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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva - Feliz Ano Novo

2014

 O blog começou na plataforma Tumblr, com o propósito do escritor Davyd Vinicius, divulgar o seu trabalho.
Porém, notando a falta de apoio que novos escritores tinham para divulgarem o seu trabalho, ele teve a ideia de começar a mostrar os trabalhos de seus colegas, e também, fazer algumas entrevistas.
Autores como Inácio Cruz, Nana Pauvolih, Júnior Leão, Ane Viz, Rodrigo Ponciano, R.R. Beatrice e Eva Zooks foram uns dos grandes responsáveis por encaminharem o blog a se tornar o que é hoje. Aos pouquinhos o trabalho foi ficando sério, e a necessidade de mudar do Tumblr para o blogher foi inevitável.
Foi em 2014 também, que ocorreu a primeira edição do "Melhores do Ano", que veio com o propósito de prestigiar aqueles mesmos autores que citei acima.

"Premiação "Melhores do ano 2014" promovida pelas páginas Faroeste Literário e Tinteiro de Pixels.
A premiação teve início na Terça-feira dia 09/12/14 às 11:00h AM terminando no Sábado 27/12/14 as 08:00h AM tendo a duração de 2 semanas e 3 dias.
Ao todo a premiação teve exatamente 1.589 votos e a página de votação mais de 7.000 visitas."


Como também já citado acima, o projeto Tinteiro de Pixels, foi criado em 2014 com o intuito de prestar serviços de marketing digital gratuito para novos escritores, porém, infelizmente com a falta de apoio teve de ser deixado de lado.

"O projeto Tinteiro de Pixels, visa prestar serviços de marketing digital gratuito para novos escritores.
Trabalhamos com o apoio de blogs/sites/ páginas e outras mídias afiliados que se dispõem a divulgar o trabalho desses novos escritores para que assim, eles passem a ter uma maior visibilidade no meio literário.
Com 5 autores já selecionados para a fase inicial de testes, o projeto promete voltar com tudo em 2016."


2015

 A primeira publicação no blogger, foi a entrevista com o autor Inácio Cruz, feita no dia 12/01/2015. A partir dai, as entrevistas não pararam mais. Com uma, e as vezes duas entrevistas por mês, fechamos o ano com mais de 15 entrevistas com diferentes autores.
 Tudo estava indo tão bem, que até conseguimos parceria com uma revista Mexicana. A revista "Mimeografo Multicopista Cultural" que também divulga o trabalho de diversos autores mexicanos, além de sempre estarmos indicando diversos autores, também atuamos traduzindo diversos poemas para a revista.
 Tivemos em 2015 a segunda edição da premiação "Melhores do Ano", que dessa vez, teve suas indicações abertas ao público, tendo mais de 75 autores indicados. As votações desta vez, aconteceram em nosso blog, nos rendendo mais de 15.000 acessos em menos de um mês e mais de 8 mil votos.
 Nessa edição, contamos com o apoio de nossos patrocinadores, que nos ajudaram com a arrecadação e o envio dos prêmios.
 Nesse ano, começamos a divulgar muitos livros do wattpad e amazon, levando-nos a criar a StandBooks, uma vitrine literária com diversos títulos de diversos autores.
 Mas as nossas estréias não param por aí, tivemos nesse ano, duas edições da "4ª Poética", que tinha como foco, divulgar diversos poetas e seus poemas.
 Abrimos espaço para diversos colunistas, e assim, chegamos a ter 7 colunistas em nosso blog, sendo um deles para cada dia da semana. Hoje, continuamos com 4 colunistas e diversos colaboradores.

 "Manter um blog como esse não é tarefa fácil, até porque trabalhamos de forma colaborativa e não ganhamos nada com isso. A escolha de não cobrar pelas divulgações, faz parte da essência do blog, eu não acho justo cobrar dos autores por algo que deveria ser feito de graça por todos. 
 O trabalho de um escritor não é fácil, principalmente se você é novo e não tem uma editora, pois além de escrever, você tem que se preocupar com a revisão, diagramação, capa, divulgação, e outros serviços. E se você for pagar para alguém fazer, acaba saindo muito caro.
 Temos muitos blogs literários na internet, mas poucos deles estão interessados em divulgar novos autores sem cobrar.
 É por isso que lutamos dia após dia para que esses blogs vejam o nosso trabalho e que nos apoiem ajudando a divulgar os autores, eles precisam muito mais do que apenas uma resenha em um blog, nós temos autores maravilhosos e com muito conteúdo para oferecer além dos seus livros, mas que muitas vezes ficam no anonimato por falta de visibilidade."
 (Davyd Vinicius)


