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domingo, 21 de outubro de 2018

[Súmula de Domingo] As Eleições, um esboço – Ana Cristina da Costa


Desde que o homem é socialmente, disputamos, discutimos tomamos partido. Posicionamo-nos ante uma preferência onde as ideias casam, encaixam-se nos anseios comuns.
Aristóteles chegou a definir o homem como um "zoon politikon",
um "animal político".
Digladiamos.
Casamos, fazemos parte de um grupo, descasamos nasce outro grupo, se andamos de bicicleta... Temos o privilégio de fazermos parte de vários grupos ao mesmo tempo e a mídia social nos permite isso. Por conta de tanta facilidade, as ideias são facilmente difundidas. Nossas preferências, se não filtradas, são jogadas nos bancos de dados do mundo, aí somos tachados como pessoas que gostam de manga muito mais que tomates, por exemplo. Não há retrocesso, uma vez jogada na corrente, mesmo que enxuguem os dutos, haverá sempre um balde reserva.
A vida é feita de escolhas em alguns casos ninguém pode fazê-la por você.
Neste momento melindro em que estamos inseridos e nosso país clamando por reformas urgentes, ajustes concretos, somos levados a uma onda de mesmices e fatos montados. Há um desrespeito coletivo, uma fúria desmedida e a política, vai caminhando linearmente nesta anarquia.
Domingo próximo haverá o 2º turno das eleições 2018, estaremos mais uma vez em estado de alerta e expectativas.
Votemos, façamos, pois, o papel político do animal civilizado, domesticado, socializado e num simples gesto de cabeça, cumprimentemos o outro, se quiser nem precisa olhar em seus olhos, mas ao menos se demonstremos cordialidade, pois, o outro, tem igualmente tantas ideias quanto você, talvez ele não enxergue as mesmas coisas, talvez ele esteja envolvido na histeria e não consiga ver as minúcias, as subliminares, talvez sim, mas de qualquer maneira, ainda que tenhamos lados opostos, temos o dever da Ordem e do Progresso.
No dia 28 de outubro de 2018, como um dia especial, mais uma vez, não estarei por aqui, então desejo a todos uma consciência politicamente correta. 
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Indicação de filmes:  
O Ano em que meus pais saíram de casa
Milk





domingo, 15 de outubro de 2017

[Súmula de Domingo] À Dois!!!! – Ana Cristina da Costa

Primeiramente eu sugiro que entendam o significado da titularidade à dois. Confere um conjunto de atividades e ações comuns à duas pessoas as quais compactuam os mesmos gostos, ao menos alguns deles, que riem das mesmas graças, comem os mesmos sabores de pizzas, dançam as mesmas músicas, têm amigos comuns e ou se diferem em tudo, mas são unidos pelo magnetismo da empatia, ou seja, lá pelo que for, que o destino explique simplesmente esta união improvável.

À dois, no início podemos redefinir por UM, pois a vontade de ficarem juntos é latente nesta primeira fase, ela ultrapassa qualquer fórmula matemática que a tente explicar, onde vemos um, vemos também o outro. Os amigos e parentes não cabem mais em suas vidas, pois só há um, um casal, uma vontade, um amor.

À medida que o tempo vai passando, quando os corpos já estão descobertos e quando a problemática do cotidiano aparece, os dois buscam a individualidade, porque a fase da fissura já passou.

Surge o comum, o igual, o vazio, surgem os desencontros, os desinteresses, as decepções, porque somos humanos em busca de sempre novidades, porque a vida já não é suficiente no cotidiano.

À dois passa a ser à muitos, já não se bastam um ao outro e precisam de complementos, de cenas de ciúmes apimentando e despertando um para o outro e mostrando que aquele ser é o seu objeto de desejo, ainda, mas que não o é para os outros.

Vem então o casamento porque o amor provou que é capaz de segurar a barra de todas as dificuldades, escolhem dividir e somar e multiplicar.

Vem as tarefas, as domésticas, os compromissos extras, os almoços com a família e em família, as diferenças são apresentadas, alguns desgostos, uns desacordos, mas em nome da instituição perdoa-se e esquece-se todas as coisas.

