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domingo, 26 de maio de 2019

[Súmula de Domingo] O Ciúme – Ana Costa



Este é um estado sentimental bem polêmico e controverso, queremos sempre a pessoa amada por perto, a mãe só para nós, os amigos, as coisas, os bichos, isso porque somos seres únicos com um umbigo ditando as regras e sair deste estado centralizador, ou melhor, dizendo no popular, da zona de conforto é deveras difícil, pois é ir de encontro a um mundo desconhecido.
O que iremos encontrar em lugares desconhecidos, com pessoas inicialmente, estranhas? Não sabemos e por conta disso todas as luzes de alerta se acendem, nossa autodefesa vêm à tona. Neste estado, as pessoas que acabamos de conhecer, podem ter suas vidas, seus relacionamentos, afinal não estamos inseridos em seu mundo, a vida delas não nos toca. A partir do momento em que somos sabedores de suas rotinas, de suas profissões e outros tantos detalhes, que sentimos seu cheiro, que ouvimos por horas a sua voz e até tocamos em apertos de mãos as suas, os laços vão aos poucos se criando, então neste ínterim queremos mais e mais a aproximação com este novo, nasce o desejo e  a posse, nos sentimos amigos, próximos o bastante para exigir exclusividade. Tudo isso acontece internamente, não é dito, não é sabido, apenas sentido, pois somos rápidos no quesito da empatia e do seu contrario e pasmem em segundos apenas.
Sou uma pessoa ciumenta, mas tento manter-me um pouco afastada dele. É ele um sentimento corrosivo, capaz de trazer em suas entranhas outros tantos como companheiros. Ele é provocador e pernicioso, pois faz com que sintamos uma fragilidade ímpar na medida em que não somos correspondidos e ou não recebemos a atenção devida, não é bom senti-lo. Mas para tanto como não sentir ciúmes, ele só não acontece quando nos amamos a valer, quando a autoestima está em dia, aí o outro só vem para complementar o nosso estado de felicidade e não para competir conosco.
É um exercício árduo o de mudança de hábitos e de pensamentos, mas não é impossível, somos animais adaptáveis ao ambiente, crio nisso.
Hoje como o primeiro dia de mudança eu proponho exercícios para que a mudança ocorra em você e a cada vitória verá o quão é bela a vida e o quão é belo o seu reflexo no espelho e lembre-se, sentir ciúmes é normal, só não exagere!
Desejo um agradável início de semana, um beijão a todos!
Por: Ana Costa.
Créditos da Imagem: Google


domingo, 12 de maio de 2019

[Súmula de Domingo] Criar, Criaturas – Ana Costa.


De repente nos deparamos com a vida imperfeita!
Passamos boa parte dela pensando as coisas são perfeitas! Aí as vemos de perto, o que antes endeusávamos se mostra tão cheio de remendos.
Isso causa-nos uma profusão de sentimentos, liquidificamos momentos e palavras em um só instante, decepção e desterro.
A falta de divindade não está somente nos objetos, está em igual proporção nas pessoas, elas são tão diversificadamente iniguais, essa é a perfeição da criação. Esta nuance por certo é aquilo que nos atrai uns aos outros, seria um tanto quando perverso nos relacionarmos com outros, cópias de nós mesmos, um viva a tudo aquilo que é diferente e imperfeito.
Hoje vou falar de um ser que na maioria das vezes, das casas, o chamam de Perfeito. Este ser leva majestosamente o status quo de MÃE.
Bem a mim é fácil dizer, por mais que se discutam e incluam nos compêndios enciclopédicos as diversas formas e gêneros associados, mãe por natureza e fato é aquela dá a luz. É só a palavra para aquele que pari, põe no mundo. Mas se a pusermos nos termos instintivos e animal e esta corresponder a todas as expectativas, então a chamamos de Mãe.
No quesito paritário, encaixo-me muito bem, pois sou mãe de três belas criaturas, onde a natureza foi generosa em inteligência, beleza e caráter, meus filhos. Mas quanto ao que diz respeito à outros itens da lista classificatória, falhei. Falhei muito e muitas vezes, vi isso muito tempo depois, muito depois. Foi aí que, percebi a imperfeição de um ser que a maioria das pessoas no mundo inteiro, endeusam, eu me vi.
Hoje estou aqui para falar destes seres chamados Mulheres, máquinas perfeitas de gente, afinal de onde mais saem pessoas senão de um ventre?
Há um terreno bem delicado do qual não sei quase nada, chamado ciência, esta em constante desenvolvimento, talvez um dia não tenha preocupação com o extermínio da humanidade, pois bastarão alguns cientistas em ambientes perfeitos para esculpirem em série, gente, talvez. Com essa atitude por certo eles terão tempo suficiente e dados para produzirem a perfeição, do contrário, estamos sujeitos à genética, ao ambiente e à fatores diversos nos detalhando e classificando, somos pessoas.
MÃE, obrigada por ter-me fabricado, felizes são os seus dias!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Pixabay.