  Conquistamos tantas coisas boas esse ano, e tudo graças a vocês que acreditaram e confiaram em nosso trabalho.
  Hoje sinto que além de sermos um blog, somos uma família que luta todos os dias pela mesma paixão, a literatura nacional.
  É muito bom ver que em menos de um ano, muitos dos autores que passaram pelo nosso blog, já estão com livros publicados e com projetos bem maduros.
  Sei que nem todas as palavras do mundo poderiam expressar a nossa gratidão por cada autor que passou por aqui neste ano, mas nesse momento só o que tenho a dizer é MUITO OBRIGADO!
  Já temos muitos planos para 2016 e são coisas bem diferentes, mas que serão muito boas para muitos autores.
  Espero que o nosso blog continue crescendo cada dia mais e que vocês continuem confiando em nosso trabalho. Também espero, daqui uns 10 anos voltar aqui e fazer o mesmo texto mas com muitas mais conquistas e histórias de sucesso.
 Em nome de toda equipe Faroeste Literário, desejo á todos um feliz ano novo e um ótimo 2016, cheio de realizações e coisas boas!

domingo, 27 de dezembro de 2015

Microconto Natalino - Ícaro Ramos



Um homem velho e muito pobre vinha caminhando pela rua, havia acabado de escurecer, ele descia a rua da favela com um saco de presentes nas costas, e o peso da neve em seus ombros. Sem nenhum veículo voador movido somente a boa ação. Crianças que brincavam na rua sem se peucupar com suas casas caindo aos pedaços, já que era noite de natal. Quando viram aquele homem velho de barba e cabelos brancos e com um saco de brinquedos nas costas correram ao seu encontro gritando. "Papai noel!" e ele lhes entregou os presentes sorridente e foi pra casa com o saco vazio. Quando chegou em casa cumprimentou seus filhos e netos, mas eles estranharam o saco vazio, ele contou tudo a eles dizendo que ficou com vergonha de dizer que havia ganhado aqueles brinquedos de doação e que eram pra seus netos, e que tudo que poderiam fazer era partilhar a amizade com os vizinhos e brincarem juntos, pois a amizade e amor ao próximo seria o presente dele.

[Conto] O Natal Encantado - Mariane Helena


Certo dia passando em uma praça do centro da minha cidade, me deparei com um senhor com olhos marejados sentado em um banco antigo, castigado pelo tempo, ali estava contando uma história, que deixara um pequeno menino em aparente situação de abandono. Os olhos do menino brilhavam! Ele estava totalmente mergulhado na história daquele senhor, de voz branda e cansada.
Essa situação tão exótica me fez diminuir o ritmo das minhas passadas, e retornar para ficar mais próxima para observar melhor.
Essa situação tão exótico, no meio da cidade, nesse mundo caótico, justo no fim de tarde, horário de rush. Enquanto muitos correm de um lado para o outro, tropeçando em sua própria rotina frenética... Não há tempo para olhar ao seu redor!
Me aproximei e sentir algo diferente.Naquele ambiente simples de um surrado banco de praça, alguém doava um pouquinho do seu tempo para ouvir o outro, para compartilhar o que a vida te deu. Não sei dizer mas, algo me emocionou! De onde eu estava só via o distinto senhor mover os lábios, com olhos visivelmente emocionados. Mas é como se uma áurea mágica me envolvesse naquele contexto.
Venci a vergonha, me aproximei mais, e pedir para sentar e ouvir também a história. O senhor elevando as mão ao rosto para secar as insistentes lágrimas que pela sua face escorria.
Com a cabeça, movia lentamente, eis um sinal de aceitação. Não ouvi a história toda mas o pouco que ouvir mudaram a minha vida! E é ela que te conto hoje:
Numa cidadezinha qualquer do interior, morava em uma praça, ao pé de um flamboyant majestoso, diziam centenário, morava clara. Que como muitas crianças sofrem nas rua frias, sem nenhuma proteção... Mas clara era diferente!
Ela apresentava ter 6 aninhos. Uma pouco mais de um metro de estatura, miúda, sempre com o mesmo vestido rodadinho surrado pelo tempo, esgarçado... e bem encardido. Clara nunca foi vista com ninguém, nenhum adulto, ou quem quer que seja. Na cidade ninguém sabe como ela chegara aquela praça, nem mesmo a quanto tempo ela estaria ali. Só tinha algumas folhas e giz de cera, sua companhia era seus desenhos e uma boa sombra da sua árvore-moradia.
- Sempre passava por aquela praça, mas com a pressa de um professor, recém-formado, que para que para se sustentar conciliava duas escolas.
Era final de ano, e junto com ele, o término do ano letivo, e minha correria diária esvaiam-se. Continuava a histórica.
Incomodado com a presença daquela menina tão desprovida de tudo e mesmo assim tão alegre, com seus desenhos? Um encanto lúdico de saltar aos olhos. Durante um café numa padaria ao redor daquela praça e numa conversa de ocasião perguntou sobre a menina.
Foi nesse dia que conheceu o nome dela. -  E não haveria um nome mais vai propicio, pois nela havia uma luz nítida a todos. O único momento que um sorriso espontâneo apareceu por dentre as lagrimas daquele homem tão cativante.
 A história era tão intrigante, que aquela conversa toda girou em torno de Clara. O balconista lhe disse entre um cafezinho e outro, que Clara não largava do papel e seu giz de cera o dia todo! Ele mesmo passava sempre por lá, para levar mais papel... um lanche. Pois ela nada pedia a ninguém, não trabalhava no sinal, nem ao menos se mostrava sofrida perante uma oportunidade de conseguir alguns trocados. Realmente pra mim tudo era algo inédito e simplesmente surpreendente! E atenta e ansiosa mantinha meus olhos fitos nele.
- Sai de La perplexo com tudo o que vi e ouvi! O natal estava tão próximo... Tocado por toda aquela situação, imaginei: toda criança quer brinquedos, ou o sonho realizado de ver o papai Noel. Mas aquela menina nada tinha!
Não me contive e ao entardecer, fui até lá.  Ao abordá-la fiquei abismado! Cheguei na intenção de saber o que ela pediria ao papai Noel nesse natal. Sai de casa realmente preparado para comprar o que quer que fosse para lhe amenizar a tristeza de passar o natal no frio das ruas... Sozinha! Dizia aquele senhor que até hoje não sei o nome, mas em suas palavras havia tanta graça apesar do seu calado sofrimento ao retratar tudo aquilo para nós, então também me desmanchava em lágrimas que até então, elas caiam por empatia com o sofrimento que imaginei que alguém tão pequena tinha que suportar.