Vem os filhos e estes roubam os momentos à dois, por muitos e muitos dias e anos. Mas são eles a representação da união dos dois, que se intitularam amar-se para sempre até que a morte os separasse.

Então a mãe que tem em sua constituição felina, algo que não se explica em um texto, vai se fechando para o mundo e estica os seus braços protegendo sua cria de todas as intempéries, pois está exacerbado nela o extinto e a obrigação da perpetuação da espécie. O macho da relação passa a ser uma ameaça à essa proteção e involuntariamente, a mãe afasta a cria do pai e concomitantemente vai junto a ela e se protegendo, ambos dão vazão a um código que só pertence a eles.

Os filhos crescem e não precisa dizer que seus afins são procurados como a um desejo desenfreado, macho e fêmea crescidos se ajuntam às suas tribos e se enlaçam, assim como o fizeram os seus provedores de vida, os pais. Eles se vão, nos mesmos caminhos dos pais, assim como manda a tradição da espécie, juntam-se com o outro, o par e vão viver suas vidas, à dois, a três ou mais, porque a espécie se perpetua e porque não, evolui também.

“Levarei uma alma salpicada de impressões, de leveza por ter participado deste mundo chamado mundo e levarei as lições, as muitas lições que aprendi.” Por – Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pinterest.
Sugestão de filmes românticos;
http://www.cineseries.com.br/listas/os-100-melhores-filmes-romanticos-dos-ultimos-25-anos/

domingo, 21 de agosto de 2016

O fim das Olimpíadas Rio 2016 - Bruno Leal

Tudo que é bom, dura pouco, principalmente as Olimpíadas, que a gente fica esperando quatro anos para acontecerem novamente. Talvez seja por isso que seja algo tão especial. Mas por mim, elas durariam para sempre. Não por causa dos esportes, nem para aumentar o rendimento do Comitê Olímpico nacional e internacional, mas sim pela calma e alegria que se arrastam pelo mundo. A gente "foge" das notícias ruins, de todos os problemas que assombram essa humanidade, e só sobra o espírito esportivo, a união e a alegria. Claro, com alguns acontecimentos lamentáveis, típicos de brasileiro, principalmente se tratando de torcida, como na final do salto com vara, nos comentários feitos contra Fabiana Murer e Joanna Maranhão e tantas outras coisas que nos deixam sem saber o que fazer ou falar.
Mas agora, quero falar das coisas boas, dos pontos altos e de todas as nossas tristezas e alegrias.

Michael Phelps, a lenda se foi. Como foi bom ver ele aqui, em território brasileiro. Muito provavelmente em sua última olimpíada, ele conquistou mais cinco ouros e se despediu das piscinas. Após as provas, a comemoração dele com a família representa tudo o que ele sofreu, tudo o que ele passou, e tudo o que ele representou não só para a natação, mas para o esporte em si. Um dos momentos mais marcantes da Olimpíada foi ele pegando o pequeno Boomer, de apenas dois meses de idade, e tirando a foto com suas medalhas de ouro. E foram várias fotos! Apesar de Boomer não estar entendendo absolutamente nada do que acontecia naquele momento, um dia ele irá entender o que o mundo inteiro sentiu.
Tivemos também Usain Bolt, que ganhou mais três ouros, levou a galera à loucura e conquistou o tricampeonato em tudo o que disputou: 100M rasos, 200M rasos e 4x100M rasos. Ele mandou raio, foi pra galera, fez tudo o que caracteriza a grande lenda chamada Usain Bolt. Como o Brasil sentirá falta desse momento! Outra lenda se despedindo em solo brasileiro... Não é pra qualquer país!
E quem aí gritou junto com uma medalha de ouro no judô? Grande Rafaela Silva! Provando ao mundo do que é capaz, provando aos críticos do que ela é capaz e levando o Brasil ao delírio. Da Cidade de Deus para o mundo, a judoca ganhou a medalha de ouro e o carinho de grande parte dos brasileiros, após uma campanha irrepreensível. Confesso que quase chorei no momento das entrevistas, em que ela disse que tinha acabado de provar para todos que diziam que ela não conseguiria e que ela era uma vergonha para a família dela e para o Brasil.
Acredita que isso seja o suficiente? Pode parar então! Porque tem mais! A torcida brasileira é show! Desde "eu acredito!" para Deandre Jordan conseguir acertar um lance livre na carreira dele, até "ooooo... zika!" para a goleira Hope Solo. Há aqueles que disseram que os gritos de "eu acredito!" nos momentos de apoiar os brasileiros em disputa no momento só dava azar... Não tiro a razão dessas pessoas! mas isso faz parte do espetáculo. E os argentinos invadindo o complexo Olímpico de tênis, a Arena Carioca 1 e fazendo aquela festa com sua seleção de basquetebol e com Juan Martin Delpotro, vice-campeão olímpico de tênis? O que acharam desse momento? E os gritos de "Wh, vai morrer!" nas lutas de boxe? Tenho certeza de que teve muita gente que não gostou. Mas ninguém disse para o ser humano se profissionalizar em boxe e vir para o Brasil, porque a torcida não perdoa.
Destaque para a belíssima organização nas partidas de vôlei, que rolaram no Maracanãzinho. Um show! a FIV (Federação Internacional de Voleibol) fez um ótimo trabalho para atrair o público, que curtiu todas as partidas de vôlei com toda a emoção que tinham direito.
O parque Olímpico esteve lindo, cheio de espetáculos e com a galera curtindo, às vezes nem sabendo o que, mas entrando na festa. Isso também é Olimpíada!