domingo, 17 de março de 2019

[Súmula de Domingo] Que tal uma pausa? - Ana Cristina da Costa


Que tal uma pausa?
Já parou para pensar na sua felicidade?
Em como poderia mudar para que este estado permanecesse em você?
Muitos se acham incapazes deste ato tão nobre.
A felicidade não é irradiada como deveria infelizmente o sentimento contrário prevalece.
Temos de sobra ondas de negatividades acessadas em tempo real pelas telas de celulares, elas minam consideravelmente a esperança e o pouco de felicidade que temos no diário.
 Lute para que não nos revelemos animais retrógrados incapazes de amar.
Se eu disser que a felicidade é a gota de orvalho caída na grama, você acreditaria?
Que ela é o café quente tomado pela manhã acreditaria?
Que o fato de levantar-se da cama, olhar-se no espelho e sorrir é a pura felicidade, acreditaria?
Que quando nos deparamos com o milagre da vida, o nascimento de um ser igual a nós, e que se pensarmos, somos fábricas de gente, este fato é a pura felicidade, acreditaria?
Que tivemos a oportunidade de chegarmos até aqui, eu, você e os nossos e querendo podemos nos abraçar a qualquer momento e nos revelarmos em amor. Portanto envolvidos neste sentimento seremos alimentados, pois somos carne, espírito e alma. Se eu disser que isso é a mais pura felicidade, acreditaria?
Se você não acredita em nenhuma dessas coisas que disse até agora, faça uma pausa, fuja de tudo e de todos e pause a adrenalina que te impede de enxergar os melhores momentos, os mais ínfimos, os considerados medíocres por terem sido tão breves, aquele olhar profundo em alguém e que nunca esqueceu a expressão no olhar, o sorriso e o jeito de andar.
Pare, pois você está fora deste mundo que é todo feito de emoção, é todo feito de carinho e de amor.
Pare e reflita que nas pequeninas coisas deste mundo há a paciência até que se revelem as mais belas flores, até que mude o cenário por conta das estações do ano e que cada uma delas tem sua particularidade, sua beleza ímpar, que jamais a neve poderia acontecer juntamente com o cenário de Jericoaquara e que ninguém ficaria com roupas de praia numa tempestade de neve ou que se banharia e brincaria de bola com seus filhos num lago congelado.
Reflita, pois as nuances que o mundo te oferece estão para todos nós, basta que saibamos andar por ele, que nos permitamos sair por aí, observando, saboreando, conhecendo gente, admirando lugares, espalhando sorrisos e absorvendo conhecimentos.
Reflita, faça uma pausa depois volte aqui e me diga como foi sua jornada.
Tenham todos vocês um início de semana repleto de amor!
Por: Ana Cristina da Costa.
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-109815/ Pequena Miss Sunshine

domingo, 3 de março de 2019

[Súmula de Domingo] É Domingo de Carnaval! – Ana Cristina da Costa



É Carnaval e as avenidas estão tomadas de gente a pé misturadas aos carros, é proibido buzinar para não espantar a alegria fantasiosa das pessoas festeiras. É proibido igualmente ficar alheio a toda essa fartura carnal. É proibido não querer. Sorria mesmo que o sorriso tenha prazo de validade, mesmo que lá no fundo a sua festa seja superficial, momentânea, não tenha medo da vida, ela é assim, poucos são os momentos ditos reais, na maioria das vezes são as efemeridades que nos conferem a felicidade.
São dias de festa, quatro ou mais, depende da região, quando a cara feia é somente a estampa na máscara, é humanamente proibido o azedume ou a falta de espírito carnavalesco.
É Carnaval, poucas pessoas estão dispostas a fugir das festividades da época e em contrapartida investir em intelectualidade, aproveitando esse tempo também para estudar, para colocar as coisas em ordem.  Ler aquele livro esquecido num canto qualquer, marcado com promessas de um dia, é uma ótima pedida. Organizar as gavetas separando o que não mais se quer, pensando no outro que mal sabe o que é Carnaval, aguça o espirito de solidariedade, você se torna uma pessoa melhor.
 Para a maioria, fala mais alto o apelo da carne, a diversão ou o afundamento em baldes de cachaça, pois a inocente bebida resolverá todos os problemas criados ao longo do ano, fosse qual fossem eles e suas naturezas. São elas, as bebidas, também o elixir que impulsionam os mecanismos adormecidos no ser humano e que levam toda a culpa nos dias festivos. Os exageros tornam-se prática. Por mais que as campanhas de prevenção contra doenças estejam à disposição, quando se quer fugir das convenções, chutamos o balde, o pau da barraca e mergulhamos no insano. Depois, é depois.
Na festa nem sempre há os desastrosos relacionamentos, alguns até tornam-se eternos, fazem nascer naquelas pessoas o melhor que elas possuem. O amor que era apenas promessa, torna-se o carro alegórico da eternidade.
Que bom existem os refúgios, os retiros, os iguais que tão somente querem e permitem-se o aparte. Os seres refugiados deleitam-se em cenários deslumbrantes que o mundo os oferece. Eles vão sozinhos, em bando, em família, carregam barracas, comida, crianças e a promessa de dias saudáveis.
O Brasil é um país cujas opções paradisíacas não deixam a desejar, sua fauna e flora ainda deslumbram olhos alheios às nossas terras e embora muitos ainda pensem que somos meros selvagens e somos quando nos colocamos mediante o quadro das belezas, nos comportamos civilizadamente quais crianças mediante cachoeiras, descampados e brincamos igualmente, como se o tempo retrocedesse.
Por essas iguarias naturais, pelo poder de estarmos nesses lugares é que amamos o Carnaval, também.
Se você é um adepto da festa chamada Carnaval, brinque, solte os seus bichos, liberte-os da prisão que é a rotina, grite-os ao mundo, pois outra só o ano que vem.
Um forte abraço a todos, um bom Carnaval!
Por: Ana Cristina da Costa.
Imagem extraída do Pixabay
 Sugestão de música para relaxar: https://www.youtube.com/watch?v=D4BZshNWJMc



domingo, 16 de setembro de 2018

[Súmula de Domingo] Um abraço ao amigo! – Ana Cristina da Costa.


Esta semana abracei muita gente.

Gente com dor, gente que estava muito feliz, eu estava feliz e quis abraçar, abracei gente que estava com depressão e num simples gesto meu se acendeu. Abracei gente com abraço quente e não tive vontade de ir embora, ganhei abraços almofadados que me deu muita vontade de descansar neles.

Eu ainda tenho abraços guardados e eles são acalentadores, porque abraços não gastam.

Abraço é um gesto de doação.

Sei hesitem pessoas que não suportam contatos, elas sentem-se presas ou simplesmente não sabem se portar mediante o amor, mas não se importe para essas pessoas nós temos uma palavra amiga, um aperto de mão, uma olhar bem no fundo do olho e um sentar com café na mão, estes gestos já conferem um enorme abraço.