Questionada, Clara disse em meio a sorrisos para seus desenhos coloridos e olhinhos brilhando para eles como um encontro de amor com aquele frágil papel: - Moço, não preciso de nada! Não quero nada não! O papai Noel é meu amigo e vem me visitar todos os dias quando a lua apareci láaaaa... no céu. Por isso que eu torço para o sol dormir cedinho, que o dia apague logo para me encontrar com ele! Entusiasmada dizia a ele, a pobre menininha.

De embasbacado, se afastou dela emocionado e admirado com tanta doçura em meio uma realidade dura e de total abandono... Não se contendo ao imaginar quem concedia a ela noites tão lindas ao findar do dia. A maioria das crianças tem medo de escuro.
Ao me virar frente a ela, mesmo ao longe, caiu ao chão de joelhos! Estava fascinado! Estarrecido, por achar que os seus olhos o enganavam e que aquela cena não podia ser verdade.
Lá estava clara ao pé do solene  flamboyant, e seus desenhos de uma forma surreal saiam do papel ganhando vida! Dançavam e brincavam com ela. Tudo que sua imaginação podia projetar no papel ele conseguia tornar real todo anoitecer.

Como os outros, eis que o papai Noel chega. Com um vovô amoroso, abraçava a menina, a dava comida em sua boca. Com elas em seu colo contava histórias pra ela dormir. Em meio aos sussurros do soninho da pequenina, jurava-lhe em branda voz: - Eu sou papai no Noel todos os dias e prometo a você, todos os dias velarei o seu sono, realizarei os seus sonhos e trarei presentes segundo o seu coração, por tanto nunca terás fome!

Atônica, e sem contar a torrente de lágrimas, demorei alguns minutos para cair em mim, o mundo em minha volta parou! Percebi como sou pequena perante a fé inerente em toda criança. Onde a minha se perdeu? Porque perdi a capacidade de sonhar e realizar?
Compreendi então, que não preciso de nada que sempre persegui para encontrar a felicidade... Está tudo em mim! E carrego a certeza de que nunca estou só, e se, meu coração merecer todo dia será natal!
Há momentos em que a realidade não é nada além de dor. E para escapar desta dor, devemos sair da realidade.

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sábado, 26 de dezembro de 2015

[Poesia] O Papai Noel Das Ruas - Diego Sant'Anna



Caminhando muito devagar
Em sua jornada sem destino certo.
Seu teto são as estrelas que pararam de brilhar.
E por cama um velho papelão aberto.

Junta moedas em um copo quebrado,
Preso ao seu velho acordeão.
Seu olhar de tristeza e seu sorriso amargurado
Acusam que é íntimo com a solidão.