Bom, acho que foi uma boa mistura. Desde os atletas que disputaram, até organização e gritos de torcida. Mas agora vou passar os grandes destaques:

Atletas:


  • Destaque feminino individual: Simone Biles.
  • Destaque masculino individual: Michael Phelps.
  • Destaque feminino coletivo: Seleção norte-americana de basquete.
  • Destaque masculino coletivo: Seleção brasileira de vôlei.
  • Decepção masculino coletivo: seleção brasileira de basquete.
  • Decepção feminino coletivo: seleção brasileira de handebol.
  • Momento eufórico: Ouro de Rafaela Silva.
  • Momento superação: Ouro de Rafaela Silva.
  • Momento mais emocionante da Olimpíada: Argentina 111x107 Brasil, quarta rodada do torneio masculino de basquete, com direito a virada histórica, duas prorrogações e Nocioni com 37 pontos.
  • Momento lamentável: Locht e suas "gracinhas" no Rio de Janeiro.
  • Momento triste: Eliminação do futebol feminino.
  • Momento marcante: Phelps no pódio segurando o filho Boomer para a foto.
  • Momento marcante II: Serginho chorando após o ouro no vôlei.
  • Momento Torcida Brasileira: "oooooo, o campeão voooltou! O campeão voltou! O campeão voltou!" para a seleção brasileira masculina de vôlei.
  • Momento "zoação" da Olimpíada: "ooooooooo... Zika!" nem preciso falar para quem.



Sim, como pudemos ver, tivemos tudo isso e mais um pouco nessa olimpíada tão incrível. Eu discordo dessas perguntinhas como: "foi melhor que a de Londres?" "foi melhor que a da China?" não. Foi a Olimpíada do Rio de Janeiro. Cada uma é única, nunca vão se repetir as mesmas maravilhas nem as mesmas tristezas. Por isso que cada uma fica marcada nos livros esportivos, nos recordes, nos livros de história e na mente dos que viveram e viram, seja pela televisão ou ao vivo, o grande espetáculo que nos foi proporcionado, apesar de toda a desconfiança de terrorismo e infraestrutura. Infelizmente, a estrutura deixou a desejar, mas um grande saldo foi tirado pelo Brasil na alegria, emoção e organização.
Parabéns aos medalhistas, principalmente os brasileiros, que sabemos que não possuem muito apoio por aqui, e parabéns para as lendas do esporte que se despediram e para a torcida brasileira, que fez um grande show.

Nota: 

O Brasil não cumpriu a meta de 24 medalhas estabelecida pelo COB.
Foram 19 medalhas, sendo 7 ouros, 6 pratas e 6 bronzes. Apesar de boas campanhas em alguns esportes, outros precisam melhorar. Agora é torcer para que o COB invista mais nesses atletas, que o Brasil acompanhe mais e que nossos comandantes levem a sério o esporte.



