aplicabilidade no ensino e sim dizer que aprendemos aquilo que nos é ensinado. Quando colocamos uma semente no algodão molhado e esperamos ansiosamente que ela solte sua primeira folhinha, ah! Esta é uma sensação incrível é como se naquele momento nos sentíssemos um pouco deuses, eu aprendi assim.
Falar de agricultura não é claro, falar de plantio doméstico, ela é muito mais ampla e envolve muito mais que só um chumaço de algodão, mas que este último nos dá a noção de que se plantando dá, também nos remete ao pensamento de que tem alguém plantando para que eu tenha o que comer.
Sempre fui e serei uma envolvida e vibradora daqueles que plantam, daqueles que queimam sua tez ao sol, daqueles cujas mãos são um só calo, dos que deixam a vida urbana com seu cheiro de combustível aliado ao da gordura do pastel frito na calçada, dos que enviam os filhos às universidades para que voltem e apliquem no solo sua sabedoria e eles mesmos, os que ficaram apenas tem a da vida. Aliam-se os conhecimentos, trabalham o solo, fazem comida e trazem para nós que ficamos aqui assistindo série, abrindo a geladeira a fim de pegarmos uma fruta e por muitas vezes temos preguiça até de fazê-lo.
Você acha que o nosso país já é um território que teve a fome erradicada?
Para comemorar este dia que poderiam ser todos vou fazer uma coisa bem diferente, deixarei uma receita de guisado, hummm, adoro um guisado, sabe o que é? É um ensopado, um prato onde temos verduras cortadinhas em cubos e uma carne também cortadinha, pode ser carne bovina, ave ou peixe. Aproveite a receita e faça neste domingo, bom almoço a você!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Google
Indicação de Filme: Julie & Julia, um filme que fala sobre culinária, casando com o tema de hoje. http://www.adorocinema.com/filmes/filme-132302/


domingo, 21 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Envolva-se, Artiste-se – Ana Costa



Engraçado como a vida é. Por anos a fio eu me dediquei à arte e fazer parte desta comunidade a mim sempre foi intrínseco, pois aprendi o que pude em relação à prática chamada Artesanato ou manualidades, bem como a escrita e a representação. Tudo isso foi a mim apresentado muito cedo, haja vista venho de uma época rica no que tange estes quesitos.
Hoje, não obstante, continuo de forma a receber todas essas práticas com certificação, embora já tenha muitos, nunca me é suficiente, adoro aprender novas técnicas e pô-las em prática é a melhor parte. Vejo, portanto o desmembramento das artes em revistas e ou em cursos, eu as conheci em combo, não havia distinção de uma para outra no sentido de ensinamento. O que quero dizer é que, as revistas principalmente datadas dos anos 70 e 80 vinham com um apanhado muito rico nos termos descritos, o que dá a esses periódicos uma riqueza incomparável. Assim como em outras áreas de ensinamentos aconteceram as mesmas mudanças.
Os meus filhos, dando continuidade e perpetuando a espécie, voltaram-se igualmente à essa modelagem artística. Cada um em sua área encontrou o caminho da intersecção.
Eu tenho algumas dessas revistas posso dizê-las relíquias e sempre digo aos meus filhos, embora a gama de conhecimento nesta área apresentada em massa na mídia seja até gratuita, tenho estas como raras e que eles não se desfaçam até que veja não haver para eles, serventia, do contrário poderão extrair conhecimentos das mesmas.
Este é o diferencial de como vemos a arte e a ela conferimos valor.
No teatro assim como no cinema, muitos desses conhecimentos são sumariamente importantes, pois se apresentam o grande o vistoso nos palcos e nas telas, mas nos bastidores há a necessidades dos pequenos toques, dos costureiros, das bordadeiras, os fazedores de calçados, os maquiadores e os amigos que estão sempre dispostos a empurrar os artistas à sua missão.
Não ignore a arte nem tampouco a substitua, ela é a mola que envolve o humano e os remete à ancestralidade.
Ao bordar um pedaço de tecido, a pessoa entra literalmente em seu interior, buscando dentro de si toda a forma de ser.
É mágico ser um artista, é gratificante igualmente.
Nas telas apresentam-se filmes que remotamente enfeitavam as prateleiras das locadoras e antes disso as paredes de casa com seus slides, as estórias continuam encantando as criaturas, hoje com menos de trinta anos, aí eu pergunto, qual é a magia? O que tem nestas estórias para que façam inúmeras montagens e não as deixemos morrer? Qual é a fórmula do encantamento? Talvez ela seja tão complexa que dispense definições.
Nos palcos com a proximidade das pessoas a interação é muito mais calorosa, o rigor em fazer o espetáculo é maior, pois o espetáculo tem que ser bem apresentado. As pessoas desta arena são muito mais exigentes e críticas, sem o menosprezo das outras, é que fazer teatro requer um nível de adrenalina bem mais afiado, não esqueçamos do estudo, este deve ser constante. E lá se vão as representações da vida real, as adaptações daqueles que estão nos livros e nas telas do cinema.
Eu pergunto, porque tudo isso? Não bastaria apenas a leitura dos livros? Não bastariam apenas ouvir de outros o conto usando ênfases e gestos a nos encantar? Por que temos a necessidade em repetir e repetir as coisas? Isso também é arte. Estamos envoltos a essa atmosfera de encantamento e o que fazemos, fazemos para o outro, a fim de agradá-lo, pois somos comunidade, humanidade.
Se você possui alguma vontade ou habilidade e disponibilidade, faça cursos, de qualquer coisa na área, prove a você mesmo que pode realizar. Não há obstáculos, o que há é determinação. Busque em você o outro, aquele que se despe de si mesmo e se entrega a esses momentos únicos,
Faça arte!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Pixabay.
Indicação de filme:



