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domingo, 4 de dezembro de 2016

[Súmula de Domingo] TOLERÂNCIA!! – Ana Cristina da Costa


O engraçado é que passamos a vida inteira lendo, escrevendo e “aprendendo”, ledo engano, o hábito de ler e escrever ás vezes nos faz cegos, pois são tantas palavras, são tantas certezas de que o seu significado foi bem entendido que simplesmente as usamos, dizemos e não tomamos proporção quanto ao seu fiel propósito de ensinamento.
Em caminhada com minha filha eu a expliquei que após anos e anos de existência, eu entendi o real significado desta palavra e o seu emprego.
Não basta que o meu discurso ganhe um prêmio e ou seja difundido no mundo inteiro como um puta-discurso, mas eu devo pô-lo em prática, senti-lo, para que as palavras deitadas nele tenham vida e confiram veracidade.
Então eu entendi, foi um lapso e eu entendi.
Entendi que se eu não penso o avesso de qualquer coisa eu devo tolerar, porque do outro lado do pensamento está alguém que eu gosto, alguém com que convivo e ou alguém que que é alguém, então deixe que essa pessoa sinta o meu amor por ela, simplesmente isso, o que importa é o amor que sinto por ela. Eu não sou certa, não sou o baluarte, posso ser a mais errada e penso contrário à outra pessoa, ela sabe e é convicta de que está certa e eu idem, então onde é o ponto de equilíbrio o vórtice que nos une? É no amor, este sentimento no qual está englobado sentimentos outros, menores e que são de igual importância e peso, alimentando-o e abrilhantando-o como o universal.
Vou dar um exemplo de tolerância fora do discurso:
· Tolerância religiosa: uma pessoa evangélica põe os seus pés num terreiro de Umbanda a convite ou por curiosidade, e no tocante, o inverso acontece, um islâmico adentrar uma igreja católica e assistir a uma missa e o inverso haver a reciprocidade, um forte exemplo de que a mentalidade de assumidades abriram novos horizontes em suas agendas é o discurso do cientista britânico Stephen Hawking no Vaticano, sabemos todos que ele é ateu.
· Tolerância racial: pessoas negras tornarem-se líderes e protagonistas de novelas sem que ganhem papeis representativos de profissões subalternas, ou seja, não que haja profissões de níveis, mas há as conferem glamour, status e as que são meras coisas, então que tal uma família de pessoas negras serem os donos de uma multinacional em papeis de novelas? E que tal alguns médicos, advogados, engenheiros também, e que tal um varredor de rua branco, louro e de olhos azuis? Porque somos todos gente, pessoas, humanos, a mesma espécie, as mesmas oportunidades, esmagadas por alguns para alguns fazendo uma seleção ridícula.
Bem, eu tive a oportunidade em aprender fora do discurso o real significado da palavra porque ela me tocou profundamente, não que eu tivesse intolerância, mas porque ela me veio então formamos uma aliança. Espero que você a use também e ou encontre a sua palavra, ficarei feliz em saber qual é. Tenham todos um bom domingo.
Ana Cristina da Costa.
Créditos da Imagem: Google

domingo, 16 de outubro de 2016

[Súmula de Domingo] 16 DE OUTUBRO, DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO – Ana Cristina da Costa.


 “A data foi escolhida para lembrar a criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) em 1945. O Dia Mundial da Alimentação traz temas que nos fazem pensar a respeito da população carente, sua segurança alimentar e nutrição. ” Fonte: Google.
Pois bem vamos por partes, criou-se um dia para a comemoração isso é louvável, criou-se estratégias de combate à fome, também, mas ainda há Milhões de pessoas no mundo passando fome e a maioria delas está na África onde as mais atingidas são as crianças.
Apesar da eficácia e excelência da ONU (Organização das Nações Unidas), dos programas sociais elaborados pelos países, neste caso inclui-se o Brasil, que segundo pesquisas, teve uma queda significativa em seu número de famigerados devido à aplicação de recursos públicos em programas eficientes, devemos ressaltar que não basta um só elemento seguir em linha reta para que tenhamos êxito no combate à fome, devemos alinhar o combate aos conflitos internos baseados em violência, que impedem o progresso de tais vontades. Devemos combatê-los também com as mesmas armas as políticas públicas e contar com o apoio dos aliados e a ajuda humanitária.
Vale ressaltar que municípios do Brasil onde a violência impera, a fome, a alimentação saudável, se mostra em índices baixos. Claro que um conjunto de lacunas, de falhas governamentais, provocam e impedem o progresso, uma delas é a corrupção política onde ouvimos e vemos todos os dias em jornais e telejornais, que nosso dinheiro foi passear em lares estrangeiros, quando deveriam estar aqui promovendo alimentação decente para os alunos das escolas públicas. Devemos também investir em programas de hortas comunitárias ressaltando a importância da alimentação saudável, pois infelizmente assim como cresce o número de pessoas sem acesso à comida paralelamente há as pessoas sofrendo de sobrepeso e pasmem as crianças compõem este quadro e isso é alarmante.
Hoje é Dia Mundial da Alimentação, pensemos no significado dessa frase e no efeito que ela fará em você após aprofundar-se no assunto, veja o quanto temos de famélicos pelo mundo, pensem no quanto jogamos de alimento no lixo, o quanto comemos em demasia muitas vezes até sem fome. Pensemos, pois, a vida é uma roldana e o fato é que, de que adianta se o seu mundo particular está envolto em “perfeição” se seu vizinho passa fome? No que ele poderá ajudá-lo? Sendo ele uma pessoa fraca, sendo ele uma pessoa fora da “perfeição”? Não vivemos sozinhos, pensemos nisso, um dia precisará de alguém com menos condições que você, precisará dos seus serviços e aí verá todos os seus problemas e o maior deles verá que é a falta de comida, você pensará nele quando estiver com sua casa cheia de gente comendo e bebendo à valer? Então neste Dia Mundial da Alimentação façamos uma reflexão e ou uma boa ação. De vez em quando é bom sair da nossa zona de conforto e olharmos ao redor...
Tenham todos um domingo de excelência, um abraço.
Ana Cristina da Costa.
Crédito da imagem: Google.