Longas cãs em sua barba descorada
E seu pouco cabelo sem pentear.
Um sorriso desdentado e uma tosse não tratada.
Seus sapatos são os dedos cansados e entediados de andar.

Companheiro do frio constante,
Nunca recebeu ajuda de alguma instituição.
Mas todo Natal ele muda o semblante,
Pois uma chama aquece seu coração.

Papai Noel das ruas ele insiste.
Com um gorro velho e um saco remendado.
Fazendo deste cenário triste.
Algo digno de ser lembrado.

Sem medo de caminhar com os mesmo pés cansados.
Ele segue em sua missão especial.
Suas moedas agora são doces e brinquedos reciclados.
E as crianças das ruas não irão chorar neste Natal.


Diego Sant’Anna

[Crônica] E Nasci Uma Estrela - Mariane Helena


aMarianeNatal é a época mais encantada do ano. Para cada um tem um significado! Para alguns significa férias, descanso. Para outros, época de trocar presentes e muitas festas. Para os cristãos simboliza o nascimento de Jesus, uma época de fé e esperança.
Mas para mim natal é tempo de renascimento e reflexão! Esses dias, comecei a pensar sobre as estrelas. Como são majestosas, milenares, poderosas, intergalácticas... Quantas histórias já presenciaram lá de cima?
Ela é a estrela de Davi, a estrela da manhã,a estrela guia, estrela cadente mágica que concede os desejos do coração. As filhas da lua, cientificamente todos os astros são. Sempre emblemáticas, fizeram parte da história de natal de muita gente.
Foi uma estrela que guiou os três reis magos, está presente no topo da arvore de natal em muitas casas, para a pessoa que passa o natal pelas ruas ela é a única companhia, e as mais brilhantes nos remetem à aquela pessoa amada que se foi.
Sempre presentes mesmo que não visíveis, elas são a esperança de um novo amanhecer. Podemos dizer que elas simbolizam a plenitude humana. Todos nós queremos chegar até o céu, brilhar eternamente, ter a notoriedade de todos, viver longe de todos os males que nos cercam... Enfim, o estado pleno! Trouxe contigo toda sua sabedoria da eternidade.
Certo dia em Belém, eis que nasceu uma estrela redentora, pequenina, ao contrario de outros homens ela não foi ao céu, mas veio dele! Saiu da linha do tempo e trouxe toda sua sabedoria da eternidade.
Com amor iluminou corações com sua luz, serviu a todos... Se fez a menor para nos deixar lições e esperança de um futuro.
Ao voltar para o céu prometeu renascer todos os dias dentro de nós. Com certeza esse é o melhor presente! Pois quando essa estrela nasci em nós enflora com ela rios de amor. Passamos a doar por estarmos repletos, multiplicando assim novos pinquinhos de luz dentro de cada um.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Soneto Natalino - Bruno Félix


Esqueça esse papo de Papai Noel
Abra a janela, ou saia na rua
Escolha uma estrela brilhante no céu
Que possa ser minha e possa ser sua

Esqueça os pinhe
iros artificiais
Esqueça da lenda do homem da lua
Enfeites de plástico (todos iguais)
Escolha uma estrela que possa ser sua

Então a divida com qualquer pessoa
Porque a vida é uma faísca
E nenhuma chispa lampeja à toa

Porque essa noite é tão especial
Esqueça das luzes de pisca-pisca:
Contemple a pura Luz do Natal.






[Video] Feliz Natal família Faroeste!

No início do mês de Dezembro, tivemos a louca ideia de fazermos um video de Natal, aonde os autores pudessem se divulgar e ao mesmo tempo desejar um feliz natal.
E foi graças á vocês que tivemos um resultado maravilhoso.
Confiram:





Muito obrigado a todos os envolvidos.
Em nome da família Faroeste Literário desejo um feliz natal e um próspero ano novo, com muitas realizações para cada um.