domingo, 14 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Os Nossos Direitos – Anna Costa



Hoje comemora-se o aniversário da Liberdade de Pensamento, busquemos pois, forças, para que os ditos cujos ao saírem de sua forma original, não sejam ofensas nem tampouco afronta aos adversos. Se assim o forem que os ânimos ao se exaltarem, não cometam extermínios. Civilizemos.
No que se conhece da história, os humanos entenderam a importância da cordialidade, da conversa, dos acordos e dos tratados por saberem do seu poder destruidor. Nem sempre foi assim, mas estamos tentando chegar no nível último de humanidade, você concorda?
 Estes documentos, no calor das batalhas serviram de bigorna aos arroubos inimigos, alguns perduraram até hoje, outros são encontrados nos anais da historicidade.
Os acordos persistem na maioria das terras, salvo naquelas em que o regime fechado e a autoridade do comandante, conferida por sua população, tornam-se sem efeito. Não que o mundo não os saibam alheios aos direitos humanitários, não que não houvesse tentativas várias de dissolvê-los das intempéries, mas porque que todos estes, tem por direito, que eles mesmos conferiram a si mesmos, o da maldade. Repelem a civilidade, por conseguinte a humanidade.
O humano é instintivo, embora queiramos ser diferentes e civilizados a tal ponto de, impreterivelmente tomarmos o chá das cinco e juntamente com ele degustarmos os alfajores ou quem sabe sairmos mundo a fora visitando as pessoas simplesmente porque as amamos, não conseguiremos praticar tais atividades por muito tempo, a nossa individualidade e sobrevivência já nos remete às práticas de conservação da espécie. Somos predadores e carnívoros, exterminamos para nos alimentarmos, mesmo não sendo a carne, matamos qualquer outra coisa afim de não morrermos de fome, este é o instinto.
Ao se deparar  com o próprio poder de destruição, o humano tomou como base sua particularidade de extermínio, é ele o animal inteligente e o que encabeça a cadeia alimentar, portanto podemos dizer que o mundo é dele, embora as outras coisas o sirvam e o são de suma importância.
As atitudes impensadas dão ao planeta argumentos para que se volte contra o soberano homem e numa linguagem quase muda vai mudando a paisagem. O que o humano não sabe é que a natureza tem seus próprios tratados.
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: Nesta página há vários filmes com a temática de direitos humanos, um bom domingo. https://filmow.com/listas/filmes-com-tematicas-em-direitos-humanos-l88761/

