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domingo, 6 de março de 2016

[A vida por Ana Rapha] Medo, todo mundo tem o seu

Um pouquinho atrasada, mas chegou a coluna "A vida por Ana Rapha"!! Vamos falar sobre medos?? Me conte qual é o seu!!


Medo, todo mundo tem o seu

            Nesta semana, mais uma vez me deparei com um dos meus medos: fazer exame de sangue. É terrível a sensação de sair de sua casa em jejum, chegar num lugar com uma enfermeira toda vestida de branco, com máscara no rosto e uma seringa na mão, pronta para sugar o seu precioso líquido vermelho. Me sinto no tempo das cavernas. Cadê a tal da tecnologia?
            Todos nós temos nossos medos. Tirar sangue não é o meu único medo. E andar de avião? Ou ser atropelada por uma bicicleta? Ou ainda me afogar na praia? São tantos medos que invadem nossas mentes que precisamos de cuidado para não ficarmos paralisados.
            O medo faz parte da vida. Aliás, o maior medo de todos é perdê-la, ver se esvaindo por entre os dedos o tempo de existência que ainda temos. Vivemos com esse medo desde que nascemos, pois quando um bebê chega ao mundo, seu relógio de tempo de vida já está batendo. Todo dia, um dia a menos, um dia mais perto da temida Morte. E vivemos assim, com essa espada em nossas costas, pronta para o golpe final.
            É natural termos medos. Ainda quando somos pequenos, temos vários: é medo do escuro, do bicho papão, de monstros e por aí vai. Mas aprendemos, desde cedo também, a lidar com eles.

Temos medos, mas não podemos deixar que eles guiem nossas vidas. A superação dos nossos medos é a única forma de existirmos plenamente. E, assim, eu saio feliz, toda vez que eu termino um exame de sangue ou saio de um avião no lugar que desejava. É a sensação de vitória que bate no peito...



Gostou da crônica de hoje? Deixe o seu comentário!! Conheça mais sobre a escritora e seu livro "A Lua que eu te dei" na página do Face: www.facebook.com/escritoraanarapha

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

[A vida por Ana Rapha] Feliz aniversário


Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje é sexta-feira, dia de crônica da Ana Rapha!!
Conheço muitos aniversariantes no mês de fevereiro, assim, meu presente para esses amigos é a crônica de hoje!! Curtam, comentem!! ;)


Feliz aniversário

            Fazer aniversário, uma festa? Nem sempre! Muitas pessoas não gostam de celebrar essa data, sentem-se mais velhas, parece que o tempo delas está se esgotando.
            Outro dia, uma amiga minha me disse: Mais um aniversário de novo? A sensação é de que há um relógio contando o tempo que ainda me resta! E completou, avisando às amigas: Nada de festa, comemoração surpresa ou qualquer coisa do gênero, depois dos trinta não há mais o que comemorar. Será que não?
            A vida, realmente, passa muito rápido. A sensação de que estamos com os dias contados, de fato, existe. Mas, então, não seria mais um motivo para  celebrarmos a vida? Comemorar mais um ano de vida?
            Precisamos vencer a morte todos os dias, desde que abrimos os olhos para esse mundo. São doenças, acidentes, catástrofes, todo tipo de coisa que finda a vida das pessoas a todo instante. Assim, a cada ano que fazemos, a cada nova idade, é uma superação. Superamos a morte, as dores, os obstáculos, as quedas, as perdas. Sobrevivemos, quiçá vivemos!
            Em contrapartida a essa minha amiga, que se autointitula uma jovem senhora ainda na casa dos 37 anos, outro dia, conheci uma senhora de verdade, próximo aos 90, que disse: Eu comemoro mesmo o meu aniversário. A cada ano a festa é maior. Estou superando a morte, driblo ela todo ano. Eu sou vitoriosa e o aniversário é o momento de comemorar a minha vitória sobre a morte.

            Sábias palavras. Vencemos a morte todos os dias, nos superamos a cada instante. E o momento de celebrar essas conquistas é o aniversário. Assoprar as velinhas não é sinônimo de velhice, mas de superação e sabedoria. A cada ano que passa, amadurecemos como aprendizes da vida, para um dia quem sabe, nos tornarmos professores dessa linda jornada, tão cheia de espinhos, mas repleta das mais belas rosas!

Gostou do texto?
Conheça meu livro "A Lua que eu te dei". 
Mais informações no link: www.facebook.com/escritoraanarapha/

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

{A vida por Ana Rapha} Indigna ação

Olá, estamos de volta das férias!! E pra começar o ano, uma crônica que nos faz refletir sobre o machismo em nossa sociedade. É pura indigna ação!