[Conto] O Maior Presente - Mariane Helena

 Já era véspera de Natal, e mais um ano Pedro estava a trabalho! Mesmo assim ele sempre tentava dar o melhor natal de todos para sua família, comprava a maior árvore, os melhores enfeites, um bom peru, lindos e caros presentes... E mesmo assim, o natal não tinha significado nenhum para Sofia e seu filho.
Enfeitavam a casa, porque todos assim o faziam, entulhavam os presentes e os largava em qualquer canto, e apesar do banquete posto à mesa, nenhum se quer chegava próximo à comida. Talvez essa época fosse a data mais triste daquele lar.
Pedro, mesmo em outra cidade, ligava sempre. Tentava fazer uma festa pelo telefone, dizer o quanto amavam e se certificar que não lhes faltava nada... E a resposta como sempre era não! Para Sofia, dizer o que sentia, deixaria tudo mais melancólico, pois também julgava que seu marido apesar da aparente felicidade, estaria com o coração partido de por mais um ano não se fazer presente.
Mas algo nesse ano mudaria!
Amargurada após colocar seu filho pra dormir, Sofia desci a sala e aos pés da pomposa árvore de Natal pede para que o seu presente seja a presença de seu esposo no próximo ano, pois não agüentava mais viver aquela noite que outrora, (na sua infância), era a mais esperada do ano, agora ser apenas reminiscências e lamentos...
Quando a gota de sua lagrima cai ao chão, eis que algo aconteceu! Como se uma magia penetra-se o ambiente. Mas Sofia já descrente de tudo, apaga as luzes e vai para o seu quarto;
Na manhã seguinte, dia 25 de dezembro, o dia amanheceu ensolarado. Crianças de férias corriam pelas ruas, os vizinhos limpavam a casa após a festança e Sofia segue sua rotina matinal. Ao meio dia em ponto, a campainha de sua casa toca. Largou então, as panelas no fogo e quase que sem paciência atendi a porta.
-Oi amor! Feliz Natal! Diz Pedro com os olhos cheios dagua. Nesse instante após pular nos braços de seu Marido, Sofia se lembra do seu pedido de Natal e imediatamente correu ascender a árvore e contar a Pedro, pois o papai Noel o trouxe para casa.
Ouvindo a história, Pedro, se emociona novamente. Sofia estava até encabulada por dizer ao marido que ainda naquela idade ela acreditava em papai Noel. Foi nesse momento que Pedro lhe conta toda a verdade.
Pedro disse que durante uma escala no aeroporto da cidade ao lado, um piloto da empresa aérea chega até ele e o avisa que o cobriria nesse natal pois a muito tempo eu não tinha o privilégio de passar junto com a minha família. Apesar de estranhar a idade daquele piloto, pois se tratava de um piloto com cabelos brancos e barba por fazer, mesmo assim, não deixou a oportunidade passar! Rapidamente se trocou e quando de presa abria a porta do seu carro, esse mesmo piloto, disse a ele que quando chegasse em casa encontraria um lindo presente.
Nesse momento, Sofia  se constrange pois não preparou nada para presentear seu amado. Mas antes mesmo que ela pudesse se desculpar Pedro completa dizendo: -E ele tinha mesmo razão! O meu maior presente está aqui, o presente por estar junto com vocês!

Daquele dia em diante, todos os Natais na casa de Pedro e Sofia, ganharam um novo significado, o verdadeiro significado... A presença! A presença é o maior presente que você pode dar a uma pessoa.


Mariane Helena

domingo, 20 de dezembro de 2015

[Súmula de Domingo] Educação, reforma já - Ana Cristina


Bom dia a todos, estamos às portas do Natal onde milhões de crianças estão neste exato momento fora da escola ou até mesmo fora de casa. Milhões de crianças estão nascendo neste exato momento, precisamos preparar o mundo para que elas se sintam seguras, precisamos deixar um mundo confortável e o mundo se encherá de ações,boas ações.

EDUCAÇÃO, REFORMA JÁ.

