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domingo, 8 de outubro de 2017

[Súmula de Domingo] A Fé – Ana Cristina da Costa

A fé. 
Ela é algo pessoal às vezes se espalha como um rastilho de pólvora, porque ter fé é acreditar naquilo que não se vê e no BEM que faz por mim e por você.
É ter mais que esperança de que tudo vai dar certo de um jeito ou outro, afinal estamos aqui nesta escola vida para isso mesmo, aprender. Apanhar e secar as feridas com sal, chorar e enxugar as lágrimas com as mãos sujas de barro, porque a vida não pode parar. É endurecer o coração e ao mesmo tempo transformá-lo em gelatina, porque haverá sempre um alguém transpondo a barreira da raiva e do ódio.
A fé é igual ao futuro, quando menos esperamos, o milagre já está à porta e ou as horas e as benesses.
Fé e milagre são duas palavras muito usadas no cotidiano até mesmo dos céticos e incrédulos.
Acreditar no invisível, no todo, no imensurável é dar combustível à alma fechar os olhos a tudo à volta e em ato de contrição deixar correr as lágrimas, deixar que a dor seja o seu juiz.
Aproxima-se o dia mor do Brasil, o dia de sua padroeira, de sua protetora, Nossa Senhora Aparecida. É a festa máxima da Igreja Católica.
Pensando neste dia, nesta fé inabalável do devoto é que uma reflexão mais profunda vem à tona, como conciliar o amor no sagrado estando tão envolvidos no profano? Como cercar-se de misericórdia em um momento tão individual? Acredito que todos já tenham as respostas, porque têm fé, porque precisam agarrar-se ao que há de mais sagrado, naquilo que não entendem e não vêm do contrário, tudo será apenas ruína.
Precisamos de fé e ela não virá sem exercício.
Então que tenhamos fé em dias melhores.

Tenham todos um domingo de paz em seus lares.
Ana Cristina da Costa.
Imagem extraída do Google.
Indicação de filmes:
Marcelino Pão e Vinho
https://www.youtube.com/watch?v=Kwt2ivAbxXw







domingo, 27 de setembro de 2015

[Súmula de Domingo] Comiseração - Por Ana Cristina

   
Hoje preciso falar sobre os seres especiais que habitaram nossa existência, talvez existam mais deles por aí, mas até que saibamos!
              Para muitos a religião é importante, é um seguimento regente de suas vidas, mola propulsora da educação e Etc. Também não vim falar sobre as muitas e tantas religiões existentes e suas influencias nas vidas das pessoas. Quero sim apontar com todos os meus dedos na direção destas pessoas boas, os representantes destes segmentos com os quais me identifico. Preciso dizer que era eu uma pessoa dura e preconceituosa em relação a alguns segmentos religiosos, mas a vida tem algumas armadilhas e eu pisei em uma delas, nesta eu conheci outros filmes fora da Igreja católica onde me batizaram, com os quais também me identifiquei.
 Assisti por indicação da minha filha o filme, “Irmã Dulce – o anjo bom da Bahia” e eu chorei, copiosamente eu chorei e eu gosto disso, de chorar quando estou só, de chorar quando sou inebriada de exemplo de bondade, porque me sinto tão pequena, tão fragilizada e envergonhada por me preocupar com coisas tão banais e insignificantes mediante urgência em salvar a vida humana. Salvar em todos os sentidos pensáveis, principalmente o salvamento moral.
 Muitos outros me tocaram como Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá e outros que da mesma forma e determinação avançaram com suas armas invisíveis e foram abrindo caminho frente às convenções e imposições. Choro por vários minutos e tanto que tenho pena de mim. Neste momento me sinto no colo e nos braços destas pessoas boas. Repenso minha vida.
 Comiseração é tudo o que essas pessoas têm em seu interior, comiseração pela humanidade. Um ser tão pequeno em estatura, tão desprovido em moedas, tão roto em suas vestimentas, mas tão embriagado de superioridade e doçura que é capaz de transformar os abastados e famintos de luxúria, em nada. Eles são transformados em seres humanos zero, mas eles são tocados de uma forma tão intensa que inconscientemente, quando chegam a este estágio, reiniciam suas vidas, repensam atitudes e apanham um pedaço pequeno desta clemencia para si. Por certo gostaríamos que todos os incautos detentores de poderes terrenos pudessem se lavar de indulgência. Ao menos uma vez.
 É humanamente impossível pensar como os seres especiais e agir como tal. É preciso nascer novamente e barganhar muito antes de tomar conta da casa/corpo. Deixar de comer e doar seu único alimento do dia e se sentir feliz com isso, é impossível pensar que um galinheiro possa se transformar em hospital, porque nossa visão é limitada, invadir um lixão levantar barraco e abrigar gente para dar-lhes de comer, beber, medicar e doar-lhes amor, é mais uma vez impossível acolhermos moradores de rua, doentes, malfeitores e trata-los como se estivessem acabado de tomar um banho e se perfumado com a melhor fragrância e abraça-los e dar-lhes um abraço tão cheio de fraternidade e amor, que sim é impossível pensar que eu este ser ínfimo, vou falar por mim, para mim, é impossível que eu faça isso, talvez você também não o faça. Para isso seria necessário desprendimento, sabe o que é isso? Eu também não sei na ação, mas no significado da palavra é sair da sua Zona de Conforto, frase tão atual e se deixar ir por esse caminho, mas digo que me parece, é um caminho sem volta.
 Se tenho vergonha de ser assim? Tenho. Mas eu não nasci especial. Sou apenas uma detentora, admiradora destes habitantes desta mesma casa que me abriga, mas que conseguem fazê-la tão acolhedora e humana.
 Faço sim minhas boas ações, "Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita”, mas estou aquém da canonização, pois se é assim que são aclamados e reconhecidos, que se tornem então Santos, e eu em contrapartida, saberei lhes dar minha contribuição de admiração.
 Se quiserem chorar um pouquinho assim como eu e lavar um pouco a alma, deixo alguns links dos filmes, tenham todos um excelente início de semana, beijos.

 Ana Cristina



(Clique no nome do filme para assisti-lo)