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4ª Poética
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sábado, 25 de julho de 2020
terça-feira, 7 de julho de 2020
{Mês de Teresa} Felizes juntos - Alana Fidelis
Nesse mundo importa a sua raça, cor, gênero, religião, classe social, poder aquisitivo, tudo isso realmente não importa. O que importa é ser você mesmo, ser livre, ter pensamento próprio, se amar, se respeitar e respeitar o próximo, ser grato e solidário, uma pessoa boa, isso que importa e nos diferencia. Não gaste sua energia com discussões, brigas, desentendimentos, diferenças de pensamentos, isso só te deixa mal. Pratique o perdão, o amor e deixe a paz prevalecer. Somos todos iguais, somos todos humanos, passamos pelas mesmas coisas, vamos nos ajudar e ser felizes juntos.😁❤️
domingo, 5 de julho de 2020
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
[4ª Poética] Homem de cor - Fundação casa
Homem de cor!
Quando eu nasci, eu era negro
Quando eu cresci, eu sou negro
Quando eu tenho, medo sou negro
Quando eu estou doente, eu sou negro
Enquanto que você homem branco,
Quando você nasceu cor de rosa
Cresceu branco
Quando ficas no sol fica vermelho vermelho
Me diga quem é o homem de cor!
Coração
No coração de uma mulher valente ,
Não pode existir a dor de um amor negro drama sem alma.
Meu herói
Passei muito tempo a procuro de um herói dentro de mim
Livre , fui atrás de pessoas que me diziam palavras positivas
e me faziam me sentir inteligente
no final fui perceber que a resposta que procurava
estava em mim sou filho de zumbi
Palmares é aqui
Igualdade
Oprimir meu povo
É sabotar o que tenho no coração
Liberdade é meu lema
Negritude é consciência
Eu luto pela valorização do sangue Africano
Consciência
Ter consciência é viver
Ter amor próprio
Amor ao próximo
Consciência Negra é revolução!
*Mês da consciência negra
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
[4ª Poética] A minha cor - Afro Cena
A Minha Cor
A minha cor é algo muito especial
Minha cor é cidadã, não é cor marginal
E o meu cabelo é uma arma nessa luta social
Sou negro de valor
Uso black sim senhor!
Meu cabelo é cultural, um estilo pessoal
Uma herança do meu povo ancestral
Por isso quando me olha
Me vê assim
Mas não precisa me agredir
E nem tão pouco fugir de mim
Esse meu jeito tem muita historia
Embaixo desse cabelo tem conhecimento e vitória
Danço meu funk, meu rap e meu samba
Mas não sou marginal
Sou doutor, mestre, professor, jornalista
Tu já deixou de ser meu senhor
Por isso me respeite como cidadão
Porque esse negro que todos falam
É um negro de valor
AFRO CENA
*Mês da consciência negra
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
[4ªPoética] Aprendi a aprender - James Ribeiro
Aprendi a aprender
Aprendi a amar o nariz largo. Com um desenho impecável de ancestralidade.
Aprendi a amar o beiço que virou boca carnuda em tempos, em momentos diferentes entre amor e se entender consigo. Não precisava esconder mais, nem ligar pro tamanho.
À boca derramei amor e vi o quanto as pessoas admiravam-na.
Aprendi a amar o cabelo, dos cachos ao crespo. Do 4C ao careca. Aprendi a amar cada parte que ali existia. O corpo como templo onde quem quisesse saber, entrar ou ter rito, haveria de me pedir.
Aprendi a amar os detalhes, as estrias, os desenhos, a melanina que exalava.
Aprendi a amar cada pedaço de amor que habita num corpo. Cada traço, cada cheiro, cada gosto, cada olhar e olhos, cada minúscula essência em ser sagrado e ancestral. Cada tambor que dá ritmo ao coração.
Aprendi a amar, porque amor não me era servido. Aprendi, numa relação dura mas essencial ao que sou hoje.
Aprendi amar ser pret@! E amar tudo que envolve amar ser pret@.
Aprendi a ter mais certeza do que não quero, muito mais do que quero! E isso que me fortaleceu e me ensina cada dia mais. Aprendi a ser grato. Sou grato!
E não troco nada que tenho pela enclausura de uma estética que não me compete.
Aprendi amor, como quem não o tivesse. Aprendi que sempre tive amor, próprio e coletivo. Aprendi a praticar meu amor.
Sempre tive amor, sempre.
Aprendi como quem ensina, começo a te passar. Aprender só faz sentido no coletivo. Aprendi a acreditar mais.
Acredito em cada fagulha de amor que acontece na gente. Aprendi a não esquecer mais.
Eu aprendi a aprender!
JAMES RIBEIRO
*Mês da consciência negra
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
[4ª Poética] Negressência - Mariane Helena
Negressência
Minha Negra Essência
Está Presente em Tudo e Todos.
