Doenças tropicais, vamos
falar sobre isso. Eu já tenho dito há muito, que a educação é a mola propulsora
para o progresso. Não existe outro mecanismo de defesa para doenças que, antes erradicadas
e voltam a nos assombrar com força de epidemia. Será que eles, os
transmissores, estavam planejando esse tempo todo? Fortalecendo-se a fim de
atacar com força total? Ou estavam a prepará-los
para este fim. Enfim, enquanto não temos respostas para desvendar o início de
tudo isso, fiquemos com a noção ao menos, e uma delas é que precisamos reeducar-nos,
já passa da hora. Não adianta letreiros, propagandas, anúncios, o que adianta é
o ser humano entender que o mundo é a nossa casa, se eu jogo lixo fora da minha
casa, se um mundo é uma bola, ele volta para mim, de alguma maneira ele volta,
é só raciocinar.
A casa está doente
e suja.
Como pode um inseto, um ser tão
pequenino, nos ensinar tanto, eles são disciplinados, organizados, limpos,
obedientes, subservientes, contudo, o comportamento de toda essa sociedade
contribui para que se perpetuem os benefícios. As abelhas, as formigas, os
pássaros, enfim, os seres abaixo de nós na cadeia alimentar, nos alimentam e
nos ensinam. Você já imaginou se um deles mudasse o seu comportamento, se
saíssem da sua organização e passassem a agir como nós, a bel prazer? Seria o
caos. A pergunta é, porque eles conseguem manterem-se desde que o mundo é mundo
com as mesmas funções e ações e nós não? Estamos acabando com o mundo,
consequentemente conosco.
Você
deve ser perguntar o que tudo isso tem a ver com as doenças tropicais e eu digo
tem tudo a ver. Porque será que a população de mosquitos aumentou? Onde estão
os seres acima deles na cadeia alimentar? Tudo bem os mosquitinhos sempre
existiram, mas sabíamos de um caso aqui outro ali, de morte e infecção, fora as
grandes epidemias de febre amarela e outras tantas em séculos passados. Convenhamos,
estamos vivendo em uma era abastada no quesito facilidade e comunicação, portanto
é humanamente impossível se pensar que não há como prevenir doenças antes
adormecidas e outras tidas como erradicadas e ou combate-las de maneira meteórica,
há de se pensar também em outra vertente, guerra bacteriológica. É uma hipótese
sem descarte. Será que o homem, o ser
civilizado encabeçando a cadeia alimentar com desmatamento desordenado, com o
seu lixo depositado nos rios; lagos; mares; praias, será que este ser tem
alguma coisa a ver com tudo isso que está acontecendo com ele mesmo? Onde estão
os bichos que comem insetos? Será que morreram em alguma queimada? Ou se
evadiram por conta de desmatamento desenfreado para dar lugar ao cimento?
Este
ser superior necessita de ajuda. Talvez se montassem um workshop onde os
palestrantes seriam todos os seres abaixo dele na cadeia alimentar, será que
assim o homem aprenderia algo sobre civilidade?
“......Seu
Senhor dessa Cidade embevecida
Precisamos de coleta de coleta seletiva.
Eu preciso te dizer quanta dor quanta tristeza
Nosso verde se acabando faltando comida na mesa.
Façamos nossa parte ou iremos morar em Marte.”
Precisamos de coleta de coleta seletiva.
Eu preciso te dizer quanta dor quanta tristeza
Nosso verde se acabando faltando comida na mesa.
Façamos nossa parte ou iremos morar em Marte.”
Ana
Cristina.
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