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segunda-feira, 1 de maio de 2017

[Resposta 42] Agonia do saber ou não saber - Bruno Leal



Mais um sentimento cruel. Aquele da incerteza. Aquele que quando você olha para frente, vê a resposta muito mais longe do que você pode imaginar. Você para e pensa que é possível, mas logo, ao começar a caminhar, cansa nos primeiros paços.
Hoje, vamos nos basear no lado mais humilde da questão levantada por Sócrates sobre a busca pela verdade: o "SÓ SEI QUE NADA SEI".
Afinal, quando começamos as discussões, pesquisas e levantamento de hipóteses até chegar ao resultado final de 42, será que chegamos nas respostas ou só levantamos mais perguntas? Muitas pessoas dizem que é mais produtivo fazer perguntas do que ter respostas prontas. Para continuarmos sendo inteligentes nós, seres humanos, precisamos continuar a fazer perguntas e questionar praticamente tudo. O problema é que aí entramos num dos pontos que mais me incomodam na filosofia: O objetivo é sempre ter perguntas para responder ou encontrar as respostas para as perguntas? E, será que como Sócrates disse, nunca iremos chegar numa resposta final e definitiva?
É doloroso pensar nisso. Passamos tanto tempo buscando sentido para as nossas vidas, mas no fim somos conhecidos apenas como "questionadores" e "inteligentes", com a eterna frustração de que o longo caminho jamais foi percorrido. Ou será que, como dizem alguns, "cada um busca sua resposta"? Isso pode ser uma hipótese viável. Mas e a humanidade como um todo? Nada. Isso parece não existir. Segundo nossas próprias provas e o que Sócrates disse sobre a verdade absoluta: não existe. É estranho pensar que o mesmo autor disse "só sei que nada sei" e "uma vida que não é refletida não vale a pena ser vivida".
Agora fica a intrigante pergunta: Vale a pena refletir para não ter resultado nenhum, ou apenas resultados parciais é do que precisamos para crescermos como civilização?
Você, trabalhador, aproveite o feriado para pensar nisso. Compare com o seu trabalho. O que você mais quer: Resultados parciais para chegar ao sucesso ou resultados definitivos? Pelo que você trabalha?
Um abraço à todos os trabalhadores da classe proletariada e classe burguesa (por que não, né? Também são trabalhadores!) e até a próxima!

Dizem que 42 é a resposta para tudo, porém isso é difícil de assimilar. Mas como a Terra é o único planeta capaz de entender as perguntas e respostas, vamos cumprir nosso dever.
Por que 42? Vamos tentar descobrir todas as primeiras segundas-feiras de cada Mês.
Até a próxima questão fundamental!

domingo, 30 de abril de 2017

[Súmula de Domingo] 30 de abril, Dia Nacional da Mulher!!! 01 de maio, Dia do Trabalho!!! – Ana Cristina da Costa!!!

Nas datas irmãs, coloquemos em pauta nossas atitudes!

Liderando o Movimento feminista com objetivo principal de “ promover a inserção da mulher em todas as áreas da sociedade

“, Jerônyma Mesquita fundou o Movimento Bandeirante no Brasil. Uma mulher extraordinária em suas determinações. Saiu do Brasil e foi morar na Europa, lá ela traduz para o português o manual do escotismo do seu fundador Baden Powell, imprime alguns exemplares por conta própria e os remete para o Brasil, onde foi difundido e posteriormente fundado. Este dia 30 de abril, não poderia ser melhor representado, senão por essa mulher, enfermeira, mãe, bandeirante, brasileira, que não sucumbiu à separação no casamento criando sozinha seu único filho. Uma mulher cuja sociedade na época tratava mulheres como qualquer outra coisa, menos um ser que pudesse pensar e criar, ela não se intimidou quanto ao preconceito e expôs a humanidade que existia em seu interior e a exteriorizou fazendo maravilhas.

Dia 01 de maio, Dia do Trabalho, “é uma homenagem a uma greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. ” A partir deste dia de reinvenções, onde a jornada de trabalho de 13horas para 08 foi reduzida, a data foi lembrada como um dia de vitória, expressando neste dia a alegria com desfiles, exposições e outras manifestações pacíficas. Estamos no século 21, muitas coisas, desde então, foram modificadas, inclusive os modos de manifestarem-se. Eu só posso expor que há falácias em seus punhos, vamos às ruas porque queremos direitos em todas as instâncias, temos deveres em todas elas, é uma contrapartida, a balança dever ser justa, sabemos que não há precisão e sim contrapeso, mas como podemos ter um argumento verdadeiro se o que queremos roubamos do outro?

Queremos segurança e promovemos badernas ferindo o patrimônio público, que é meu e seu? Se impedimos o outro do seu direito de ir e vir, pautado no livro verde, a nossa bíblia de cabeceira, a Constituição? Se queremos mais saúde, mas jogamos aos borbotões papéis e objetos muitas vezes inacreditáveis ao relento, quem vai colher a minha sujeira? Queremos educação, mas não respeitamos o sossego do vizinho, promovemos festas e orgias de fazer inveja à Calígula. Como acabar com a corrupção? Ensinando em casa o que deve ou não ser feito, ensinando direitos e deveres, respeito, educação, claro isso é só a ponta do iceberg. Como já dizia o sábio escritor Monteiro Lobato, “Um país se faz como homens e livros” então tomemos como lema essa expressão e estudemos, tornemo-nos doutores em qualquer coisa, briguemos por nós, para que possamos argumentar com os maus homens, aqueles que nos roubam, aqueles que de uma forma ou outra não entenderam as leis, as leram, mas não as entenderam.

Somos um país rico, expansivo, cobiçado, de um povo tão acolhedor, tão alegre, tão ainda ingenuamente feliz, que não podemos permitir que morramos nas mãos dos sem alma, sem sentimentos.
Façamos e comecemos de hoje, deste país um modelo para o mundo.

Ana Cristina da Costa
Imagens extraídas do Google.

Saiba mais sobre Jerônyma Mesquita, http://luizfernandohissedecastro.blogspot.com.br/2010/02/jeronima-mesquita_19.html
Sobre os trabalhadores assista a estes filmes,
http://www.revistaforum.com.br/2015/05/01/25-filmes-para-o-dia-do-trabalhador/