Assistindo a uma reportagem hoje
pela manhã, me fixei no dito. Se não fosse trágico eu riria de mim mesma, pela
ingenuidade e falta de interesse em certos acontecimentos com os quais me envolvi
durante minha existência.
Tenho três filhos, o primogênito nasceu
quando eu tinha 18 anos, inexperiente, mas de certa forma com muita sorte, pois
bem, eu no hospital público para ganhar a criança, não ganhei, não havia vaga,
então me encaminharam para um particular conveniado ao SUS e foi lá que sofri
tudo o que relatava a reportagem, mas quando estava no momento não sabia se
estava sofrendo, não sabia se o procedimento era normal ou não, porque quando
se trata de hospital e emergência principalmente não questionamos, não somos
médicos, não estudamos para nos tratarmos, queremos ficar livres do problema,
da dor e no meu caso da dor do parto e ver a carinha do filho. A reportagem
falava da violência na hora do parto chamada de Manobra de Kristeller, Parto
Forceps e corte. Fiquei apavorada, sofri as três.
Quanto à primeira é mesmo uma
grande violência e está proibida, ela consiste em fazer pressão na altura do
útero para ajudar no parto. Lembro até hoje do momento, mas entendo também que
naquela hora creio eu, foi o melhor a fazer. Violento ou não deu tudo certo
comigo e com o bebê. Quanto ao segundo consiste em retirar o bebê com o
instrumento cujo nome emprestou ao procedimento, uma pinça que puxa o bebê pela
cabeça. Não é proibido, pouco usado, mas se tiverem que optar pelas vidas, sim
ele será usado, afinal os médicos devem fazer jus ao juramento de salvar vidas!
Mas fica o alerta para que
questionemos os procedimentos médicos se achar que tem algo errado, pesquise,
pergunte, procure saber.
Ana Cristina da Costa,
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