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domingo, 25 de fevereiro de 2018

[Súmula de Domingo] A Vida é Boa e Bela – Ana Cristina da Costa


           Às vezes gostaria de fugir ao tema crítico, gostaria de só falar em amor.

Estaria eu sentada debaixo de uma árvore, meu corpo recostado em seu tronco forte, meus olhos postos na longínqua paisagem verdejante, seria eu um ser em ascensão. Uma leve brisa sopraria na face trazendo lembranças e essas provocariam suspiros. Depois do lauto descanso retornaria à casa confortável, andaria em calçadas niveladas ornadas de sombras verdes, logo ao lado veria os carros deslizando no asfalto perfeito e todos obedeceriam aos sinais. À frente eu veria crianças brincando e seus pais sentados nos bancos conversando despreocupados, olhariam o futuro do país, pois não haveria perigo algum, nenhum assalto, nenhum atropelamento, nenhum projétil perdido, nada.

Bem que eu gostaria que esse mundo perfeito estivesse aqui ao alcance de todos e eu não precisasse falar sobre o poder de destruição do ser humano. Eu não precisasse dizer que nossas memórias, nosso acervo histórico está sendo destruindo, virando pó e que as pessoas dessas terras estão igualmente sendo dizimadas, que não haverá crianças descendentes nem velhos com suas histórias, por simples vontade de alguns.

Tudo se resume na vontade. Para Schopenhauer – “Vontade é definida como uma força cega, eterna, irracional, indestrutível e insaciável que se mostra sempre presente e atuante em todos os elementos da natureza...”

Claro que vontade em filosofia tem uma outra nota, mas que essa cabe muito bem para definirmos o momento pelo qual passa o mundo. Eu não entendo, não entendo as cordialidades, as gentilezas, as amabilidades e respeito com o próximos terem sumido, simplesmente evaporado da face da terra. Mas mesmo sem entender não vou sucumbir ao desmazelo, tentarei até o fim dos meus dias restaurar a sociedade e a tornar humanizada e menos mecanizada.

Às vezes aquela visão de bem-estar que relatei no início faz falta, digo isso porque os dias são tão frenéticos que esquecemos, eles existem.

Existem numa Europa sendo igualmente maculada em atentados e desgovernos, numa América, machucada por atentados e um governante desgovernado, numa África vivendo os paralelos da riqueza com a miséria e em terras latinas assalariadas. Existem em todas elas onde quer que esteja. Crie o seu paraíso, o seu momento, porque a vida é assim, feita de momentos, alguns são esquecíveis e outros, ah! Outros são tão belos que...

Sejamos conscientes de toda a realidade que nos cerca, mas que elas não consigam sobrepor aos nossos sonhos.

Hoje eu indico um filme fabuloso e quero inovar, vou indicar também uma linda música, porque “recordar é viver”, alegre o seu dia, um bom domingo a todos!

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google.
Indicação de filme: Um homem chamado Ove
https://www.youtube.com/watch?v=VFSXzg1OwhE
Indicação de música: https://www.youtube.com/watch?v=Q_o3BWSOP6M
O imortal Elvis Presley – I Remember you



domingo, 14 de maio de 2017

[Súmula de Domingo] Mãe, De Amor e Paixão!!!- Ana Cristina da Costa

Vou falar de amor, mas também de paixão.

É claro que fazem a separação dos sentidos, dos sentimentos, afinal, quantas e quantas vezes nos apaixonamos na vida? E quantos são os alvos do nosso maior sentimento chamado amor?

Bem embora façam a distinção eu aqui vou na contramão, na via que atesta o paralelo e vou dizer porquê.

O que é o amor senão o nascido de uma paixão?

Quando nos colocamos mediante o objeto querido, desejado seja ele o próprio objeto no sentido real, nós o almejamos de uma forma tão profunda, tão eloquente que quando estamos próximos, de posse e de fato, nós o amamos.

E quando este objeto do desejo é uma pessoa, quando sentimos saudades da voz, da presença, quando nossos pensamentos são todos para ela, quando não conseguimos enxergar nossa vida sem ela? É paixão ou amor? Você pode me dizer que se for um parceiro, é paixão, se disser que é um irmão, um amigo, parente, e filho então, dirá que é amor com certeza.

Posso dizer que o amor é um labirinto onde cruzamos a todo tempo com as diferenças que há na pessoa amada, muitas vezes nos encontramos até conosco neste caminho tortuoso da vida e aí nos vemos em nossas ações ao lado do outro, nos vemos ridículos e nos punimos por isso, por tê-la feito sofrer tanto a custa de nossas vontades e exasperações.

Mas tomamos como advogado de defesa o pobre e indefeso amor, aquele que foi intitulado e criado para somente fazer o bem, jogar pétalas de flores e esboçar sorrisos.

Ele é o amor com sua mala cheia de coisinhas, detalhezinhos que o conferem o título do senhor apaziguador de todas as relações. O que consegue fazer perdoar e conviver por dias à fio, um ao lado do outro.

Já a pobre paixão alvo de tantas e tantas discussões, a culpada de causar uma forte atração e ou uma traição, - ah! Era só paixão, amor é daquele que está sempre ao lado da pessoa, do companheiro.

Sou a favor dos sentimentos, todos aqueles que trazem uma satisfação. A paixão embora crucificada, é um sentimento intrínseco do ser humano, pois somos volúveis por natureza, interesseiros por natureza e nunca estamos satisfeitos com nada para a vida inteira, basta um deslize da felicidade para que as portas se abram por completo à paixão. Sua efemeridade não lhe expulsa do paraíso, apenas lhe confere o título de elixir da juventude.

O amor, este velho senhor, o certinho, comedido e comportado sentimento capaz de comparecer à todas as instancias da sociedade, tem sua livre passagem, pois não ridiculariza ninguém.

Que dirá do amor de mãe e filho, filho e mãe, este incomensurável sentimento, este ardor a mola propulsora da humanidade, é o maior dos sentimentos, o mais puro e duradouro.

Por conta dele, o amor, é que neste domingo muitas pessoas independentemente de sua condição familiar, comemorará O Dia das Mães, porque mãe como disse há pouco, mãe é um ser ao qual podemos imputar amor e paixão e porque não?

Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Google.
Trailer do filme: Um dia de mãe
https://www.youtube.com/watch?v=vsXrjOr0iAI