Eu gostaria de abraçar um amigo que neste momento chora por sua perda, que vive a angústia de não saber como sair deste torpor, talvez eu não saiba dizer as palavras certas neste momento, mas com certeza o meu respeito a ele você sentirá.

Eu gostaria com igual intensidade abraçar a você, que passa por um momento imenso de felicidade, riríamos muito, eu sentiria o seu brilho e trocaríamos um monte de energia boa.

Eu queria ter braços gigantes para poder abraçar o mundo inteiro, para abraçar o nosso Brasil, este país que tanto clama por mudanças, mas enquanto os meus braços são estes, do tamanho certo para o meu corpo, eu vou dizendo coisas, falando daqui e dali, abraçando os seus olhos, quem sabe sinta conforto, pode até rir de tudo que escrevo, que me critique, isso já serve, ria mesmo, de mim, de você pelo feito, mas sorria e neste estado de plena felicidade, abrace.

NOTA: se não tiver gente por perto para abraçar, abrace o seu bichinho, ele vai amar ou abrace o seu livro preferido, apenas se deixe amar.

Que tenhamos discernimento nas ações, uma boa semana a todos!

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: A Garota do Livro
https://www.youtube.com/watch?v=dYaqeXhnxm8



domingo, 20 de maio de 2018

[Súmula de Domingo] A Saga das Pedrinhas - Ana Cristina da Costa

  (in memorian) 2010-19/05/2018
Ela era tão pequenina, cabia deitadinha, na palma da mão. Não tinha nem dois meses.
Chegou assustada, machucada na costa pelo irmãozinho, uma mordida que deixou um buraco profundo. Ajeitamos uma caixa de sapatos com paninho e um bichinho de pelúcia, uma graça.
A casa onde moramos tem um terreno grande, entre a casa da frente e a dos fundos, tem um quintal extenso com uma piscina também grande, assim que passou o período de latência, pois fomos seu pai e mãe, colocando leite em sua boquinha por meio de colher e seringa, neste período ela passou dentro do guarda-roupa, nós a colocamos nos fundos protegida por caixotes e madeiras atravessando o portal da entrada da casa dos fundos, protegendo-a da piscina.
Aos poucos à medida que ia crescendo os obstáculos foram removidos. As tentativas de travessia tornaram-se motivos de graça, havia todo um mundo a ser descoberto, e uma caixa enorme com água o que para ela constituía novidade! Eu a chamava para atravessar o quintal e de longe só o pontinho preto tentando se desvencilhar das amarras do medo.
Aos poucos foi ganhando confiança em si mesma e no novo mundo. Os primeiros passos, até a beirada da piscina e voltar. - Ufa! Amanhã nova tentativa!
Um dia ela conseguiu, foi uma festa, todos nós aplaudimos e demos viva ao feito, foi um marco.
Ela cresceu, namorou, teve seus próprios filhotes, mas ela não nasceu para ser mãe, não sustentou esse cargo por muito tempo, com apenas 15 dias decidiu não mais amamentá-los, assim como sua mãe o fez consigo e seus irmãos. Ela nasceu para a liberdade, para a vida boa, afinal uma cadela que foi criada dentro do armário e teve a seus pés a atenção de toda a família só para ela não poderia se igualar a qualquer cadela, não poderia ser igual, tinha que ser diferente.
De vez em quando ela entra em casa sobe no sofá, se deita e o toma todo o espaço só para ela, não está nem aí.
Bem eu estou aqui para falar de uma peculiaridade da Krioula, este é o seu nome, não sabemos ao certo como nomeá-la, nem mesmo se é uma coisa normal ou não, mas o que é mesmo normal, não é mesmo? Pois bem, no quintal há uma parte de terra com uma boa quantidade de pedras, muitas delas com suas formas e tamanhos, redondas, ovais, quadradas, pequenas, grandes, miudinhas, para todos os gostos. Gostos? Afinal quem é que come pedra? Ela. A Krioula. Pega não uma mais duas, três delas de uma só vez na boca e brinca com elas soltando-as, jogando para cima, mastigando e às vezes engolindo, hoje uma dessas entrou no cano de saída de água da chuva, como é uma descida, não houve jeito em retirá-la, ela cavou choramingou, deitou à espera de sua pedrinha de estimação, pediu a ajuda da família e nada, lá se foi a sua pedrinha, quem sabe amanhã ela consegue outra, ou outras três, o jeito foi distraí-la com outras tantas, entender o que?
Escrito em 2010, sobre a Krioula.
Por: Ana Cristina da Costa
Foto da família
Indicação de filme: A Incrível Jornada http://www.adorocinema.com/filmes/filme-29748/


domingo, 13 de maio de 2018

[Súmula de Domingo] Dia de Mães - Ana Cristina da Costa


    À minha mãe que cuidou de filhos não paridos e à que não pode.
Eu Sou Diferente!!!!

