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domingo, 28 de julho de 2019

[Súmula de Domingo] Agricultores - Nossos Heróis – Ana Costa



Hoje é dia do Agricultor e eles são os nossos heróis, mas  o que vamos comemorar?
Bem se andarmos na contramão da desinformação está tudo bem obrigado, pois em um país cuja população tem fartura alimentar, sim devemos comemorar....
A terra é fértil sim senhor, nisso não há controvérsia, também é verdade que alguns preferem o asfalto, mas nenhuma das assertivas isenta àqueles destinados a promoção do crescimento alimentar no país de implantarem políticas públicas de incentivo.
Também é certo que aceitamos e aplicamos tecnologias a fim de diminuir os impactos no solo assim como o fazem pelo Plantio Direto, neste procuram ao máximo seguir à risca as normas impostas, aumentando significativamente a produção de alimentos.
A prática de plantio em qualquer pedacinho de terra, esta não é de agora e não se fala tanto quanto a 40 anos atrás que quando nas escolas a mesma era dita e incentivada como disciplina, não venho aqui dizer de partidos nem tão pouco de aplicabilidade no ensino e sim dizer que aprendemos aquilo que nos é ensinado. Quando colocamos uma semente no algodão molhado e esperamos ansiosamente que ela solte sua primeira folhinha, ah! Esta é uma sensação incrível é como se naquele momento nos sentíssemos um pouco deuses, eu aprendi assim.
Falar de agricultura não é claro, falar de plantio doméstico, ela é muito mais ampla e envolve muito mais que só um chumaço de algodão, mas que este último nos dá a noção de que se plantando dá, também nos remete ao pensamento de que tem alguém plantando para que eu tenha o que comer.
Sempre fui e serei uma envolvida e vibradora daqueles que plantam, daqueles que queimam sua tez ao sol, daqueles cujas mãos são um só calo, dos que deixam a vida urbana com seu cheiro de combustível aliado ao da gordura do pastel frito na calçada, dos que enviam os filhos às universidades para que voltem e apliquem no solo sua sabedoria e eles mesmos, os que ficaram apenas tem a da vida. Aliam-se os conhecimentos, trabalham o solo, fazem comida e trazem para nós que ficamos aqui assistindo série, abrindo a geladeira a fim de pegarmos uma fruta e por muitas vezes temos preguiça até de fazê-lo.
Você acha que o nosso país já é um território que teve a fome erradicada?
Para comemorar este dia que poderiam ser todos vou fazer uma coisa bem diferente, deixarei uma receita de guisado, hummm, adoro um guisado, sabe o que é? É um ensopado, um prato onde temos verduras cortadinhas em cubos e uma carne também cortadinha, pode ser carne bovina, ave ou peixe. Aproveite a receita e faça neste domingo, bom almoço a você!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Google
Indicação de Filme: Julie & Julia, um filme que fala sobre culinária, casando com o tema de hoje. http://www.adorocinema.com/filmes/filme-132302/


domingo, 12 de maio de 2019

[Súmula de Domingo] Criar, Criaturas – Ana Costa.


De repente nos deparamos com a vida imperfeita!
Passamos boa parte dela pensando as coisas são perfeitas! Aí as vemos de perto, o que antes endeusávamos se mostra tão cheio de remendos.
Isso causa-nos uma profusão de sentimentos, liquidificamos momentos e palavras em um só instante, decepção e desterro.
A falta de divindade não está somente nos objetos, está em igual proporção nas pessoas, elas são tão diversificadamente iniguais, essa é a perfeição da criação. Esta nuance por certo é aquilo que nos atrai uns aos outros, seria um tanto quando perverso nos relacionarmos com outros, cópias de nós mesmos, um viva a tudo aquilo que é diferente e imperfeito.
Hoje vou falar de um ser que na maioria das vezes, das casas, o chamam de Perfeito. Este ser leva majestosamente o status quo de MÃE.
Bem a mim é fácil dizer, por mais que se discutam e incluam nos compêndios enciclopédicos as diversas formas e gêneros associados, mãe por natureza e fato é aquela dá a luz. É só a palavra para aquele que pari, põe no mundo. Mas se a pusermos nos termos instintivos e animal e esta corresponder a todas as expectativas, então a chamamos de Mãe.
No quesito paritário, encaixo-me muito bem, pois sou mãe de três belas criaturas, onde a natureza foi generosa em inteligência, beleza e caráter, meus filhos. Mas quanto ao que diz respeito à outros itens da lista classificatória, falhei. Falhei muito e muitas vezes, vi isso muito tempo depois, muito depois. Foi aí que, percebi a imperfeição de um ser que a maioria das pessoas no mundo inteiro, endeusam, eu me vi.
Hoje estou aqui para falar destes seres chamados Mulheres, máquinas perfeitas de gente, afinal de onde mais saem pessoas senão de um ventre?
Há um terreno bem delicado do qual não sei quase nada, chamado ciência, esta em constante desenvolvimento, talvez um dia não tenha preocupação com o extermínio da humanidade, pois bastarão alguns cientistas em ambientes perfeitos para esculpirem em série, gente, talvez. Com essa atitude por certo eles terão tempo suficiente e dados para produzirem a perfeição, do contrário, estamos sujeitos à genética, ao ambiente e à fatores diversos nos detalhando e classificando, somos pessoas.
MÃE, obrigada por ter-me fabricado, felizes são os seus dias!
Por: Ana Costa
Imagem extraída do Pixabay.