Sobre a Declaração dos Direitos Humanos.
Vaparaíso de Goiás – GO, 14 de julho de 2019.

domingo, 7 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Sobre o Tempo! – Anna Costa]


Ele serve para ditar as regras!
Também para o controle!
Comanda toda a história, desde o nascimento até a morte!
Ele é o todo poderoso e nós os subservientes!
Você acha que não? Que não serve a ele? Então você não é deste mundo, está apenas de passagem, pois o tempo se espalhou em diversos aparelhos, com diferentes corpos e caras, mas continua a exercer sua função de controle da raça humana.
Estou de férias e sou livre, mas nem por isso fiquei absolvida da ditadura, ele me controla. Não o faria se fosse eu, uma hermitã, convivendo apenas ao sabor da natureza. Seria eu uma tarzã ou coisa parecida, mas mesmo neste contexto, ainda sem os marcadores aos quais nos acostumamos, ainda assim teríamos o sol e a lua a nos dizer dos hábitos, a nos comandar no acordar, no dormir, no comer enfim, é ele o tempo, o nosso deus.
Você viajaria no tempo se tivesse a oportunidade? Em que época gostaria de ficar? Você não sabe por que não viajou, ou foi e não nos contou, mas devo dizer que eu gostaria muito de nascer agora, gostaria de não ter nascido na minha época, pois agora não tem volta, os avanços tecnológicos não nos espantam mais. Eu adoro tecnologia, mas sei igualmente que junto à paixão há um tratado de mácula ao planeta, porém devemos tomar consciência de que somos pessoas amadurecidas o suficiente e igualmente, bem informadas, a fim de criarmos mecanismos de defesa e conservação. Não estamos mais nas cavernas, saímos e nos deparamos com o mundo novo, bem sabemos que o ser humano ainda requer lapidação, mas que ele não tenha conhecimento é negar a própria existência.
O tempo nos remeteu a esta Era pesada, ela é uma senhora obesa e provavelmente não haverá programa de emagrecimento. Apenas a destruição do planeta pode acabar com todas as informações, mas creio que mesmo assim na medida em que se dê ao homem ferramentas, ele logo trabalha.
Gostaria tanto de consertar tantas coisas, me causa tristeza em não poder, por ora vou me contentando com as horas no celular, no computador, nos terminais rodoviários e nos pulsos, vamos nos namorando, um dia ele vem me buscar, sei disso, não há fuga, enquanto isso me saboreio com suas brincadeiras e perseguições, mostrando a mim horas com números seguidos ou iguais invertidos.
Ainda não posso controla-lo, mas posso segui-lo.
Exerça sua implacável função em mim, daqui a pouco nos encontraremos.
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay

domingo, 23 de junho de 2019

[Súmula de Domingo] Passo a Passo – Anna Costa



Eu escrevo a minha história e ela não é igual a sua.
Talvez a descrição do meu creme dental Oral B com flúor 1.2.3, se assemelhe à sua, mas ele nunca terá como companhia um frasco de enxaguante bucal Listerine Cool Mint com um dedo apenas por terminar, e com certeza o seu desespero não seja o mesmo que o meu em vê–lo na penúria e eminência de morte salivar, porque é muito cedo e o comércio não abriu ainda, mesmo porque o tempo é contado e precioso, tenho menos de uma hora para me arrumar e dar ração para os cachorros, verificar se estão com água suficiente, passar o cajal nos olhos e o corretivo está na bolsa que se fixou embaixo deles, passar o rímel e ou a máscara que é como chamam agora, no meu tempo era rímel, meu batom habitual cor de vinho, eu gosto, decidir dentre os vários perfumes, uma mania que ainda não consegui conter, amo perfumes, os frascos e as fragrâncias diversas me encantam de uma forma hipnotizante, escolher a roupa que quase sempre enchem a superfície da cama, saem do guarda–roupa e se deitam na cama depois de uma incessante sessão de experimentos, juntamente com os sapatos.
Essa é a figuração matinal de uma pessoa que precisa melhorar sua aparência pois nem todas as mulheres nasceram Giseles.
Você nem mesmo terá a pia branca pequena fixada na parede sem armário embaixo dela e um pedaço de sabonete conjugado rosa com azul, numa tentativa de reutilização, geralmente dá certo, você também não verá a mim no espelho escovando os dentes e sorrindo e pensando justamente em todas essas descrições e nem como os cabelos deverão ficar a esta manhã.
Habitualmente as coisas se apresentam à minha frente como páginas de um livro, causam comichão e inquietação, então elas precisam ser lapidadas e acomodadas nestas folhas brancas, talvez alguém se interesse em ler e ou publicar n’algum jornal. A caneta? Esta deve possuir uma escrita muito fina, do contrário, ofuscará toda a inspiração e por fim toda a descritiva deverá ir para o mundo virtual do Word.
Então de posse das minhas ações corriqueiras, depois de desligar todos os aparelhos das tomadas, verificar se as janelas estão fechadas, ponho a chave na porta, dou as voltas necessárias, faço o mesmo no portão, olho para os dois lados da rua e vou a pé, mochila nas costas, arrumada o suficiente para um dia inteiro de trabalho, dinheiro da passagem na mão, facilitando a entrada no ônibus, óculos escuros e olhar no céu que é azul, poderia ser amarelo, vermelho, preto ou branco, mas é azul.
Este pensamento da cor do céu me ocorreu ontem quando o olhei e ele se apresentou sorrindo a mim, se insinuando como uma joia gratuita a qual todo o ser vivente tem direito, sem pagar imposto algum e hoje por conta dele é que estou aqui descrevendo o meu dia calmo e suave, por causa dele. E por causa dele e todas as nuances naturais deste planeta que me pertence, que me contém é que escrevo e dou o passo a passo.
Toda esta crônica foi escrita em 2017 para um jornal, ele está fora do ar, achei interessante compartilhar aqui no espaço do Blog, desejando que você procure pelo seu céu azul e sinta na mesma proporção emoções de libertação da alma. Viva, apenas viva.
Tenham todos vocês um início de semana memorável!
Imagem extraída do Pixabay                                                                                      
Indicação de filme: O Mistério do Relógio na Parede
Por: Anna Costa.


domingo, 9 de junho de 2019

[Súmula de Domingo] A Que Horas? – Anna Costa.


Eu ando de cá pra lá, num ritmo frenético. Ando mais rápido que o ponteiro marcando os segundo no relógio. Ando de um lugar a outro, numa desproporção sem fim. Faço coisas mil sem a terminação. Coleciono amigos e atividades, discorro no meu tempo, sem tempo algum.
Minhas células aceleram sua partida, a carne desfalece no amolecimento da idade, a visão sobre as coisas nos dão o freio que precisamos, assim desaceleramos mediante a imparcialidade, a mente é vivaz, o corpo incapaz e a vida implacavelmente escolhe os permanentes.
A conversa não é depressiva, nem tampouco mórbida, é uma prosa de alerta sobre o que fazer com as suas horas?
Existem diversos mecanismos de organização das atividades diárias, recentemente soube de um quadro onde você organiza diariamente suas metas, sem procrastinar, sem omitir as informações corretamente, ele se chama rastreador de hábitos (Planner), este pode ser sim uma ferramenta que te trará disciplina sobre a vida louca a qual levamos. Há também os aplicativos que você pode baixar no celular, assim terá os lembretes onde estiver. https://aceleracaodigital.com/ferramentas-para-organizar-tudo/
Este link aquí está prontinho para baixar o Planner e começar uma nova vida, boa sorte! https://drive.google.com/file/d/1BLtsgIDk_ydGchB-9-rLoApH-lUD9owk/view
Toda forma de organização é válida e hoje precisamos muito mais de mato do que de teclas, então não perca tem em organizar o seu. https://pt.wikihow.com/Organizar-o-seu-Tempo-de-Maneira-S%C3%A1bia
Não enlouqueça, comece hoje mesmo a colocar as coisas no lugar, pois os minutos são ouro no seu báu de vida!
Desejo que hoje seja um dia de reflexão, pense, A que horas começará a ganhar tempo? Um beijão a você!
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay

domingo, 2 de junho de 2019

[Súmula de Domingo] Onde estão os metais? – Ana Costa

Qual a origem dos cifrões que por vezes abundam em futilidades e noutras esbanjam-se em brilhosos diamantes raros? Será que a minoria ao menos sente o seu cheiro e ou sabe os caminhos percorridos por eles? A palavra cifrão tem o seu significado bem como tem o seu valor universal, portanto, poliglota, não usa aditivos ao se tratar de negócios, seu uso na frase já dá ares de brilho nos olhos. 

Não precisamos de muita pesquisa, a riqueza é proveniente da massa, do seu trabalho e esforço, “de grão em grão a galinha enche o papo”. Nenhuma definição melhor do que esta, de centavo em centavo o seu cofre ganha corpo é assim que os pobres mortais vão se calçando para alcançarem uma vida melhor e menos medíocre, juntando dinheiro, afinal nenhuma fortuna nasceu como tal, houve o esforço de alguém ou de alguns para um só. Neste contexto falamos de escravidão de outrem e de agora, por conseguinte, aja vista as condições em que querem deixar nossos trabalhadores, (vide reforma da previdência), igualmente as condições em que vivem ainda em ativa, ou seja, sem quase condição nenhuma de trabalho salutar.

Há casos de pessoas que compraram carros, televisões e outras coisas, juntando níquel por níquel. Soube de um recente, uma menina com 12 anos de idade, juntou o equivalente a R$30.000,00 (trinta mil reais), em galões de água mineral, dinheiro este que será destinado à custear o seu curso na universidade. Um exemplo e tanto.

Claro que este não é um caso comum, mas ele nos impulsiona a dar passos diante da vida bem mais significativos.

Não devemos apenas esperar o milagre do inimaginável governo dos sonhos, que pagam salários justos, que cuidam da saúde pública economizando o nosso bolso, que arborizam a cidade e recolhem o lixo de maneira seletiva, que custeiam a educação de forma a transformar pensamentos e ideias. O que devemos fazer é exatamente como a galinha em seu papo, fazer a nossa parte, incentivar outros às boas práticas e aguardar melhores resultados. No final, embora nunca termine, pois a vida não para, teremos lugares agradáveis para vivermos e sim, aguardar o fim com um pouco mais de decência.

Vejo tanta desigualdade e desequilíbrio que a própria natureza se recente mediante a disparidade. Estamos ferindo o próprio corpo que nos envolve que nos protege das intempéries do sol, da lua, de cairmos no éter, de outras tantas coisas que nem ao menos sabemos, mas não ligamos, a tratamos como se ela fosse viver para sempre. O nosso planeta embora já seja muito velho, continua envelhecendo, a população mundial aumentou, somos mais de trilhões de pessoas espalhadas e algumas maçarocadas num só lugar, não há equilíbrio, não há compaixão, nem distribuição igualitária dos recursos.

Onde estão os metais que transbordam em finos tecidos e se escondem em ações sociais?
Onde estão os humanos da terra?

Você acha justo que um jogador de futebol seja afortunado? Que o João, aquele que trabalha na coleta seletiva, ganhe um salário abaixo do valor de uma chuteira? “A chuteira mais cara do mundo foi fabricada pela Nike em conjunto com o grupo Swarovski, e custou em torno de R$ 7.800,00. Se você pensou em Messi ou Cristiano Ronaldo, se enganou, o par dessa preciosidade foi encomendado por Pierre-Emerick Aubameyang, jogador que atuava pelo clube de futebol francês Saint-Ettiene.” Fonte: Google - https://scarpinpreto.com/a-chuteira-mais-cara-do-mundo/

Ele que trabalha dia após dia recolhendo os seus dejetos, acha justo? Claro que o esportista também fez esforço para tanto, mas a discrepância está no peso das coisas, quando a balança estiver em equilíbrio aí sim o mundo será uma bola agradável. Olharemos aos outros como iguais sem a sensação de sermos menores ou superiores o que não somos nem uma coisa nem outra, temos a mesma constituição para tanto os mesmos direitos em sobrevivência.