Havia um castelo no meio do mar
Nele moravam seres engraçados
Tinha uma princesa de cabelos negros
Um menino de pés bem grandes
Um homem com pescoço de metro
E uma mulher com dedos de ferro
Havia uma luz bem forte e um grande radar
Era um castelo de areia branca
Que em noite de lua cheia
Brilhava tanto até cegar
A menina sentava na praia e
via o castelo flutuar
Ele rodopiava, parava e caia sem parar
Ficava ali no fundo guardado da luz do dia
E dos banhos de mar
Quando chegava a noitinha
Reluzia das profundezas com seu ar de encantar
Era uma vez um conto de fadas
Onde a mocinha tinha os dentes tortos
Usava óculos quadrado
Tênis desbotado
E um caderno de anotar
Onde os pais da protagonista
Acordavam cedo para ir trabalhar
E a pobre garotinha
Ia para escola sofrer Bullying
Por não ser uma princesa modelo
Havia um castelo no meio do mar
Onde a menina cansada da trama
Foi com os seres iguais morar.
Ana Cristina Costa
Vamos comemorar o dia em que os valores mudaram, pois vivemos tempos multifacetados e enquanto alguns ficaram parados no tempo, outros tantos andaram lado a lado com as mudanças.
Sabemos que por muito tempo estivemos, embora soubéssemos, omissos aos novos modelos de famílias, mas hoje com tanta corrente, leis e apelos sociais, já podemos participar e respeitar a todos os conjuntos de pessoas morando sob o mesmo teto, gente ensinando gente.
Os modelos são protótipos a serem seguidos ou não e se passa um longo tempo até que se enxerguem as falhas e ou as imposições baseadas em hábitos arcaicos e dêmodes, mas uma única coisa é e sempre será atual, o amor, este mesmo que em sua atmosfera envolva apenas duas pessoas e estas constituam uma família, ainda assim ele será a mola propulsora desta nomenclatura.
Hoje em comemoração ao Dia das Mães parabenizamos a todos aqueles engajados em construir uma família embasada em amor, portanto os modelos de mães e pais acompanharam igualmente o frenesi concernente à época. Bravo, aplausos a essas pessoas altruístas que deixam de comer, deixam de pensar em si mesmo, que não dormem direito à noite, que passam a ser o outro dando continuidade à vida protegendo o novo ser.
Parabéns aos educadores de gente, mães, pãe, mães duplas, pais duplos, avós mães, avôs pais, tios pais, tias mães, irmãos pai e mãe, um feliz dia a todos com muita paz e amor.
Por; Ana Cristina da Costa
Imagem extraída Google

domingo, 1 de abril de 2018

[Súmula de Domingo] Um Conto de Páscoa Bem Clichê - Ana Cristina da Costa


            Era uma vez um coelho descontente com a data da páscoa, pois todos os anos vejam só, era ele o retratado ao lado dos ovos de chocolate. A fim de se livrar deste carma pegou sua matula e foi se refugiar no alto da montanha. Ficou lá às vésperas da Páscoa de mãos na cabeça deitado na relva, olhando o dia passar, nunca havia tido tamanha tranquilidade. Mas não sabia ele que a pequena cidade entristecera, pois quais símbolos poriam nos enfeites, qual animal teriam as crianças para brincar? Então os pais, muito preocupados, saíram em busca do coelho fujão e nada, nada de encontrar. Voltaram todos para casa numa tristeza de dar dó.
Veio a noite e o temor de como seria o amanhecer do dia.
Um sábio encontrou o coelho em sua folga e deu a ele os mais profundos conselhos, mostrou ao branquíssimo animal que destino era destino e ninguém fugia dele, e sem contar que era ele um privilegiado, pois poderiam muito bem por a galinha como estrela da festa, mas o escolheram por sua fertilidade, claro que coelhos não põem ovos, mas produzem muitos filhotes numa barrigada só e isso é simbologia de perpetuação da espécie.
De posse de todas as sábias palavras o bichinho cabisbaixo desceu a montanha e foi se por ao lado dos ovos amarronzados e enfeitados de todos os jeitos.
Veio o dia seguinte e então todas as crianças puderam procurar os ovos de páscoa pela casa e tiveram como companhia o lindo coelhinho de olhos cor de rosa.
A tradição estava salva!
Para retratar a força de uma tradição eu quis enfeitar com palavras amenas e um leve toque de gracejo, pois o que importa nesta vida, mesmo que não aceite certas coisas, é o respeito pelas coisas alheias, respeito pelas tradições, pelas crenças dos outros. Façamos o melhor para convivermos em paz, isso é o mais importante.
Uma linda Páscoa a todos e que o espírito da fertilidade, do compartilhamento e do amor esteja sempre presente.
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: Um Conto de Páscoa (Especial de Páscoa) | Turma da Mônica
https://www.youtube.com/watch?time_continue=30&v=1PT0f4bkzzI

domingo, 25 de fevereiro de 2018

[Súmula de Domingo] A Vida é Boa e Bela – Ana Cristina da Costa


           Às vezes gostaria de fugir ao tema crítico, gostaria de só falar em amor.

Estaria eu sentada debaixo de uma árvore, meu corpo recostado em seu tronco forte, meus olhos postos na longínqua paisagem verdejante, seria eu um ser em ascensão. Uma leve brisa sopraria na face trazendo lembranças e essas provocariam suspiros. Depois do lauto descanso retornaria à casa confortável, andaria em calçadas niveladas ornadas de sombras verdes, logo ao lado veria os carros deslizando no asfalto perfeito e todos obedeceriam aos sinais. À frente eu veria crianças brincando e seus pais sentados nos bancos conversando despreocupados, olhariam o futuro do país, pois não haveria perigo algum, nenhum assalto, nenhum atropelamento, nenhum projétil perdido, nada.

Bem que eu gostaria que esse mundo perfeito estivesse aqui ao alcance de todos e eu não precisasse falar sobre o poder de destruição do ser humano. Eu não precisasse dizer que nossas memórias, nosso acervo histórico está sendo destruindo, virando pó e que as pessoas dessas terras estão igualmente sendo dizimadas, que não haverá crianças descendentes nem velhos com suas histórias, por simples vontade de alguns.

Tudo se resume na vontade. Para Schopenhauer – “Vontade é definida como uma força cega, eterna, irracional, indestrutível e insaciável que se mostra sempre presente e atuante em todos os elementos da natureza...”

Claro que vontade em filosofia tem uma outra nota, mas que essa cabe muito bem para definirmos o momento pelo qual passa o mundo. Eu não entendo, não entendo as cordialidades, as gentilezas, as amabilidades e respeito com o próximos terem sumido, simplesmente evaporado da face da terra. Mas mesmo sem entender não vou sucumbir ao desmazelo, tentarei até o fim dos meus dias restaurar a sociedade e a tornar humanizada e menos mecanizada.