domingo, 7 de abril de 2019

[Súmula de Domingo] Os Círculos – Ana Cristina da Costa


Já percebeu que a maioria das coisas no mundo obedecem a uma forma circular, até mesmo algumas frases? Um clichê – “Nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio”.
Será que a forma redonda, por morarmos em uma casa bola, por termos um satélite e seus vizinhos planetas da mesma forma é apenas uma maneira do cérebro reconhecer as coisas por termos olhos igualmente redondinhos? Se eles fossem quadrados veríamos as coisas quadradas? Sei que estou divagando um pouco, mas algumas coisas no mundo nos intrigam e por que não discursar sobre elas?
Todos os dias pela manhã, eu desço uma serra para ir trabalhar e ao apontar no final da rua vejo o céu e o sol com suas pinceladas de nuvens acinzentadas noutras vezes está sozinho e brilhante cumprindo a missão de ser belo aos nossos olhos. Essa reflexão matinal confere a mim um abastecimento energético, me faz crer em um mundo ainda bom.
Por vezes somos acometidos de assalto, nos tomam a paz, a fé e a vontade, mas no dia seguinte algumas peças do tabuleiro se mexem a nosso favor e tal como o rei, inferimos o cheque mate naqueles roubadores do sossego.
Divagações à parte a vida é esse emaranhado de acontecimentos bons e ruins. Vivemos numa esfera, onde há uma fábrica de belezas, onde os humanos tentam a todo custo entender a natureza, fazemos parte dela, mas sabemos tão pouco. Sofremos as influências cósmicas, as ações do tempo e a todo o momento temos respostas para os questionamentos, apenas somos incapazes de ler a linguagem refinada da natureza.
Há uma ação centrípeta no meio de tudo isso, onde a reciclagem será eterna, onde a terra não liga, nem sabe dos dados do calendário, ela sabe apenas que precisa sobreviver como organismo, combatendo as chagas deixadas pelo homem.
Hoje eu sugiro que se levante, mesmo que sua cara esteja inchada de chorar e apenas olhe o céu. Divague, faça as suas perguntas e mesmo que as respostas não venham de imediato, ao menos conseguiu dar um giro de 180◦.
Desejo a vocês uma semana inenarravelmente bela e redonda.
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay





domingo, 3 de março de 2019

[Súmula de Domingo] É Domingo de Carnaval! – Ana Cristina da Costa



É Carnaval e as avenidas estão tomadas de gente a pé misturadas aos carros, é proibido buzinar para não espantar a alegria fantasiosa das pessoas festeiras. É proibido igualmente ficar alheio a toda essa fartura carnal. É proibido não querer. Sorria mesmo que o sorriso tenha prazo de validade, mesmo que lá no fundo a sua festa seja superficial, momentânea, não tenha medo da vida, ela é assim, poucos são os momentos ditos reais, na maioria das vezes são as efemeridades que nos conferem a felicidade.
São dias de festa, quatro ou mais, depende da região, quando a cara feia é somente a estampa na máscara, é humanamente proibido o azedume ou a falta de espírito carnavalesco.
É Carnaval, poucas pessoas estão dispostas a fugir das festividades da época e em contrapartida investir em intelectualidade, aproveitando esse tempo também para estudar, para colocar as coisas em ordem.  Ler aquele livro esquecido num canto qualquer, marcado com promessas de um dia, é uma ótima pedida. Organizar as gavetas separando o que não mais se quer, pensando no outro que mal sabe o que é Carnaval, aguça o espirito de solidariedade, você se torna uma pessoa melhor.
 Para a maioria, fala mais alto o apelo da carne, a diversão ou o afundamento em baldes de cachaça, pois a inocente bebida resolverá todos os problemas criados ao longo do ano, fosse qual fossem eles e suas naturezas. São elas, as bebidas, também o elixir que impulsionam os mecanismos adormecidos no ser humano e que levam toda a culpa nos dias festivos. Os exageros tornam-se prática. Por mais que as campanhas de prevenção contra doenças estejam à disposição, quando se quer fugir das convenções, chutamos o balde, o pau da barraca e mergulhamos no insano. Depois, é depois.
Na festa nem sempre há os desastrosos relacionamentos, alguns até tornam-se eternos, fazem nascer naquelas pessoas o melhor que elas possuem. O amor que era apenas promessa, torna-se o carro alegórico da eternidade.
Que bom existem os refúgios, os retiros, os iguais que tão somente querem e permitem-se o aparte. Os seres refugiados deleitam-se em cenários deslumbrantes que o mundo os oferece. Eles vão sozinhos, em bando, em família, carregam barracas, comida, crianças e a promessa de dias saudáveis.
O Brasil é um país cujas opções paradisíacas não deixam a desejar, sua fauna e flora ainda deslumbram olhos alheios às nossas terras e embora muitos ainda pensem que somos meros selvagens e somos quando nos colocamos mediante o quadro das belezas, nos comportamos civilizadamente quais crianças mediante cachoeiras, descampados e brincamos igualmente, como se o tempo retrocedesse.
Por essas iguarias naturais, pelo poder de estarmos nesses lugares é que amamos o Carnaval, também.
Se você é um adepto da festa chamada Carnaval, brinque, solte os seus bichos, liberte-os da prisão que é a rotina, grite-os ao mundo, pois outra só o ano que vem.
Um forte abraço a todos, um bom Carnaval!
Por: Ana Cristina da Costa.
Imagem extraída do Pixabay
 Sugestão de música para relaxar: https://www.youtube.com/watch?v=D4BZshNWJMc



domingo, 17 de fevereiro de 2019

[Súmula de Domingo] A Arte – Ana Cristina da Costa



A arte de cada dia!
Arte, o que é?
Viver da arte, com é?
Quando falamos de arte, o que lhe vem à mente?
O que pensa que é?
Você Já deve ter ouvido falar na palavra artesanato? Ela define tudo aquilo que podemos confeccionar manualmente, em casa, em família. Uma fabricação solo.
Há muitas nomenclaturas, alguns manuais e regras, mas tudo se resume em fazer com as próprias mãos.
Posso dizer que produzir arte, é uma terapia. É um esvaziamento de algo infinitamente interminável. É a viagem literal a outro mundo, é transcender sem denotações, pois o sentimento é único e fluído, o que ficam, são as impressões descritas no papel, nas pinceladas das telas, nas costuras dos tecidos, nos doces postos à mesa, são todos eles, os dizeres, os significados.
Arte é uma ferramenta que poucos sabem usar, é um bálsamo aos enfermos da alma que se debruçam nela esperando a cura, mas encontram as ideias enlouquecidas, extraindo de si o desassossego, neste, nasce a inquietude, lugar onde moram os artistas.
Falar que o artista vive de arte é algo impensável. Criador e criatura estão intrinsecamente ligados, condenados à eternidade.
Houve o Movimento da Semana da Arte Moderna, no Brasil em 1922, estamos terminando as comemorações desta semana e em sua homenagem, àqueles que lá estiveram expondo suas ideias, participando dos momentos que contribuiriam para a revolução da arte, que quebraria tabus e correntes, que cutucariam classes fortes da sociedade paulistana, presto minhas palavras poucas. Poucas por quê?   Porque sou uma mera espectadora daqueles cujos talentos emprestam a mim meros momentos de relaxamento, onde posso fazer e dizer que sou.
Há um cenário e nele o ser habita em sua criação.
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: 05 filmes sobre artes.


domingo, 30 de dezembro de 2018

[Súmula de Domingo] Uma Jornada – Ana Cristina da Costa


A xícara deitou a porcelana no mármore frio, um fio de café escorria por cima da moça de lacinho vermelho. Já era manhãzinha e o sol nem dava sinais de aparecer é que a chuva não dava tréguas. Até os bichos que ouvindo um ruído na cozinha logo se assanhavam pedindo comida, ressonavam em suas camas quentinhas.

O café foi passado com esmero no saco já escuro de tinta e repousa na caneca onde em seu interior abriga a marca d’água da fervedura.

A moça acordou, despertou para o dia especial, era hora de checar a mala, a fim de ver ser não faltava nada ou até mesmo se haviam coisas em demasia. A bolsa a tira colo, acondicionava os pertences mais importantes, dentre eles, a passagem, esta descrevia tudo o que o motorista precisava saber.