Bruno Leal, atualmente cursando o segundo ano do Ensino Médio. Apaixonado por esportes, estudos de ciências e história, entre outros temas.
Curta minha página no facebook: http://facebook.com/fomedeesportes
Siga: @brunoleal_2000.

domingo, 15 de novembro de 2015

[Súmula de Domingo] Por quem choramos? - Ana Cristina


  Sim, choramos por muitos, em tempos diversos e por motivos avessos.
 Não, não somos hipócritas porque pintamos a cara com cores iguais já que os motivos o são.
 Pintamos porque foram as cores que nos ofereceram ou esqueceram que o aplicativo não é brasileiro?
 Outra coisa,
Choramos também por um garoto largado na rua ou no terminal da rodoviária, aquele que te olha de longe e na primeira oportunidade lhe tira a carteira, choramos também pelas árvores ceifadas, das matas desnudas e arenosas já que as proteções viraram outra coisa, mas você usa papel branquinho. Choramos pela Onça Pintada, pelo gafanhoto, o jacaré, mas você sabe o que é uma espécie em extinção, não sabe? Choramos por hospitais, lugares criados porque ali seriam locais apropriados para atenderem a enfermos, mas que estão mais doentes que o contribuinte que tem o seu dinheiro tão repartido que o que sobra o torna doente e aí ele entra no ciclo, doente, remédio, Hospital pior ainda e... choramos porque o dinheiro que seria para melhorá-lo, está em alguma ilha nas Bahamas, choramos, pelos professores que passam o dia inteiro na escolha tentando ensinar alguma coisa à alguém, se esforçam, estudam, se aprimoram e são impedidos de passar conteúdo que não esteja em pauta, enfim eles são treinados para ensinar o óbvio, mas você tem filhos, na escola? Pergunto porque essa realidade não muda, apenas a nomenclatura, de particular para pública, afinal ele ou ela estudaram para isso não é mesmo? Para apanharem de alunos e serem xingados em sala de aula.
 Choramos por vários e vários motivos, pintamos a cara em sinal de grito, já que às vezes, só a palavra não basta.
 Eu gostaria de hoje não chorar por coisa alguma, gostaria de não pensar que hoje é domingo e depois tem a segunda me chamando à obrigação, gostaria ao invés de levantar cedo e ir trabalhar, levantar cedo e ir caminhar na praia, não importando a hora, pois estaria segura e feliz, afinal quem não quer essa vida de fazer só o que o que dá prazer?
 Acho que você também gostaria de ter uma vida bem tranquila, eu também gostaria que você tivesse só assim você poderia dedicar-se mais à leitura, à informação e saber que moramos num país livre, cheio de prosa, cheio de garotas, com muitas Ipanemas, com muitos alfabetizados e outros tantos avessados.
 Mas sabe de uma coisa, eu adoro essa adversidade, essa possibilidade de emitir opiniões até mesmo sobre o que não se conhece e abomino a falta de sensibilidade em entender a manifestação de qualquer pessoa em prol de alguma causa.
 Ontem choramos por aviões caídos, casas soterradas, barcos afundados, chacina em frente à uma Igreja, por cidades dizimadas por bombas atômicas, por jovens mortos asfixiados em boate sem saída, por torres gêmeas, mas hoje choramos pelas pessoas que tiveram suas vidas assaltadas por Terroristas.
 Hoje choramos pela França.
 Desejo que você e sua família tenha um domingo de paz.