Às vezes aquela visão de bem-estar que relatei no início faz falta, digo isso porque os dias são tão frenéticos que esquecemos, eles existem.

Existem numa Europa sendo igualmente maculada em atentados e desgovernos, numa América, machucada por atentados e um governante desgovernado, numa África vivendo os paralelos da riqueza com a miséria e em terras latinas assalariadas. Existem em todas elas onde quer que esteja. Crie o seu paraíso, o seu momento, porque a vida é assim, feita de momentos, alguns são esquecíveis e outros, ah! Outros são tão belos que...

Sejamos conscientes de toda a realidade que nos cerca, mas que elas não consigam sobrepor aos nossos sonhos.

Hoje eu indico um filme fabuloso e quero inovar, vou indicar também uma linda música, porque “recordar é viver”, alegre o seu dia, um bom domingo a todos!

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google.
Indicação de filme: Um homem chamado Ove
https://www.youtube.com/watch?v=VFSXzg1OwhE
Indicação de música: https://www.youtube.com/watch?v=Q_o3BWSOP6M
O imortal Elvis Presley – I Remember you



domingo, 24 de dezembro de 2017

[Súmula de Domingo] Todas as Luzes de Natal – Ana Cristina da Costa


 É Natal, hoje às 24h00min uma boa parte do mundo estará comemorando o Natal.
Além das famílias na expectativa de folgarem, de se reunirem com parentes e amigos, de viajarem e promoverem a troca de presentes, de fazerem planos para uma vida melhor, o segmento comercial também aguardou avidamente, por estes dias encantadores visando enormes ganhos nas vendas de qualquer coisa, porque qualquer coisa se vende na época do Natal. Muitas ficam encantadas e acabam comprando, satisfazendo o cérebro em sua mensagem de satisfação.

As luzes brilham em profusão, há brilhos nas árvores, nos prédios, nas vitrines e nos olhos de quem acredita nesta magia, e naqueles que escrevem cartas a um velhinho imaginário. Acreditam e usam as crianças para que o sonho seja realizado. E não há mal nenhum nisso.

Há luzes por cima da cabeça das pessoas e essas são chamadas de esperança. Elas são multicoloridas assim como seus anseios.

O Natal tem o poder de nos remeter ao conforto, ao interior da fé, ao útero dos sentimentos puros, os mais profundos. Somos ladeados pela caridade, pela solidariedade e principalmente pelo amor.

Há milhões de cores piscando, há outros tantos milhões sendo gastos com presentes tão caros, e sabem-se lá quantos números de gente contando migalhas. Enfim, a vida segue o seu curso cruel da dualidade.

Algumas luzes se apagam por conveniência e outras tantas só acendem para poucos.
Afinal Natal quem te inventou? Acalmem-se! Sei de todos os discursos religiosos, a retórica é outra.

Desejo que todos que puderem, tenham um Natal tranquilo e que possam nestes momentos festivos apenas amarem, é isso, o mundo tem necessidade de amor!!!
Feliz Natal!!!
Ana Cristina da Costa
Indicação de filme, (amo filmes sobre o Natal e este já assisti mais de uma vez, é lindo): https://www.youtube.com/watch?v=Y2R_HBGfqpw



domingo, 26 de novembro de 2017

[Súmula de Domingo] Quanto vale dizer as boas palavras? – Ana Cristina da Costa

Se um poema é declamado e a música de fundo é a mais bela melodia, se ele é lido com total profusão e seus sentimentos se entrelaçam, se ele é lido no mais absoluto silencio e o seu olhar de soslaio olha para si mesmo, se ele te faz ir sem as malas, sem amarras aos mais inóspitos lugares do íntimo então ele é um caro poema, as palavras nele contidas são as mais sagradas.
Ele não tem um preço absoluto, ele tem os mais raros tesouros.
Quando as palavras são profundas e elas entram sem pedir licença, então não há pagamento só endividamento. Quando elas dizem –

“Te amo
simplesmente porque te amo
eu mesmo não sei porque te amo…” [ Pablo Neruda ],

Então só há uma saída pagar o preço do amor.
Quanto vale as boas palavras ditas no momento oportuno, quanto vale os conselhos e os consolos dos amigos e aquelas guardadas no âmago da alma que foram recebidas pelos sábios encrustados em nossas vidas? Quanto vale os velhos ditados e quanto vale a companhia dos anciãos?
Pensando em boas palavras que tal dizer, eu te amo, perdão, desculpe-me, por favor, e buscar outras tantas amabilidades que sustentam uma sociedade? Que tal uma explosões de coisas boas? Eu aguardo uma fagulha desta excelente ação, depois dê a cada uma delas o devido valor, um forte abraço!!!
Ana Cristina da Costa.
Imagem extraída do Google.
Indicação de filme: O Reencontro - Netflix









domingo, 5 de novembro de 2017

[Súmula de Domingo] - Ainda dá tempo – Ana Cristina da Costa



Apesar de pensarmos que não há saída, apesar de estarmos no olho do furacão e pensar que ele vai levar até nossa alma, acontecem os milagres e de onde eles vêm? Porque não esperamos por eles? Porque essa prática em pensar que nada vai mudar para melhor?
Porque somos humanos, porque somos movidos pelos exemplos e pelo que vemos e ouvimos dos outros ao longo da vida, então resta-nos mudar um pouco o pensamento e as ações, sairmos da mesmice da incredulidade e darmos o primeiro passo, porque somos humanos e podemos caminhar.
Tudo na sua vida só muda quando você se propõe a dar o primeiro passo, do contrário só há o marasmo.
Estou presenciando essa mudança em pessoas muito próximas, que decidiram mudar suas vidas e está funcionando e eu tenho muito orgulho delas. Elas me tocam profundamente com seus exemplos, suas garras e eu, só posso segui-las porque ainda dá tempo de mudar, não importa a idade, não importa o que você fez e o que deixou de fazer, ainda dá tempo.
Eu vi essas pessoas no fundo do poço, eu estive com elas também, agora estamos todos segurando a corda e não soltaremos jamais porque um dia veremos o lado de fora, pois ainda dá tempo.
Aproveite então este momento, que seja ele o último dos seus erros, que seja ele o limiar entre uma vida e outra, que seja ele o freio do descarrilamento e que seja ele o desvendar de um novo horizonte, eu acredito, ainda dá tempo.
Um bom domingo a todos uma excelente prova e rumo á uma nova vida, ainda dá tempo.
Ana Cristina da Costa.
Imagem extraída do Google.
Dica de filmes:
WALT antes do Mickey
O Homem que viu o infinito