A pergunta está em voga e eu a repito, onde estão os metais retirados de mim todos os dias, se não estão nas coisas certas, por certo nas contas bancárias ou quem sabe nos diplomas malfeitos dependurados nas paredes dos gabinetes, sabe a resposta?
Por; Ana Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: O Fabuloso destino de Amélie Poulain. https://megafilmesshd.com/o-fabuloso-destino-de-amelie-poulain-dublado-online/

domingo, 26 de maio de 2019

[Súmula de Domingo] O Ciúme – Ana Costa



Este é um estado sentimental bem polêmico e controverso, queremos sempre a pessoa amada por perto, a mãe só para nós, os amigos, as coisas, os bichos, isso porque somos seres únicos com um umbigo ditando as regras e sair deste estado centralizador, ou melhor, dizendo no popular, da zona de conforto é deveras difícil, pois é ir de encontro a um mundo desconhecido.
O que iremos encontrar em lugares desconhecidos, com pessoas inicialmente, estranhas? Não sabemos e por conta disso todas as luzes de alerta se acendem, nossa autodefesa vêm à tona. Neste estado, as pessoas que acabamos de conhecer, podem ter suas vidas, seus relacionamentos, afinal não estamos inseridos em seu mundo, a vida delas não nos toca. A partir do momento em que somos sabedores de suas rotinas, de suas profissões e outros tantos detalhes, que sentimos seu cheiro, que ouvimos por horas a sua voz e até tocamos em apertos de mãos as suas, os laços vão aos poucos se criando, então neste ínterim queremos mais e mais a aproximação com este novo, nasce o desejo e  a posse, nos sentimos amigos, próximos o bastante para exigir exclusividade. Tudo isso acontece internamente, não é dito, não é sabido, apenas sentido, pois somos rápidos no quesito da empatia e do seu contrario e pasmem em segundos apenas.
Sou uma pessoa ciumenta, mas tento manter-me um pouco afastada dele. É ele um sentimento corrosivo, capaz de trazer em suas entranhas outros tantos como companheiros. Ele é provocador e pernicioso, pois faz com que sintamos uma fragilidade ímpar na medida em que não somos correspondidos e ou não recebemos a atenção devida, não é bom senti-lo. Mas para tanto como não sentir ciúmes, ele só não acontece quando nos amamos a valer, quando a autoestima está em dia, aí o outro só vem para complementar o nosso estado de felicidade e não para competir conosco.
É um exercício árduo o de mudança de hábitos e de pensamentos, mas não é impossível, somos animais adaptáveis ao ambiente, crio nisso.
Hoje como o primeiro dia de mudança eu proponho exercícios para que a mudança ocorra em você e a cada vitória verá o quão é bela a vida e o quão é belo o seu reflexo no espelho e lembre-se, sentir ciúmes é normal, só não exagere!
Desejo um agradável início de semana, um beijão a todos!
Por: Ana Costa.
Créditos da Imagem: Google


domingo, 12 de maio de 2019

[Súmula de Domingo] Criar, Criaturas – Ana Costa.