Um aluno mata outro dentro da escola a golpes de canivetes.
Motivo – guerra de bolinhas de papel.
Se começarmos a listar as tantas mortes e os motivos pelos quais todas elas aconteceram, não haveria espaço para descrevê-los e me faltariam palavras.
O Governo Federal gasta quanto para propagandear os tais índices do IDEB – Índice de Desenvolvimento da EDUCAÇÃO BÁSICA.  
Aplausos, eu teço aplausos para esta teoria, tenho dito nos últimos dias a algumas pessoas que se revoltam, principalmente quando o assunto é político, “todas as teorias são lindas, todas”, mas quando elas pulam das palavras para as ações se deparam com o cotidiano, envolvido, entorpecido pela informação instantânea, um mundo nunca antes imaginado, onde os jornais, telejornais, revistas e outras fontes de informações, lutam para se manterem em pé mediante a velocidade e acesso fácil a todas elas sem que se precise recorrer ao convencional (antigo).
A educação, que tem sua teoria enfeitada, bate à porta de algumas escolas trazendo na bagagem o tradicional. O uso da roda de leitura e outras atividades consideradas antiquadas, reclamam seu lugar de fato nas escolas.
Estamos retrocedendo?
Não, apenas retirando da bagagem ferramentas que deram certo antes dessa geração Alpha, e usando-as em seres ainda não adaptados com a convivência coletiva. Claro que o compartilhamento de informações instantâneas o aumento absurdo e considerável do seu ciclo de amizades virtualmente é feito constantemente, mas funcionam como a beleza das teorias, pois na prática este aluno deixa de interagir com o físico, ignorando-o muitas vezes e passa a dar vazão aos discursos inflamados de uns poucos adoradores do malfeito.
Não devemos cobrar apenas do segmento escola o interesse em consertar as coisas, os pais (os responsáveis) têm uma parcela muito grande de responsabilidade na transformação deste ser adolescente, o que eles assistem nas telas também, aí entram os governos. Vou usar uma frase bem clichê, no meu tempo, as guerras de bolinhas de papel, não passavam de guerra de bolinhas de papel, porque depois da aula tínhamos outras coisas a fazer. Transgredir? Sim éramos transgressores assim como o são toda e qualquer geração de adolescentes e em qualquer lugar do mundo que tem na veia adrenalina e na cabeça a (teoria) bem montada e linda.
Essas crianças vão para a escola e devem sair com informações corretas, mas infelizmente para nós que fomos inseridos neste universo e que recebemos a educação não tecnológica, que recebíamos de presente no Natal ao invés de um Tablet, uma tabuada e ou dezenas de jogos educativos, para nós também é de difícil compreensão este boom de informações. Nos é difícil a compreensão da violência exacerbada advindas de jogos virtuais, seriados e desenhos animados.
Quais as principais caraterísticas das crianças nascidas depois de 2010, a chamada geração Alpha?
São crianças muito mais atentas e observadoras. Aparentam ser mais inteligentes, mas esta percepção se deve por estarem inseridas em um ambiente com muito mais estímulos sensoriais, com brinquedos criados cuidadosamente para desenvolver sua audição, tato e visão.
A mobilidade da tecnologia atual também auxilia bombardearmos esta geração com cores e formas de educação em todos os lugares e momentos, gerando uma aceleração ainda maior no processo de desenvolvimento.
http://www.marisapsicologa.com.br/geracao-alpha.html
Podemos fazer algo quanto a isso? Podemos ao menos tentar melhorar? Que tipo de ser adulto teremos em alguns anos? Será que a escola morrerá?
É inadmissível pensar que alunos ao invés de absorverem conteúdo programático dentro de sala de aula tenham como exemplo e tenham presenciado assassinatos. Que lembrança terão no futuro sobre o lugar de cadeiras, carteiras, livros, colegas, brincadeiras, esportes, gincanas, desafios e saber.
A problemática é muito mais abrangente, necessário se faz uma gigantesca reforma, mesmo que sejamos flechados por lixo cultural, temos o dever de usar filtros, mesmo assim não há como retroceder, as escolas terão que adaptar-se para receber esses milhões de cérebros Alpha.
O pernicioso sempre existiu e existe, mas devemos escolher o caminho certo. Devemos por nas mãos dos alunos caneta e papel que é a arma mais potente ou para os Alpha, tabletes, celulares e..........
A escola precisa mudar.
Ana Cristina.





quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

[Poema] Juventude Louca - Sandro Rezende



Sem nada pra fazer
Pego o carro
Corro sem parar
A polícia atrás de mim

As vezes penso
Que é uma brincadeira de criança

O álcool na cabeça
A garrafa pela janela
Um cigarro na mão

Todos dizem que sou louco
Minha cabeça está a mil
O velocímetro só aumenta
Minha mãe reza para Deus proteção

Você acha que não tenho juízo
Você acha que não tenho juízo
Quem sabe

O bobo tabu
Está na cabeça da sociedade
Com suas ideias idiotas de normalidade

Enquanto o mundo pensa
Eu vivo
Sem nada pra fazer
Pego meu carro e corro

Junto com essa juventude louca
A vida é pra ser vivida
E não parada
Como um relógio que parou no tempo

Riu a brinco
Com as leis de sociedade
Eu conto piadas com a política dos grandes
Que está nem ai pra ninguém

Enquanto você perde seu tempo
Eu canto músicas pra você dormir

Junto com essa juventude louca
A vida é pra ser vivida
E não parada
Como um relógio que parou no tempo

Sandro Rezende


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

[Dica de Leitura] Vingador Prateado - Mirna Micheli Nesi

Sinopse:

A tripulação do Vingador Prateado é contratada pelo conselheiro do rei para encontrar um lendário tesouro amaldiçoado, o tesouro do Rei Philipe. Capitão Jones reúne os mais valentes piratas dos Sete Mares, incluindo sua hábil e inteligente sobrinha Isabeli. Seu filho Edgar é o guia desta misteriosa caçada.
A busca começa quando Edgar recebe diários de bordo e mapas que indicam a sua localização. Antes de encontrar o tesouro, os piratas devem encontrar dois anéis que formam a chave que revela o lendário tesouro.
Os piratas enfrentarão muitos perigos, aventuras e traições. Durante a busca, segredos serão revelados. Histórias de drama, violência, romance e humor enriquecem a trama contida no livro.