domingo, 15 de outubro de 2017

[Súmula de Domingo] À Dois!!!! – Ana Cristina da Costa

Primeiramente eu sugiro que entendam o significado da titularidade à dois. Confere um conjunto de atividades e ações comuns à duas pessoas as quais compactuam os mesmos gostos, ao menos alguns deles, que riem das mesmas graças, comem os mesmos sabores de pizzas, dançam as mesmas músicas, têm amigos comuns e ou se diferem em tudo, mas são unidos pelo magnetismo da empatia, ou seja, lá pelo que for, que o destino explique simplesmente esta união improvável.

À dois, no início podemos redefinir por UM, pois a vontade de ficarem juntos é latente nesta primeira fase, ela ultrapassa qualquer fórmula matemática que a tente explicar, onde vemos um, vemos também o outro. Os amigos e parentes não cabem mais em suas vidas, pois só há um, um casal, uma vontade, um amor.

À medida que o tempo vai passando, quando os corpos já estão descobertos e quando a problemática do cotidiano aparece, os dois buscam a individualidade, porque a fase da fissura já passou.

Surge o comum, o igual, o vazio, surgem os desencontros, os desinteresses, as decepções, porque somos humanos em busca de sempre novidades, porque a vida já não é suficiente no cotidiano.

À dois passa a ser à muitos, já não se bastam um ao outro e precisam de complementos, de cenas de ciúmes apimentando e despertando um para o outro e mostrando que aquele ser é o seu objeto de desejo, ainda, mas que não o é para os outros.

Vem então o casamento porque o amor provou que é capaz de segurar a barra de todas as dificuldades, escolhem dividir e somar e multiplicar.

Vem as tarefas, as domésticas, os compromissos extras, os almoços com a família e em família, as diferenças são apresentadas, alguns desgostos, uns desacordos, mas em nome da instituição perdoa-se e esquece-se todas as coisas.

Vem os filhos e estes roubam os momentos à dois, por muitos e muitos dias e anos. Mas são eles a representação da união dos dois, que se intitularam amar-se para sempre até que a morte os separasse.

Então a mãe que tem em sua constituição felina, algo que não se explica em um texto, vai se fechando para o mundo e estica os seus braços protegendo sua cria de todas as intempéries, pois está exacerbado nela o extinto e a obrigação da perpetuação da espécie. O macho da relação passa a ser uma ameaça à essa proteção e involuntariamente, a mãe afasta a cria do pai e concomitantemente vai junto a ela e se protegendo, ambos dão vazão a um código que só pertence a eles.

Os filhos crescem e não precisa dizer que seus afins são procurados como a um desejo desenfreado, macho e fêmea crescidos se ajuntam às suas tribos e se enlaçam, assim como o fizeram os seus provedores de vida, os pais. Eles se vão, nos mesmos caminhos dos pais, assim como manda a tradição da espécie, juntam-se com o outro, o par e vão viver suas vidas, à dois, a três ou mais, porque a espécie se perpetua e porque não, evolui também.

“Levarei uma alma salpicada de impressões, de leveza por ter participado deste mundo chamado mundo e levarei as lições, as muitas lições que aprendi.” Por – Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pinterest.
Sugestão de filmes românticos;
http://www.cineseries.com.br/listas/os-100-melhores-filmes-romanticos-dos-ultimos-25-anos/

domingo, 17 de setembro de 2017

[Súmula de Domingo] Lições!!! – Ana Cristina da Costa


O que aprendemos na vida?
De quem aprendemos na vida?
O que levamos da vida?

Incrível o quanto aprendemos, incrível que mesmo face o andar da idade, continuamos aprendendo. Não, não estou sendo preconceituosa, nem depreciativa, digo que às vezes pensamos, não temos como aprender mais nada, o que havia de ser, já foi, agora é só não mais errar. Mas espere um pouco, como vamos aprender se não cometermos erros? Como iremos discernir o certo do errado, se não tivermos o errado, o que é o errado? Então neste impasse, neste momento questionador, nos remetemos à todas as coisas que fizemos, a todas que não deram certo e a todas que geraram frutos e benfeitorias. Neste balanço te garanto que ficará aturdido e verá que a balança ficará um tanto quanto equilibrada.
De quem aprendemos é o melhor de todos, pois não sabemos quem poderá fazê-lo até que surja uma conversa informal, não marcada, não calculada, um momentinho de bate-papo e aí, descobrimos que aquela pessoa antes só uma pessoa que lhe sorria, que lhe olhava, tinha tanto a lhe dizer. Hoje ouvi uns conselhos, umas histórias, fiquei encantada com a possibilidade de ainda poder aprender.
O que levarei daqui? Levarei uma alma salpicada de impressões, de leveza por ter participado deste mundo chamado mundo e levarei as lições, as muitas lições que aprendi.
Neste dia em comemoração ao Dia Mundial da Compreensão, pensemos um pouco o quanto ainda poderemos aprender com as pessoas à nossa volta, tolerância ao que foge o seu habitual te dará uma carga positiva nunca antes imaginada.
Somos pessoas diferentes umas das outras em nossas particularidades, não se engane com a perfeição, na verdade o que queremos é que não haja nada fugindo ao que pensamos ser o certo, ao que pensamos ser o ideal.
Queremos um paraíso ainda não criado, enquanto isso não acontece, vamos respeitar os limites de todos.
Ana Cristina da Costa.
Sugestão de filme: Uma lição de Vida - https://www.youtube.com/watch?v=4-Z2aSt93C8

domingo, 13 de agosto de 2017

[Súmula de Domingo] Os Pais – Ana Cristina da Costa

Àqueles que por determinação do destino tornaram-se através de planejamento ou por acaso, por força maior ou que se intitularam dos filhos tortos, dos postiços, dos emprestados, rendo homenagens. Ofereço os meus braços.