A hora da saída da casa trouxe um friozinho na barriga fazendo par com os pés frios, a pressão baixara, tudo normal, sintomas recorrentes da ansiedade.

No local do embarque as pessoas chegavam com suas malas e seus saquinhos de supermercado recheados de guloseimas ou até mesmo eles faziam as vezes das malas, já que a distância entre as cidades era muito curta. Uma fila logo se formara em frente ao guichê e a moça de posse de todas as inseguranças, aguardava o ônibus que a levaria ao destino incerto.

O aspecto sujo do local, o desleixo e descompromisso com as pessoas pagadoras da passagens, deu o que pensar naquele momento ímpar.

O ônibus estacionou, as malas foram colocadas uma a uma no compartimento ganhando ares de acomodação, bem como seus selinhos identificadores.

A moça não sabia, mas a viagem transcorreria tranquila, era a sua primeira sozinha, nada sabia do lugar, nem tampouco das pessoas, a única certeza era de um compromisso, um encontro marcado após 40 anos.

A moça da poltrona ao lado lhe ofereceu o ombro e os ouvidos, trocaram palavras, histórias e promessas de um encontro futuro, mais um para que ela pusesse à pauta.

Demorou um bom tempo para que as arestas fossem aparadas, entre idas e vindas, conversas telefônicas, mensagens e fotos, finalmente os olhos dos dois estariam juntos, um olhando o outro seria a fusão de 40 anos em poucos segundos.

O que esperar? Só o destino o arquiteto de todas as vidas poderá responder. Algumas pessoas não concordam com a atitude da moça, ela é um tanto quanto ousada, mas precisava cumprir o seu caminho, dar pontos ao histórico, mesmo que um desses seja um ponto final.

Estamos no ano velho, daqui a dois dias ele não existirá, mas há muitas histórias sendo contadas e dois dias são muitas horas.

As vidas estão no entrelaço, pode ser que nunca mais venham a se separar ou nem mesmo que se esbarrem, quem sabe?

Neste final de ano, desejo a todos os leitores, uma jornada além das promessas, “que tudo se realize no ano em que vai nascer”. Um forte abraço e Feliz Ano Novo.

Por: Ana Cristina da Costa

Imagem extraída do Google

domingo, 2 de dezembro de 2018

[Súmula de Domingo] Gentilezas – Ana Cristina da Costa



Penso que a humanidade não está perdida, ela apenas dorme.
Sabe aquelas práticas que pensávamos estariam escondidas ou até mesmo perdidas no tempo, nos incontáveis bites e bytes? Pois é elas não morreram, nem mesmo estão aposentadas, apenas encobertas pelo o que chamamos de manias tecnológicas.
Nesta semana sabedora de um evento nobre, não pude deixar de relatar a vocês as emoções que tomaram conta de mim, aconteceu em uma das semanas de novembro. Vamos aos fatos.
Minha filha é professora e a turma da qual falarei, tem uma faixa etária entre 13 e 15 anos.
Era o dia anterior ao seu aniversário, então um dos alunos disse que a intenção da turma seria fazer uma festa surpresa, mas como na turma havia pessoas que não poderiam participar das comemorações pelo fato de serem de uma religião onde não é permitido, eles não poderiam esboçar nenhum movimento que levassem a crer que era o aniversário de alguém, de maneira que a solução era uma confraternização. Mediante tal situação, perguntaram se ela não se importaria no que ela aceitou prontamente.
Vocês fazem ideia do significado disso? A mim pareceu uma prova de civilidade, confesso nunca antes vista e por mais incrível, vinda de pessoas ainda em formação, adolescentes. Estou arrepiada até agora. Isso me tocou profundamente.
 No dia do aniversário, lá estavam todos em sala de aula com os quitutes e a nobreza adornando o dia.
Havia uma pessoa, quando eles disseram haver mais de uma, era apenas uma, nessa frase a civilidade se fez presente, a qual recebeu toda essa fineza de caráter dos outros alunos, ela não pode participar de festas por suas convicções religiosas e não foi rechaçada por isso, pelo contrário, recebeu bem mais que a professora no dia do seu aniversário, ganhou o respeito de toda a classe.
E eu, confesso, ganhei essas linhas incríveis.
Necessitamos tanto de heróis, de pessoas que nos impulsione, pois somos parte de uma só corrente, somos os elos que a sustentam, então nada mais justo que se propaguem amor, amizade e respeito.
Em conversa com um amigo ele me disse: - “eu era tão prestativo com as pessoas, agora parece que me perdi”. Pensem nisso e reajam.
Quero agradecer à minha filha por ter partilhado comigo e aos alunos que provaram, a humanidade existe e pode ser vivida com nobreza.
Se você tiver histórias como essa que sirvam de exemplo e quiser compartilhar comigo, fique à vontade. Se não souber como descrevê-la quiser que eu a escreva, pode enviar mensagem, terei um enorme prazer em descrever os acontecimentos. Um forte abraço!
https://www.facebook.com/annacristacosta
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay.
Indicação de filme: Estrelas além do tempo.


