Quando falo de excelência, falo
do melhor, melhor em tudo, pode não ser o imensurável, mas tem que ser de
qualidade acima do limite. O que fazemos na vida deve primar por este caminho,
do contrário para que fazer, não é mesmo? Tentemos, pois, fazer com que algo
fique mais ou menos, no meio termo, ora, o que dizer de um arroz nem cru nem
cozido, de um banho de gato, de varrer só a metade da casa, de lavar só a
metade da roupa suja, de amar só um pouquinho, beijar só a metade da boca, e
receber só a metade do salário? Não tem nenhuma graça nisso, devemos almejar o
melhor, tentar fazer o melhor.
Tomemos como base o nosso país e
seus diversos seguimentos públicos, há os que necessitam de recursos, há os que
tem recursos e não tem pessoal qualificado, há os que não dispõem nem de uma
coisa nem de outra, porque a verba destinada se esvaiu, escorreu pelo ralo,
então fica uma coisa qualquer para atender à população que necessita de tudo
absolutamente tudo, inclusive de conhecimento e este servidor de ferramenta
fundamental ao apelo. Porque não primamos pela excelência? Será que vou morrer
e não vou ver este país como um país de primeira linha?
Excelência é o que busco desde
que o mundo é mundo para mim, e lá se vão mais de 50 anos que ouço as mesmas
histórias e promessas. É igual a casa onde morei com meu pai, que uma
construção mal-acabada ficava lá anos e anos do mesmo jeito, tanto que guardei na
memória o desenho formado por essa desestrutura, a mim parecia normal, hoje sei
que ela não deveria ter estado ali nem um minuto, pois se uma coisa acabou deve
virar outra coisa. A estagnação é nada.
Então meu Brasil brasileiro,
minha terra de amar, vamos caminhar para a excelência?
Ana Cristina da Costa.

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