Não é fácil sê-lo, seja de que maneira for não é fácil educar um ser para enfrentar o mundo, é uma tarefa muitas vezes árdua.

Hoje se comemora o dia especial, dia daquele que cria que dá amor, que põe para dormir, que se preocupa porque o filho não chegou em casa, porque ele não comeu, porque ele está jogando até tarde da noite e ou está com a namorada no quarto ou quando a menina está com o namorado na varanda ou sai com as amigas para a balada. É dia de fazê-lo entender que é especial não só hoje, mas todos os dias de sua vida.

Hoje o pai, pode ser a mãe, pode ser o irmão, pode ser o amigo, o avô, pode ser qualquer um que o intitule que seja o seu pai, se não tiver o seu, se ele não estiver ao seu lado ou se você for filho de uma família pra lá de especial. O importante é que hoje é dia de comemoração ao amor, amor à vida, amor à união.

Sei que existem os paizinhos, os paizões, os superpais e outros tantos megas, hiper’s e gigantescos pais, mas lembre-se que pai pode ser aquele que está ao seu lado sempre e se um dia puder ser, que seja o melhor.
Um excelente domingo a todas as famílias!!!!!
Ana Cristina da Costa.

Indicação de filmes:
http://claudia.abril.com.br/sua-vida/12-filmes-sobre-a-relacao-entre-pai-e-filho/
http://delas.ig.com.br/filhos/2013-01-31/filmes-sobre-pais-e-filhos.html



domingo, 9 de julho de 2017

[Súmula de Domingo] Agasalho – Ana Cristina da Costa

Aqueçam-se com cobertores felpudos, com suas meias de lã, suas luvas de pelica e com suas botas de couro ¾.

Deite-se em camas cobertas com suas colchas em matelassê, cubram seus corpos com os pijamas mais grossos não se esquecendo das cabeças, nelas ponham toucas tricotadas com as mais puras lãs.

Pousem em ambientes aquecidos por lareiras ou ar condicionados, de quebra peçam pratos requintados de louça abarcando uma bela sopa de inverno. E em canecas de igual material que venham os líquidos quentes, leites ferventes acobertando os chocolates puros e ou os destilados finos e ou os fermentados caros, que eles aqueçam até a alma, será?

Do que adianta ter todo este aparato a nos aquecermos se não temos o ingrediente mais importante a nos aquecer a alma, os pensamentos, os momentos e este ser chamado de amor? De que adianta deitarmos em cama quente de fibras se não temos o calor do corpo do outro? De que adianta mil casacos se não temos o calor de um abraço?

Neste inverno as propagandas aquecem as chamadas para a doação de agasalhos e alimentos, façam, mudem-se de um estado a outro, façam a primeira ação doando-se ao outro e isso sim aquecerá sua alma.

Todos os anos saem as estimativas de mortes causadas pela exposição direta ao frio, outras tantas por doenças causadas em consequência dele. Segundo estudos, o frio mata 20 vezes mais pessoas do que o calor.

Não estamos preparados para as mudanças climáticas bruscas e drásticas, então convivemos todos os anos com os mesmos problemas. A falta de alimentação é um agravante também, com a alta dos preços e a estagnação nos salários sem contar com o desemprego, contribui para a fome, deixando vulnerável o corpo que precisa de calor provindo dos alimentos.

Mais e mais há um aumento de voluntários que saem nas noites distribuindo sopas e roupas aos moradores de rua, sem contar com os segmentos religiosos que intensificam as campanhas inclusive enviando para outras partes do país suas contribuições.

Sabemos que toda ação requer continuidade, então vamos mexam-se, juntem-se aos solidários e façamos um mundo aquecido de calor humano.

Não se esqueçam também que ficar parados só piora a situação então mexam-se, façam caminhadas e corridas e em casa a faxina é o melhor dos remédios além de esquentar ainda distrai a atenção do frio.

O coração tem necessidades que a carne desconhece, ele quer amor e carinho e são esses que amenizam a falta do agasalho, pensem nisso.
Um domingo cheio de amor a todos vocês, beijão!!!!

Fonte de pesquisa; https://climatologiageografica.com/frio-ou-calor-afinal-o-que-mata-mais/
https://trilhaserumos.com.br/dicas-roteiros/dicas_de_uso/consideracoes-sobre-o-frio/
Indicação de filme: A Tempestade do Século https://www.youtube.com/watch?v=I0OFJuqILa8
Site da imagem: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/06/evento-reune-roupas-para-moradores-de-rua-neste-sabado-em-porto-alegre.html
Unidades de atendimento do governo: http://mds.gov.br/assuntos/assistencia-social/unidades-de-atendimento





domingo, 14 de maio de 2017

[Súmula de Domingo] Mãe, De Amor e Paixão!!!- Ana Cristina da Costa

Vou falar de amor, mas também de paixão.

É claro que fazem a separação dos sentidos, dos sentimentos, afinal, quantas e quantas vezes nos apaixonamos na vida? E quantos são os alvos do nosso maior sentimento chamado amor?

Bem embora façam a distinção eu aqui vou na contramão, na via que atesta o paralelo e vou dizer porquê.

O que é o amor senão o nascido de uma paixão?

Quando nos colocamos mediante o objeto querido, desejado seja ele o próprio objeto no sentido real, nós o almejamos de uma forma tão profunda, tão eloquente que quando estamos próximos, de posse e de fato, nós o amamos.