Ana Cristina.

domingo, 27 de setembro de 2015

[Súmula de Domingo] Comiseração - Por Ana Cristina

   
Hoje preciso falar sobre os seres especiais que habitaram nossa existência, talvez existam mais deles por aí, mas até que saibamos!
              Para muitos a religião é importante, é um seguimento regente de suas vidas, mola propulsora da educação e Etc. Também não vim falar sobre as muitas e tantas religiões existentes e suas influencias nas vidas das pessoas. Quero sim apontar com todos os meus dedos na direção destas pessoas boas, os representantes destes segmentos com os quais me identifico. Preciso dizer que era eu uma pessoa dura e preconceituosa em relação a alguns segmentos religiosos, mas a vida tem algumas armadilhas e eu pisei em uma delas, nesta eu conheci outros filmes fora da Igreja católica onde me batizaram, com os quais também me identifiquei.
 Assisti por indicação da minha filha o filme, “Irmã Dulce – o anjo bom da Bahia” e eu chorei, copiosamente eu chorei e eu gosto disso, de chorar quando estou só, de chorar quando sou inebriada de exemplo de bondade, porque me sinto tão pequena, tão fragilizada e envergonhada por me preocupar com coisas tão banais e insignificantes mediante urgência em salvar a vida humana. Salvar em todos os sentidos pensáveis, principalmente o salvamento moral.
 Muitos outros me tocaram como Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá e outros que da mesma forma e determinação avançaram com suas armas invisíveis e foram abrindo caminho frente às convenções e imposições. Choro por vários minutos e tanto que tenho pena de mim. Neste momento me sinto no colo e nos braços destas pessoas boas. Repenso minha vida.
 Comiseração é tudo o que essas pessoas têm em seu interior, comiseração pela humanidade. Um ser tão pequeno em estatura, tão desprovido em moedas, tão roto em suas vestimentas, mas tão embriagado de superioridade e doçura que é capaz de transformar os abastados e famintos de luxúria, em nada. Eles são transformados em seres humanos zero, mas eles são tocados de uma forma tão intensa que inconscientemente, quando chegam a este estágio, reiniciam suas vidas, repensam atitudes e apanham um pedaço pequeno desta clemencia para si. Por certo gostaríamos que todos os incautos detentores de poderes terrenos pudessem se lavar de indulgência. Ao menos uma vez.
 É humanamente impossível pensar como os seres especiais e agir como tal. É preciso nascer novamente e barganhar muito antes de tomar conta da casa/corpo. Deixar de comer e doar seu único alimento do dia e se sentir feliz com isso, é impossível pensar que um galinheiro possa se transformar em hospital, porque nossa visão é limitada, invadir um lixão levantar barraco e abrigar gente para dar-lhes de comer, beber, medicar e doar-lhes amor, é mais uma vez impossível acolhermos moradores de rua, doentes, malfeitores e trata-los como se estivessem acabado de tomar um banho e se perfumado com a melhor fragrância e abraça-los e dar-lhes um abraço tão cheio de fraternidade e amor, que sim é impossível pensar que eu este ser ínfimo, vou falar por mim, para mim, é impossível que eu faça isso, talvez você também não o faça. Para isso seria necessário desprendimento, sabe o que é isso? Eu também não sei na ação, mas no significado da palavra é sair da sua Zona de Conforto, frase tão atual e se deixar ir por esse caminho, mas digo que me parece, é um caminho sem volta.
 Se tenho vergonha de ser assim? Tenho. Mas eu não nasci especial. Sou apenas uma detentora, admiradora destes habitantes desta mesma casa que me abriga, mas que conseguem fazê-la tão acolhedora e humana.
 Faço sim minhas boas ações, "Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita”, mas estou aquém da canonização, pois se é assim que são aclamados e reconhecidos, que se tornem então Santos, e eu em contrapartida, saberei lhes dar minha contribuição de admiração.
 Se quiserem chorar um pouquinho assim como eu e lavar um pouco a alma, deixo alguns links dos filmes, tenham todos um excelente início de semana, beijos.

 Ana Cristina



(Clique no nome do filme para assisti-lo)



domingo, 23 de agosto de 2015

[Súmula De Domingo] Por Ana Cristina - Acessibilidade



•► http://acessibilidade.net.br/downloads/cartilhas/Cartilha-Acessibilidade-edificacoes-vl1.pdf

Boa tarde a todos.