De repente nos deparamos com a vida imperfeita!
Passamos boa parte dela pensando as coisas são perfeitas! Aí as vemos de perto, o que antes endeusávamos se mostra tão cheio de remendos.
Isso causa-nos uma profusão de sentimentos, liquidificamos momentos e palavras em um só instante, decepção e desterro.
A falta de divindade não está somente nos objetos, está em igual proporção nas pessoas, elas são tão diversificadamente iniguais, essa é a perfeição da criação. Esta nuance por certo é aquilo que nos atrai uns aos outros, seria um tanto quando perverso nos relacionarmos com outros, cópias de nós mesmos, um viva a tudo aquilo que é diferente e imperfeito.
Hoje vou falar de um ser que na maioria das vezes, das casas, o chamam de Perfeito. Este ser leva majestosamente o status quo de MÃE.
Bem a mim é fácil dizer, por mais que se discutam e incluam nos compêndios enciclopédicos as diversas formas e gêneros associados, mãe por natureza e fato é aquela dá a luz. É só a palavra para aquele que pari, põe no mundo. Mas se a pusermos nos termos instintivos e animal e esta corresponder a todas as expectativas, então a chamamos de Mãe.
No quesito paritário, encaixo-me muito bem, pois sou mãe de três belas criaturas, onde a natureza foi generosa em inteligência, beleza e caráter, meus filhos. Mas quanto ao que diz respeito à outros itens da lista classificatória, falhei. Falhei muito e muitas vezes, vi isso muito tempo depois, muito depois. Foi aí que, percebi a imperfeição de um ser que a maioria das pessoas no mundo inteiro, endeusam, eu me vi.
Hoje estou aqui para falar destes seres chamados Mulheres, máquinas perfeitas de gente, afinal de onde mais saem pessoas senão de um ventre?
Há um terreno bem delicado do qual não sei quase nada, chamado ciência, esta em constante desenvolvimento, talvez um dia não tenha preocupação com o extermínio da humanidade, pois bastarão alguns cientistas em ambientes perfeitos para esculpirem em série, gente, talvez. Com essa atitude por certo eles terão tempo suficiente e dados para produzirem a perfeição, do contrário, estamos sujeitos à genética, ao ambiente e à fatores diversos nos detalhando e classificando, somos pessoas.
MÃE, obrigada por ter-me fabricado, felizes são os seus dias!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Pixabay.



domingo, 5 de maio de 2019

[Súmula de Domingo] Atividades Artísticas e Culturais – Ana Cristina da Costa



“Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro.”
Você participa de alguma atividade cultural em sua cidade ou vive enclausurado em sua toca e de lá só observa?
Tenho certeza de que por diversas vezes teve vontade de participar, sentiu uma comichão, pois algo lhe chamou a atenção, mas você nem saiu do lugar. Talvez por que na sua cidade não tenha próximo à sua casa apresentações de teatro, dança e ou outra atividade do ramo e tenha você alguma limitação em chegar onde esteja acontecendo.
Eu diria que isso fere e magoam profundamente os princípios da arte, ela deve estar em toda parte.
Atividade cultural, não se resume apenas ao teatro, apresentação de dança e cinema, nela está os poetas, os literatos, os artesãos, os culinários, os músicos, os artistas pintores, que aliás hoje é o dia deles, os parabenizo em particular o meu filho autodidata, deslanchando nesta área e outras práticas que visem entretenimento. 
Neste sábado, dia 04/05/2019 aconteceu um encontro, Prè- Conferência para discutir a implantação do Plano Municipal de Cultura. 
https://ecodocerrado.com.br/2019/05/05/conselho-municipal-de-cultura-de-valparaiso-de-goias-se-reune-com-agentes-culturais-para-propor-a-criacao-do-plano-mun-de-cultura/?fbclid=IwAR2VCZH1O-tYlL7biW45ys_LYMnVYQC1w0EaJDb0wes175VcQEtFjcf0u9c

Para que essas aconteçam se faz necessário o envolvimento de toda a população e você que só assiste e aplaude é a peça principal peça. É de vocês, o público, o expectador que vem a nota e o reconhecimento do artista.
O aplauso é o termômetro, é a féria de todo o mambembe.
Reclame cultura em sua cidade visite os conselhos, envie documentos ao Secretário de Cultura, forme grupos reivindicadores, não deixe que a arte seja apenas aquela foto longe, que vê da cidade vizinha.
Desejo que o seu domingo seja o melhor dos incontáveis que virão um forte abraço!
Por: Ana Cristina da Costa
Como indicação de filme, aqui vai um documentário sobre o Marechal Rondon, pois hoje também se comemora o seu dia!