domingo, 18 de novembro de 2018

[Súmula de Domingo] Um Super-herói – Ana Cristina da Costa



Foi em 1990 que o povo clamando por um salvador, elegeu o então candidato à presidência, o Fernando Collor de Mello. Eu votei nele também. Vivíamos numa histeria total, quando havíamos perdido o nosso eleito, aquele que acreditávamos faria todas as coisas para consertar o país, Tancredo Neves. Seria ele o salvador, mas as circunstâncias o arrancaram do povo e da vida. Houve uma grande comoção, nunca uma nação havia chorado tanto por um político.

Após o torpor, a população foi acordada pelos feitos e malfeitos do presidente Collor, veio o Impeachment¹. Subimos a rampa, estendemos bandeiras no gramado, pintamos a cara, gritamos, cantamos o hino nacional, limpamos os pulmões, libertamo-nos da utopia.

Ganhamos uma moeda novinha em folha, perdura até hoje. Ela sobe e desce na montanha russa da estabilidade financeira do mundo, mas ainda nos sustenta.

Outros vieram nos mandatos seguintes, conseguimos coisas boas, apesar de termos vistos nossos cofres serem assaltados, explodidos e nossa grana ser levada até em cuecas de políticos sem imaginação.

Por poucos instantes ficamos ricos com o pré-sal, mas é claro que é uma riqueza gradativa, talvez eu não esteja aqui para ver o meu país no patamar dos melhores do mundo, para vê-lo usando todo o seu potencial de exploração em benefício à população, por enquanto ainda vemos pessoas morrendo por falta de comida.

2018, elegemos outro salvador, talvez um super-herói, aquele que nos livrará de todo o estigma deixado pelo PT – Partido dos Trabalhadores, será? Eu já vi esse filme antes e o final não foi nada romântico. Mas vá lá a população apesar de toda a gama de aparelhos inferindo informações, é certo que as falsas têm a sua força apelativa, mas temos fontes confiáveis, mesma assim acreditamos em um único exterminador de todas as mazelas.

Ao contrário de toda a população e acredito que alguns pensem da mesma forma, eu, estou em cima do muro e confesso com muito medo de que ele caia.

Aguardemos os inícios das coisas, quem sabe eu possa descer aplaudir da mesma forma e aclamar o novo governo pelos feitos benéficos à população.

Que tenhamos um super-herói sem capa, sem armas, sem ódio, sem articulações, quem sabe?

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: Day One é uma série de palestras motivacionais.
https://www.youtube.com/channel/UCAV97DtIfx76JzdKDnmjvcw













domingo, 11 de novembro de 2018

[Súmula de Domingo] Sabe de uma coisa? – Ana Cristina da Costa


Ah! Como eu gostaria que algumas coisas continuassem e que fossem lapidadas para que o tempo não as enferrujasse.

Os bons modos e as boas maneiras, a convivência com o outro são sábias regras aprendidas com os ancestrais.

Todos nós gostamos de liberdade todos nós a queremos, mas onde começa a sua senão onde termina a minha? Este marco deve ser respeitado.

Já vai longe o tempo em que na madrugada ouvia-se o coaxar dos sapos, os grilos cantando, o ressonar de alguém, o ônibus último, deixando seu derradeiro passageiro, o chorinho de uma criança que sem a noção do relógio, clamava pelo alimento lácteo e no momento em que o tomava poderíamos ouvir o som do seu silêncio. Ouvia-se a janela sendo fechado, o portão sendo trancado e o último carro entrando na garagem. Ouvia-se muitos sons familiares, aqueles os quais identificávamos a vizinhança. Eram barulhos suportáveis, audíveis, familiares, o que nos promovia uma certa tranquilidade, pois as regras do silêncio eram em sua maioria respeitadas, não porque umas letras postas em papel ditavam a convivência, mas porque éramos poucos e cordatos, outros tempos.

Hoje os valores esses, são meras representações de arcaísmo, não se aplicam no agora, tempos os quais a falta de educação é sinônimo de autoridade.