Indigna ação

          Indignação é o que eu sinto ao abrir as páginas dos jornais e ver meninas de 12, 13, 14 anos, morrerem por vergonha, por terem sido enganadas, vítimas do machismo que continua a bater a nossa porta diariamente.
            Eles pedem nudes como prova de amor, de confiança. Elas cedem e são condenadas por toda a sociedade, passam de vítimas a algozes. Por que o homem que espalha as fotos íntimas de uma mulher não é condenado nem ridicularizado pela sociedade? É ele quem quebra o pacto da confiança, da intimidade. É ele quem humilha, quem abusa e mostra o seu lado mais vil.
            Laura, Ana, Rita, Mariana, Carla, Amanda, qualquer nome ela pode ter.  Na mais tenra idade, aprendem o que é a dor. São marcadas como gados, pelo resto de suas vidas. Pagam por confiar naqueles que amavam...
            São elas as condenadas, as meninas. Por que se expor? Mulher precisa se resguardar. Homem é assim mesmo. Como assim? Não faz sentido aceitar a falta de caráter, não faz sentido tolerar o ato infame, não faz sentido!
            Outro dia, no funeral de uma amiga adolescente, Margot, a menina de 13 anos, melhor amiga da vítima, precisava desabafar, as palavras foram mais fortes do que as lágrimas: Até quando vamos punir nossas meninas pelos erros dos outros? Ela estava errada? Sim, errou por ingenuidade, confiou em que não deveria. Mas quantas vezes não fazemos isso em nossas vidas? Como saber em quem confiar? Será que a vítima pode ser mais culpada do que o criminoso? Aqui não estamos enterrando apenas a  minha amiga, mas a esperança de um mundo melhor. Pois, precisamos de um mundo mais justo, em que as pessoas tenham caráter. Não devia ser ela a se envergonhar de sua foto exposta na Internet, mas ele de não ter tido caráter, de ter usado do sentimento de uma menina para ridicularizar, humilhar. Ele tem que se envergonhar de sua atitude. Mas a sociedade puniu apenas ela, o lado mais fraco dessa história. Isso é uma indigna ação!
            O discurso da pequena menina choca, assusta, faz pensar. A mulher tem que se envergonhar, se sentir culpada, frustrada, pois os homens podem fazer o que quiserem, afinal, a culpa sempre será delas. É isso mesmo? Em que mundo vivemos? Precisamos deixar de enterrar nossas meninas e enterrar valores que não cabem mais, valores que trazem dor, ódio, repulsa. Está na hora de parar de dizer que é assim mesmo. O conformismo impera, o machismo domina, a vida acaba. Chega! É preciso lembrar que caráter independe de sexo, etnia ou religião, ou se tem ou não se tem.

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sábado, 26 de dezembro de 2015

[A vida por Ana Rapha] Então, é natal!

Oi, meus queridos leitores!! Por problemas técnicos, a coluna "A vida por Ana Rapha" só pode vir ao ar hoje!! Mas estamos aqui com uma reflexão sobre o Natal!! Curtam, comentem, compartilhem!!


Então, é natal!

            A festa mais popular do mundo chegou. Com ela, vêm presentes, comilança, Papai Noel, festas e mais festas, e o mais importante, o sentimento da generosidade. Esse virou acessório de Natal, só utilizado nessa época do ano.
            As pessoas passam o ano todo esbanjando egoísmo e ganância para chegar no mês de dezembro e vestirem suas fantasias angelicais. Ainda não é carnaval, mas todos vestem suas máscaras para bailar nos eventos sociais.
            Os miseráveis, os órfãos, os idosos, os mendigos, são esquecidos o ano todo e de repente ganham popularidade. Todos resolvem doar alguma coisa para o grupo dos excluídos, como se fossem redimidos de suas culpas com esses atos nessa época do ano.
            As famílias se reúnem, passam o ano todo com brigas e intrigas desnecessárias para chegar na noite de natal e deixar as lágrimas rolarem com pedidos de desculpas dramáticos, que duram até o dia amanhecer, quando novamente recomeçam as desavenças familiares.

            Estou farta de ver a falsidade imperando no natal! É preciso um natal de verdade, que perdure durante o ano, com sentimentos generosos, em que o amor impere nas famílias, nas ruas, na sociedade. Só assim teremos um mundo melhor, aquele que Jesus pregava. Que o nascimento de Jesus seja uma data para refletir sobre as atitudes dos homens, que mais de dois mil anos depois ainda crucificam as pessoas, com atos bárbaros, repletos de ódio e crueldade.