  Minha intenção em iniciar a crônica com um link, foi para instigar o assunto, demonstrar inclusive que existem leis e regulamentações sobre o assunto. Assunto este inquietante a mim e infelizmente longe de ser solucionado, as benditas calçadas.
Você já parou para refletir o quanto é constrangedor a uma pessoa com necessidades especiais se locomover nas cidades brasileiras? Dê uma olhada quando estiver dentro do seu veículo confortável e sentado no carona, observe a descontinuidade das calçadas, observe também se quando a calçada estiver obstruída por uma placa, um poste, uma lixeira e ou mesmo até um pedaço desta quebrada, eu só gostaria que se imaginasse com alguma especialidade e tivesse que andar, ou se locomover por ela.
Bem vejo que mediante tal consternação, você não havia observado, não é mesmo, mas não tem problema faça isso a partir de hoje.
Precisamos “cutucar” os segmentos detentores das ferramentas competentes, fazer valer a cidadania, não ir ao gramado do planalto e levantar faixas, mas além disso observar e cobrar.

Ana Cristina

domingo, 16 de agosto de 2015

[Súmula de Domingo] Por Ana Cristina - Para que servem as horas?

  Desculpem-me se mais uma vez venho com o discurso de ética, mas é que o assunto é extenso como já havia dito no artigo passado, mas é que à medida que sou incomodada preciso externar.

Bem o discurso de hoje quer saber onde foi que me perdi? Acho que fiquei muito tempo na clausura que não vi os valores se perdendo, eles escorregaram em ribanceira numa velocidade frenética e neste interim eu estava no hospital como acompanhante da minha mãe. Um hospital de Nome na capital do país, não convém dizer o nome, infelizmente é irrelevante dizê-lo, pois precisaria de uma boa reforma para que as coisas entrassem nos eixos, então ficará na incógnita, bem ela estava lá não pelo SUS e sim pelo Plano de Saúde Bradesco, hoje considerado um dos melhores, por sua ampla aceitabilidade em clinicas e hospitais particulares. Então eu inocente afastada por um longo período deste ambiente hospitalar por não gostar, por não precisar, aguardava ansiosa pelo almoço da minha mãe uma senhora dos seus oitenta e poucos anos, hipertensa, inchada por conta da ingestão de Corticoides recebendo como lanche da manhã suco de caixinha, enfim, estava eu às 11:30horas aguardando a refeição da minha mãe, que não veio neste horário, nem no subsequente, 12:30horas, foi quando eu liguei na enfermaria e perguntei sobre o almoço que por sinal estava fora de hora. Meus leitores foi então que fiquei perplexa e tive a nítida afirmação de que eu estava fora do contexto, com a resposta eu fiquei tão atônita que não tive reação, apenas me encolhi na indignação reclamei comigo mesma e bestialmente aguardei o tão aguardado que chegou à 13:00horas. Tive o ímpeto sim de reclamar, mas acho isso tão fora do contexto, eu acompanhante de uma pessoa que inspira cuidados, vou brigar, reclamar, acho que as coisas têm que funcionar, bem eu errei, mas digo que fiquei paralisada. A última vez que estive internada foi em 2004, três dias após o falecimento do meu pai, fiquei com tanto medo, achando que eu seria a próxima para partir desta para melhor, fui operada da vesícula, felizmente correu tudo bem, quando voltei da cirurgia pude chorar pelo meu pai e por mim. Claro que de 2004 para 2015 há uma longa data, mas naquele ano eu ainda pude almoçar às 11:30horas, pois era considerada uma paciente, inspirando cuidados e um dos mais importantes ficando atrás das medicações, era a refeição, pois aprendi que um paciente precisa comer e fazer suas necessidades fisiológicas do contrário não recebe alta médica e depois de resolverem nossa dor num hospital o próximo desejo é ir para casa. Há só um detalhe, fiz minha cirurgia em um hospital público, eu não tinha convenio, nem dinheiro para pagar uma internação no Hospital da capital, ainda bem. Até hoje não sei o que me deu para que eu não tomasse uma atitude naquele momento, acho que estou perplexa até agora, a enfermeira me disse: - Não tem hora para o almoço.
Ana Cristina