domingo, 13 de dezembro de 2015

[Dica de Leitura] Um Grande Milagre: Metamorfóse em palavras - Mariane Helena

Sinopse:

Este livro nos revela a força de Mariane Helena, uma mulher que se lançou em um imenso abismo e lá encontrou tristeza e dor.
Sua superação foi encontrar no imenso caos uma corrente de apoio que , aos poucos, a içou de volta ao lugar plano. Os elos da corrente são palavras escritas em um diário de bordo.
Você encontrará o testemunho de quem perdeu algumas partes do corpo e, no entanto, ganhou mais luz á alma, na balança do equilíbrio fica por conta das mãos de Deus.
certamente você não será o mesmo após esse leitura, compreenderá que a fé remove montanhas.




Adquira pelos telefones:
(12) 3941-3436
(12) 9 8262-4710
 (Whatsapp)





[Súmula de Domingo] Papai Noel - Santa Claus e o Natal

                Primeiramente quero ressaltar que somos seres adaptáveis, somos uma bagagem ambulante transportando tanto no DNA as informações genéticas, quanto as culturais que são aquelas aprendidas, apreendidas pelo meio em que vivemos. Portanto de uma forma ou de outra passamos de geração a geração informações. Algumas são pouco comprovadas outras tantas seladas e assinadas dadas ao volume de fatos ou documentos que as comprove. O folclore a fantasia disse me disse, são as mais primitivas e perduráveis que conhecemos. Essas nos levaram quando crianças, a mundos inimagináveis. Umas se perderam no decurso dos anos, foram esmagadas pelo uso da tecnologia e sua gama de informações, verídicas ou inverídicas, o fato é que há pouquíssima influência nas cabecinhas infantis da geração Alpha, os nascidos depois de 2010.
                Existe uma figura que embora as fontes de pesquisa diversifiquem, são divergentes em relação às datas, divulguem pontos comuns, tais como a história que envolve sua fama de bom moço e quanto à sua vestimenta vermelha a qual conhecemos hoje.
Segundo algumas fontes a figura do Papai Noel, o Bom Velhinho, foi inspirada no Bispo Nicolau ou Santa Clauss, figura cristã. O motivo de sua fama era a de que no século IV na Europa surgiu a lenda do Velho Inverno, conta a lenda que as moças tinham que pagar seus dotes para casarem-se do contrário eram vendidas como escravas, desta feita o que fazia o velhinho, baita às casas, se fosse bem recebido, a família era muito bem recompensada com um saquinho de moedas de ouro deixada à porta, numerário suficiente para o pagamento do dote. Sua fama foi se espalhando dando a ele o título de São Nicolau. Mais tarde milagres foram atribuídos   a ele. Naquela época sua roupagem era de cor marrom ou verde escura.
Em 1931 a Coca-Cola solicitou uma campanha publicitária ao então Cartunista Thomas Nast, alegando que na estação do inverno a venda do refrigerante caia consideravelmente, Nast avermelhou o Papai e o colocou como um lauto senhor da bondade. Não precisa nem dizer que foi um boom publicitário. Vermelho ele continua até hoje. Talvez devêssemos pintar o nosso Papai Noel de verde novamente, combinaria com a nossa “mata” ou de “amarelo” representando as riquezas que “ainda” existem, mas que levam consigo milhares de famílias em seu rio de lama, mas isso é outra história.
Voltando a enfocar o folclore, embora as crianças de hoje nasçam com um tablete acoplado em suas mentes, não há quem derrube a confiança que a criançada tem nesta bagagem de que o Papai Noel vai livrá-las de suas dores e misérias. Por conta disso este velhinho, que tem como data comemorativa o dia de hoje, digo, também é sua data muito diversificada nas fontes de pesquisa, vai embalando os natais de adultos e crianças pelo mundo à fora. Isso é que é tradição, essas coisas, esses modos e maneiras de agirmos e difundirmos os fatos, e a palavra confere isso, levar adiante a informação, fazem do Natal com seus enfeites, com sua hora marcada da ceia, com sua troca de presentes, com suas comidas, com suas folgas e tantas outras ações, a mais forte de todas.
Pode ser que em pouco tempo de vida a criança da geração Alpha entenda que tudo isso não passa de invenções para que vivamos melhor, que tenhamos a necessidade de uma data, duas ou três amenizando os reveses da vida, mas acho que o Bom Velhinho ainda vai descer em muitas chaminés até que se acabe a tradição.
Como disse no início, somos seres adaptáveis e somos tão diretamente ligados ao útero, que, por mais que as fantasias se distingam e se revelem uma farsa, as crianças ainda precisarão desta ligação, é como um conforto, um alento por sermos humanos.
Por: Ana Cristina – Membro da Academia Virtual de Letras – AVL, tendo como Patronesse: Adalgisa Nery – Cadeira 23.
 Site considerado o Oficial do Papai Noel para o envio das cartinhas. http://santaclauslive.com/en/
Filmes que retratam a figura do Papai Noel.