domingo, 9 de outubro de 2016

[Súmula de Domingo] Salve o Dia do Açougueiro!!- Ana Cristina da Costa

Hoje é dia do açougueiro, mas espere um pouco, você vai falar do açougueiro, do abate de animais, do preço da carne, da fome, etc...?
Não, eu vou falar de cultura.
Isso mesmo cultura dentro de um açougue, o Açougue Cultural T-Bone, “primeiro estabelecimento no mundo a juntar carnes e livros”. http://tvbrasil.ebc.com.br/sabadosazuis/episodio/acougue-cultural-t-bone
Tudo começou um com um menino que na época tinha 12 anos e morava nos fundos de um açougue no qual trabalhava, que passava seu tempo ocioso lendo.
 Apaixonou-se.
De empregado a patrão Luiz Amorim comprou o açougue e aos poucos foi introduzindo os livros à amostra pelo estabelecimento. Apesar do menino engraxate e então açougueiro, duas profissões importantes, mas nem tanto aclamadas, Luiz teve a sorte de evoluir num ambiente próspero e abastado de Brasília, nossa capital, em uma das quadras da asa do avião, em comparação a outras cidades que talvez ele não tivesse tido a sorte de fazer o seu projeto evoluir.
O açougueiro criou O Projeto Parada Cultural, beneficiando a muitas pessoas uma preparação para o vestibular e cursinhos. O Projeto consiste na colocação de uma estante com livros em cada parada de ônibus, qualquer pessoa pode pegar o livro e levar para casa, ler e devolver em uma outra parada e pode também doar alguns, assim o acervo só tende a crescer.
A expansão da ideia de uma estante de livros no açougue foi para além-fronteiras, promovendo eventos culturais tais como os saraus na “Noite Cultural T-Bone”.
Na página da TV Brasil você tem a oportunidade de conhecer o Luiz Amorim num vídeo fabuloso que terá a oportunidade também de passear pela arquitetura de Brasília, boa leitura e um ótimo domingo a todos!
Ana Cristina da Costa.




domingo, 2 de outubro de 2016

[Súmula de Domingo] Fases – Ana Cristina


Ontem observando as crianças que brincavam em um pula-pula, numa festinha de aniversário, entrei em transe, olhei não só para elas, olhei através, entrei no mundo infantil que ria, gargalhava, caia, acenava, chorava, reclamava, levantava, pulava e sorria novamente. Ali naquele pequeno espaço, naquela redoma, havia um universo inteiro de conhecimento, tive o privilégio e permissão de atravessar por um milésimo de segundo o campo invisível, e eu percebi e me envergonhei mediante o ensinamento infantil.
Neste mundo indecifrável do qual fizemos parte um dia, do qual fomos retirados sem percebermos, há um código, uma fala, um olhar bem peculiar que só tem acesso aqueles seres pequeninos, infantis e enigmáticos. Nós atravessamos a barreira invisível da fase, fomos retirados dela, deixamos para trás todos os exercícios e conhecimentos, fomos postos em uma outra caminhada, tivemos que desaprender e aprender, iniciou-se uma outra etapa, onde não éramos mais crianças, mas também não éramos adultos. São elas tão bem definidas, eu as pude perceber numa noite. De um lado este mundo cheio de códigos e tão simplório, onde nele não cabe distinção de espécie ou esfera qualquer, vi classes diferentes atravessarem a barreira porque só elas, as crianças, tem a chave e vi o quão podemos aprender com elas, que se olham despidas de qualquer coisa e se veem crianças e pronto e ponto, pude ver também a fase de transição da vida, uma adolescente entediada em seu mundo virtual interagindo com seus afins, digitando os seus códigos e olhando tudo o mais aqui fora, um mundo perdido para ela, vi o meu mundo o mundo adulto sofrido , tenso, preocupado, crítico, preconceituoso, desconfiado e estranho, onde segmentos familiares sentaram-se cada um no seu quartel e se guardaram em suas carapaças, não há permissão de entrega nem de sorrisos, pois você não tem, não é, e não sabe, essas coisas de desníveis sociais, intelectuais e blá blá blás que nos separam uns dos outros, um avesso do mundo infantil.
Perdemos a oportunidade de interação e nos envergonhamos disso.
Um dia quando eu for criança novamente, e isso irá acontecer, eu quero esquecer esta fase adulta, esta que me confere poucas alegrias, eu quero um pula pula em cada esquina, então sorrirei a valer, haverá é claro uma barreira invisível, haverá o meu código, aquele que, quando eu olhar para você e enxergar a mesma estrutura, as mesmas marcas de vida, eu o identifique, sua passagem será mágica então nos daremos as mãos, pois haverá um outro mundo a nossa espera do qual ninguém jamais pode ou poderá abster-se, mas é só uma etapa.
Ana Cristina da Costa.

Créditos da Imagem: Google