domingo, 9 de agosto de 2015

[Súmula de Domingo] - Amar enquanto há tempo


 Briguei com Deus e meu pai a vida inteira, achava que enfrentando sua fúria, sua má educação, sua falta de jeito em lidar com novas situações, afinal os filhos foram crescendo e à medida que isso acontecia os problemas surgiam também em igual proporção, pensava eu que sabia mais, muito mais que ele, um homem bruto, sem papas na língua, erudito, sem estudo.
A medida que brigava com ele, brigava também com Deus o todo poderoso por deixar que eu sofresse nas mãos de uma criatura tão insensível.
Foram muitos anos de sofrimento e sentimentos adversos, o limiar entre o amor e o ódio.
Cresci, sofri, apanhei, aprendi. Aprendi que ele não iria mudar pois sua idade já não lhe permitia, em sua cabeça dura já não havia espaço para mudanças. Aprendi e fiquei abismada com a facilidade com que as coisas poderiam ser resolvidas apenas com diálogo e amor, então ao olhar para ele numa de nossas ultimas brigas eu o enfrentei de uma maneira diferente. Ele mudou, ficou espantado com minha atitude. Passamos a nos entender, mas eu o entendi muito mais depois que o perdi.
Compreendi que devemos amar as pessoas, apenas amar, essa é a fórmula. Elas, assim como nós não vem com manual de instrução de vida, estamos todos neste enorme organismo sendo atingidos um pelo outro, numa cadeia vital de elementos instrutores.
Meu pai não está mais aqui, um dia eu também não estarei.
Ana Cristina

domingo, 2 de agosto de 2015

[Súmula De Domingo] - A Morte da Ética

Ética
“Parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social, conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.” Fonte:Google.


 Primeiramente gostaria de me apresentar como uma iniciante nesta arte crítica escrita e publicada, mas uma veterana nos questionamentos éticos e morais envolvendo o ser enquanto humano.
 Serei sucinta mesmo porque o assunto, ética, é muito extenso. Sabemos que a teoria é linda muito bem estruturada, muito bem elaborada, mas na prática à medida que caminha, esbarra em obstáculos e como todas elas sem exceção, caem no esquecimento.
 O ser enquanto ser tem como princípio básico a interação com o outro, isso já se nota desde que o indivíduo é apontado no mundo, ele não se fabrica sozinho.
 Partindo desta premissa, tem ele a necessidade de entrosamento e compartilhamento com o outro para manter a sua subsistência.
 Esta semana fiquei chocada com um fato, claro que no meio de tantos outros que nos chateiam ao longo do dia este me saltou aos olhos, mas em particular me chamou a atenção pelo grau de desumanidade. Faltou às pessoas envolvidas no caso, neste, um acidente, cuja vítima já havia sido atropelada na linha férrea e estando a mesma impossibilitada de se locomover porque já se encontrava morta. Faltou ou essas pessoas nunca tiveram contato na vida com a conduta Ética e todo o seu significado, faltou discernimento de poder distinguir um ser humano deitado, morto, inanimado num  gesto de piedade, faltou diferenciá-lo de um saco de plástico, que o vento leva para lá e para cá e que às vezes acaba se prendendo em qualquer coisa.
Poderia ser um saco plástico largado na linha férrea que o trem seguinte não envolvido no atropelamento, poderia passar por cima dele quantas vezes lhe aprouvesse, porque aquele saco plástico não precisaria de piedade, não há vida nele, assim como não havia no Sr. Adílio. Mas o saco plástico entra na categoria dos objetos inanimados, um objeto de extrema necessidade sim, mas um objeto.
O Sr. Adílio, um homem tentando refazer sua vida vendedor de doces e balinhas por aí pelas ruas, assim como muitos brasileiros na mesma condição, este está classificado como ser humano, sendo assim cabe a ele todos os direitos constitucionais e respeito é um deles, mesmo que sua vida já houvesse sido retirada.
O sr. Adílio foi atropelado por um trem e seu corpo jazia ali.
Um “homem” vestido de uniforme laranja deu a ordem para que o outro trem passasse por cima dele, pois o fato de aguardar até que o Sr. Adílio fosse retirado da linha férrea, causaria transtorno, causaria atraso nas viagens.
 Eu pergunto, qual sentimento causou a você a atitude deste indivíduo? A mim um enorme desprezo, a outra pergunta é, em qual categoria podemos inferi-los, a dos humanos? Fica aqui uma reflexão de tratamento humano!


(Ana Cristina).