sábado, 12 de dezembro de 2015

[Dica de Leitura] Alinha-te - Abelardo Araujo

Sinopse:

O livro de poemas ALINHA-TE, de subtítulo A CASA DOS TESOUROS, aborda sobre a harmonia do ser humano com o universo, buscando meios para se viver de forma encantada. É certo que quando o ser humano e o universo estão em harmonia todas possibilidades surgem. Portanto Alinha-te.



 www.saraiva.com.br/alinha-te-8956292.htmlwww.saraiva.com.br/alinha-te-8956292.html



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

[Conto] Viúva de todos os homens - Sara Timóteo

Viúva de todos os homens

Sara Timóteo


Dissiparam-se-lhe os dias por entre planos gizados e logo negligenciados. Procurava, como as outras mulheres de saias enfunadas pelo vento, a sorte que sobejava das ondas. Mar ingrato de perdas e de colares de sonhos destruídos no espumar da água, tudo se lhe submetia naquela povoação. Até o turismo redundava em ideias de praia e lazer; os turistas, homens que traziam dinheiro vivo à vila e mulheres que, como ela, procuravam furtar-se ao fardo da solidão, organizavam a estadia em torno desse mar que, ora cinzento, ora azul, decidia o destino de cada um que nele submergia o seu corpo.
O peixe nem sempre vinha; e, quando não vinha, os homens regressavam pardos de esforço e de fala arrevesada pelo vinho. O mar era a canga que lhes jungia a vida e nele trabalhavam, como bois, até morrerem mansos e de olhar dúctil. As meninas eram já viúvas antes de casarem com os pescadores. A todas elas morrera um pai, um tio, um irmão, um amante ou primeiro namorado arrastado pela fúria repentina do mar ou arremessado contra as rochas por algum vagalhão desgovernado em dias de calor.
Todas as noites se viam pequenas barcas com velas acesas e oferendas que saíam, mar afora, em busca da alma de quem partira sem remissão e sem julgamento. Todos padeciam de saudades de entes queridos.
No entanto, ela entregara os corpos de todos os familiares masculinos às águas esconsas do oceano. Murmurava-se que a maldição da linhagem de pescadores a que pertencia poderia afectar toda a comunidade e, por esse motivo, as viúvas e órfãos haviam permanecido desvalidas, ao contrário do que era costume naquela comunidade. A mãe e irmãs partiram para a cidade e trabalhavam em fábricas sem ver a luz do sol, excepto em dias de folga. A avó fora recambiada para um lar onde a demência a mergulhava em dias felizes e prósperos do passado. Ela ficara na vila e procurara, em vão, trabalho a consertar redes, nos bares e nos restaurantes da zona. Mais tarde, esperara pelos homens-peixe que as ondas lhe ofertavam. Os turistas pagavam bem e, durante alguns anos, ela pôde usufruir de um tecto sobre a sua cabeça e manter a casa de família em família. Levou a cabo pequenos arranjos e, embora as pessoas da vila não lhe falassem e se sentisse muito só, reuniu um pequeno pecúlio para qualquer eventualidade que pudesse ocorrer.
Com o passar do tempo, porém, o corpo e o rosto tornaram-se menos atractivos e a viúva de todos os homens (assim a apelidavam na vila onde nascera há 45 anos) iniciou um longo périplo de dificuldades que auguravam indignidades. Como a mãe e irmãs há tantos anos atrás (e nunca mais soubera delas!) decidiu partir daquele lugar e recomeçar a vida numa fábrica qualquer.
Por uma última vez, parou à beira-mar e degustou a maresia, mais notória agora do que antes. Como lhe haviam ensinado mãe, avós, tias e irmãs mais velhas desde que se conhecera como gente, contou sete ondas, saltou a crista de cada uma delas e pensou num desejo. Abandonou a praia sem olhar para trás, para o mar ansioso para resgatar o poder que lhe fora temporariamente concedido pela formulação de um desejo. Estava pronta para partir daquele lugar que a vira esmorecer ao longo da vida.




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