Ouve-se vídeos nos celulares à altura que for, para que todos interajam com você e riam das mesmas coisas, ouve-se música de todos os gostos sem a preocupação com as letras e se essas firam ou não o psicológico das crianças, compartilham de lixos eletrônicos sem a devida averiguação dos fatos e nisso lá se vai uma notícia falsa e maldosa, enfim, os tempos são outros.

Resta, aos que ainda podem, a fuga para lugares cuja natureza ainda é viva e lá suas energias são renovadas, seu demônios espantados, suas alegrias retomadas. Lá onde as regras nunca foram esquecidas é que mora o nobre costume da vida.

Sabe de uma coisa? “vou-me embora para Pasárgada... E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe - d’água.
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada...”

Se você tem o seu lugar, aquele do qual não esquece, que faz parte de si e que nele teve seus momentos mágicos ou ainda não, e se ele já existe ou ainda será desbravado, se nele tem pedras, árvores, rios ou montanhas, se ele é num prédio ou num parque, não importa, vá, vá e leve consigo suas melhores pessoas ou leve você consigo mesmo, seja feliz, porque eu já estou indo para o meu lugar mágico. Um forte abraço!

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filmes que te inspiram a viajar:
http://diariodenavegador.com/inspiracao/filmes-que-te-inspiram-a-viajar/


domingo, 4 de novembro de 2018

[Súmula de Domingo] Mova-se - Ana Cristina da Costa


Você já se deparou com uma gama de acessórios, possibilidades e ou chances e não teve nos passos a vontade?
Já se perguntou porque não pode mover os pés e ir em frente?
Talvez tenha tido em sua vida o infortúnio deste momento, mas eu te encorajo a não desistir, pois,
ele é apenas uma pedra disfarçada de problema.
Há bem à frente a chave da porta mágica, acredite.
Quando menciono a magia, é porque ela está intrinsecamente ligada ao Ser Humano, queremos e buscamos por isso todos os dias, somos mimados e sendo, as coisas precisam cair no colo.
Eu te digo que infelizmente não cai, de alguma forma ou outra temos a contrapartida da dádiva, o que é bom só assim colocamos em movimento a essência do que é ser.
Um fato bem verídico é que se os seus pés não saírem do chão, se suas mãos não articularem, se seu cérebro não ditar
os comandos, então ninguém, mas ninguém mesmo deste mundo poderá ajudá-lo, a vontade é sua.
Hoje a crônica é sobre Fazer, fazer para ter resultados, a vida é um eterno renovar, então MOVA-SE, agora,
não é daqui a pouco, à noite, amanhã ou quando isso ou aquilo for favorável, MOVA-SE, pois se o mundo não para,
se os átomos não param, as ondas não param, a vida não para de renovar-se, então é porque alguma coisa quer nos dizer, não acha?
Meus pés estão em comichão, com muita vontade de correr e eu vou, pararei para tomar um café em sua casa,
se tiver um copo d'água também será válido, matará minha sede, mas nunca a minha vontade.
Meu corpo é de uma pessoa madura, passou por tantas coisas, foi machucado por inúmeras ações, foi curado de tantas formas,
carrega em suas células muitas memórias, mas a minha mente não consegue acompanhá-lo, ela não quer envelhecer e por conta disso
está incessantemente buscando novas fórmulas. Algumas deram muito certo, outras ainda estão em fase de experimentação.
Hoje meu lema é, MOVA-SE.
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filme: Um site bem bacana que te indica alguns filmes motivacionais, tenham todos um início de semana agradável,
curtam o horário de verão, um forte abraço. https://www.ibccoaching.com.br/portal/10-filmes-motivacionais/