            Quero que a estrela de natal brilhe o ano inteiro, com veracidade, mostrando que nós ainda somos humanos, que ainda temos sentimentos bons e com eles podemos mudar o mundo. 

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

[A vida por Ana Rapha] Um segundo

Que tal refletirmos sobre o tempo?? 

Um segundo

            Você já parou para pensar no poder de um segundo? Parece tão ínfimo, tão pequeno, sem nenhum significado para as nossas vidas, mas eles são responsáveis pelo que há de melhor e de pior.
         Esses dias, mais uma vez, em minha existência balzaquiana, pude perceber a importância desse momento mínimo, mas tão poderoso. Eis que um segundo pode causar a dor extrema, o medo, a dúvida, a mudança. 
           A fragilidade mora no segundo. É ele quem transforma, de um instante para o outro, tudo a sua volta. A vida se vai em apenas um segundo. Foi assim ao ver pessoas tão especiais partirem. Em um piscar de olhos, elas já não estão mais ali, tudo se torna sem importância, o mundo fica cinza, opaco, vazio. Apenas um segundo...
Mas os momentos de alegria e de felicidade extrema também podem ocorrer nessa fração de tempo tão ínfima. É o beijo apaixonado, o êxtase profundo, a notícia esperada, o prêmio sorteado.  
Nesse mísero instante, pode-se ficar rico ou perder tudo. Lá nos idos anos 90, um conhecido meu mudou de vida em um segundo. Ao ver o sorteio da loteria acumulada, embolsou mais de dez milhões de reais. Aquele segundo em que a bolinha 17 foi sorteada mudou pra sempre o seu destino. O que também aconteceu com um vizinho meu que perdeu tudo quando o número 9 foi sorteado em uma roleta clandestina. Tão pouco tempo, tantas conquistas, tantas derrotas. 
Os segundos são como gotas do tempo, a esvair-se pingo a pingo, mas cada um deles é importante para que a chuva continue a cair, molhando a terra, enchendo os rios, formando correntezas. Uma gota pode fazer toda a diferença.

E assim segue o mundo, que gira por dias, anos, séculos, mas é o segundo que faz o seu mundo mudar. 

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

[A vida por Ana Rapha] Filme de terror

E chegou a sexta-feira, junto com ela a coluna "A vida por Ana Rapha". Vamos refletir um pouco sobre o terror que invade nossas vidas? Boa leitura!! ;)

Filme de terror

             Depois dos trinta, nada melhor do que um bom filminho para sábado à noite. Meu namorado adora uma trama sanguinolenta, regada a mortes, monstros e espíritos. É cabeça degolada para um lado, jatos de sangue para o outro, tudo com muitos gritos e feixes sombrios.
            Eu já não gosto de filmes desse gênero. O terror não me atrai, até porque o vejo todo dia ao abrir as páginas dos jornais. É tanta violência, tanto absurdo, que a barbárie da realidade tem mais sangue do que a da ficção. Não existem zumbis, fantasmas ou monstros. Mas há assaltos, guerras, mortes, tortura. A violência ganhou fama, estampa revistas e jornais, é convidada constante na telinha.
            Há aqueles que tiram proveito de tanto sangue para pintar as cores do próprio sucesso. Não importam as vidas perdidas, mas a notícia vendida. Violência virou sinônimo de lucro, seja na ficção ou na realidade.

            Por isso, eu não dou ibope para esse tema. Quero ver cenas de amor, de afeto, de gratidão. A superação deve ser mostrada, as virtudes valorizadas, o amor propagado. Assim, nesse finzinho de um sábado sonolento, regado a pipocas e a risadas, vou dar um pause na realidade e apertar play para um mundo de sonhos e de fantasia, onde a felicidade é a protagonista principal. 

