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domingo, 22 de abril de 2018

[Súmula de Domingo] Salvem a Terra – Ana Cristina da Costa

Neste dia eu poderia falar sobre três assuntos, mas escolhi falar sobre O Dia da Terra, pois sem a casa saudável não comemoraremos data nenhuma nos próximos anos. Então assim como fomos descobertos, criamos uma República, gritamos a liberdade podemos parar um instante e refletir, mas não fiquemos por muito tempo inertes, pois a decomposição do humano é ligeira.

A data foi criada para conscientizar sobre os usos que fazemos dos recursos naturais, sobre o destino do lixo, sobre o que queremos deixar para as futuras gerações.

Foi um protesto que em 22 de abril de 1970 envolveu muitas escolas e universidades, a partir daí criaram-se leis e diretrizes sobre a preservação do meio ambiente, criou-se a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) Em 1972 foi celebrada a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los. Fonte: Wikipédia – Wikipédia, a enciclopédia livre

Alguma coisa mudou de lá para cá?

Ficamos mais responsáveis?

Civilizamo-nos talvez, criamos as lixeiras de coleta seletiva, as agencias de metareciclagem, mas vemos constantemente animais marinhos morrendo engasgados com sacos plásticos, tartarugas sufocadas com canudos em suas narinas, recifes de corais sendo ameaçados de extinção, vemos cidades inteiras sendo varridas, enlameadas por produtos tóxicos, vemos muita coisa feia e não fazemos nada e podemos quem não pode são os animais que apenas vivem em seu extinto, matando para se alimentar e não para acumular troféus e riquezas, eles estão invadindo a cidade porque a cidade invadiu a casa deles.

Fizemos muita coisa, mas nada foi suficiente para frear a ganância humana em relação as riquezas da terra, essa mãe cheia de alimentos e paraísos.

Até quando essa bola azul aguentará tanta chaga?

Até quanto ela permanecerá na cor original?

O futuro me assusta, eu não gosto nada de saber sobre a extinção do verde, do azul e das cores que temos em abundância em diversas partes do mundo, temos paraísos terrestres nunca vistos antes, não gosto nem um pouco dos filmes futuristas ilustrando um mundo cinza, sem vida, sem sol, sem água e gente triste.

Tomara que todas as previsões sobre a morte do planeta não sejam verídicas, que todas se mostrem um dia uma grande jogada de mestre, que foram lançadas aos ventos apenas para nos conscientizarmos sobre o que fazermos, tomara.

Cedemos espaços em nossas vidas às máquinas, elas nos regem, horas e minutos, nos dominaram e contribuem consideravelmente para a poluição do planeta, precisamos repensar o modo de viver.

Escrevi um dia sobre isso:

“...ficamos encurvados em sinal de reverência à máquina. Será que tem volta?. De repente nos deleitamos da comiseração momentânea. Um amigo me chama no Messenger. Somente e tão somente se tudo, absolutamente tudo for destruído, quando o mundo for ao caos e virar ruína, nem mesmo o ser estará aqui, provavelmente a máquina, obsoleta, inerte e enferrujada. Precisamos repensar essa subserviência. .
Um dia estava andando na rua e vi um amigo da virtualidade, ele nem olhou para mim.”
Por: Ana Cristina da Costa
Imagem extraída do Pixabay
Sugestão de filme: A Menina Indigo – Netiflix.

domingo, 7 de maio de 2017

[Súmula de Domingo] Silêncio – Ana Cristina da Costa


Se o dia pede SILÊNCIO, então eu lhe darei, porque hoje é o Dia do Silêncio em prol da conscientização de todos males relacionados à poluição ao planeta. 

Hoje, eu me farei muda, ninguém ouvirá da minha boca um esbravejamento sequer, porque todos os meus gritos estarão vibrando em meu peito.

Estarei chorando de culpa por todos os papéis que joguei no chão, por todas as latas de refrigerantes que atirei pela janela do meu carro, por todos as guimbas de cigarro jogadas por peteleco por aí, por todos os sacos plásticos trazidos do supermercado, por todas as águas desperdiçadas no uso diário de casa, por todos os desodorantes e spray’s que usei contendo CFC (clorofluorcarbono), por não ter querido saber de que maneira tratavam todas as hortaliças trazidas para casa, tão lindas e brilhando diante dos meus olhos, por que não quis saber o motivo do sumiço das abelhas e vaga-lumes, e pelo aumento dos mosquitos em nossas vidas. Pode ser que eu tenha arrancado árvores em demasia, devastado florestas inteiras com incêndio e ganância e provavelmente eu deva ter feito barulho em demasia.

Por tudo que fiz ao meu mundo, darei a ele, a parcimônia de um monge no auge de sua compenetração, estarei serena tanto quanto o sono tranquilizador de um recém-nascido, me farei de paisagem em sua lenta atividade como a um sol no horizonte que se locomove imperceptivelmente.

O dia pede silêncio porque já fizemos muitos barulhos, muitas sujeiras e causamos a ele todos os tipos de bagunça.

Se ele clama uma pausa é porque já o fizemos dançar tantos sons desconhecidos, que sua esfera anda côncava.

Hoje façamos silêncio.

Emudeçamos ante uma provocação, respiremos.

Corram, movam-se, mas não gritem, não esbravejem, aproveitem o silêncio para principalmente gritar com vocês mesmos, façam acontecer seus protestos aí dentro, briguem, reflitam para que não maculem ainda mais a nossa casa, o nosso planeta.

Cuidemos, pois, de casa, façamos hoje uma grande faxina. Penduremos o manual de reciclagem e ao comprar algo tenhamos consciência de que somos responsáveis por nossas embalagens, infelizmente não por sua criação, mas por seu descarte. Claro que nossas ações não se fazem sozinhas, são necessárias conscientizações de tantos segmentos, mas que isso não nos congele, somos um, mas o mundo anda cheio de unidades aguardando para que unidos formemos a grandeza.

“O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra”. William James