domingo, 14 de outubro de 2018

[Súmula de Domingo] As Grandes Invenções e a Sua – Ana Cristina da Costa



“Em momentos de ânimos exaltados por conta de preferências políticas, que tal uma reformulada em sua vida, claro que a política nos move, mas pense um pouco em você e tenha mais vigor para as suas ideias.”
Século XVII, foram inventados os primeiros óculos, aprimorados mais à frente e usados até hoje, não fossem os meus, nem estaria aqui escrevendo;
Seiscentos A.C. os Fenícios criaram o sabonete que trouxeram aos dias de hoje um prazer dos mais incríveis que é lavar-se e perfumar-se ao mesmo tempo;
Por volta de 1800 veio o fogão a gás, facilitando o trabalho das pessoas que se aventuravam a cozinhar inúmeras iguarias, para o deleite dos que aguardavam no apetite voraz,
E o que você me diz dos pratos e dos talheres, esses que conferem até hoje o detalhe glamoroso em uma mesa posta?
Bem, não citarei as incontáveis invenções, o que seria humanamente impossível neste pouco espaço conferido a mim para a crônica de domingo, mas quero falar em especial da melhor de todas, a interior, esta sim é capaz de mover as próprias montanhas encravadas em seu interior.
Reinventar-se, na verdade é isso, é sair da zona de conforto e andar.
Quase sempre se espera reconhecimento pelos feitos e este deve ser imediato, pois é própria do ser humano, a ansiedade. Ela faz um papel fundamental em nossas vidas como mola propulsora das expectativas, um ser humano sem expectativas é quase morto.
Faça, apenas faça, claro que nem sempre a paciência é viável, haja vista que dinheiro e paciência não andam quase nunca juntos, mas há de se pensar que de gota em gota enche-se um balde ou qualquer outro recipiente. Portanto poupar, cortar gastos e ter visão de empreendedor é a melhor ferramenta a ser usada no momento de crise.
Esses grandes inventores da humanidade nem sempre foram reconhecidos em suas épocas, muitos até foram postos a castigos e ou levados à morte por ferirem códigos e posturas da comunidade. Mas como inventos são postos em gavetas, um dia alguém na curiosidade os pega, experimenta, dá o seu toque e voilà, temos um artefato totalmente adaptado aos nossos tempos.
Tragamos para nossas vidas a ideia de invenção, o que precisa ser remodelado em você?
O que te deixa frustrado por não ter feito?
Não vamos falar de passado agora, o que importa é o que ainda pode fazer no seu caso o que seria?
No meu, me reinvento a cada dia com pequenos detalhes, nas práticas corriqueiras, na alimentação, nos passos dados, no aprendizado das coisas. Ultimamente tenho projetos que creia Deus eu os termine. Tocar violão, já esboço o “Parabéns a você” e estou muito feliz por isso, entrei na faculdade depois de muito adiar entre outras atividades artísticas, cinema, literatura, costura, sou assim múltipla. Também procrastino, assim como você, este é um mecanismo de defesa do corpo, ele não quer movimento, pois significa gastar energia, para ele ficar parado é a melhor coisa a fazer, memória da ancestralidade.
Neste dia do movimento que tal começar agora? A rua lhe espera,  o ar, os pássaros e outras tantas maravilhas as quais o homem não teve participação, essas estão desde o início, não sabemos se ficarão por muito tempo. Então se é esta a sua preocupação, mexa-se.
Desejo que você reinvente-se a ponto de não se ver mais no passado, desejo-lhe sucesso, um forte abraço!
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay



domingo, 30 de setembro de 2018

[Súmula de Domingo] O Poderoso Zeca Roots – Ana Cristina da Costa


           O domingo é considerado para muitos um dia de descanso e este culmina com passeios em parques, clubes, casa de amigos e parentes e ou permanecer em casa de papo para o ar já lhes confere as baterias recarregadas. Ao menos para mim descanso é descanso e louvando o seu peso e significado é que fujo de estresse e confusões, mas quando se convive em lugares onde para algumas pessoas o real sentido lhes foi ocultado, fica quase impossível acontecer.

         Aqui vai algumas histórias que me chegaram aos ouvidos sobre conviver em sociedade, sobre como entender o outro.

         Talvez você ache graça de tudo ou repense suas atitudes, eu me deleito com o impensável.

         Pensem num cabra calmo e poderoso, este é o Zeca. Ele tem o poder de incomodar uma vizinhança inteira, inclusive por conta de sua força sobrenatural, foi ameaçado de morte por duas vezes! E pasmem por alguém que deveria honrar sua farda de bombeiro, salvador de vidas, um profissional que salva gatinhos dos galhos mais altos das árvores, que recebe treinamento intensivo de como salvar em circunstâncias diversas, age como um troglodita, é o avesso da coisa. O seu juramento deveria perpetuar-se mesmo quando sua vestimenta de super-herói se banhasse em águas límpidas na máquina de lavar.

        Então o sujeito morador da rua, vai à casa do Zeca e tomado desta força cavernosa, falando em nome de todos do grupo, montado no Whatzapp, relata que todos querem a morte do Zeca.

        O Zeca e seu poder perturbador incomoda o sono desta criatura que chega em casa pela manhã, sua hora de descanso, mas não a do Zeca.

        Pois bem, nesta rua localizada às margens da via principal do bairro cujo vizinho de frente é um exímio comerciante, mantendo seu negócio ativo 24horas do dia e de todos os dias, sabem, pois, o fluxo de motos que entram e saem é intenso e estas, meus senhores, buzinam, sem exceção, elas buzinam. Mas o incomodador é o Zeca, o sujeito passivo e dominador.