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

[A vida por Ana Rapha] Brincando de Deus

E chegou a sexta-feira, dia de texto da Ana Rapha!! Então vamos lá, refletir um pouquinho sobre a nossa sociedade!! Boa leitura!! ;)

            Há pessoas que estão sempre brincando de Deus. Resolvem mandar e desmandar por puro prazer, apenas para mostrar quem está no comando. A humildade passa longe. As letras maiúsculas e as frases
imperativas imperam no seu vocabulário.
            Outro dia eu estava numa padaria, ou melhor, numa panificadora como chamam aqui em Curitiba, dessas cheias de guloseimas, que dá vontade de morar lá para poder se empapuçar de tantas gostosuras. Um horror para o colesterol e para o diabetes! Pois bem, uma das funcionárias estava mandando a outra reorganizar a vitrine de doces. O que havia de errado? Nada. Era uma vitrine normal, bem limpinha, com os doces de festa tão apetitosos a convidar os clientes a comprá-los. Entretanto, essa moça tão simpática queria que a bandeja de doces fosse organizada de acordo com um esquema que ela mesma criou. Chegou a planejar em um papel, o qual estava em suas mãos enquanto falava com a colega, apontando cada item anotado. “Vem um brigadeiro, depois um beijinho, por fim um dois amores, sempre intercalando”, dizia ela como se tivesse descoberto a América.
            Enquanto a moça dos cabelos dourados cacheados, sem touca na cabeça ou luvas nas mãos, brincava de Deus, dando mandos e desmandos a sua colega, a fila do pão só aumentava. Somente uma menina atendendo enquanto as outras duas cuidavam desse assunto de máxima urgência. Quanta eficiência! A competência, nos dias de hoje, é raridade. Reinam os egos. Preferível mandar a atender bem os clientes.
            Se fosse só esse caso da panificadora, tudo bem! Mas é uma pandemia que se alastrou por todos os lugares. Outro dia foi no banco, a bancária experiente, mulher de meia idade, ensinava de forma ditatorial a bancária novinha recém-chegada. O que ela ensinava? O serviço? Suas funções? Como atender os clientes? Nada disso. Algo muito mais importante. A organização dos papéis em sua mesa. O local em que cada tipo de papel deveria ficar. Burocracia sem limites. Organização exacerbada. Só fica a pergunta: para que tudo isso?
                  Hoje nem fico mais abismada com a importância das coisas em nossa sociedade. Esse é o lugar em que vivo, faz inveja ao antigo Olimpo, afinal, aqui há muitos deuses a caminhar pelas ruas.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

[A vida por Ana Rapha] Os ciscos

Olá, meus leitores!!
Vamos a mais um texto de Ana Rapha Nunes? Que tal refletirmos um pouco sobre nossas vidas? Confiram "Os ciscos".

            Sabe aquela máxima de que ter muito dinheiro é tão difícil quanto não ter dinheiro algum? Isso vale para a felicidade. Ser feliz assusta, dá medo. Quando você se sente muito feliz, qualquer coisinha pode atrapalhar a felicidade tão sonhada. Os ciscos passam a incomodar...
            Outro dia estava conversando com uma amiga minha e ela estava queixando-se do seu namorado. Até seis meses atrás ela andava solitária há anos, só se envolvia com trastes, daqueles que vão comprar cigarros e nunca mais aparecem. Hoje, ela tem um namorado lindo, gente boa, super apaixonado, vive um amor digno de tela de cinema, mas ela segue reclamando, porque ele deixa a pasta de dente aberta, não manda mensagem assim que acorda, adora comer hambúrguer. O que são essas migalhas diante do romance que ela vive diariamente? Dos beijos cinematográficos, das juras de amor eterno, das noites de paixão, do carinho e do companheirismo que um tem para com o outro? São ciscos, apenas ciscos. É disso que estou falando. Como gostamos de reclamar e de não valorizar nossas conquistas. E Roberta não é a única, posso elencar uma penca de exemplos.
            É a Inês que reclama do serviço da diarista todo dia que ela vai, mas quando a moça falta, ela quase morre do coração com tudo por organizar em casa; é o João que reclama dos gastos que seu carro zero dá, sendo que até outro dia só andava de busão; é o Henrique que reclama da bagunça do filho, mas seu maior sonho era ser pai; é a Mariana que reclama de ter que limpar uma casa grande, mas mora quase em um palacete.
            E por aí vai, João, Roberta, Inês, Henrique, Mariana, todos nós reclamando dos ciscos, sem apreciar a beleza e os encantos dessa viagem que é a vida. 

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

[A vida por Ana Rapha] Apresentação de Ana Rapha

                                                             
                                           Olá, tudo bem?
Sou Ana Rapha Nunes, escritora, e convido vocês a acompanharem a minha coluna aqui no blog: A vida por Ana Rapha. A partir da próxima sexta-feira, dia 20/11, semanalmente. Sempre com temas variados, crônicas voltadas ao nosso cotidiano.
Aguardo vocês,
Bjooo ;)