No Sangue, Na Cor, Nos Traços!
Não está Contida em Conceitos,
Mas em fatos e Atos de um Povo Forte.
É a marca de Nobres Guerreiros,
Que Nunca Perderam a Realeza.
Trago em Mim as Marcas de Sua Gloria!
Cada Conquista Vindoura é Resultância de Uma Luta Altiva.
Ostento meu Orgulho Negro,
Ousando Viver Grande e Livre.
Livre das Amarras da Hipocrisia...
Do Ódio...
Do Rancor!
Alçando Patamares Dignos da Minha Cor!
Componho um Verso Libertário,
Em Louvor do Sangue que foi Derramado
Para me Exalar em Flor.
MARIANE HELENA
*Mês da consciência negra
domingo, 13 de maio de 2018
[Faroeste News] 13 de Maio - Dia de Reflexão e Luta contra a Discriminação
Antes eramos escravo,
hoje somos pretos marginalizados
"Ou seja, FOI TUDO UMA FARSA!
Nenhum opressor simplesmente te olhará e dirá:
vá você está livre! Pelo contrário!
você diariamente deverá acordar e conquistar sua verdadeira liberdade.
Essa é a rotina do negro brasileiro."
(Mariane Helena)
Dia 13 – A Lei Áurea extingue oficialmente a escravidão no Brasil. Mas a data é considerada pelo Movimento Negro como uma “mentira cívica”, sendo caracterizada como Dia de Reflexão e Luta contra a Discriminação (1888).
13 de maio é o dia que uma tal de Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon ou popularmente conhecida por "Princesa Isabel" assinou um decreto em que libertava todo escravo nascido no brasil, a Lei Áurea.
Quem estudou em escola publica, assim como eu também estudei,sabe que nas aulas de Historia, os professores falavam da Princesa Isabel como se ela fosse uma santa, uma mulher que teve dó do povo preto, que no auge de sua bondade libertou os escravos.
Nas escolas pelo menos até os anos 90 e começo dos anos 2000, eu terminei a escola em 2005, e falo como propriedade, dentro das salas de aula eu nunca ouvi falar em Luis Gama,Zumbi dos Palmares,Ganga Zumba,Dandara, eu pelo menos fui conhecer estes Mitos Brasileiros através do RAP e do HIP HOP,nas escolas se ensinava que a tal da Isabel era a nossa "salvadora".
Como diz na musica do Inquérito "Nego Nego"
"Não foi bem do jeito que a história te ensino
Zumbi que lutou a princesa só assino"
O dia 13 de maio não é um dia para ser comemorado, pois a abolição dos escravos foi algo forçado e muito mal elaborado tanto que é refletido até hoje.
- 1º - A princesa Isabel foi forçada a assinar esta lei por pressão da Inglaterra, não porque a inglaterra era boazinha e sim porque para os negócios dela que era a industrialização, da linha de montagem e de todos os setores, o escravismo era um forte concorrente, pois usava mal de obra não remunerada.
- 2º - Após a assinatura desta lei o que foi feito para com o povo que antes era escravo e só tinha a roupa do corpo..? que abolição foi esta..?
O Negro foi forçado a Marginalidade, quando eu falo em Marginalidade não falo em vida bandida e sim de um povo que primeiro foi Marginalizado ou seja foi imposto que teria que viver nas margens da sociedade branca e elitista da época, com isto surgiu as periferias, as favelas que antes era Quilombos.
E claro que o reflexo de uma sociedade marginalizada é que se forme formas corruptas de se ganhar dinheiro, pois a revolta e a fome se manifesta de varias formas.
Com o fim da escravidão o brasil ficou sem mão de obra na visão dos Antigos senhores de escravos,que agora eram grandes fazendeiros, mas dai eu lhes pergunto, não tinha mão de obra..?
com milhões de negros sem empregos ..? tinha mas não queriam empregar os pretos
A Elite Brasileira era unida e orgulhosa e espalhou anúncios que precisam de trabalhadores que de preferencia tivesse família que chegando aqui teria sua terra para trabalhar e plantar e com isto vieram Italianos,Alemães,Japonês,Árabes dentre outros povos.
Resumindo os Pretos vieram como escravos e quando foram libertos não tiveram direito a nada, nem a emprego digno, nem moradia, nada, já o "imigrante" teve direito de trazer até sua família,teve seu pedaço de terra e um trabalho digno, tanto que hoje todos os seus descendentes gozam de mordomia..
Já os descendentes de escravos a sua esmagadora maioria vivem como pobres nas favelas e são tratados como aninais marginalizados.
Como diz na musica "Capitulo 4 versículo 3"dos Racionais Mcs
"Efeito colateral que seu sistema fez"
Antes eramos escravo,hoje somos pretos marginalizados!
Mariane Helena
Fonte:www.noticiario-periferico.com
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