O cérebro humano e os seus
mecanismos de defesa.
O medo nada mais é que um aviso. Em um determinado
momento de perigo sua adrenalina subiu, a sudorese aumentou, o coração bateu
descompassadamente e você simplesmente não reagiu. Em situação semelhante a
esta, ele avisa acionando o botão do desespero para que você possa correr ou
enfrentar.
Ficamos condicionados e não questionamos
nem tentamos mudar, porque se torna comum e corriqueiro.
Eles são tão enormemente devoradores, que
deixamos de viver, não vamos em frente, pois o redundante passado está sempre
às voltas.
Mas se escolher mudar a situação verá o quão
é fácil.
Este sentimento pequeno esteve presente em
minha vida com bastante intensidade em diversas situações, mas assim como o
cérebro trabalha produzindo mecanismos de defesa, ele pode ser trabalhado a
combater o perigo. Sendo assim, ficamos mais fortes. E eu fiquei mais forte,
espantei uns fantasmas pra bem longe. Eles são
coisas velhas e não me assustam mais, estão fracos e sem graça.
Assistindo ao IT A Coisa 2, filme, pude
perceber que ele aborda essa temática do medo e de que fornecendo a ele
alimentos é claro, ele volta com toda a força. Quando os amigos fazem o ritual
queimando os elementos do passado, ali o filme nos dá a clara evidência de que
é o melhor caminho a se seguir.
Se tenho medo de assombração? Não. Já tive
muito, muito mesmo de fazer xixi na cama, mas hoje levanto no meio da noite não
acendo as luzes e não vejo nem sinto medo algum.
Fiz meu ritual de queimar lembranças e
objetos, faça você também e se repita todos os dias que isso não te assombra
mais e que você pode enfrenta-lo.
O palhaço é só uma representação do medo,
ele é feio, envolvente, sarcástico, é gigantesco e enganador.
Por fim como uma ameixa seca ele se foi,
deixou de ser importante e outras coisas ficaram no lugar.
Mas é claro que não podemos viver sem ele,
pois sem alerta morreríamos facilmente com certeza, o que não podemos fazer é
deixar que ele seja a mola propulsora de nossas vidas.
Vivemos com medo sim de tantas coisas não
só do que nos assombra no meio da noite, mas também do nosso futuro como nação
e como humanidade. De como estamos sendo governados e de como tratamos dos
irmãos vegetais e animais, nós os estamos matando. Somos como uma raça
dominante e perniciosa, pois, embora comamos e bebamos deles, também os
desintegramos.
Somos nós os humanos, os verdadeiros
extraterrestres.
Sobre o medo?
Desenterre o escudo e a espada que existe
em você e lute, no final o seu orgulho e o seu altruísmo serão parceiros,
inseparáveis.
Por: Anna Costa.
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: Onde Vivem os Monstros

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