E quando este objeto do desejo é uma pessoa, quando sentimos saudades da voz, da presença, quando nossos pensamentos são todos para ela, quando não conseguimos enxergar nossa vida sem ela? É paixão ou amor? Você pode me dizer que se for um parceiro, é paixão, se disser que é um irmão, um amigo, parente, e filho então, dirá que é amor com certeza.

Posso dizer que o amor é um labirinto onde cruzamos a todo tempo com as diferenças que há na pessoa amada, muitas vezes nos encontramos até conosco neste caminho tortuoso da vida e aí nos vemos em nossas ações ao lado do outro, nos vemos ridículos e nos punimos por isso, por tê-la feito sofrer tanto a custa de nossas vontades e exasperações.

Mas tomamos como advogado de defesa o pobre e indefeso amor, aquele que foi intitulado e criado para somente fazer o bem, jogar pétalas de flores e esboçar sorrisos.

Ele é o amor com sua mala cheia de coisinhas, detalhezinhos que o conferem o título do senhor apaziguador de todas as relações. O que consegue fazer perdoar e conviver por dias à fio, um ao lado do outro.

Já a pobre paixão alvo de tantas e tantas discussões, a culpada de causar uma forte atração e ou uma traição, - ah! Era só paixão, amor é daquele que está sempre ao lado da pessoa, do companheiro.

Sou a favor dos sentimentos, todos aqueles que trazem uma satisfação. A paixão embora crucificada, é um sentimento intrínseco do ser humano, pois somos volúveis por natureza, interesseiros por natureza e nunca estamos satisfeitos com nada para a vida inteira, basta um deslize da felicidade para que as portas se abram por completo à paixão. Sua efemeridade não lhe expulsa do paraíso, apenas lhe confere o título de elixir da juventude.

O amor, este velho senhor, o certinho, comedido e comportado sentimento capaz de comparecer à todas as instancias da sociedade, tem sua livre passagem, pois não ridiculariza ninguém.

Que dirá do amor de mãe e filho, filho e mãe, este incomensurável sentimento, este ardor a mola propulsora da humanidade, é o maior dos sentimentos, o mais puro e duradouro.

Por conta dele, o amor, é que neste domingo muitas pessoas independentemente de sua condição familiar, comemorará O Dia das Mães, porque mãe como disse há pouco, mãe é um ser ao qual podemos imputar amor e paixão e porque não?

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google.
Trailer do filme: Um dia de mãe
https://www.youtube.com/watch?v=vsXrjOr0iAI



domingo, 16 de abril de 2017

[Súmula de Domingo] Páscoa – Passagem e Libertação – Ana Cristina da Costa


Salve, salve a páscoa!!! – do hebraico pesah, para o grego, passagem.

1. “A Páscoa no Primeiro ou Antigo Testamento tem a finalidade de celebrar a passagem do Senhor Deus, que libertou o povo de Israel da escravidão do Egito. No seu aspecto histórico a Páscoa no AT é a festa que faz a memória da passagem de Deus no Egito para a libertação do povo. (Ex 12)
2. No aspecto agrícola anteriormente era a celebração do início da primavera, no primeiro mês da colheita da cevada, e que Israel adaptou, para a celebração da Páscoa, onde faziam pães sem fermento, conforme está em DT 16,3.” http://www.abiblia.org/ver.php?id=6588

Permeando entre os significados da páscoa, eles diferem pouco nas instâncias religiosas, salvo um detalhe ou outro em complementação, mas nada que os separe ou lhes dê um lugar em separado dos outros. O mesmo acontece com os símbolos e achei muito interessante pois cada um puxou a sardinha para a sua mesa ou melhor o peixe, a colomba pascal, o coelho, os ovos, o pão sem fermento, o cordeiro, o sino, a grande vela (círio pascal), o ramo da palmeira, o girassol, o pão e o vinho a quaresma e os óleos santos.
Símbolos à parte as datas religiosas são sempre o galardão comercial, são dias representativos, em que se comemoram dias depois os donos dos negócios, os bolsos cheios de moedas. Os fabricantes de ovos de chocolate, abrem suas minas de ouro e distribuem o rico alimento, o que não podemos deixar de enfatizar, diga-se de passagem, é muito gostoso, e fazem a festa das crianças, jovens e adultos, ou seja, tirando um outro que não gosta da iguaria, ficamos todos encapsulados de néctar negro. Um manjar dos deuses.
Partindo da representatividade religiosa, a páscoa é um acontecimento em que, embora não seja seguido por algumas poucas religiões, confere aos fiéis momentos de pura reflexão. Ficam a maioria, entronizados no sofrimento de Jesus e toda a sua trajetória até a libertação do corpo e da alma, na ressurreição. Agora é uma pena que este sentimento não perdure e ou não atinja a todos da face da terra. A compaixão e amor ao próximo deveriam ser movimentos para a vida toda.

Vivemos momentos de muita tensão no mundo e uma incerteza que põe a todos num mesmo barco, somos a ponta do iceberg, manipulados, vivendo sob os decretos dos soberanos. Então nunca necessitamos tanto de uma páscoa em nossas vidas e de um mártir como Jesus exemplificando com seus ensinamentos de amor.
Salvem-nos de toda a infelicidade e miséria, pois se resolverem, os comandantes das nações, que suas vontades são supremas, não restará nem mesmo um só ovo para contar a história.
Eu quero o meu coelho e toda a paz reinando na terra, quero andar e viajar por aí sem pagar pedágio nos grandes portões das cidades santas, e infelizmente o preço, hoje é a própria morte.

Desejo um domingo perfeito de páscoa a todos vós!!!
Paz, Shalom, Heiwa, Fridur, Peace, Rukun, ..........
Dica de filmes sobre a páscoa - http://www.semprefamilia.com.br/10-filmes-para-assistir-com-a-familia-na-pascoa/

Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google