       Mas à frente em uma casa qualquer há uma criança que chora, senão o dia todo em boa parte dele. O lamento é sentido pelos ouvidos dos que não a conhecem nem sequer a viram, para tanto pensam mil e uma histórias a respeito, enfim todo mundo no mundo sabe como é um choro de criança, nem incomoda!

       Fora as buzinas das motocicletas e o choro intermitente da criança, há também os farristas, aquele que guardam suas frustações da semana e descarregam no fim de semana e nele extravasam através de músicas cornais no mais alto decibéis. Logicamente à medida em que o álcool vai fazendo o seu papel no cérebro do indivíduo, o volume atinge o ápice. Os meros trabalhadores assíduos, levantadores das 05:00hs, suportam, porque a pedra incomodadora, o Zeca, dorme o sono dos justos.

       Agora vem o melhor de todos os relatos. Brutalmente incomodado com o dispendioso vizinho desorientado, um outro, não satisfeito com os exagerados festejos, desprovido de coragem em enfrenta-lo, solta sem a menor cerimônia rojões, um após o outro. De um lado o som alto e do outro o estrondo do artifício.

       E assim a noite desencantada, avança. Chega a madrugada e o sono, mas o desassossego na rua, não permite a quietude. Dormem os moradores da rua onde mora um Shitzu: o Zeca! O cabra, que incomoda com o seu fino latido quase senil, o grande ameaçador do silêncio perturbador de um lugar onde as pessoas perderam o senso de comunidade e ou sociedade, a gota do oceano.

      Tenham todos um início de semana bem tranquilo, sem o Zeca, porque este dorme em tapete macio absorvendo toda essa bagunça.

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem do arquivo pessoal
Indicação de filme: Animais fantástico e onde habitam
https://br.hbomax.tv/movie/TTL607760/Animais-Fant%C3%A1sticos-E-Onde-Habitam

domingo, 23 de setembro de 2018

[Súmula de Domingo] A Beleza e as flores! – Ana Cristina da Costa

“Tome um banho de flores, passe o seu perfume” – Vitor &Leo, não é uma frase sugestiva? Como é, afinal, quem não gosta de uma pele fresquinha e cheirosa?

Comecemos então essa estação do ano pensando e fazendo coisas gostosas, alimentemo-nos dos cheiros das flores soltas no ar, abrilhantemos os olhos com as diversas cores pintadas nas árvores e neste conjunto, salvemos a alma.

Há aqueles que possuem aversão ao que é belo, os que abominam os cheiros e os pólens das flores, os que sentem calor em demasia, a estes, os incomodados com o voejar dos cupins, dos besouros e das mariposas, deixando em casa e nas ruas um rastro de vida, infelizmente, não posso tecer congratulações, só o pesar.

Em contrapartida há uma maioria já acostumada e desejosa desta beleza. Barganham seus dias de folgas, negociam os minutos dos bancos e partem para os campos, para os seus recantos afastados das cidades. Lá dispostos à natureza despem-se de suas capas de suas posturas e fundem-se à natureza.

Essa é grande sacada, descarregar toda a energia acumulada durante a semana e renovar-se. Não há no mundo outra maneira de o homem encontrar-se a não ser com o berço, aquele cujo barro emprestou o seu melhor molde.

Abrace o mundo enquanto há cores, observe as suas ações para com ele, se estiver fazendo errado, ainda há tempo de consertar, depois, só o cinza responderá as perguntas.

Há um riozinho bem ali, a poucos quilômetros da cidade, ele agora sorri, mas seu corpo está cada vez mais fininho. Clama por sombra, por comunicação debaixo da terra com suas irmãs raízes, essas, filtram e se encarregam de resfriar, carregar água, restaurar o ambiente à sua volta.

Vá, tenha com ele um *Imprinting depois, conte ao mundo sua experiência.

Hoje desejosa deste lugar paradisíaco, vou aqui descrevendo lembranças, aguçando as vontades de todos vocês e clamando para que a natureza expresse todas as suas vontades, atingindo suas mentes, deixando-as leves e produtivas.

Desejo também que o dia, o primeiro dia da Primavera, seja o mais inspirador, um bom domingo!

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google
Indicação de filme: Flores Raras
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-217618/criticas-adorocinema/

(Imprinting genômico. Imprinting genómico ou Imprinting parental é um fenómeno genético no qual certos genes são expressos apenas por um alelo, enquanto o outro é metilado (inactivado). É considerado um processo epigenético. Já foram demonstradas formas de imprinting genómico em insectos, mamíferos e flores.)